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Cultivar sonhos em sala de aula - como o Projeto de Vida estimula a aprendizagem

29/12/21
Há muito que a escola deixou de ser um simples espaço para a transmissão de conhecimentos teóricos sobre o mundo, hoje, é  um ambiente de aprendizagem que precisa desenvolver um ser humano completo, apto para a nova realidade que se redesenha a cada instante.
Nesse sentido, além de saber interpretar um texto, realizar operações matemáticas complexas, ou compreender o funcionamento de um organismo vivo, o estudante que sai da escola do século XXI para o mundo precisa conhecer a si mesmo e as possibilidades de trajetos que o farão atingir seus objetivos.
À luz dos desejos coletivos e individuais, as matérias se tornam não um fim em si mesmas, mas uma ferramenta para dominar as etapas que preparam a criança para o seu futuro. E como mediador de todo este conhecimento está a figura do professor.

Inova Escola – Projeto de Vida
De acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), o foco no projeto de vida do estudante pode se tornar o eixo em torno do qual a escola organiza suas práticas e metodologias. Assim, todas as áreas do conhecimento trabalhadas na grade disciplinar adquirem uma abordagem prática, sendo relacionadas com a vida real dos alunos dentro e fora do ambiente escolar.
No entanto, pouco vão adiantar as boas intenções se o professor não estiver devidamente preparado para lidar com as diferentes realidades que se desenham a partir de cada aluno. Assim, o curso Inova Escola – Projeto de Vida entra como uma formação essencial para transformar o professor num mediador de sonhos.
Nesse curso, objetiva-se trabalhar o repertório dos professores no que tange a criação de práticas e abordagens, a sua aplicação em sala de aula e o gerenciamento dos desejos dos aprendizes, por meio de técnicas como a escuta ativa, o reconhecimento das concepções de mundo dos estudantes e o apoio a escolhas conectadas com seus percursos, desejos e histórias.
Para a professora Josefa Pereira da Rocha Paiva, o curso se tornou um diferencial na sua formação. “Percebi que o curso partiu da ideia de criar conexões entre o que se ensina na escola que é comum a todos e os interesses individuais dos alunos. Comecei a entender que, sem essa percepção, nossos alunos não crescem e nem conseguem achar sentido nas temáticas propostas.”, afirma Josefa.
Josefa buscou o curso quando se viu diante da tarefa de liderar um grupo de professores da rede estadual de Pernambuco que lecionam a disciplina Projeto de Vida e Empreendedorismo (componente curricular das Escolas Integrais de Pernambuco). Ela precisava entender como orientar seus professores, e as diretrizes do curso guiaram as práticas propostas.

Não basta propor, é preciso cativar
Todo o conceito de Projeto de Vida está calcado na necessidade de cativar o aluno para que se sinta estimulado a aprender. De acordo com a pesquisa “Juventudes e a pandemia do coronavírus” (maio/2021), desenvolvida pelo Conselho Nacional de Juventude, metade dos adolescentes entrevistados afirmam sentir exaustão ou cansaço constante, e 36% não estão estudando (10% a mais do que em 2020).
Este desafio também se estende ao corpo docente, que não pode deixar transparecer seu cansaço. Assim, o que a professora Josefa fez primeiro foi trabalhar os sonhos e aspirações dos próprios professores: “propus inicialmente a tarefa de escuta das memórias afetivas dos professores, fazendo-os pensar em seus próprios sonhos, para que estes tivessem a dimensão do potencial que esse simples diagnóstico traz para uma conversa, um trabalho sobre projeto de vida. Eles adoraram!”
A partir daí, cada professor pensou em estratégias para levar o mesmo tipo de abordagem para a sala de aula. O resultado foi certeiro: “no encontro seguinte, vários professores apresentaram as produções de seus alunos na perspectiva de construção de varal dos sonhos, oficinas de sonhos... todas com base na atividade diagnóstica apresentada no curso.”, conta Josefa.
O êxito da turma de professores orientados por Josefa em Pernambuco é um dos objetivos principais do curso Inova Escola – Projeto de Vida. Por meio dele, estimula-se a formação de mediadores que possibilitarão o ensino baseado nos quatro pilares da educação, segundo a Unesco: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Aprender a conhecer
Ao trabalhar a aplicação prática dos ensinamentos no cotidiano atual ou futuro, o interesse pelos conteúdos e o aprendizado se torna maior. O estímulo para a busca de soluções diante dos desafios particulares estimula que o aluno entenda quais ferramentas têm à disposição e como utilizá-las para buscar o conhecimento necessário, em vez de esperar sentado que o conhecimento lhe seja transmitido passivamente.

Aprender a fazer
Nesse sentido, de posse do conhecimento teórico construído coletivamente, é necessário desenvolver a capacidade de transformar teoria em transformação. Aplicar de maneira objetiva as informações disponíveis e as informações conquistadas, gerando mudanças reais na vida do indivíduo, no seu entorno e na sua comunidade.

Aprender a conviver
O ensino voltado para o projeto de vida estimula o entendimento de que a vida também é coletiva, e estimula o reconhecimento do entorno do aluno, do mundo onde ele vive e qual o seu papel dentro de uma convivência em sociedade. Também abre os olhos para as injustiças, estimulando a empatia e o pensamento estratégico para a construção de uma coletividade que impulsione seus desejos e os dos seus pares.

Aprender a ser
O aprendizado de si leva o estudante a olhar para dentro, descobrindo seus sonhos, motivações e talentos e criando, ao longo dos anos, se não uma noção exata de quem se é, o conhecimento para se redescobrir a cada fase da vida. Estimulado desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, o autoconhecimento proporciona que o aprendiz se posicione no mundo e diante dele, conectando, assim, todos os demais pilares.

O professor é seu primeiro aluno
Torna-se, portanto, imprescindível que o professor desenvolva em si mesmo os quatro pilares da educação, mantendo desperto em si o apreço pelo ensino. Foi isso que Josefa realizou durante a formação em Pernambuco, se valendo dos ensinamentos adquiridos no curso Inova Escola – Projeto de vida. “Todas as vezes que sou desafiada a montar e desenvolver formações aqui com meus professores, recorro às estratégias dos cursos dessa plataforma.”, afirma, referindo-se ao Escolas Conectadas.
O objetivo de Josefa, de consolidar uma formação continuada com os professores da rede estadual de Pernambuco, está intimamente ligado ao projeto Escolas Conectadas e à necessidade de constante atualização dos professores. E, com um corpo docente interessado e ativo, transferir aos alunos essa mesma energia – energia que vem do estímulo de acreditar nos próprios sonhos.

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O papel da escola está em reconhecer essas questões, criar condições para que sinais de sofrimento sejam percebidos e acolhidos e, quando necessário, acionar a rede de apoio.A escola também precisa saber escutarGrande parte da infância e da adolescência acontece dentro da escola. É ali que estudantes constroem amizades, enfrentam conflitos, lidam com expectativas, fracassos e mudanças e desenvolvem formas de se relacionar consigo mesmos e com os outros. Por isso, o ambiente escolar também pode ser um espaço importante para fortalecer vínculos e criar oportunidades de escuta.Para o professor Erison Lima, de Manaus (AM), essa escuta pode revelar situações que nem sempre aparecem de forma evidente na sala de aula. Por meio do Clube do Silêncio, iniciativa criada no Centro Educacional de Tempo Integral Eng. 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Uma década de transformação digital na educação: por que ...

Reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.A plataforma Escolas Conectadas está de cara nova. A partir de agora, nossa comunicação ganha uma nova identidade visual, mais contemporânea, acolhedora e conectada aos ambientes digitais.A mudança acompanha um momento importante: em 2026, o ProFuturo, programa global de educação digital do qual a Escolas Conectadas faz parte, completa dez anos. Criado pela Fundação Telefônica Vivo e pela Fundação “la Caixa”, o programa atua em diferentes países para promover uma educação de qualidade por meio da tecnologia, com atenção especial à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades de aprendizagem.Fazer parte dessa iniciativa também significa acompanhar de perto as transformações que atravessam a educação digital no Brasil e no mundo. 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A cultura maker, as metodologias ativas e a aprendizagem baseada em projetos mostraram que a tecnologia poderia apoiar experiências mais criativas e participativas em sala de aula.Em 2017, a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deu um passo importante ao incluir a cultura digital entre as Competências Gerais da Educação Básica. Pela primeira vez, o uso das tecnologias deixou de ser visto apenas como apoio às aulas e passou a fazer parte das aprendizagens essenciais previstas para todos os estudantes.Ao mesmo tempo, cresceram discussões sobre equidade, representatividade e a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia, ampliando o olhar sobre quem faz parte da construção do futuro digital.Pandemia: transformação aceleradaEm 2020, a pandemia da Covid-19 colocou as tecnologias digitais no centro da educação. O ensino remoto exigiu respostas rápidas de professores, gestores e redes de ensino, evidenciando tanto o potencial quanto os desafios do uso das tecnologias.Nos anos seguintes, o debate evoluiu para o ensino híbrido e para a recomposição das aprendizagens. Mais do que combinar atividades presenciais e virtuais, tornou-se necessário repensar estratégias pedagógicas capazes de atender estudantes com diferentes trajetórias e necessidades.Esse período também evidenciou a importância da formação continuada dos educadores. Em um cenário de mudanças constantes, aprender a utilizar novas tecnologias com intencionalidade pedagógica passou a ser ainda mais necessário para a prática docente.Uma nova etapa para a educação digitalOs últimos anos consolidaram uma nova fase dessa transformação digital. A homologação da BNCC Computação, em 2022, fortaleceu o debate sobre competências digitais e abriu caminho para que a Computação passasse a integrar o currículo da Educação Básica. Ao mesmo tempo, a chegada da IA generativa trouxe novas possibilidades para o planejamento das aulas, a produção de materiais e a aprendizagem, acompanhadas de discussões sobre ética, autoria e pensamento crítico.Também ganharam espaço temas como educação midiática, cidadania digital, inclusão e acessibilidade. Em comum, todos eles reforçam uma mesma ideia: formar estudantes para viver, aprender e participar de uma sociedade cada vez mais conectada.Evoluir junto com a educaçãoAcompanhar esses debates educacionais faz parte da trajetória da Escolas Conectadas. Desde sua criação, em 2015, a plataforma busca apoiar educadores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e inclusivas, oferecendo formações gratuitas que acompanham as necessidades de cada momento da educação brasileira.

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Agosto: temas importantes do mês para trabalhar em sala d...

Atualizado em 28/07/2026Agosto é sempre assim: fim de férias e volta às aulas! Para apoiar os educadores a recuperarem o ritmo pedagógico e fazerem do retorno escolar um momento divertido e estimulante para os estudantes, separamos diversas datas importantes do calendário para serem trabalhadas durante o mês. Confira a seguir a Agenda do Educador de agosto!Dia Nacional do Documentário Brasileiro (07/08)O Brasil tem um cenário fértil de produções cinematográficas – incluindo filmes indicados e premiados no Oscar – e um histórico de documentários que podem ser inseridos em diversas disciplinas como uma ferramenta pedagógica. A produção de vídeos e fotos é uma forma interessante de desenvolver habilidades como autoria, comunicação, síntese, colaboração, resolução de problemas e negociação de pontos de vista a partir da construção de narrativas. Aproveite a data e experimente com seus estudantes em sala de aula!A “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores” apresenta ferramentas digitais promissoras, incluindo temas como fotografia e vídeo, para potencializar o trabalho do professor.Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08)Desde 1995, a data celebra todos os povos originários e busca conscientizar sobre a sua realidade, principalmente no que se refere às condições de vida e cultura, bem como a garantia dos direitos humanos.E você, já pensou em como trabalhar essa efeméride em sala de aula? É importante lembrar que representações estereotipadas devem ser evitadas, buscando apresentar os povos indígenas com respeito às suas origens e culturas. Para isso, vale explorar de tudo: jogos e brincadeiras de origem indígena, histórias e lendas, danças e músicas, palavras de origem indígena, e assim em diante!Se você quiser se aprofundar nos fundamentos da educação antirracista, que envolve também a luta dos povos originários, a dica são os nossos cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”.Para completar, o Dicionário do Saber Ancestral é um material especial que reúne palavras de origem indígena presentes no nosso cotidiano, seus significados e contextos culturais. Também inclui um jogo da memória para desenvolver a leitura e ampliar o repertório sociocultural dos estudantes. Baixe gratuitamente e leve novos olhares para a sua sala de aula!Dia do Estudante (11/08)Uma data criada para reconhecer o papel dos estudantes não pode passar em branco nas escolas, certo?Vale promover atividades em que os estudantes se sintam valorizados, buscando fortalecer o sentimento de pertencimento em relação ao espaço escolar. Concursos, gincanas e atividades que estimulem a troca de experiências são ótimas ideias para atingir esse objetivo. Atividades mão na massa, como produzir murais ou pintar paredes da escola, também são boas opções para realizar um processo de criação coletiva que envolva toda a comunidade escolar.Quer saber mais sobre como as atividades mão na massa podem estimular o protagonismo estudantil em suas aulas? Temos a formação perfeita para você: “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, elaborada pela premiada professora Débora Garofalo.Dia Nacional das Artes (12/08)Celebrando a existência de manifestações como a música, o cinema, a literatura, o teatro, o circo, a pintura e a poesia, o Dia das Artes é uma boa oportunidade para trabalhar a expressão artística dentro da sala de aula. Além de auxiliarem muito no processo de ensino-aprendizagem, as artes têm impacto direto no desenvolvimento integral dos estudantes, estimulando a evolução em aspectos intelectuais, sociais, emocionais, físicos, estéticos e, claro, criativos. ‍Que tal aguçar ainda mais a criatividade em suas aulas por meio do uso de tecnologias? 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Pois o curso “Olá mundo! Lógica de programação e autoria” ajudará você a atingir esse objetivo por meio da programação.Dia da Infância (24/08)Em 24 de agosto, é comemorado no Brasil o Dia da Infância. Porém, desde 2023, agosto passou a ser considerado o Mês da Primeira Infância, ação que visa conscientizar a sociedade sobre a importância da atenção integral às gestantes, às crianças de até seis anos de idade e às suas famílias.Nas escolas, essa data – e o mês como um todo – são excelentes oportunidades para desenvolver atividades que valorizem a infância. Organizar jogos e brincadeiras são boas ideias para movimentar o corpo, além de estimular a convivência entre as crianças.Pensando na grandiosidade de um país como o Brasil, com o apoio do site Mapa do Brincar, separamos algumas brincadeiras regionais que podem ser trabalhadas na sala de aula.Região norte: buraco e helicóptero de folhaRegião nordeste: estátua e sete pecadosRegião centro-oeste: cachorro no osso e pato, pato, gansoRegião sudeste: caracol e base 4Região sul: coelho sai da toca e conebolDurante todo o mês: Agosto LilásO Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, com foco na divulgação da Lei Maria da Penha e no combate à violência doméstica e familiar. O mês foi escolhido por marcar o aniversário da sanção da lei em 7 de agosto de 2006.Na atualidade, o ambiente virtual tornou-se uma das principais ferramentas para a violência moral e psicológica contra as mulheres. Práticas como cyberbullying, perseguição online e vazamento de fotos íntimas, inclusive, já são combatidas pela Lei Maria da Penha.Leia uma matéria especial sobre o tema aqui.Esteja preparado/a para fortalecer esse enfrentamento por meio do curso “Cidadania Digital”, que incentiva o uso seguro, consciente e responsável da Internet entre educadores e estudantes.Conte para nós quais desses temas farão parte do seu planejamento e aproveite para compartilhar esse conteúdo com outros educadores!

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