Tecnologia torna a escola e a educação mais atraentes para os estudantes

26/07/24

Professor especialista que participará da imersão “Ferramentas digitais na prática para professores”, Doug Alvoroçado fala sobre os impactos da tecnologia em sua prática

 

Pode parecer um fenômeno recente, mas o fato é que as inovações tecnológicas acompanham a humanidade há milhares de anos. No que diz respeito à educação, registros indicam que tecnologias têm sido utilizadas há bastante tempo. Grande parte delas, porém, eram restritas aos sistemas de ensino de países ricos.

Atualmente, a noção de tecnologia na educação está relacionada às ferramentas digitais.

Ao lado da internet, o computador de uso pessoal - seja na forma de desktop, tablet ou smartphone - é considerado o pilar da nova era tecnológica na educação. Mesmo antes de se tornar professor, o educador Doug Alvoroçado já testava as possibilidades dessa máquina.

“Sempre fui usuário de tecnologias que estavam disponíveis à época. Quando me tornei professor, diante dos inúmeros desafios desse processo, sempre pensei em como a tecnologia poderia me ajudar, seja na hora de produzir uma prova ou de propor uma atividade para meus alunos”, revela.

Consultor em edutech, transformação digital e inclusão em escolas, Doug é um dos professores especialistas que fará parte da imersão “Ferramentas digitais na prática para educadores”, que será realizada de 15 a 23 de agosto. Durante uma semana, serão apresentadas novas tecnologias e recursos para impulsionar o trabalho de educadores em sala de aula.

Tecnologia como linguagem

Na rede municipal do Rio de Janeiro (RJ), Doug desenvolveu uma série de projetos que utilizam a tecnologia para promover a inclusão dos estudantes. Já ensinou interpretação de texto com realidade aumentada, elaborou jogos e quizzes acessíveis e criou um emocionômetro para medir a animação e as emoções da turma. Tudo isso em busca de tornar as suas aulas mais interessantes, atrativas e divertidas.

Doug compara a utilização de tecnologia no início da sua trajetória como professor, no começo da década de 2010, com a que é feita hoje. “Atualmente, o uso de tecnologia é muito mais intrínseco, amalgamado no cotidiano. Naquela época, ela era um recurso que você lançava mão. Hoje, não é só um recurso: é uma linguagem, está no bolso, no jeito da gente pensar, em rotinas do dia a dia”, observa. 

Ele segue relembrando: “Quando eu usava tecnologia para alfabetizar alunos usando Facebook, eu era taxado de maluco, de chato, falavam que eu só queria aparecer e não queria trabalhar. Sem dúvida, hoje já existe uma outra perspectiva sobre o uso de tecnologia.”

Imersão conectada e conjunta

Para o professor, quando o assunto é tecnologia na educação, a teoria é importante, mas é a prática que garantirá que os objetivos sejam alcançados. Ele também elogia uma das características da imersão: a proposta mão na massa. 

“Uma mentoria e um acompanhamento desses vai mostrar a curva de aprendizagem, eu vou fazer e você observa como eu faço. Quando se constrói isso junto com o professor, fazendo treinamento e capacitação, ele se sente muito mais preparado e apoiado para usar as ferramentas digitais”, aponta Doug. “Eu acho interessantíssimo que tenhamos uma imersão conectada, conjunta, onde possamos se afetar, se formar e se capacitar juntos.”

Durante a imersão, o professor carioca será responsável por uma aula sobre inteligência artificial, em que apresentará plataformas que podem apoiar os educadores em diversos aspectos de sua prática. “Por exemplo, quando você precisa de uma imagem para a sua prova. Muito mais assertivo do que fazer uma pesquisa no Google - ou até mesmo realizar esse desenho - é dar um comando para uma ferramenta de IA fazer por você. Isso dá muito mais autonomia para os professores.”

Por fim, Doug afirma que enxerga uma participação e engajamento muito maiores em suas aulas quando agrega a tecnologia digital. “Isso vale para todas as idades. Os estudantes perguntam: ‘porque todas as aulas não são assim? Eu aprendi muito mais, botei a mão na massa, criei, estou vendo os resultados’. Ou seja, eles entendem que precisam disso e que a educação pode ser um processo muito mais gostoso”, avalia. “Às vezes a escola parece chata para alguns, mas quando se coloca tecnologia ela fica mais interessante.”

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