Cultivar sonhos em sala de aula - como o Projeto de Vida estimula a aprendizagem

29/12/21
Há muito que a escola deixou de ser um simples espaço para a transmissão de conhecimentos teóricos sobre o mundo, hoje, é  um ambiente de aprendizagem que precisa desenvolver um ser humano completo, apto para a nova realidade que se redesenha a cada instante.
Nesse sentido, além de saber interpretar um texto, realizar operações matemáticas complexas, ou compreender o funcionamento de um organismo vivo, o estudante que sai da escola do século XXI para o mundo precisa conhecer a si mesmo e as possibilidades de trajetos que o farão atingir seus objetivos.
À luz dos desejos coletivos e individuais, as matérias se tornam não um fim em si mesmas, mas uma ferramenta para dominar as etapas que preparam a criança para o seu futuro. E como mediador de todo este conhecimento está a figura do professor.

Inova Escola – Projeto de Vida
De acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), o foco no projeto de vida do estudante pode se tornar o eixo em torno do qual a escola organiza suas práticas e metodologias. Assim, todas as áreas do conhecimento trabalhadas na grade disciplinar adquirem uma abordagem prática, sendo relacionadas com a vida real dos alunos dentro e fora do ambiente escolar.
No entanto, pouco vão adiantar as boas intenções se o professor não estiver devidamente preparado para lidar com as diferentes realidades que se desenham a partir de cada aluno. Assim, o curso Inova Escola – Projeto de Vida entra como uma formação essencial para transformar o professor num mediador de sonhos.
Nesse curso, objetiva-se trabalhar o repertório dos professores no que tange a criação de práticas e abordagens, a sua aplicação em sala de aula e o gerenciamento dos desejos dos aprendizes, por meio de técnicas como a escuta ativa, o reconhecimento das concepções de mundo dos estudantes e o apoio a escolhas conectadas com seus percursos, desejos e histórias.
Para a professora Josefa Pereira da Rocha Paiva, o curso se tornou um diferencial na sua formação. “Percebi que o curso partiu da ideia de criar conexões entre o que se ensina na escola que é comum a todos e os interesses individuais dos alunos. Comecei a entender que, sem essa percepção, nossos alunos não crescem e nem conseguem achar sentido nas temáticas propostas.”, afirma Josefa.
Josefa buscou o curso quando se viu diante da tarefa de liderar um grupo de professores da rede estadual de Pernambuco que lecionam a disciplina Projeto de Vida e Empreendedorismo (componente curricular das Escolas Integrais de Pernambuco). Ela precisava entender como orientar seus professores, e as diretrizes do curso guiaram as práticas propostas.

Não basta propor, é preciso cativar
Todo o conceito de Projeto de Vida está calcado na necessidade de cativar o aluno para que se sinta estimulado a aprender. De acordo com a pesquisa “Juventudes e a pandemia do coronavírus” (maio/2021), desenvolvida pelo Conselho Nacional de Juventude, metade dos adolescentes entrevistados afirmam sentir exaustão ou cansaço constante, e 36% não estão estudando (10% a mais do que em 2020).
Este desafio também se estende ao corpo docente, que não pode deixar transparecer seu cansaço. Assim, o que a professora Josefa fez primeiro foi trabalhar os sonhos e aspirações dos próprios professores: “propus inicialmente a tarefa de escuta das memórias afetivas dos professores, fazendo-os pensar em seus próprios sonhos, para que estes tivessem a dimensão do potencial que esse simples diagnóstico traz para uma conversa, um trabalho sobre projeto de vida. Eles adoraram!”
A partir daí, cada professor pensou em estratégias para levar o mesmo tipo de abordagem para a sala de aula. O resultado foi certeiro: “no encontro seguinte, vários professores apresentaram as produções de seus alunos na perspectiva de construção de varal dos sonhos, oficinas de sonhos... todas com base na atividade diagnóstica apresentada no curso.”, conta Josefa.
O êxito da turma de professores orientados por Josefa em Pernambuco é um dos objetivos principais do curso Inova Escola – Projeto de Vida. Por meio dele, estimula-se a formação de mediadores que possibilitarão o ensino baseado nos quatro pilares da educação, segundo a Unesco: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Aprender a conhecer
Ao trabalhar a aplicação prática dos ensinamentos no cotidiano atual ou futuro, o interesse pelos conteúdos e o aprendizado se torna maior. O estímulo para a busca de soluções diante dos desafios particulares estimula que o aluno entenda quais ferramentas têm à disposição e como utilizá-las para buscar o conhecimento necessário, em vez de esperar sentado que o conhecimento lhe seja transmitido passivamente.

Aprender a fazer
Nesse sentido, de posse do conhecimento teórico construído coletivamente, é necessário desenvolver a capacidade de transformar teoria em transformação. Aplicar de maneira objetiva as informações disponíveis e as informações conquistadas, gerando mudanças reais na vida do indivíduo, no seu entorno e na sua comunidade.

Aprender a conviver
O ensino voltado para o projeto de vida estimula o entendimento de que a vida também é coletiva, e estimula o reconhecimento do entorno do aluno, do mundo onde ele vive e qual o seu papel dentro de uma convivência em sociedade. Também abre os olhos para as injustiças, estimulando a empatia e o pensamento estratégico para a construção de uma coletividade que impulsione seus desejos e os dos seus pares.

Aprender a ser
O aprendizado de si leva o estudante a olhar para dentro, descobrindo seus sonhos, motivações e talentos e criando, ao longo dos anos, se não uma noção exata de quem se é, o conhecimento para se redescobrir a cada fase da vida. Estimulado desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, o autoconhecimento proporciona que o aprendiz se posicione no mundo e diante dele, conectando, assim, todos os demais pilares.

O professor é seu primeiro aluno
Torna-se, portanto, imprescindível que o professor desenvolva em si mesmo os quatro pilares da educação, mantendo desperto em si o apreço pelo ensino. Foi isso que Josefa realizou durante a formação em Pernambuco, se valendo dos ensinamentos adquiridos no curso Inova Escola – Projeto de vida. “Todas as vezes que sou desafiada a montar e desenvolver formações aqui com meus professores, recorro às estratégias dos cursos dessa plataforma.”, afirma, referindo-se ao Escolas Conectadas.
O objetivo de Josefa, de consolidar uma formação continuada com os professores da rede estadual de Pernambuco, está intimamente ligado ao projeto Escolas Conectadas e à necessidade de constante atualização dos professores. E, com um corpo docente interessado e ativo, transferir aos alunos essa mesma energia – energia que vem do estímulo de acreditar nos próprios sonhos.

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Da desinformação à checagem de fatos: 6 caminhos para tra...

As sugestões foram comentadas pelo educador Yuri Norberto, criador do Observatório Internacional da NotíciaUm print que chega no grupo de WhatsApp da turma. Um vídeo curto que viraliza durante o intervalo. Uma notícia compartilhada nas redes sociais que rapidamente vira assunto em sala de aula. Situações como essas já fazem parte do dia a dia de muitos educadores – em 2023, por exemplo, uma onda de notícias falsas obrigou diversas escolas brasileiras a mudarem a rotina e assustou estudantes e famílias.Diante desse cenário, a escola não é apenas um espaço onde esses conteúdos aparecem, mas também onde eles devem ser problematizados. Afinal, cada mensagem duvidosa pode se transformar em uma oportunidade de aprendizado: investigar fontes, comparar versões, fazer perguntas e construir argumentos com base em evidências. Desinformação na escolaÉ nesse contexto que projetos de checagem de fatos se tornam aliados importantes do trabalho pedagógico. Mais do que identificar notícias falsas, eles ajudam a desenvolver autonomia intelectual, pensamento crítico e responsabilidade no uso das tecnologias, competências essenciais para a cidadania digital.Em ano eleitoral, discutir a desinformação na escola se torna ainda mais urgente. Afinal, é justamente nesse período que cresce a circulação de conteúdos enganosos, informações fora de contexto e narrativas que podem influenciar decisões individuais e coletivas.A proximidade do Dia Internacional da Checagem de Fatos, comemorado em 2 de abril – não por acaso, logo após aquele que é conhecido como o Dia da Mentira – também reforça a relevância do tema no calendário escolar. A data convida educadores a refletirem sobre o papel da informação de qualidade e sobre como desenvolver, com os estudantes, práticas mais conscientes de leitura, análise e compartilhamento de conteúdos.Como iniciar um projeto de checagem de fatos em sala de aula?Reunimos a seguir seis dicas para os(as) educadores(as) interessados(as) em iniciar projetos de checagem de fatos. As sugestões foram comentadas pelo educador Yuri Norberto, criador do Observatório Internacional da Notícia.1. Comece pelo que é real (e próximo dos estudantes)Uma boa porta de entrada é mostrar que a desinformação não está distante, e que ela faz parte do cotidiano digital dos próprios alunos.Trazer para a aula prints de redes sociais, vídeos curtos ou notícias que viralizaram recentemente pode ajudar a aproximar o tema da realidade da turma. Quando possível, vale até relacionar os exemplos à disciplina: um professor da área de Ciências da Natureza pode analisar conteúdos sobre saúde; já um de Ciências Humanas pode discutir distorções sobre fatos históricos.“Ao trabalhar com casos reais, os alunos percebem que a desinformação faz parte do ambiente informacional em que vivem e passam a desenvolver uma atenção mais crítica ao que consomem e compartilham”, explica Yuri.2. Ensine a fazer boas perguntasMais do que oferecer respostas prontas, o processo de checagem começa com perguntas. Estimular os estudantes a questionar quem produziu determinado conteúdo, quais fontes foram utilizadas e se existem evidências que sustentem aquela informação é um passo fundamental. Esse movimento aproxima a prática da lógica da investigação científica.“O estudante percebe que ele mesmo pode iniciar o processo de verificação ao adotar uma postura investigativa diante das informações que encontra no seu cotidiano”, destaca o educador.3. Mostre que existem caminhos simples para verificarPara muitos alunos, a checagem pode parecer algo complexo ou distante. Por isso, apresentar ferramentas e procedimentos simples faz toda a diferença. “Verificar se o site é confiável, identificar o autor do conteúdo, conferir a data da publicação e buscar se outros veículos também divulgaram a mesma informação já são passos importantes”, afirma Yuri. Também é possível utilizar recursos como a busca reversa de imagens. “Quando os alunos percebem que existem procedimentos simples para investigar uma informação, a checagem deixa de parecer algo complexo e passa a fazer parte do seu comportamento digital.”4. Transforme a atividade em investigaçãoA checagem de fatos ganha ainda mais sentido quando se torna um projeto. “Esse tipo de atividade aproxima a checagem do método científico e mostra que verificar informações é uma prática útil para compreender temas do cotidiano”, explica o professor.Escolher um tema que desperte interesse da turma e propor uma investigação coletiva pode engajar os estudantes e aprofundar o aprendizado. Questões do cotidiano como alimentação, saúde ou temas que estão em alta nas redes são ótimos pontos de partida.5. Incentive os estudantes a compartilhar o que descobriramDepois de investigar, é hora de comunicar. Produzir cartazes, apresentações ou conteúdos digitais com os resultados da checagem amplia o alcance da atividade e reforça a ideia de que todos têm responsabilidade sobre a informação que circula.“Ao comunicar suas descobertas, os estudantes exercitam a clareza na divulgação de informações e ajudam a fortalecer uma cultura de atenção à qualidade do que circula nas redes”, comenta Yuri.6. Vá além da técnica: fale sobre cidadania“A checagem de fatos também pode ser apresentada como parte do direito de todos a uma informação de qualidade”, reforça o educador. Essa atividade é uma oportunidade para discutir o impacto da informação na vida social e coletiva. Afinal, de que maneira as informações manipuladas ou falsas influenciam decisões importantes e podem gerar consequências graves? “Em temas como saúde, por exemplo, a circulação de desinformação já provocou situações que colocaram vidas em risco”, relembra Yuri.Ao refletirem sobre essas consequências, os alunos entendem que verificar informações não é apenas uma habilidade técnica, mas um exercício de cidadania. “Assim, a escola contribui para formar jovens mais conscientes sobre o impacto que o compartilhamento de conteúdos pode ter na vida social e coletiva.”Oportunidade: inscreva sua prática no prêmio #FakeToFora!Atenção, educador(a)! Estão abertas as inscrições para o prêmio #FakeToFora 2026. A proposta reconhece professores brasileiros que criam Clubes ou Coletivos de Checagem em suas escolas e colocam os estudantes como protagonistas no combate à desinformação. Além do prêmio, o vencedor levará uma quantia de R$ 10.000,00. Mais informações aqui.LEIA MAIS+ Conheça os principais prêmios da educação brasileira em 2026

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Conheça os principais prêmios da educação brasileira em 2026

Dedicadas à professores, escolas e estudantes, as premiações apoiam quem deseja transformar boas práticas em reconhecimento e inspiração coletivaReconhecer boas práticas é também fortalecer a educação como um todo. Em meio aos desafios cotidianos da sala de aula e da gestão escolar, premiações educacionais cumprem um papel estratégico: dar visibilidade a experiências que transformam realidades, valorizar o trabalho de professores e equipes gestoras e inspirar outros educadores e escolas pelo Brasil.Estar atento a essas iniciativas vai além da possibilidade de conquistar um troféu ou um recurso financeiro. Muitas dessas premiações oferecem formações, redes de troca entre educadores, mentorias e oportunidades de ampliar o impacto de projetos que já fazem a diferença nas comunidades escolares. Ao se inscrever, o educador revisita sua prática, sistematiza aprendizados e compartilha caminhos. Um movimento que, por si só, já promove desenvolvimento profissional.Para quem atua na educação básica, acompanhar os principais prêmios do país também é uma forma de se manter conectado às pautas prioritárias do campo educacional, às tendências pedagógicas e às políticas públicas em evidência. Afinal, por trás de cada edital há critérios que dialogam com temas como equidade, inovação, aprendizagem significativa e uso crítico de tecnologias.A seguir, reunimos alguns dos principais prêmios da educação brasileira, organizados por categorias – professores, escolas e estudantes – para apoiar quem deseja transformar boas práticas em reconhecimento e inspiração coletiva.Para professoresPrêmio Educador Nota 10Uma das mais tradicionais iniciativas de valorização docente no país. Voltado a professores e gestores da educação básica, o prêmio destaca projetos pedagógicos com impacto real na aprendizagem e alinhados a temas contemporâneos da educação. Além da premiação em dinheiro, oferece visibilidade nacional e integra os vencedores a uma rede de educadores inspiradores.Mais informações em: https://www.institutosomos.org/premio-educador-nota-10/Prêmio Professor PorvirO Prêmio Professor Porvir reconhece educadores que desenvolvem práticas inovadoras e transformadoras em diferentes contextos escolares. Em sua terceira edição, a iniciativa valoriza experiências que apontam caminhos para uma educação mais conectada aos desafios do século 21, incluindo categorias especiais por etapa de ensino e temas, como educação antirracist, socioemocional, uso de tecnologia, educação financeira e ensino de inglês.Mais informações em: https://mailchi.mp/porvir/premio-professor-porvirPrêmio Cidadania Digital em AçãoReconhece o trabalho criativo e engajador de professores que trabalham a Cidadania Digital com sua turma. O prêmio dá visibilidade a iniciativas que mobilizam os estudantes e a comunidade escolar para o uso consciente e seguro das tecnologias, com foco em cidadania digital e educação digital e midiática.Mais informações em: https://cidadaniadigital.org.br/premiacaoPrêmio LEDContempla educadores e gestores que desenvolvem iniciativas inovadoras com potencial de transformar a educação brasileira. O prêmio reconhece projetos que combinam criatividade, uso estratégico de tecnologia e impacto social, valorizando soluções que respondem a desafios concretos das escolas e das comunidades. Além da visibilidade nacional, a premiação oferece apoio financeiro e conexão com uma rede de lideranças comprometidas com a melhoria da educação no país.Mais informações em: https://somos.globo.com/movimento-led/Prêmio Expoeducare – Educadores que inspiramBusca homenagear professores que se destacam pelo impacto positivo em suas comunidades escolares. A premiação dá visibilidade a trajetórias inspiradoras e práticas que fortalecem vínculos, promovem aprendizagem significativa e ampliam o papel social da escola.Mais informações em: https://www.expoeducare.com.br/concurso/Prêmio #FakeTôForaIncentiva projetos pedagógicos voltados à educação midiática e ao enfrentamento da desinformação. A proposta é reconhecer professores que trabalham o pensamento crítico, a checagem de fatos e o uso responsável das redes sociais, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes e preparados para o ambiente digital.Mais informações em: https://faketofora.org.br/Prêmio Educador TransformadorValoriza iniciativas que estimulam o protagonismo estudantil, a cultura empreendedora e a busca por soluções criativas para problemas reais. Voltado a docentes da educação básica e do ensino técnico, o prêmio destaca projetos que conectam aprendizagem, inovação e impacto social.Mais informações em: https://www.educadortransformador.com.br/Reconhecimento Mais Professores para o BrasilA iniciativa do Ministério da Educação (MEC) integra uma política pública de valorização docente. Ela destaca professores da educação básica pública cujas escolas apresentam bons resultados educacionais e busca fortalecer o reconhecimento social da profissão, além de oferecer incentivos concretos aos educadores.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores/reconhecimentoPara escolasPrêmio Melhores Escolas do MundoA iniciativa global reconhece instituições escolares que se destacam por práticas inspiradoras e transformadoras na educação básica. O prêmio valoriza escolas de todos os continentes que promovem impacto social, inovação pedagógica e compromisso com a comunidade.Mais informações em: https://applications.worldsbestschool.org/wbsp261 Milhão de EscolasO prêmio impulsiona e dá visibilidade a instituições de ensino que desenvolvem projetos de impacto positivo em suas comunidades. A proposta busca reconhecer boas práticas, estimular a inovação e fortalecer redes de colaboração entre escolas de todo o mundo comprometidas com a melhoria da aprendizagem e da gestão.Mais informações em: https://www.varkeyfoundation.org/1millionschoolsPrêmio MEC da Educação BrasileiraCriado pelo MEC para valorizar redes e escolas que alcançam resultados expressivos em indicadores da educação básica, como alfabetização, IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e desempenho no Ensino Médio. A premiação contempla diferentes etapas e modalidades de ensino, reforçando a importância da gestão eficiente e do compromisso com a aprendizagem.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraPrêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE)Destaca escolas e instituições que demonstram excelência em processos de gestão pedagógica e administrativa. A iniciativa reconhece práticas que fortalecem planejamento estratégico, liderança escolar, engajamento da comunidade e melhoria contínua dos resultados educacionais.Mais informações em: https://www.geducoficial.com.br/pnge-sobrePara estudantesPrêmio LEDNa versão para estudantes, o prêmio fomenta projetos e soluções inovadoras para melhorar a educação no país. O desafio valoriza ideias criativas, soluções de impacto social e iniciativas que utilizam tecnologia e inovação para enfrentar desafios reais da educação. Mais informações em: https://somos.globo.com/movimento-led/Prêmio MEC da Educação BrasileiraA premiação também contempla estudantes, ao reconhecer desempenhos de destaque em avaliações e indicadores nacionais da educação básica. A proposta é valorizar o esforço individual e coletivo, incentivando a permanência, o engajamento e a busca por melhores resultados acadêmicos.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraOlimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP)Uma das maiores competições estudantis do Brasil, a OBMEP reúne milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. A olimpíada premia alunos com medalhas e certificados, além de oferecer programas de iniciação científica e oportunidades de aprofundamento em matemática, estimulando talentos e o interesse pela área.Mais informações em: http://www.obmep.org.br/apresentacao.htmOlimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF)A competição nacional é voltada a estudantes da educação básica com foco no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em educação financeira. A iniciativa busca estimular o planejamento, o consumo consciente e a tomada de decisões responsáveis, premiando alunos e escolas que se destacam no desempenho e no engajamento.Mais informações em: https://www.olitef.com.br/Faça formação continuada e aumente suas chances de ser reconhecido!As premiações educacionais reconhecem inovação, protagonismo estudantil, uso crítico de tecnologias, educação midiática, gestão estratégica e impacto social – competências que também estão no centro dos cursos gratuitos oferecidos pela plataforma Escolas Conectadas. Ao investir em formação continuada, o professor amplia seu repertório metodológico, fortalece o planejamento pedagógico e desenvolve projetos mais estruturados, com intencionalidade e evidências de aprendizagem, que são elementos decisivos em muitos editais. Além disso, os cursos ajudam a transformar boas ideias em práticas consistentes e documentadas, aumentando as chances de participação qualificada nessas iniciativas. Ou seja, a formação não é apenas um diferencial no currículo: é um caminho concreto para potencializar projetos, gerar impacto real na escola e ampliar oportunidades de reconhecimento profissional.

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Programe suas aulas de abril com as nossas sugestões

Saiba quais temas têm potencial para serem incluídos no seu planejamento pedagógico, de acordo com o calendárioAtualizado em 25/03/2026O mês de abril dá início ao segundo trimestre do ano e traz diversas oportunidades de trabalho pedagógico em sala de aula. Se você acha que o ano está passando rápido demais, essa é a hora de se planejar para aproveitar ao máximo as próximas datas comemorativas!Confira, a seguir, as nossas sugestões para os principais marcos do próximo mês, que poderão ser trabalhados em sala de aula com os seus estudantes.Dia Internacional da Checagem de Fatos (02/04)Não é mera coincidência que o Dia Internacional da Checagem de Fatos seja celebrado logo após aquele que é conhecido como o Dia da Mentira. A data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância de combater a desinformação, conhecida também como fake news. Tratam-se de conteúdos apelativos baseados em mentiras, rumores, boatos, fofoca e difamação que geram prejuízos à sociedade e à democracia.Acesse aqui um conteúdo especial em que listamos seis dicas para os educadores interessados em começar um projeto de checagem de fatos em sala de aula. São sugestões práticas e comentadas pelo professor Yuri Norberto, criador do Observatório Internacional da Notícia.Dia Mundial da Saúde (07/04)Além da conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde e bem-estar, o Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade para levar demandas das populações relacionadas a essa área para os representantes públicos. Afinal, a garantia da saúde é uma necessidade e também um direito público. Por isso, se mescla com outros temas como qualidade de vida, políticas públicas, desigualdade social, entre outros. Nas escolas, a data pode ser trabalhada por uma perspectiva multidisciplinar e conectada com o contexto brasileiro, incluindo discussões sobre os sistemas de saúde do país. Já em séries mais iniciais, o tema pode se voltar para cuidados com higiene pessoal e bem-estar físico e mental.O curso gratuito “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” é uma boa dica para os educadores que queiram utilizar informações e estatísticas da saúde brasileira para trabalhar de forma criativa e envolvente a educação em dados, ensinando seus alunos as habilidades de ler, analisar, interpretar e comunicar dados de forma contextual. Dia Mundial do Desenhista (15/04)Se tem um dia para colocar a criatividade em prática, é este! O Dia do Desenhista celebra também o dia de nascimento de um dos artistas mais conhecidos de todos os tempos: o italiano Leonardo da Vinci.Professor(a), por que não aliar essa que é uma das atividades mais importantes do desenvolvimento infanto-juvenil com o uso de ferramentas digitais? Pois o curso gratuito “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores” pode te apoiar nesse processo. Com a formação, você poderá incentivar o aprendizado dos seus alunos com o uso de tecnologia, colocando a criatividade em ação e explorando ferramentas digitais que instigam o interesse e apoiam a autoria de crianças e jovens. Buscando potencializar o trabalho dos educadores, essas ferramentas abrangem áreas como design, programação, escrita, inteligência artificial, fotografia e vídeo – que podem te apoiar na criação de uma atividade divertida e estimulante usando como base o desenho.Dia dos Povos Indígenas (19/04)Tema em alta no cenário político e social do Brasil, o Dia dos Povos Indígenas é uma oportunidade tanto para resgatar nossa ancestralidade, como para propor uma visão de futuro sobre o tema. A data passou a receber esse nome em 2022, buscando abranger a diversidade cultural de todos os povos originários. A celebração, porém, acontece no Brasil desde o governo de Getúlio Vargas, há mais de 80 anos.Mais do que celebração, é importante lembrar que a data deve ser instrumento de conscientização. Os debates sobre demarcação de territórios e a questão sociopolítica do garimpo em terras indígenas são bons pontos de partida para trabalhar essas questões em sala de aula. Em um tema tão importante como esse, é possível trabalhar linguagem, cultura, história e ainda desenvolver competências digitais em uma só atividade: a criação de um glossário digital colaborativo para reunir palavras de origem indígena presentes no cotidiano dos alunos. Sugira que cada estudante pesquise o significado, a origem e o contexto de uso de uma palavra de origem indígena e registre sua contribuição em um mural no Padlet. Ao final, a turma revisa o material coletivamente, refletindo sobre como as línguas indígenas seguem vivas na cultura brasileira.Gostou da ideia? Para se inspirar ainda mais, você pode usar como referência o Dicionário dos Saberes Ancestrais, material especial produzido para os educadores que fazem parte do canal de WhatsApp da Escolas Conectadas. Faça parte também e acesse gratuitamente o Dicionário! Ele foi postado no canal no dia 19/12/2025.Por fim, se você tem interesse em conhecer estratégias pedagógicas que valorizam a história, cultura e contribuições de diferentes etnias, promovendo a representatividade em sua aula, não deixe de realizar o curso gratuito “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”.Dia da Terra (22/04)Mais de 4,5 bilhões de anos: essa é a idade aproximada da Terra. E para que o território comum a todos os seres vivos que habitam este planeta também sopre velinhas, foi escolhido o dia 22 de abril como Dia da Terra. Este é um momento oportuno para incentivar a reflexão a respeito da importância de cuidarmos do nosso planeta – e como as ações humanas do dia a dia afetam negativamente a vida nele. Porém, é preciso tomar cuidado para que a data não seja vista de maneira isolada, sendo fundamental trabalhar boas ações durante todos os dias do ano para, assim, manter nosso planeta o mais saudável possível.Está em dúvida sobre como abordar esse tema de maneira atrativa em sua aula? Pois o curso gratuito “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” possibilita aos educadores explorar diversas potencialidades pedagógicas das tecnologias digitais para apoiar os estudantes na construção de conhecimento. A formação propõe missões inspiradas no livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, que podem ser realizadas pelo próprio educador pessoalmente ou junto com os estudantes em sala de aula.Dia Internacional da Educação (28/04)No dia 28 de abril de 2000, durante o Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar (Senegal), foi assinado um compromisso internacional por líderes de 164 países – incluindo o Brasil – com a intenção de garantir o desenvolvimento da educação em todo o mundo. Desde então, é celebrado nesta data o Dia Internacional da Educação. Durante o dia, as escolas e demais instituições de ensino podem organizar atividades para reunir a comunidade e promover os valores educacionais para a formação de crianças, jovens e também adultos.Atualmente, um dos principais desafios da educação é a integração de novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Aos docentes que tenham interesse em aprofundar suas habilidades digitais em sintonia com as demandas da BNCC e da BNCC Computação, indicamos os cursos gratuitos “Competências Digitais nas áreas do conhecimento”. Dedicadas a professores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, as formações potencializam o aprendizado com o uso estratégico da tecnologia.E aí? O que achou das sugestões? Repasse para outros educadores que possam ter interesse nessas dicas!

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Como trabalhar o Dia Internacional da Mulher na escola?

Educadoras relatam ações implementadas em defesa dos direitos das mulheresMais do que uma celebração, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data estratégica para levar à sala de aula os eventos históricos que resultaram na conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.A obtenção de direitos civis como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho, o alto índice de feminicídios e o direito ao acesso gratuito a métodos contraceptivos são alguns dos temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo diversas áreas do conhecimento. “Hoje, discutir a questão de gênero na escola é mais importante do que nunca”, afirma Glaucia Gonzaga, professora de sociologia de Maceió (AL). “E quando falamos do 8 de março, não é sobre receber flores, bombons, beijinhos e abraços, mas é sobre a luta das mulheres.”LEIA MAIS+ Educação em 2026: 7 motivos para ensinar cidadania digital na escola+ Educação em 2026: 6 razões para aliar sua prática à BNCC ComputaçãoA educadora, que já criou uma eletiva para discutir cidadania digital com seus estudantes, sugere três etapas para discutir o tema em sala de aula. Na primeira, pode-se envolver a turma na pesquisa e apuração de informações sobre desigualdade de gênero. “Por exemplo, estamos enfrentando um problema muito grande de feminicídio no Brasil”, relembra Glaucia. Ela cita dados do Atlas da Violência, que mostram que, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. “Isso por si só já é gravíssimo. Mas surge um problema ainda maior quando analisamos quem são essas mulheres vítimas da violência: mais de 31 mil – ou cerca de 67% do total – são mulheres negras. Ou seja, não tem como falar de violência contra a mulher sem falar de educação antirracista.”Diante desse cenário, o papel da escola torna-se ainda mais essencial. Transformar dados em reflexão crítica e reflexão em prática pedagógica é um passo fundamental para promover mudanças reais. Aos educadores interessados em se aprofundar em estratégias pedagógicas antirracistas mediadas por tecnologias digitais, a plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e com inscrições abertas: Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos e Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas. Ação em defesa das mulheresDando continuidade aos resultados encontrados na pesquisa, a educadora sugere que os estudantes discutam o que é possível fazer para transformar essa realidade, tendo acesso a leis e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres. Por fim, organiza-se uma ação concreta no chão da escola de forma interdisciplinar.“No ano passado, durante o mês da Mulher, realizamos o Varal do Empoderamento, no qual colocamos nos corredores da escola um varal com frases e imagens sobre o que é ser mulher hoje, informações sobre o tema e personagens, incluindo mulheres negras que são referências em suas áreas, como Djamila Ribeiro, Angela Davis, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Já neste ano, faremos o Intervalo da Ação, em que serão criados cartazes com os principais dados sobre o tema, cartilhas que falam do combate à violência de gênero e um palco com microfone aberto para números de poesia e música.”Glaucia considera uma ação de “extrema importância”, pois o intervalo é um momento propício para reunir toda a comunidade escolar e sensibilizá-la diante deste tema. “Essa ação lhes dá voz, para que os próprios estudantes possam denunciar essa violência e desigualdade, que precisa ser vista, escutada e sentida, e não invisibilizada”, afirma.Empoderamento e prevenção de violênciasPara inspirar ainda mais os educadores, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. Realizada pela Plan International Brasil, a iniciativa fortalece o empoderamento de meninas na prevenção das violências baseadas em gênero, desenvolvendo habilidades para a vida, ampliando conhecimentos sobre direitos e incentivando a participação cidadã. Atualmente, acontece em escolas públicas de estados como Maranhão, Piauí e Bahia, focando nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.Educadora social do núcleo baiano do projeto, Even Silva aponta que um dos principais ganhos de quem participa é reconhecer com mais clareza quais são as violências de gênero às quais estão submetidas e muitas vezes ainda passam despercebidas para as jovens.  “A escola também tem seu papel diante da violência de gênero e deve ser aliada para que os ciclos de violência com as meninas sejam rompidos, contribuindo para que tenham consciência e as ferramentas necessárias para agir e modificar as suas histórias e as de quem as cerca”, acredita Even.Menstruação sem tabu é feita com informação e cuidado na escolaAtualmente, um dos pilares do projeto está em fortalecer a dignidade menstrual das adolescentes. Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.A educadora observa que falar de menstruação com meninas é algo que ainda incomoda  muita gente. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual”, pontua.Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even reforça que professores e adolescentes precisam ser ouvidos. “E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e aos meninos. É uma troca muito bacana e importante”, enfatiza.Você já realizou ou vai realizar alguma atividade pedagógica relacionada ao Dia Internacional da Mulher? Conta pra gente nos comentários!

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