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Como trabalhar o Dia Internacional da Mulher na escola?

26/02/26

Educadoras relatam ações implementadas em defesa dos direitos das mulheres

Mais do que uma celebração, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data estratégica para levar à sala de aula os eventos históricos que resultaram na conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.

A obtenção de direitos civis como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho, o alto índice de feminicídios e o direito ao acesso gratuito a métodos contraceptivos são alguns dos temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo diversas áreas do conhecimento. 

“Hoje, discutir a questão de gênero na escola é mais importante do que nunca”, afirma Glaucia Gonzaga, professora de sociologia de Maceió (AL). “E quando falamos do 8 de março, não é sobre receber flores, bombons, beijinhos e abraços, mas é sobre a luta das mulheres.”

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A educadora, que já criou uma eletiva para discutir cidadania digital com seus estudantes, sugere três etapas para discutir o tema em sala de aula. Na primeira, pode-se envolver a turma na pesquisa e apuração de informações sobre desigualdade de gênero. “Por exemplo, estamos enfrentando um problema muito grande de feminicídio no Brasil”, relembra Glaucia. 

Ela cita dados do Atlas da Violência, que mostram que, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. “Isso por si só já é gravíssimo. Mas surge um problema ainda maior quando analisamos quem são essas mulheres vítimas da violência: mais de 31 mil – ou cerca de 67% do total – são mulheres negras. Ou seja, não tem como falar de violência contra a mulher sem falar de educação antirracista.”

Diante desse cenário, o papel da escola torna-se ainda mais essencial. Transformar dados em reflexão crítica e reflexão em prática pedagógica é um passo fundamental para promover mudanças reais. Aos educadores interessados em se aprofundar em estratégias pedagógicas antirracistas mediadas por tecnologias digitais, a plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e com inscrições abertas: Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos e Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas. 

Ação em defesa das mulheres

Dando continuidade aos resultados encontrados na pesquisa, a educadora sugere que os estudantes discutam o que é possível fazer para transformar essa realidade, tendo acesso a leis e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres. Por fim, organiza-se uma ação concreta no chão da escola de forma interdisciplinar.

“No ano passado, durante o mês da Mulher, realizamos o Varal do Empoderamento, no qual colocamos nos corredores da escola um varal com frases e imagens sobre o que é ser mulher hoje, informações sobre o tema e personagens, incluindo mulheres negras que são referências em suas áreas, como Djamila Ribeiro, Angela Davis, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Já neste ano, faremos o Intervalo da Ação, em que serão criados cartazes com os principais dados sobre o tema, cartilhas que falam do combate à violência de gênero e um palco com microfone aberto para números de poesia e música.”

Glaucia considera uma ação de “extrema importância”, pois o intervalo é um momento propício para reunir toda a comunidade escolar e sensibilizá-la diante deste tema. “Essa ação lhes dá voz, para que os próprios estudantes possam denunciar essa violência e desigualdade, que precisa ser vista, escutada e sentida, e não invisibilizada”, afirma.

Empoderamento e prevenção de violências

Para inspirar ainda mais os educadores, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. Realizada pela Plan International Brasil, a iniciativa fortalece o empoderamento de meninas na prevenção das violências baseadas em gênero, desenvolvendo habilidades para a vida, ampliando conhecimentos sobre direitos e incentivando a participação cidadã. Atualmente, acontece em escolas públicas de estados como Maranhão, Piauí e Bahia, focando nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Educadora social do núcleo baiano do projeto, Even Silva aponta que um dos principais ganhos de quem participa é reconhecer com mais clareza quais são as violências de gênero às quais estão submetidas e muitas vezes ainda passam despercebidas para as jovens.  

“A escola também tem seu papel diante da violência de gênero e deve ser aliada para que os ciclos de violência com as meninas sejam rompidos, contribuindo para que tenham consciência e as ferramentas necessárias para agir e modificar as suas histórias e as de quem as cerca”, acredita Even.

Menstruação sem tabu é feita com informação e cuidado na escola

Atualmente, um dos pilares do projeto está em fortalecer a dignidade menstrual das adolescentes. Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.

A educadora observa que falar de menstruação com meninas é algo que ainda incomoda  muita gente. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual”, pontua.

Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even reforça que professores e adolescentes precisam ser ouvidos. “E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e aos meninos. É uma troca muito bacana e importante”, enfatiza.

Você já realizou ou vai realizar alguma atividade pedagógica relacionada ao Dia Internacional da Mulher? Conta pra gente nos comentários!

Confira a versão completa da Agenda do Educador de março

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E, como consequência, também pode fortalecê-los diante dos desafios que encontrarão no ENEM.Ensinar na cultura digitalPara apoiar esse trabalho, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas para educadores sobre diferentes dimensões do uso pedagógico das tecnologias.Entre as possibilidades estão os cursos de Competências Digitais, voltados a diferentes áreas do conhecimento e etapas da Educação Básica, além de formações sobre Letramento em IA, Cidadania Digital, Programação e Pensamento Computacional e Intencionalidade Pedagógica.Os cursos podem ajudar o professor a ampliar seu repertório e refletir sobre questões que aparecem na prática: que aprendizagem se pretende desenvolver? Qual recurso faz sentido para esse objetivo? Como adaptar uma proposta à realidade da turma? Como estimular que os próprios estudantes desenvolvam uma postura mais crítica e participativa diante das tecnologias?

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Outubro: confira datas importantes para trabalhar em sala...

As datas comemorativas apoiam os educadores a organizarem atividades pedagógicas que engajem os estudantesAtualizado em 25/09/2026Outubro promete ser um mês agitado em todas as escolas brasileiras: além do Dia das Crianças e Dia dos Professores, há várias outras efemérides que podem ser trabalhadas dentro da sala de aula.Confira a seguir uma lista com as principais datas comemorativas de outubro e já comece a planejar as suas atividades pedagógicas. Compartilhe essas ideias com seus colegas e apoie outros educadores a se prepararem ainda melhor para o próximo mês!Dia da Natureza (04/10)Refletir sobre as ações humanas em relação ao meio ambiente. Essa é a principal meta do Dia da Natureza. Afinal, é a natureza que nos dá água, alimentos, matéria-prima para construir nossas casas e fabricar nossas roupas, além de garantir nosso desenvolvimento econômico e social. No entanto, mesmo sendo fundamental para a nossa sobrevivência, os recursos naturais estão extremamente ameaçados. Nesse cenário, é dever da escola sensibilizar os estudantes para os desafios da preservação da natureza, estimulando-os a serem defensores ativos do meio ambiente. Atividades que envolvam limpeza de áreas verdes, plantação de mudas e hortas escolares, visita às áreas de conservação, reciclagem, economia circular e sustentabilidade podem ser o ponto de partida para estimular mudanças de comportamento. Caso queira aprofundar ainda mais seus conhecimentos no tema, os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” darão novas ideias para trabalhar questões ambientais dentro de sala de aula.Dia das Crianças (12/10)Desde 1924 – ou seja, há mais de 100 anos –, as crianças de todo o Brasil têm um dia para chamar de seu. Para além de celebrar as infâncias, a data também serve para reforçar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê os direitos dessa faixa etária. Assim como a sociedade, a escola deve prezar pelos cuidados, respeito, bem-estar e direitos das crianças. São inúmeras possibilidades de ações e atividades para marcar o dia. Pode ser organizada uma sessão de cinema com os filmes preferidos da criançada; uma gincana lúdica e educativa; um piquenique em uma área aberta; uma feira de troca de brinquedos; uma roda de jogos de tabuleiro. Deixá-las brincar livremente também é sempre uma boa opção.Aos educadores que queiram elevar o patamar, há diversos cursos gratuitos para que professores conheçam estratégias e caminhos para aplicar metodologias ativas na educação básica, assim como incentivar o protagonismo dos estudantes. É o caso da formação Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação.Aliás, recentemente entrou em vigor no Brasil o ECA Digital, que atualiza o estatuto para responder aos desafios de viver em uma sociedade hiperconectada. Para apoiar educadores nesse cenário, a formação gratuita “Cidadania Digital”, da plataforma Escolas Conectadas, foi atualizada e passa a contar com um novo conteúdo dedicado à legislação, seus impactos para a educação e as possibilidades de trabalho em sala de aula.Dia do Professor (15/10)E se há um dia para homenagear as crianças, claro que há também uma data para celebrar aqueles que educam: os professores e professoras. Segundo o Censo Escolar 2025, o país conta com nada menos do que 2,4 milhões de professores atuando na educação básica. Para comemorar a existência e o trabalho árduo de todos os profissionais da educação, não há nada melhor do que reconhecer e valorizar sua importância. As escolas podem organizar espaços de homenagem e celebração dos educadores que envolvam estudantes, famílias e toda a comunidade. É sempre importante enfatizar que, mais que apenas em uma data, os educadores devem ser respeitados e valorizados durante o ano inteiro. A plataforma Escolas Conectadas aposta na formação continuada docente como forma não só de apoiar o trabalho de professores em todo o país, mas também de melhorar a educação brasileira como um todo. Para isso, disponibiliza cursos 100% gratuitos, on-line, autoformativos e com emissão de certificados.Dia da Ciência e Tecnologia (16/10)Festejar as grandes descobertas e invenções tecnológicas, mas também incentivar que a pesquisa científica não pare de avançar: esse é o objetivo do Dia da Ciência e Tecnologia.Para despertar o lado investigativo dos estudantes, os educadores podem utilizar estratégias que estimulem o interesse pela ciência e tecnologia, mostrando sua presença no dia a dia. Excursões a museus científicos, construção de maquetes e feiras de ciências são ótimas opções para estimulá-los a intervir cientificamente na sociedade.O curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” busca apoiar nessa jornada científica, por meio de aliados como metodologias ativas, tecnologias digitais e abordagem STEAM (união das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).Dia do Saci e Halloween (31/10)Doces ou travessuras? Dia do Saci ou Halloween? Os dois! Ambas as comemorações acontecem no dia 31 de outubro. A tradição do Halloween tem origem na cultura celta, da Irlanda. Mas foi espalhada para todo o mundo pelos Estados Unidos, que popularizaram a festa marcada pela decoração sombria e pelas fantasias. E os estudantes adoram! Aqui no Brasil, o Halloween vem ganhando força nos últimos anos. Porém, com o objetivo de remeter a data às tradições da cultura brasileira, em 2003 foi instituído o Dia do Saci, também como forma de que as escolas adotem a data para celebrar as figuras do folclore nacional.Tanto o Dia do Saci quanto o Halloween são celebrações que podem ser usadas para trabalhar atividades como jogos e brincadeiras em sala de aula – tanto desplugadas quanto plugadas. Para potencializar o aprendizado da sua turma com o uso estratégico da tecnologia, sugerimos a você, educador, a formação Olá, mundo! Lógica de programação e autoria e a série de cursos Competências Digitais nas áreas do conhecimento da BNCC.Você perbeceu que estamos de cara nova? Em agosto, a identidade visual da comunicação da plataforma Escolas Conectadas foi atualizada. Para celebrar este momento, reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.

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Setembro Amarelo: como transformar a escola em espaço de ...

A escola pode atuar na prevenção de questões de saúde mental ao criar espaços de diálogo e identificar sinais que demandem atençãoAbraçado pela cor amarela, o mês de setembro chega com um convite para falar sobre cuidado, saúde mental e valorização da vida. Na escola, essa conversa significa mais do que organizar uma atividade em um dia específico: é uma oportunidade para fortalecer vínculos, abrir espaços de escuta e ajudar estudantes a reconhecer quando precisam de apoio (e onde encontrá-lo).Essa conversa ganha importância diante dos sinais de sofrimento emocional relatados pelos próprios adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE neste ano, mostra que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram ter sentido tristeza na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores ao levantamento. 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O papel da escola está em reconhecer essas questões, criar condições para que sinais de sofrimento sejam percebidos e acolhidos e, quando necessário, acionar a rede de apoio.A escola também precisa saber escutarGrande parte da infância e da adolescência acontece dentro da escola. É ali que estudantes constroem amizades, enfrentam conflitos, lidam com expectativas, fracassos e mudanças e desenvolvem formas de se relacionar consigo mesmos e com os outros. Por isso, o ambiente escolar também pode ser um espaço importante para fortalecer vínculos e criar oportunidades de escuta.Para o professor Erison Lima, de Manaus (AM), essa escuta pode revelar situações que nem sempre aparecem de forma evidente na sala de aula. Por meio do Clube do Silêncio, iniciativa criada no Centro Educacional de Tempo Integral Eng. Prof. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, os estudantes encontram um espaço de acolhimento e escuta, onde podem falar livremente sobre o que estão vivendo, com o acompanhamento do docente.O projeto nasceu em 2018, a partir das vivências de professores e estudantes diante de um contexto de violência urbana. Com reuniões semanais que ocupam diferentes espaços da escola, a ideia é que os jovens tenham a possibilidade de conversar,  refletir e desenvolver relações baseadas em empatia, respeito e cuidado.“No Clube do Silêncio, o que mais sobressai é o desabafo dos jovens sobre o acúmulo das pressões diárias”, conta. 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Para ele, observar esse contexto ajuda a compreender que, por trás de um determinado comportamento, pode existir um sofrimento que nem sempre é evidente. Na prática, esse cuidado começa em atitudes simples: chamar o estudante pelo nome, olhar nos olhos, perceber mudanças de comportamento e, diante de um conflito ou de uma tarefa não entregue, buscar compreender melhor a situação antes de simplesmente aplicar uma punição.“Assim, deixamos de ver apenas o aluno para enxergar o sujeito integral, com suas vivências, traumas, sonhos e necessidades humanas”, resume o professor.Quando a escuta vira parte da rotinaPara Erison, a experiência do Clube do Silêncio mostra que não é preciso criar uma grande estrutura para começar. 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Conflitos entre estudantes podem continuar nas redes, uma exposição pode repercutir na sala de aula e situações vividas no mundo virtual podem aparecer na escola em forma de isolamento, ansiedade, agressividade ou queda no rendimento.Por isso, desenvolver uma relação mais consciente, segura e responsável com o ambiente digital também é uma forma de cuidado. A educação para a cidadania digital ajuda estudantes a compreender os riscos e as responsabilidades envolvidos nas interações on-line e a construir estratégias para lidar com diferentes situações.Na plataforma Escolas Conectadas, o curso “Computação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo” aborda temas como cidadania digital, desinformação, cyberbullying, saúde mental e inclusão, propondo caminhos para trabalhar o uso seguro e criativo das redes em sala de aula.Já a formação “Cidadania Digital” propõe um olhar mais amplo sobre a vida dos estudantes na internet, passando por reputação digital, segurança, Inteligência Artificial, discursos de ódio, direitos e deveres on-line.

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