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Combate ao bullying: projeto criado por professor do Acre teve impacto positivo em 7 escolas

10/04/24

O educador Joamerson Paz de Andrade, de Rio Branco (AC), percebeu um sinal de alerta em suas aulas e mobilizou toda a escola no combate e prevenção à violência. Conheça essa história!

 

O bullying e o cyberbullying são problemas recorrentes nas escolas e que podem trazer desafios para os processos de ensino e aprendizagem de estudantes de todas as idades.  De acordo com dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado em julho de 2023, no Brasil, 37,8% das escolas enfrentam problemas de bullying.

Uma das instituições que faz parte dessa estatística é a Escola Estadual Glória Perez, localizada em Rio Branco (AC), onde leciona o professor de Educação Física Joamerson Paz de Andrade. Ele dá aulas para estudantes entre 14 e 17 anos dos anos finais dos Ensinos Fundamental e Médio. 

Ao identificar casos de violência entre os estudantes, ele criou um projeto com ações internas e palestras que ultrapassaram os muros da escola e impactaram outras sete escolas da região. 

 

Problema identificado

O professor Joamerson também é atleta e atua no Projeto "Escola de Jiu Jitsu", em que atende a comunidade com aulas de lutas marciais e defesa pessoal. “Muitos alunos queriam aprender artes marciais para autodefesa. Isso me acendeu um alerta e, conversando com eles, percebi que passavam por situações de perseguição e chacota”, relata. Segundo o professor, as situações aconteciam dentro da escola e nas redes sociais. 

Professor Joamerson Paz de Andrade, de Rio Branco (AC)

Por outro lado, Joamerson notou a dificuldade dos estudantes devido ao excesso de uso de telas. No Acre, todos os estudantes da rede pública recebem um tablet para estudar e, na escola, a rede Wi-Fi é aberta. “Não há o que fazer. A tecnologia está cada vez mais facilitada para todo mundo. Então pensei em usá-la a favor da metodologia de ensino”. 

Com base nessas constatações, o professor buscou por uma formação que pudesse apoiá-lo com ideias para solucionar esses problemas. A dica veio da sua mãe, também educadora e professora de Geografia, que apresentou a ele a plataforma Escolas Conectadas. 

 

Em busca de soluções 

Joamerson escolheu o curso Cidadania digital: educando para o uso consciente da internet para dar início à jornada de formação continuada na plataforma. “O formato do conteúdo é de muito fácil entendimento e dinâmico. O curso aborda bastante sobre como trazer a tecnologia para a metodologia em sala de aula”, relata. 

A partir de um alinhamento com o diretor da escola, o educador desenvolveu um projeto de conscientização acerca do bullying e combate à essa prática. “Durante um mês, realizamos ações para alertar, identificar e ensinar sobre bullying. Chamamos um policial, um advogado e um psicólogo para palestrarem na escola e fizemos todas as conversas com os estudantes. Também liberamos um número para denúncias pelo WhatsApp”, conta o professor sobre as atividades desenvolvidas. 

O próprio Joamerson apresentou uma palestra sobre o tema que, inicialmente, seria ministrado somente na escola onde atua. “Usei uma linguagem bem jovem e vários recursos visuais”, conta. Colegas de profissão que lecionam em outras instituições tiveram contato com a apresentação e o conteúdo foi levado para outras sete escolas de Rio Branco.

“Depois da ação, houve um volume de denúncias consideráveis, que foram apuradas e, em sua grande maioria, resolvidas com diálogo e pedidos de desculpas” , conta o professor ao relatar a mudança de comportamento dos estudantes. “O trabalho deve se manter ativo, já que todo ano renova-se o quadro de alunos”, afirma. 

O enfrentamento ao bullying e cyberbullying não acontece somente a partir de grandes movimentos. Joamerson relata o caso de uma estudante de 14 anos que chegou na escola com um passado de ataques virtuais relacionados à sua aparência. “Graças ao curso que realizei, eu soube como agir. Primeiro, dei total apoio a ela. Depois, encaminhei a estudante para profissionais, na Universidade Federal do Acre, que oferece atendimento psicológico gratuito”, conta

 

Tecnologia em foco 

Além de propor ações de combate ao bullying, cyberbullying e à violência, o professor Joamerson incorporou o uso da tecnologia no seu planejamento pedagógico, com o objetivo de tornar o processo de aprendizado e os conteúdos mais interessantes para os estudantes. 

“Temos que entender a linguagem dos alunos, o que eles gostam e consomem, as redes, as gírias e a linguagem de internet e procurar ferramentas de aplicativos e digitais que possam dar retorno positivo”, afirma. Para ele, a formação continuada e a troca entre pares são essenciais nesse processo. 

O educador exemplifica como isso acontece na disciplina que leciona: “Eles gostam muito do TikTok. Então, tento sempre mesclar a aula que eu vou dar com o que eles gostam de usar, que já têm familiaridade. Como muitos estão saindo do Ensino Médio, apresento plataformas de cursos gratuitos e de especialização”, conclui. 

 

Educando para o uso consciente da internet

Com o curso Cidadania digital: educando para o uso consciente da internet você pode se empoderar sobre esse tema e levá-lo para discussão em sala de aula. O objetivo é que, com os ensinamentos trazidos na formação, você encoraje crianças e adolescentes a fazerem um uso mais seguro, responsável e consciente da internet e, consequentemente, contribua para a diminuição dos casos de cyberbullying.

As práticas trazidas no curso podem ser alinhadas a diferentes propostas nas mais diversas áreas do conhecimento. Aproveite, ainda, para propor ações contra a violência nas escolas no Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, e que traz reflexões que merecem ser ativadas ao longo de todo o ano. 

Para encontrar mais soluções e aplicá-las em sala de aula, o professor Joamerson já se inscreveu em um novo curso na plataforma: Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir. Ele acredita que essa formação será um complemento perfeito para o que já aprendeu no primeiro curso. Conheça você também as formações disponíveis na plataforma e dê continuidade à sua formação!

 

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Esse tipo de experiência fortalece habilidades importantes para o ENEM sem que a aula precise reproduzir o formato da prova.Tecnologia com intencionalidade: novas escolhas para o professorAmpliar as possibilidades de aprendizagem também traz novos desafios para o educador. Quanto maior o número de ferramentas e recursos disponíveis, mais importante se torna saber escolher o que realmente faz sentido para cada objetivo e para cada turma.Moran lembra que a chegada da internet – e mais recentemente da IA – ampliou o repertório disponível ao professor, mas também tornou mais complexas suas escolhas. “Você vai sofisticando, vai ampliando possibilidades, mas também tem que fazer escolhas. Não dá para usar tudo de qualquer jeito.”Por isso, competência digital docente não significa dominar todas as plataformas existentes. 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