Débora Garófalo: ‘Ignorar o mundo digital é perder uma gr...
Confira entrevista exclusiva com autora do novo curso da plataforma, “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”A chegada da BNCC Computação às escolas brasileiras tem provocado uma mudança importante no cotidiano de professores de todas as etapas de ensino. Mais do que um novo conjunto de diretrizes, o documento traz o desafio e a oportunidade de integrar o pensamento computacional, a cultura digital e o entendimento do mundo conectado às práticas pedagógicas de maneira significativa. Mas como transformar essas orientações em experiências reais de aprendizagem?É justamente nesse ponto que iniciativas de formação continuada fazem a diferença. O novo curso gratuito da plataforma Escolas Conectadas, “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, nasce com a proposta de apoiar educadores nessa transição, trazendo abordagens práticas, metodologias ativas e o uso pedagógico de tecnologias (incluindo Inteligência Artificial) – de forma acessível e aplicável ao dia a dia escolar.Para entender melhor os caminhos possíveis, os desafios e as potências dessa transformação, conversamos com a professora Débora Garófalo, autora do curso e uma das principais referências no tema no Brasil. No início de 2026, ela foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo por desenvolver um trabalho de robótica com sucata e usar as redes sociais para ampliar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.Confira a entrevista a seguir!De onde surgiu a iniciativa de transformar sua experiência em sala de aula em um curso online?A iniciativa nasceu da própria prática. Ao longo dos anos em sala de aula, fui estruturando metodologias que integravam tecnologia, pensamento computacional e resolução de problemas reais, sempre com foco no protagonismo dos estudantes. Com o tempo, percebi que essas experiências poderiam apoiar outros educadores, especialmente aqueles que ainda se sentem inseguros para trabalhar com tecnologia. Transformar isso em um curso gratuito e online, de 35 horas, é uma forma de ampliar o alcance desse conhecimento e democratizar o acesso a uma formação que, muitas vezes, ainda é restrita.Por que esta formação é importante para o educador brasileiro hoje, independentemente de sua área de atuação ou componente curricular?Hoje, não estamos mais falando de tecnologia como algo complementar, mas como uma linguagem essencial. O educador, independentemente da área, precisa compreender como desenvolver competências como pensamento crítico, resolução de problemas e cultura digital. Essa formação contribui justamente para isso: ela não é sobre “ensinar tecnologia”, mas sobre ensinar melhor com o apoio dela. Em um país com tantas desigualdades educacionais, formar professores para esse novo cenário é estratégico.A BNCC Computação é uma novidade nas escolas brasileiras em 2026. Qual é a sua avaliação sobre as diretrizes do documento e como elas foram incorporadas à estrutura do curso?A BNCC Computação é um avanço importante porque organiza, pela primeira vez, competências relacionadas à cultura digital e ao pensamento computacional de forma estruturada. No curso, essas diretrizes foram incorporadas de maneira prática, conectando os eixos do documento (como pensamento computacional, mundo digital e cultura digital) a atividades aplicáveis no cotidiano escolar. A ideia foi traduzir o documento em ação, ajudando o professor a entender “como fazer”, e não apenas “o que está previsto”.INSCREVA-SE AGORA MESMO!O curso privilegia uma abordagem bem prática e mão na massa. Por que considera isso importante? O que você destaca sobre o curso nesse sentido?A aprendizagem acontece quando o professor experimenta, testa, erra e refaz. Por isso, a abordagem “mão na massa” é central. Não basta falar sobre inovação ou metodologias ativas, é preciso vivenciá-las.Ao longo das 35 horas de formação, os educadores são convidados a desenvolver projetos reais, aplicáveis ao seu contexto, com foco em resolução de problemas, pensamento computacional e uso crítico das tecnologias. O grande diferencial é justamente esse: o professor não sai apenas com repertório teórico, mas com práticas estruturadas, prontas para serem levadas à sala de aula, respeitando a realidade da escola pública brasileira.Diante da hiperconectividade dos alunos, como o curso aborda a urgência de levar para a sala de aula um debate sobre cidadania digital e segurança no ambiente virtual?A hiperconectividade já faz parte da vida dos estudantes. Eles estão o tempo todo em ambientes digitais, produzindo, consumindo e compartilhando informações. Ignorar isso na escola é perder uma grande oportunidade educativa. Por isso, no curso, tratamos a cidadania digital e a segurança on-line como temas urgentes e transversais.A proposta não é abordar esses assuntos apenas de forma teórica ou pontual, mas integrá-los às práticas pedagógicas. Ao longo da formação, os professores desenvolvem atividades que discutem, por exemplo, uso responsável das redes, privacidade de dados, combate à desinformação e respeito nas interações virtuais. Tudo isso conectado a projetos reais, dentro da lógica “mão na massa”.Também reforçamos o papel da escola na formação crítica dos estudantes, para que eles não sejam apenas usuários da tecnologia, mas sujeitos conscientes, éticos e responsáveis no ambiente digital. Em um cenário de tantos riscos e possibilidades, educar para o uso seguro e crítico das tecnologias é, hoje, parte fundamental do processo educativo.Como você enxerga o impacto da formação continuada no desenvolvimento do educador e qual o papel estratégico do ensino a distância nesse contexto?A formação continuada hoje não é mais opcional. Ela é essencial. Vivemos um cenário de rápidas transformações, especialmente com a inserção da tecnologia e das diretrizes como a BNCC Computação, e isso exige que o educador esteja em constante atualização.Nesse contexto, o ensino a distância (EAD) tem um papel estratégico porque amplia o acesso e democratiza a formação. Ele permite que professores de diferentes regiões do país, muitas vezes sem acesso a formações presenciais de qualidade, possam se desenvolver no seu tempo e ritmo.Quando bem estruturado, como foi o caso desse curso, o EAD consegue unir teoria, prática e acompanhamento, gerando impacto real na prática pedagógica e, consequentemente, na aprendizagem dos estudantes.Após uma trajetória de sucesso lecionando em sala de aula e também em programas de formação presenciais, qual a sensação de também passar a formar professores de maneira virtual?É uma experiência muito potente e, ao mesmo tempo, desafiadora. No presencial, temos a troca imediata, o olhar, a interação direta. No virtual, precisamos pensar em estratégias que mantenham o engajamento e promovam conexão mesmo à distância.Por outro lado, o alcance é muito maior. Formar professores virtualmente me permitiu chegar a educadores de todo o Brasil, com diferentes realidades e contextos, o que enriquece muito o processo.A sensação é de ampliar impacto. É saber que aquela prática, que começou em uma sala de aula, hoje pode inspirar e transformar muitas outras, em diferentes territórios.Com premiações e reconhecimentos recentes em sua carreira, o que você identifica como o diferencial que fundamentou sua evolução profissional?Acredito que o principal diferencial foi nunca me distanciar da prática e da realidade da escola pública. Tudo o que construí na minha trajetória está profundamente conectado ao chão da escola, aos desafios reais dos estudantes e professores.Além disso, sempre busquei inovar com propósito, não pela tecnologia em si, mas pelo potencial de transformar a aprendizagem, desenvolver protagonismo e ampliar oportunidades para os alunos.Outro ponto importante é o compromisso com a formação de outros educadores. Compartilhar conhecimento, formar pares e construir coletivamente fortalece toda a rede. No fim, essa combinação entre prática, inovação com sentido e colaboração é o que sustenta essa trajetória.
Maio: confira datas importantes para trabalhar em sala de...
Antecipe o calendário e faça o seu planejamento pedagógico com os cursos da plataforma Escolas Conectadas Atualizado em 28/04/2026O calendário de maio está repleto de oportunidades para conectar o currículo a questões contemporâneas, do racismo à preservação da biodiversidade. Ao conhecer as principais datas do mês, você pode realizar um planejamento pedagógico multidisciplinar e tornar os conteúdos mais interessantes para os estudantes.Confira a seguir a Agenda do Educador e veja quais são as datas mais importantes de maio, além de ficar por dentro de estratégias práticas para a sala de aula.Dia Mundial da Língua Portuguesa (5/5)Maio também é um mês para celebrar a nossa língua! A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) instituiu a data em 2009 para celebrar o idioma como fundamento de identidade. Em sala de aula, vale a pena trabalhar não somente a formação de língua em si, mas todos os contextos históricos, sociais e culturais nos quais ela teve origem. Além disso, é importante atentar para a diversidade linguística dentro do português, com diferentes sotaques e regionalismos tanto no Brasil quanto fora dele.Aliás, você já pensou em contar com o apoio de ferramentas digitais para ensinar português? Pois o curso “Competências Digitais em Língua Portuguesa” auxilia professores de Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio a usar tecnologias digitais de forma crítica e eficaz, seguindo as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A formação gratuita também ajuda a planejar aulas personalizadas e diferenciadas, além de aplicar e avaliar os resultados dessas práticas em sala de aula.Dia Nacional da Matemática (6/5)Em 6 de maio de 1895, nasceu o matemático Júlio Cézar de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan. Ele marcou a história da educação por seus romances infantojuvenis que ajudaram a divulgar conhecimentos matemáticos no Brasil. O pensamento matemático não está restrito à disciplina e pode ser desenvolvido por todo mundo. Há muitas formas de incentivar o interesse pela Matemática em sala de aula, com atividades como gincanas, jogos de lógica e problemas a serem resolvidos com soluções criativas.Com o curso gratuito “Competências Digitais em Matemática”, professores do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio aprenderão a criar aulas interativas e personalizadas. As aulas exploram ferramentas como Tinkercad (modelagem 3D) e Trello (gestão de projetos). Além disso, a formação aborda a importância da personalização e diferenciação no ensino de Matemática, fornecendo orientações para a utilização de novas tecnologias e metodologias que criem experiências de aprendizagem ativas, buscando melhorar o raciocínio lógico e a resolução de problemas. Vale conferir!Abolição da Escravatura (13/5)Em 13 de maio de 1888, a escravatura no Brasil foi oficialmente abolida com a assinatura da Lei Áurea. Apesar de ser um momento crucial na história do país, a assinatura não resultou em mudanças imediatas. Mais de um século depois desse marco histórico, ainda podemos notar as consequências desse período. Falar sobre essa data na escola é promover discussões sobre o racismo na sociedade brasileira e avaliar os reflexos e as consequências atuais da escravatura. E se você procura uma formação que une Educação Antirracista com o uso pedagógico de tecnologia, pode contar com os cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”. Todos conectam o letramento racial ao uso crítico de ferramentas digitais.Dia Internacional da Família (15/5)Instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993, o Dia Internacional da Família convoca as instituições a debaterem os desafios que atravessam os lares ao redor do mundo. No ambiente escolar, a data é uma oportunidade para acolher a pluralidade de configurações familiares e abrir as portas à comunidade.Em vez de atividades meramente protocolares, a escola pode promover o resgate de histórias sobre as famílias e propor a construção de árvores genealógicas. Também é interessante desenvolver planos de aula sobre as mudanças do conceito de família ao longo do tempo e em diferentes culturas.Aliás, como a mediação do uso de tecnologias e das redes sociais é um dos maiores desafios das famílias nos tempos atuais, o curso “Cidadania Digital” ajuda o educador a orientar sua turma sobre o comportamento ético e seguro nas redes.Dia Internacional contra a Homofobia (17/5)Como um espaço importante para a formação de cidadãos, a escola deve ser um ambiente no qual é possível aprender e colocar em prática a igualdade e o respeito em todos os sentidos. O dia 17 de maio foi escolhido como o Dia Internacional contra a Homofobia pois remonta à data em que a homossexualidade foi removida da lista de doenças mentais pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em 1990.São muitos os recursos que podem ser utilizados para pautar as questões de diversidade sexual e de gênero em sala de aula. Workshops, palestras, filmes e livros que abordem a temática LGBTQIAPN+ podem ser trabalhados nesse sentido. Depois de apresentar os conceitos e ideias, é importante abrir um espaço em que os estudantes se sintam confortáveis para compartilhar suas experiências e tirar dúvidas sobre o tema.Os professores de Ciências Humanas do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio podem contar com o apoio do curso gratuito “Competências Digitais em Ciências Humanas” para utilizar tecnologias digitais com foco no desenvolvimento do pensamento crítico e na compreensão de fenômenos sociais, políticos e econômicos. Além disso, a partir do uso pedagógico da tecnologia pode desenvolver experiências de aprendizagem ativas e interativas, tornando-se um suporte para o exercício da ética e do respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente.Dia Mundial da Reciclagem (17/5) A reciclagem é apenas um dos aspectos ligados à consciência sobre preservação ambiental, mas que merece atenção principalmente quando se trata de descarte e gerenciamento correto de resíduos. O Dia Mundial da Reciclagem foi estabelecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como forma de incentivar a conscientização e reflexão a respeito do ciclo de vida dos produtos e o impacto do consumo.A reciclagem, aliás, é tema de muitas pesquisas e ações que incentivam um olhar mais atento para a sustentabilidade dentro das escolas. Já pensou em envolver ainda mais os seus alunos nessa causa, e ao mesmo tempo incentivar a pesquisa científica? Pois o curso “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” explora meios de despertar a curiosidade dos estudantes utilizando conceitos da pesquisa científica e ampliando a sua percepção sobre a presença da ciência no dia a dia.Uma ótima inspiração para os educadores que queiram trabalhar o tema é a atividade pedagógica “Programação e Sensibilização Ambiental”, que busca sensibilizar os estudantes sobre os impactos do plástico no planeta e estimular a reflexão sobre práticas de consumo consciente. Saiba mais aqui.Dia Internacional do Museu (18/5) Acesse aqui um conteúdo especial sobre o Dia Internacional do Museu.Dia Internacional da Biodiversidade (22/5)Instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), a data reforça a urgência de se conservar e proteger a diversidade de vida no planeta. O termo “biodiversidade” foi criado na década de 1980, para se referir ao número de espécies de seres vivos, incluindo todos os vegetais, animais e microrganismos.Como detentor de uma das maiores biodiversidades do mundo, o Brasil oferece um laboratório vivo para a escola.. Já pensou em incentivar seus estudantes a pesquisarem sobre o próprio ecossistema em que estão inseridos? E conversarem sobre os animais e plantas com que convivem no ambiente escolar? Isso humaniza o aprendizado. Com estudantes do Ensino Médio, o debate ganha profundidade ao discutir o equilíbrio entre crescimento econômico, proteção ambiental e justiça social.Se você quer se aprofundar nesse tema, não deixe de conferir o curso “Competências Digitais em Ciências da Natureza”, que apoia os educadores do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio a explorar as possibilidades das tecnologias digitais para incentivar a pesquisa de dados e a experimentação científica.Compartilhe essas ideias com seus colegas e apoie outros educadores a chegarem ainda mais preparados para o próximo mês!
Dia Internacional dos Museus: como usar visitas virtuais ...
Explore museus on-line e presenciais e desenvolva competências digitais, pensamento crítico e protagonismo dos estudantes.No dia 18 de maio, o mundo celebra o Dia Internacional dos Museus. A data nos convida a refletir sobre o papel desses espaços na preservação da memória, da cultura e do conhecimento.Na escola, essa também é uma ótima oportunidade para ampliar repertórios e criar experiências de aprendizagem mais significativas. Com o apoio da tecnologia, os museus deixam de ser apenas destinos de visitas ocasionais e passam a fazer parte do cotidiano das aulas – inclusive de forma virtual.Confira outras datas comemorativas de maio e deixe a sua aula mais atrativa.Por que trabalhar com museus na escola?Museus são, por natureza, interdisciplinares. Eles permitem conectar conteúdos tão diversos quanto história, arte, ciências, geografia, linguagens e até matemática, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades essenciais para o século 21, como curadoria e análise crítica; leitura de imagens e interpretação; cultura digital e pensamento investigativo.Mais do que a visita em si, o desafio pedagógico é transformar a experiência em investigação: fazer perguntas, levantar hipóteses, comparar contextos e produzir novos sentidos.Museus virtuais: como a tecnologia amplia o acesso ao conhecimentoVocê sabia que, hoje, dá para explorar exposições, analisar obras em alta resolução e realizar visitas guiadas diretamente da sala de aula? Isso só é possível porque a tecnologia tem ampliado significativamente o acesso a acervos culturais do mundo todo. A seguir, conheça algumas plataformas e museus que podem enriquecer suas aulas:Google Arts & Culture: reúne acervos de milhares de instituições e permite criar coleções personalizadas com os estudantes.Museu do Louvre: oferece visitas virtuais por galerias icônicas, ideais para trabalhar história e arte.Museu Nacional de História Natural: excelente para explorar temas ligados à ciência e à biodiversidade.Museu do Amanhã: conecta ciência, tecnologia e sustentabilidade em uma abordagem contemporânea.Pinacoteca de São Paulo: disponibiliza acervo e conteúdos educativos que dialogam com a realidade brasileira.Como usar museus (virtuais ou presenciais) em atividades pedagógicasVeja algumas ideias práticas:1. Roteiro investigativoProponha perguntas antes da visita:O que essa obra revela sobre sua época?Quais elementos chamam mais atenção?Que conexões podemos fazer com o presente?2. Curadoria dos estudantesPeça que os alunos criem sua própria exposição virtual, selecionando obras e justificando suas escolhas.Essa proposta pode ser enriquecida através da “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores”, que apresenta caminhos para criação de conteúdos usando ferramentas digitais em sala de aula. Outra possibilidade é o curso “Olá, mundo! Lógica de programação e autoria”, que estimula o pensamento estruturado e a produção autoral com tecnologia.3. Produção multimídiaApós a visita, os estudantes podem criar podcasts, vídeos ou apresentações digitais analisando o que observaram.4. Conexão com o territórioMesmo explorando museus internacionais, incentive comparações com a realidade local, promovendo um olhar crítico sobre cultura e história.Competências digitais e BNCC: o que os museus têm a ver com isso?Ao trabalhar com museus virtuais, o professor também desenvolve competências previstas na BNCC, como uso crítico e ético das tecnologias; curadoria e produção de informação; comunicação em diferentes linguagens e pensamento críticoPara transformar uma visita em aprendizagem significativa, o planejamento é essencial, e a formação continuada pode ser uma grande aliada nesse processo. Na plataforma Escolas Conectadas, diversos cursos gratuitos, on-line e com certificação ajudam a estruturar essas práticas:“Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir”: fortalece abordagens investigativas e criativas.“Explorador Digital - Melhore sua prática com uso de tecnologias”: ideal para quem quer ampliar o uso pedagógico das ferramentas digitais.“Intencionalidade pedagógica - Potencialize suas aulas”: apoia o planejamento com objetivos claros e alinhados ao currículo.Esses cursos ajudam a transformar visitas a museus em experiências mais investigativas, criativas e conectadas à cultura digital.Mais do que visitar, aprender a olharCelebrar o Dia Internacional dos Museus na escola não deve depender apenas de uma saída pedagógica. Com o apoio da tecnologia, é possível transformar qualquer sala de aula em um espaço de exploração cultural.Mais do que visitar, o desafio é ensinar os estudantes a olhar com curiosidade, criticidade e intenção. E, com o apoio dos nossos cursos gratuitos, cada experiência pode se tornar uma oportunidade real de aprendizagem significativa.
Projeto de educação midiática forma estudantes para revis...
Entenda como iniciar um projeto de educação midiática em sala de aulaEm uma escola pública em Santa Isabel, na região metropolitana de Belém (PA), estudantes começaram a revisar textos jornalísticos. O que poderia ser apenas uma atividade de leitura se transformou em algo maior: eles passaram a questionar escolhas, sugerir mudanças e refletir sobre os temas que impactam suas próprias vidas.O resultado? Jovens mais críticos, mais confiantes e conscientes do papel que podem ocupar na sociedade. Essa é uma das possibilidades da educação midiática: transformar a forma como os estudantes se relacionam com a informação.“Eles se viram como pessoas importantes, cuja opinião é significativa”, conta a professora Marcela Castro, responsável pelo projeto.Inclusive, experiências como essa não estão isoladas: em todo o país, professores, escolas e organizações têm desenvolvido iniciativas que colocam a educação midiática no centro do processo educativo. Para dar visibilidade a essas experiências, foi criado o Mapa Brasileiro da Educação Midiática, que reúne práticas inspiradoras e ajuda a conectar educadores interessados no tema. A segunda edição do mapa está com inscrições abertas até o dia 20 de abril, permitindo que professores e escolas compartilhem suas próprias experiências e façam parte dessa rede.Quando a mídia entra na sala de aulaA experiência aconteceu na Escola Pública Antônio Lemos, em parceria com o portal Amazônia Vox. Nela, estudantes de 14 a 16 anos assumem o papel de revisores de textos jornalísticos, analisando linguagem, identificando termos difíceis e sugerindo adaptações para tornar os conteúdos mais acessíveis.Tudo começou de forma simples, mesmo sem estrutura tecnológica. “Cheguei na sala de aula com o texto impresso, já que na minha escola à época não havia computadores. Os alunos liam e marcavam o que não compreendiam”, relata Marcela. A partir dessas leituras, os estudantes enviavam áudios com sugestões, discutiam escolhas de palavras e refletiam sobre os temas abordados. Com o tempo, a atividade evoluiu para algo mais amplo: debates, pesquisas prévias e até checagem de informações.Mais do que revisar textos, a turma passou a entender como a informação é construída e quais impactos esse processo pode gerar. “Eles perceberam que nenhum conteúdo é inocente, que tudo tem alcance e consequência.”Muito além das fake newsEmbora o combate à desinformação seja um dos pontos mais relevantes, a educação midiática vai além. Ela envolve o desenvolvimento de repertório, senso crítico e consciência sobre os diferentes interesses presentes nos inúmeros conteúdos que circulam atualmente - seja na internet ou fora dela.Como destaca Marcela: “A mídia não está somente na tecnologia digital. Ela está no impresso, na televisão, no outdoor, em todos os lugares.” Nesse sentido, o trabalho em sala de aula não se limita a identificar o que é falso ou verdadeiro, mas a compreender como as narrativas são construídas e como os próprios estudantes podem participar desse processo de forma ética e responsável.Impactos que ultrapassam a aprendizagemOs resultados do projeto ajudam a dimensionar o potencial desse tipo de iniciativa. Além do desenvolvimento da leitura e da escrita, os estudantes ampliaram vocabulário, repertório e, principalmente, autoestima.“Eles se sentem no centro de algo, sendo vistos por gente do mundo inteiro.” Um dos textos revisados pelos alunos integrou uma reportagem premiada no Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde. Mas, para além dos reconhecimentos formais, o impacto mais relevante está na mudança de percepção dos próprios estudantes sobre si mesmos e sobre o mundo.Eles deixam de ser apenas consumidores de informação para se tornarem participantes ativos, capazes de questionar, propor e criar.Por onde começar um projeto de educação midiática?Se a ideia de trabalhar educação midiática parece desafiadora, a prática mostra que o primeiro passo pode ser mais simples do que parece. E começa, muitas vezes, com mudança de postura.A partir da sua experiência em sala de aula, Marcela aponta alguns caminhos:Promova uma escuta ativa como ponto de partidaOuvir os estudantes ajuda a conectar o projeto com o que realmente faz sentido para eles.Trabalhe com conteúdos reaisExplorar notícias, vídeos, memes e posts de redes sociais aproxima o aprendizado do cotidiano.Crie espaço para diálogoFazer debates, pesquisas e trocas pode fortalecer o pensamento crítico.Garanta a continuidadeDesenvolver projetos consistentes demanda tempo.Estimule o protagonismoColocar os alunos como autores, revisores ou curadores de conteúdo transforma a relação com a informação.Busque parceriasFazer conexões com jornalistas, projetos e outras escolas podem ampliar o alcance das ações.Um convite para experimentarA educação midiática não exige um laboratório completo, nem ferramentas sofisticadas para começar. Como mostra a experiência em Santa Izabel, ela pode nascer com textos impressos, conversas em sala de aula e disposição para escutar.O mais importante é o movimento: sair de uma lógica em que os estudantes apenas recebem informação e avançar para um cenário em que eles analisam, questionam e participam.“De nada adianta aprender a marcar um X ou escrever uma redação somente para uma prova, se não houver relação e continuidade daquilo que é ensinado no espaço escolar com a vida para além dela”, finaliza Marcela.Nesse sentido, a formação gratuita “Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo” apoia os professores na realização desse processo . Ao explorar o papel das redes sociais na contemporaneidade e sua influência na formação educacional, o curso apresenta estratégias para abordar o uso consciente e crítico das redes sociais na Educação Básica, considerando seus impactos sociais, cognitivos e emocionais.
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