Professora e alunos desenham com giz um globo terrestre no chão.
Sustentabilidade: agir no presente para melhorar o futuro

Período de realização: 06/06 a 04/07

Sustentabilidade: agir no presente para melhorar o futuro
Indique este curso:

Período de realização: 06/06 a 04/07


*** 100% gratuito | Alinhado à BNCC ***

O tema da sustentabilidade está presente na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) desde as competências gerais da educação básica: a décima competência geral indica "agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários” (BRASIL, 2018, p. 10). Também permeia as diferentes áreas e etapas da educação básica. Entendida como a capacidade de equilibrar as necessidades do presente, promovendo um uso dos recursos naturais que não comprometa as gerações futuras, a sustentabilidade, além de garantir a preservação do Planeta, é um dos pilares de condutas éticas, responsáveis e empáticas.

O curso propõe uma imersão do educador em estratégias para mobilizar a compreensão e a aplicação de práticas sustentáveis por parte dos estudantes. Entre os tópicos abordados, estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, as possibilidades pedagógicas da Década da Ciência Oceânica, iniciativas vinculadas à economia circular e à logística reversa, o combate ao desperdício de alimentos e diversas inspirações para uma mudança de consciência em relação à forma como manejamos bens e recursos. Oferece, ainda, um jogo digital - "Pesca Sustentável - Escolas" - para que os alunos integrem estratégia, diversão e conhecimento dos ecossistemas aquáticos ao passo que relacionam, de maneira concreta, as dimensões ambiental, social e econômica do "tripé" da sustentabilidade.

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Como esse curso inova
Inova ao integrar a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade socioambiental por meio de estratégias pedagógicas interdisciplinares, favorecendo aprendizagens contextualizadas e efetivas, um uso inteligente e responsável dos recursos naturais e mudanças de hábitos para a preservação do Planeta.

Competências pedagógicas

A partir do curso, espera-se que o educador:

  • compreenda e aplique o conceito de sustentabilidade;
  • instigue entre os estudantes o compromisso com a preservação do Planeta e a conservação da diversidade da vida por meio de um uso equilibrado dos recursos naturais;
  • identifique os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e mostre-se capaz de relacioná-los a ações de diferentes escalas;
  • reflita sobre os benefícios de processos como a economia circular, a logística reversa e o combate ao desperdício de alimentos;
  • utilize jogos e demais recursos digitais para apoiar tomadas de consciência e mudanças de hábitos por parte dos alunos, promovendo a sustentabilidade.

Competências esperadas nos alunos

A partir da aplicação de aprendizagens construídas no curso pelo educador, espera-se que o estudante:

  • posicione-se de forma ética, crítica e responsável em relação ao uso de recursos naturais e à preservação do Planeta;
  • relacione os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao seu dia a dia;
  • compreenda processos como economia circular e logística reversa, identificando ações de escalas micro e macro na busca da sustentabilidade;
  • compreenda as dimensões ambiental, social e econômica que compõem o "tripé" da sustentabilidade;
  • repense seus hábitos de consumo e seu modo de vida, passando a desenvolver ações mais sustentáveis.

 

Como a BNCC é abordada?

O tema da sustentabilidade está presente na BNCC desde as competências gerais da educação básica e perpassa todas as suas etapas. Na educação infantil, integra o campo de experiências "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações": um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças de 4-5 anos (EI03ET03) é "identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação" (BRASIL, 2018, p. 51).

No ensino fundamental, uma das competências específicas para Língua Portuguesa prevê "utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo” (BRASIL, 2018, p. 65). Na Matemática, destacam-se a proposição de soluções e a fundamentação de decisões visando à sustentabilidade. Uma das habilidades a serem desenvolvidas no 6º ano (EF06MA32), por exemplo, é "interpretar e resolver situações que envolvam dados de pesquisas sobre contextos ambientais, sustentabilidade, trânsito, consumo responsável, entre outros, apresentadas pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões" (BRASIL, 2018, p. 305).

Na área de Ciências Humanas, por meio dos componentes curriculares de Geografia e História, os alunos devem ser encorajados a desenvolver uma compreensão mais aprofundada do mundo, que os torne aptos a intervenções éticas e responsáveis no meio que habitam, nutridas pelo respeito ao ambiente e fortalecidas por valores sociais como a solidariedade, a coletividade, a preocupação com o bem comum e as desigualdades sociais. Entre as competências específicas da área, está a de construir argumentos "para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva” (BRASIL, 2018, p. 357). Especificamente em História, para o 2º ano do ensino fundamental, há uma unidade temática, denominada “O trabalho e a sustentabilidade na comunidade”, cujo objeto de conhecimento é a sobrevivência e a relação com a natureza. No componente curricular de Geografia, a unidade temática “Natureza, ambientes e qualidade de vida” discute os processos físico-naturais do Planeta, possibilitando aos alunos "reconhecer de que forma as diferentes comunidades transformam a natureza, tanto em relação às inúmeras possibilidades de uso ao transformá-la em recursos quanto aos impactos socioambientais delas provenientes" (BRASIL, 2018, p. 409). Além do reconhecimento e da compreensão das formas de uso do solo e da água, dos problemas causados pelo consumo excessivo, da problemática do lixo e da poluição, das ações humanas relacionadas à conservação ou degradação da natureza, tal unidade temática prevê a mobilização cidadã, como expressa, por exemplo, a habilidade EF05GE12: "Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive" (BRASIL, 2018, p. 379).

É na área de Ciências da Natureza, contudo, que a sustentabilidade aparece mais diretamente. Por intermédio das ações pedagógicas nesta área, conforme a BNCC, espera-se possibilitar que os estudantes tenham um novo olhar sobre o mundo e apoiá-los em escolhas e intervenções conscientes, pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum (BRASIL, 2018, p. 321). A oitava competência específica da área traduz esse propósito: “agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários” (BRASIL, 2018, p. 324). As três unidades temáticas que organizam as aprendizagens essenciais ao longo do ensino fundamental para o componente curricular de Ciências – Matéria e energia, Vida e Evolução e Terra e Universo – englobam o conceito e a prática da sustentabilidade. Essa integração, também evidenciada em outras temáticas transversais, como saúde e tecnologia, é exemplificada pela BNCC: "de forma similar, a compreensão do que seja sustentabilidade pressupõe que os alunos, além de entenderem a importância da biodiversidade para a manutenção dos ecossistemas e do equilíbrio dinâmico socioambiental, sejam capazes de avaliar hábitos de consumo que envolvam recursos naturais e artificiais e identifiquem relações dos processos atmosféricos, geológicos, celestes e sociais com as condições necessárias para a manutenção da vida no planeta" (BRASIL, 2018, p. 329).

No ensino médio, a sustentabilidade é abordada em todas as áreas. Na área de Linguagens e suas tecnologias, o conceito e a prática da sustentabilidade são expressos na habilidade de "formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global" (EM13LGG304). Na área da Matemática e suas tecnologias, espera-se que os estudantes desenvolvam habilidades relativas aos processos de investigação, de construção de modelos e de resolução de problemas, contexto profícuo para a mobilização do tema da sustentabilidade. A segunda competência específica da área o refere diretamente: “propor ou participar de ações para investigar desafios do mundo contemporâneo e tomar decisões éticas e socialmente responsáveis, com base na análise de problemas sociais, como os voltados a situações de saúde, sustentabilidade, das implicações da tecnologia no mundo do trabalho, entre outros, mobilizando e articulando conceitos, procedimentos e linguagens próprios da Matemática” (BRASIL, 2018, p. 531).

Na área de Ciências da Natureza, todas as competências específicas envolvem a sustentabilidade (BRASIL, 2018, p. 553):

  • "Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global;
  • Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis;
  • Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC)".

Na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, duas competências específicas integram-se às das demais áreas no trabalho com o conceito de sustentabilidade (BRASIL, 2018, p. 570):

  • "Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, considerando diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica;
  • Analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza (produção, distribuição e consumo) e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de alternativas que respeitem e promovam a consciência, a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional e global”.

Vemos, assim, como a abordagem da conservação da biodiversidade e da sustentabilidade socioambiental concorre para a construção de aprendizagens e o desenvolvimento de conceitos interdisciplinares, conectando o conhecimento científico a possibilidades de práticas cotidianas, de modo a promover e incentivar “uma convivência em maior sintonia com o ambiente, por meio do uso inteligente e responsável dos recursos naturais, para que estes se recomponham no presente e se mantenham no futuro” (BRASIL, 2018, p. 327). Cabe ao docente propor ou fortalecer iniciativas para que os estudantes incorporem em seu dia a dia ações responsáveis e coerentes com a preservação do Planeta.

 

Trajetória 

Unidade 1 – Navegando pela sustentabilidade

Na unidade 1, é abordado o conceito de sustentabilidade, investigando-se o tripé em que se baseia, e são analisados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, coordenada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Também são estudados os vínculos do tema da sustentabilidade com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), das competências gerais às áreas e aos componentes curriculares, permeando todas as etapas da educação básica. São examinadas, ainda, as possibilidades pedagógicas da “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável”, proclamada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Por fim, são apresentadas diversas inspirações para o estudo e a prática da sustentabilidade com os estudantes.

Unidade 2 – Economia circular

A unidade 2 trata de um tema diretamente conectado à sustentabilidade e fundamental à sobrevivência do Planeta: a economia circular. Ela associa o desenvolvimento econômico a um melhor aproveitamento de recursos naturais, buscando expandir o ciclo de vida de produtos e materiais. São analisadas iniciativas brasileiras vinculadas à economia circular e à logística reversa (que oportuniza a coleta e a restituição dos resíduos ao setor empresarial), assim como medidas de produção sustentável. Também são compartilhadas inspirações para uma mudança de consciência em relação à forma como manejamos bens e recursos, priorizando o papel da educação na defesa de hábitos sustentáveis. Há, ainda, uma seção dedicada ao combate ao desperdício de alimentos, problemática que gera, além de impactos sociais, reflexos ambientais e econômicos.

Unidade 3 – Sustentabilidade na prática e em jogo

A unidade final da formação compartilha mais exemplos de ações sustentáveis realizadas no Brasil e aborda práticas de sustentabilidade que podem ser implementadas por cada um de nós ou por nossas comunidades. Além disso, apresenta uma forma diferente de trabalhar a temática da sustentabilidade com os alunos: um jogo digital criado especialmente para o curso, chamado “Pesca Sustentável - Escolas”. Ele pode ser utilizado para mobilizar entre os estudantes a compreensão de princípios e processos da sustentabilidade, tendo como ponto de partida o eixo ambiental, sem deixar de relacioná-lo às dimensões econômica e social.

 

Atividade avaliativa do curso

Fórum avaliativo de participação obrigatória: "Pesca sustentável - vamos jogar?"

Após a exploração do jogo “Pesca Sustentável - Escolas”, elaboração de um plano pedagógico (aula, projeto, proposta para componente curricular ou ação interdisciplinar) respondendo às questões norteadoras estabelecidas.

Conheça as principais características deste curso e encontre cursos semelhantes:
Carga Horária:
20 horas


Modalidade:
Mediado



Caminhos para a Inovação:
Tempo e Espaço Práticas Currículo

Autoria:

Dra. Daiana Maffessoni, Dr. Ênio Lupchinski Jr., Dra. Juçara Bordin e Dr. Paulo Henrique Ott


Certificação:

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Curso Gratuito
Certificado Incluso
Indique este curso:

Período de realização: 06/06 a 04/07


*** 100% gratuito | Alinhado à BNCC ***

O tema da sustentabilidade está presente na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) desde as competências gerais da educação básica: a décima competência geral indica "agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários” (BRASIL, 2018, p. 10). Também permeia as diferentes áreas e etapas da educação básica. Entendida como a capacidade de equilibrar as necessidades do presente, promovendo um uso dos recursos naturais que não comprometa as gerações futuras, a sustentabilidade, além de garantir a preservação do Planeta, é um dos pilares de condutas éticas, responsáveis e empáticas.

O curso propõe uma imersão do educador em estratégias para mobilizar a compreensão e a aplicação de práticas sustentáveis por parte dos estudantes. Entre os tópicos abordados, estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, as possibilidades pedagógicas da Década da Ciência Oceânica, iniciativas vinculadas à economia circular e à logística reversa, o combate ao desperdício de alimentos e diversas inspirações para uma mudança de consciência em relação à forma como manejamos bens e recursos. Oferece, ainda, um jogo digital - "Pesca Sustentável - Escolas" - para que os alunos integrem estratégia, diversão e conhecimento dos ecossistemas aquáticos ao passo que relacionam, de maneira concreta, as dimensões ambiental, social e econômica do "tripé" da sustentabilidade.

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Inova ao integrar a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade socioambiental por meio de estratégias pedagógicas interdisciplinares, favorecendo aprendizagens contextualizadas e efetivas, um uso inteligente e responsável dos recursos naturais e mudanças de hábitos para a preservação do Planeta.

Competências pedagógicas

A partir do curso, espera-se que o educador:

  • compreenda e aplique o conceito de sustentabilidade;
  • instigue entre os estudantes o compromisso com a preservação do Planeta e a conservação da diversidade da vida por meio de um uso equilibrado dos recursos naturais;
  • identifique os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e mostre-se capaz de relacioná-los a ações de diferentes escalas;
  • reflita sobre os benefícios de processos como a economia circular, a logística reversa e o combate ao desperdício de alimentos;
  • utilize jogos e demais recursos digitais para apoiar tomadas de consciência e mudanças de hábitos por parte dos alunos, promovendo a sustentabilidade.

Competências esperadas nos alunos

A partir da aplicação de aprendizagens construídas no curso pelo educador, espera-se que o estudante:

  • posicione-se de forma ética, crítica e responsável em relação ao uso de recursos naturais e à preservação do Planeta;
  • relacione os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao seu dia a dia;
  • compreenda processos como economia circular e logística reversa, identificando ações de escalas micro e macro na busca da sustentabilidade;
  • compreenda as dimensões ambiental, social e econômica que compõem o "tripé" da sustentabilidade;
  • repense seus hábitos de consumo e seu modo de vida, passando a desenvolver ações mais sustentáveis.

 

Como a BNCC é abordada?

O tema da sustentabilidade está presente na BNCC desde as competências gerais da educação básica e perpassa todas as suas etapas. Na educação infantil, integra o campo de experiências "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações": um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças de 4-5 anos (EI03ET03) é "identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação" (BRASIL, 2018, p. 51).

No ensino fundamental, uma das competências específicas para Língua Portuguesa prevê "utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo” (BRASIL, 2018, p. 65). Na Matemática, destacam-se a proposição de soluções e a fundamentação de decisões visando à sustentabilidade. Uma das habilidades a serem desenvolvidas no 6º ano (EF06MA32), por exemplo, é "interpretar e resolver situações que envolvam dados de pesquisas sobre contextos ambientais, sustentabilidade, trânsito, consumo responsável, entre outros, apresentadas pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões" (BRASIL, 2018, p. 305).

Na área de Ciências Humanas, por meio dos componentes curriculares de Geografia e História, os alunos devem ser encorajados a desenvolver uma compreensão mais aprofundada do mundo, que os torne aptos a intervenções éticas e responsáveis no meio que habitam, nutridas pelo respeito ao ambiente e fortalecidas por valores sociais como a solidariedade, a coletividade, a preocupação com o bem comum e as desigualdades sociais. Entre as competências específicas da área, está a de construir argumentos "para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva” (BRASIL, 2018, p. 357). Especificamente em História, para o 2º ano do ensino fundamental, há uma unidade temática, denominada “O trabalho e a sustentabilidade na comunidade”, cujo objeto de conhecimento é a sobrevivência e a relação com a natureza. No componente curricular de Geografia, a unidade temática “Natureza, ambientes e qualidade de vida” discute os processos físico-naturais do Planeta, possibilitando aos alunos "reconhecer de que forma as diferentes comunidades transformam a natureza, tanto em relação às inúmeras possibilidades de uso ao transformá-la em recursos quanto aos impactos socioambientais delas provenientes" (BRASIL, 2018, p. 409). Além do reconhecimento e da compreensão das formas de uso do solo e da água, dos problemas causados pelo consumo excessivo, da problemática do lixo e da poluição, das ações humanas relacionadas à conservação ou degradação da natureza, tal unidade temática prevê a mobilização cidadã, como expressa, por exemplo, a habilidade EF05GE12: "Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive" (BRASIL, 2018, p. 379).

É na área de Ciências da Natureza, contudo, que a sustentabilidade aparece mais diretamente. Por intermédio das ações pedagógicas nesta área, conforme a BNCC, espera-se possibilitar que os estudantes tenham um novo olhar sobre o mundo e apoiá-los em escolhas e intervenções conscientes, pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum (BRASIL, 2018, p. 321). A oitava competência específica da área traduz esse propósito: “agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários” (BRASIL, 2018, p. 324). As três unidades temáticas que organizam as aprendizagens essenciais ao longo do ensino fundamental para o componente curricular de Ciências – Matéria e energia, Vida e Evolução e Terra e Universo – englobam o conceito e a prática da sustentabilidade. Essa integração, também evidenciada em outras temáticas transversais, como saúde e tecnologia, é exemplificada pela BNCC: "de forma similar, a compreensão do que seja sustentabilidade pressupõe que os alunos, além de entenderem a importância da biodiversidade para a manutenção dos ecossistemas e do equilíbrio dinâmico socioambiental, sejam capazes de avaliar hábitos de consumo que envolvam recursos naturais e artificiais e identifiquem relações dos processos atmosféricos, geológicos, celestes e sociais com as condições necessárias para a manutenção da vida no planeta" (BRASIL, 2018, p. 329).

No ensino médio, a sustentabilidade é abordada em todas as áreas. Na área de Linguagens e suas tecnologias, o conceito e a prática da sustentabilidade são expressos na habilidade de "formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global" (EM13LGG304). Na área da Matemática e suas tecnologias, espera-se que os estudantes desenvolvam habilidades relativas aos processos de investigação, de construção de modelos e de resolução de problemas, contexto profícuo para a mobilização do tema da sustentabilidade. A segunda competência específica da área o refere diretamente: “propor ou participar de ações para investigar desafios do mundo contemporâneo e tomar decisões éticas e socialmente responsáveis, com base na análise de problemas sociais, como os voltados a situações de saúde, sustentabilidade, das implicações da tecnologia no mundo do trabalho, entre outros, mobilizando e articulando conceitos, procedimentos e linguagens próprios da Matemática” (BRASIL, 2018, p. 531).

Na área de Ciências da Natureza, todas as competências específicas envolvem a sustentabilidade (BRASIL, 2018, p. 553):

  • "Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global;
  • Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis;
  • Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC)".

Na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, duas competências específicas integram-se às das demais áreas no trabalho com o conceito de sustentabilidade (BRASIL, 2018, p. 570):

  • "Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, considerando diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica;
  • Analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza (produção, distribuição e consumo) e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de alternativas que respeitem e promovam a consciência, a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional e global”.

Vemos, assim, como a abordagem da conservação da biodiversidade e da sustentabilidade socioambiental concorre para a construção de aprendizagens e o desenvolvimento de conceitos interdisciplinares, conectando o conhecimento científico a possibilidades de práticas cotidianas, de modo a promover e incentivar “uma convivência em maior sintonia com o ambiente, por meio do uso inteligente e responsável dos recursos naturais, para que estes se recomponham no presente e se mantenham no futuro” (BRASIL, 2018, p. 327). Cabe ao docente propor ou fortalecer iniciativas para que os estudantes incorporem em seu dia a dia ações responsáveis e coerentes com a preservação do Planeta.

 

Trajetória 

Unidade 1 – Navegando pela sustentabilidade

Na unidade 1, é abordado o conceito de sustentabilidade, investigando-se o tripé em que se baseia, e são analisados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, coordenada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Também são estudados os vínculos do tema da sustentabilidade com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), das competências gerais às áreas e aos componentes curriculares, permeando todas as etapas da educação básica. São examinadas, ainda, as possibilidades pedagógicas da “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável”, proclamada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Por fim, são apresentadas diversas inspirações para o estudo e a prática da sustentabilidade com os estudantes.

Unidade 2 – Economia circular

A unidade 2 trata de um tema diretamente conectado à sustentabilidade e fundamental à sobrevivência do Planeta: a economia circular. Ela associa o desenvolvimento econômico a um melhor aproveitamento de recursos naturais, buscando expandir o ciclo de vida de produtos e materiais. São analisadas iniciativas brasileiras vinculadas à economia circular e à logística reversa (que oportuniza a coleta e a restituição dos resíduos ao setor empresarial), assim como medidas de produção sustentável. Também são compartilhadas inspirações para uma mudança de consciência em relação à forma como manejamos bens e recursos, priorizando o papel da educação na defesa de hábitos sustentáveis. Há, ainda, uma seção dedicada ao combate ao desperdício de alimentos, problemática que gera, além de impactos sociais, reflexos ambientais e econômicos.

Unidade 3 – Sustentabilidade na prática e em jogo

A unidade final da formação compartilha mais exemplos de ações sustentáveis realizadas no Brasil e aborda práticas de sustentabilidade que podem ser implementadas por cada um de nós ou por nossas comunidades. Além disso, apresenta uma forma diferente de trabalhar a temática da sustentabilidade com os alunos: um jogo digital criado especialmente para o curso, chamado “Pesca Sustentável - Escolas”. Ele pode ser utilizado para mobilizar entre os estudantes a compreensão de princípios e processos da sustentabilidade, tendo como ponto de partida o eixo ambiental, sem deixar de relacioná-lo às dimensões econômica e social.

 

Atividade avaliativa do curso

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Mediado



Caminhos para a Inovação:
Tempo e Espaço Práticas Currículo

Autoria:

Dra. Daiana Maffessoni, Dr. Ênio Lupchinski Jr., Dra. Juçara Bordin e Dr. Paulo Henrique Ott


Certificação:

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Carga Horária

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