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Junho: Confira datas importantes para trabalhar em sala de aula durante o mês

03/06/22
Cultura é a marca registrada das datas comemorativas do mês de junho. Cinema e celebrações populares são apenas alguns exemplos de temas que você pode trabalhar em sala de aula com os estudantes durante o mês.

Lembrando que as efemérides representam uma excelente oportunidade de aprofundar discussões e engajar os estudantes no processo de ensino-aprendizagem. Por isso, educador, separamos algumas datas para você planejar as aulas de junho de forma criativa e inovadora. Confira a seguir!

Festa Junina (mês todo)
O mês de junho traz a expectativa pelas comidas e danças típicas das Festas Juninas. As celebrações homenageiam os dias de três santos católicos: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Apesar disso, cada região do Brasil tem sua forma de comemorar a data. Por isso, a Festa Junina também pode ensinar mais sobre a cultura popular brasileira. Na plataforma Escola Digital você encontra mais de 136 recursos gratuitos para trabalhar a data com os estudantes. 

01/06 - Dia da Imprensa
A educação midiática é uma competência considerada essencial pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se da capacidade de interpretar e analisar criticamente produções que vêm da mídia. Assim sendo, o Dia da Imprensa é uma excelente oportunidade de estudar o processo por trás da construção de uma narrativa. Com o curso Narro, logo existo: criando histórias digitais e recursos multimídia, os educadores podem trabalhar essa competência com estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. As atividades abordam habilidades linguísticas e digitais, além de contribuírem com a formação de um olhar múltiplo e crítico do mundo. O curso está disponível gratuitamente na plataforma Escolas Conectadas. Saiba mais!


05/06 - Dia Mundial do Meio Ambiente
No dia 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi criada cinquenta anos atrás pela Organização das Nações Unidas (ONU). Desde então, é sinônimo de conscientização sobre a importância de preservar a natureza.Entendendo a importância deste debate para a educação, a plataforma Escolas Conectadas passou a oferecer cursos para abordar o Meio Ambiente com os estudantes. Alguns exemplos são:  Jornada dos Biomas e Gotas de Conscientização. Todas as formações são online, certificadas e 100% gratuitas!

19/06 - Dia do Cinema Brasileiro
Em junho de 1898, o filme Vista da Baía da Guanabara entrou para a história do Cinema Brasileiro como o primeiro longa a ser rodado no país. A partir de então, o dia 19 de junho se tornou um marco para celebrar as produções nacionais. Além de ser uma maneira dinâmica de contar histórias, o cinema é uma ótima ferramenta para professores que querem promover engajamento entre os estudantes. E por que não incentivá-los a criar as próprias produções? No curso Laboratório de criação de vídeos de bolso, os educadores terão a oportunidade de incentivar a autoria e a comunicação a partir da criação de roteiros e vídeos. Conheça o potencial pedagógico da linguagem cinematográfica na plataforma Escolas Conectadas!


20/06 - Dia Mundial do Refugiado
Segundo relatório da ACNUR (Agência de Refugiados na ONU), o ano de 2020 marcou um recorde de deslocamentos forçados ao redor do mundo. Ao todo, eram cerca de 82,4 milhões de refugiados. Nesse sentido, refletir sobre esse fluxo migratório pode ajudar a traçar paralelos com a evolução de conflitos geopolíticos e ambientais ao longo da História. Além disso, é uma oportunidade de exercitar a empatia e a colaboração. Esse é o objetivo do roteiro de estudo  "De onde eu sou? É daqui?", disponível para download na plataforma Escola Digital. Acesse gratuitamente!

Agora, conta pra gente. Quais datas você pretende trabalhar em junho com seus estudantes? Deixe nos comentários!


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Halloween e Dia do Saci: três atividades pedagógicas com ...

Mapa de lendas, podcast e Inteligência Artificial são algumas das possibilidades para trabalhar o tema em diferentes disciplinas, valorizando a cultura popular brasileira e desenvolvendo competências digitais.O fim de outubro costuma trazer às escolas, cada vez mais, referências ao Halloween: fantasias, abóboras decoradas, personagens misteriosos e histórias de terror. Mas o período também pode ser uma oportunidade para explorar a cultura popular brasileira, conhecer diferentes tradições e desenvolver atividades que mobilizem a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes.Celebrado em 31 de outubro, o Halloween tem raízes associadas ao Samhain, antiga celebração celta relacionada à passagem das estações. Ao longo dos séculos, a tradição se transformou e ganhou novas características, especialmente nos Estados Unidos, onde se popularizaram costumes como pedir doces de porta em porta e usar fantasias. Hoje, a festa também circula por diferentes países, influenciada pelo cinema, televisão, jogos e redes sociais.Na mesma data, o Brasil celebra o Dia do Saci, uma iniciativa de valorização do folclore nacional. A data convida a ampliar o espaço dedicado aos personagens e às narrativas da cultura popular brasileira.Mais do que escolher entre uma celebração e outra, a escola pode aproveitar o interesse dos estudantes para discutir a circulação das referências culturais, conhecer tradições de diferentes origens e valorizar histórias que fazem parte da identidade brasileira.E o melhor: a tecnologia pode contribuir para esse trabalho, desde que esteja associada a objetivos de aprendizagem. A seguir, confira três propostas que podem ser adaptadas a diferentes disciplinas e etapas da Educação Básica, inspiradas em conteúdos dos cursos da plataforma Escolas Conectadas.1. Mapa interativo das lendas e tradiçõesComo as histórias fantásticas mudam de uma cultura para outra? Quais personagens fazem parte do imaginário dos estudantes? E quantas lendas conhecidas na comunidade ainda são pouco exploradas na escola?A atividade começa com uma pesquisa sobre personagens e narrativas populares. O Saci pode ser o ponto de partida para conhecer figuras como a Cuca e a Matinta Pereira, além de investigar as tradições associadas ao Halloween e a outras culturas.Divididos em grupos, os estudantes ficam responsáveis por pesquisar um personagem ou uma tradição. Cada grupo reúne informações sobre a origem da narrativa, suas características, as regiões em que circula e as diferentes versões encontradas. O resultado pode ser organizado em um mural digital, que pode ser criado em uma ferramenta digital colaborativa (como o Padlet), reunindo publicações organizadas por personagem ou tradição, com textos, desenhos, fotografias, áudios e links para as fontes pesquisadas. Assim, cada grupo contribui com suas descobertas e a turma pode explorar o conteúdo produzido pelos colegas. A proposta, é claro, também funciona em um mural físico exposto na escola, com cartazes, ilustrações e pequenos textos sobre as lendas. Nesse caso, o uso de QR codes pode ampliar a experiência, dando acesso a conteúdos gravados por estudantes, como áudios, vídeos ou outras produções digitais.2. Podcast de histórias que atravessam geraçõesQuais histórias de assombração, personagens fantásticos e lendas são conhecidas pelas famílias e pelos moradores da comunidade em que a escola está inserida? Muitas dessas narrativas circulam oralmente, passando de uma geração a outra e ganhando novas versões ao longo do caminho.A proposta é convidar os estudantes a investigar esse repertório cultural por meio de entrevistas com familiares, funcionários da escola e moradores. A partir dos relatos, a turma produz episódios curtos de um podcast escolar, apresentando as histórias descobertas e seus contextos.O projeto também permite valorizar os conhecimentos de pessoas que nem sempre participam diretamente das atividades escolares, aproximando a escola da comunidade. Um cuidado importante é reconhecer que as histórias populares podem ter diferentes versões. A intenção não é definir uma única narrativa como correta, mas conhecer a diversidade das tradições e valorizar as pessoas que as mantêm vivas.3. Discussões sobre vieses e distorções com Inteligência Artificial  Ferramentas de IA generativa conseguem criar histórias, ilustrações e personagens a partir de comandos escritos pelos usuários. Mas será que elas representam adequadamente as tradições da cultura popular brasileira? Para investigar essa questão, o professor pode solicitar a uma dessas ferramentas que produza uma história ou ilustração inspirada no Saci ou em outros personagens. Em seguida, os estudantes comparam o resultado com versões da lenda encontradas em livros e outras fontes confiáveis.A análise pode considerar quais características do personagem foram preservadas, quais elementos foram inventados e se a representação contém estereótipos, apagamento da cultura regional, distorções ou informações equivocadas. A partir dessa discussão, a turma pode revisar a narrativa ou criar uma nova versão, explicando as escolhas feitas.Vale lembrar que a atividade pode ser realizada sem que os estudantes acessem diretamente uma ferramenta de IA. O professor prepara os exemplos previamente e conduz a análise coletiva, de acordo com os recursos e as regras de uso de tecnologia da escola.Aqui, o objetivo não deve ser apenas aprender a utilizar uma ferramenta, mas desenvolver uma postura crítica diante dos conteúdos digitais e discutir os vieses presentes nos algorítimos. Uma imagem visualmente convincente não é necessariamente fiel a uma tradição cultural, e um texto bem escrito não garante que as informações sejam verdadeiras.Quer levar essas ideias para a sala de aula?Criar um mapa interativo, produzir um podcast ou investigar como a IA representa o folclore brasileiro são maneiras de integrar tecnologias digitais ao currículo com intencionalidade pedagógica. Para apoiar os professores nesse processo, a Escolas Conectadas oferece formações gratuitas e on-line que ajudam a planejar atividades, desenvolver a criatividade e ampliar as possibilidades de aprendizagem.Conheça três cursos que dialogam com as propostas apresentadas:Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação: aborda a integração de tecnologias digitais e IA ao currículo, com propostas práticas alinhadas à BNCC Computação. 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Clube da Formação: Escolas Conectadas cria jornada de est...

O espaço virtual reunirá professores para estudar, interagir e avançar juntos ao longo de um curso.Clubes de leitura fazem parte da rotina de muitas escolas. Nesses espaços, ler um livro deixa de ser uma atividade individual e passa a ser também uma oportunidade de conversa, troca de interpretações e construção coletiva de sentidos. Cada participante chega com suas próprias referências e percepções, mas no encontro com os demais novas ideias podem surgir.Essa experiência de aprender em conjunto também pode fazer diferença na formação de professores. Ao realizar um curso junto com outros educadores, acompanhar o percurso dos colegas e compartilhar dúvidas e descobertas, o estudo pode ganhar outra dimensão: além de adquirir novos conhecimentos, o participante tem a oportunidade de refletir sobre o que aprendeu e pensar em como levar essas ideias para a sua prática.É essa proposta que está na origem do Clube da Formação, nova iniciativa do canal de WhatsApp da Escolas Conectadas. A ideia é transformar o espaço em um ponto de acompanhamento coletivo de uma formação disponível na plataforma, criando um percurso no qual os professores possam estudar, interagir e avançar juntos ao longo do curso.Durante a jornada, o canal contará com publicações semanais relacionadas aos módulos da formação. Elas poderão trazer apresentações dos temas estudados, resumos, perguntas para orientar a reflexão, lembretes para continuar o curso e materiais complementares, como leituras, vídeos e ferramentas. Também estão previstas atividades e desafios voltados à aplicação prática dos conteúdos.Para a primeira edição, prevista para estrear ainda em outubro, o mês dos Professores, será realizada coletivamente a formação “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, elaborada pela professora Débora Garofalo, reconhecida como a educadora mais influente do mundo por desenvolver um trabalho de robótica com sucata e usar as redes sociais para ampliar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.Estudar em redeA interação entre os participantes será outro componente do Clube. Enquetes, caixas de perguntas, discussões e levantamentos de dúvidas poderão ajudar a aproximar os cursistas e trazer para a jornada questões que aparecem durante os estudos.Com isso, a proposta é acompanhar o professor desde o início até a conclusão da formação. Em vez de encontrar apenas um curso disponível na plataforma, o educador passa a contar com uma estrutura que organiza o percurso, estimula a continuidade dos estudos e cria oportunidades de troca com outros profissionais.Em sua estreia, o Clube da Formação deverá durar cerca de dois meses, com uma publicação por semana, em um calendário adaptado à estrutura de cada formação. Inclusive, ao concluir o curso, os participantes do Clube também receberão o Baralho Gerador de Ideias, um material especial que traz diversas possibilidades para colocar a BNCC Computação em prática em sala de aula.A escolha das próximas formações também contará com a participação dos professores. A partir da segunda edição, uma enquete no canal vai ajudar a definir qual curso a comunidade gostaria de realizar coletivamente no próximo Clube da Formação.A proposta, portanto, é levar para a formação continuada um princípio já conhecido em outros espaços educativos: estudar pode ser uma experiência mais rica quando há espaço para acompanhar, perguntar, trocar e aprender com outras pessoas. No Clube da Formação, essa experiência passa a acontecer também pelo WhatsApp da Escolas Conectadas!

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Competências digitais também podem contribuir na preparaç...

Habilidades mobilizadas pelo exame podem ser desenvolvidas em experiências de aprendizagem que vão muito além do treinamento para a prova.Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma busca na internet ou uma ferramenta de Inteligência Artificial traz uma resposta para praticamente qualquer pergunta. Para a escola, porém, o desafio não é apenas ensinar os estudantes a encontrar informações, mas ajudá-los a compreender, questionar, comparar e transformar aquilo que encontram em conhecimento – capacidades que também fazem parte da preparação para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).É nessa perspectiva que José Manuel Moran, professor e pesquisador na área de educação e tecnologia, entende o papel das ferramentas digitais no processo de aprendizagem. Para ele, o potencial da tecnologia depende principalmente da maneira como ela é utilizada. Uma mesma ferramenta pode servir para copiar uma resposta ou para investigar um assunto, comparar informações e aprofundar uma questão.“Se você é uma pessoa inquieta, não se contenta com a primeira pergunta. Você vai lá, conversa e até ‘viaja’ com a IA. Quem não faz isso fica só buscando receita, resposta pronta”, afirma Moran. Essa ideia ajuda a pensar em uma questão importante para a educação na cultura digital: mais do que ensinar a usar ferramentas, é preciso desenvolver a capacidade de fazer boas perguntas, avaliar respostas e tomar decisões sobre o que fazer com a informação. São experiências que contribuem para desenvolver aprendizagens importantes e que também dialogam com capacidades mobilizadas pelo ENEM.O que as competências digitais têm a ver com o ENEM?Quando se fala em preparação para o ENEM, é comum pensar em revisão de conteúdos, listas de exercícios e simulados. Mas o exame também exige que o estudante interprete textos, analise informações, enfrente situações-problema e construa argumentos.Moran reconhece esse aspecto e, segundo ele, isso abre uma possibilidade interessante para o trabalho docente: essas capacidades não precisam ser desenvolvidas apenas em atividades explicitamente preparatórias para a prova.Quando o professor propõe situações em que os estudantes precisam investigar, selecionar informações, interpretar dados, explicar seu raciocínio, defender uma ideia ou buscar diferentes caminhos para resolver um problema, também está desenvolvendo competências importantes para o ENEM e para diferentes situações da vida, dentro e fora da escola.O mesmo vale para a produção textual. Em vez de trabalhar apenas modelos prontos de redação, por exemplo, o professor pode criar situações em que os estudantes pesquisem sobre um tema, confrontem diferentes perspectivas, selecionem evidências, organizem argumentos e formulem suas próprias conclusões.É nesse sentido que as competências digitais podem contribuir para a preparação dos estudantes. A tecnologia amplia as possibilidades de pesquisa, análise, colaboração e produção, mas o objetivo continua sendo desenvolver a capacidade do aluno de pensar e agir sobre o conhecimento.Da BNCC à prática: desenvolvendo competências no cotidianoEssa perspectiva se aproxima do desenvolvimento de competências previsto para a Educação Básica. Na cultura digital, pesquisar, analisar informações, comunicar ideias, resolver problemas e fazer escolhas também significa aprender a lidar de maneira crítica com recursos e conteúdos digitais.Na prática, uma aula pode explorar uma ferramenta de IA para gerar diferentes respostas a uma mesma pergunta e convidar os estudantes a verificar quais informações são confiáveis. Um projeto pode propor a análise de dados sobre um problema da comunidade. Uma atividade de Língua Portuguesa pode comparar como um mesmo acontecimento é apresentado em diferentes fontes. Em Ciências Humanas, materiais diversos podem servir de base para que a turma identifique perspectivas, argumentos e evidências antes de construir uma posição.Em propostas assim, o estudante deixa de ser apenas receptor de informação e passa a investigar, analisar, fazer escolhas e construir respostas. Esse tipo de experiência fortalece habilidades importantes para o ENEM sem que a aula precise reproduzir o formato da prova.Tecnologia com intencionalidade: novas escolhas para o professorAmpliar as possibilidades de aprendizagem também traz novos desafios para o educador. Quanto maior o número de ferramentas e recursos disponíveis, mais importante se torna saber escolher o que realmente faz sentido para cada objetivo e para cada turma.Moran lembra que a chegada da internet – e mais recentemente da IA – ampliou o repertório disponível ao professor, mas também tornou mais complexas suas escolhas. “Você vai sofisticando, vai ampliando possibilidades, mas também tem que fazer escolhas. Não dá para usar tudo de qualquer jeito.”Por isso, competência digital docente não significa dominar todas as plataformas existentes. Significa desenvolver critérios para decidir quando uma tecnologia pode contribuir para a aprendizagem e como utilizá-la de acordo com o contexto dos estudantes.Moran dá o exemplo da IA no planejamento de aulas. Uma ferramenta pode produzir uma proposta inicial, mas cabe ao professor analisá-la, adaptá-la e considerar as características de sua turma, da escola e da realidade em que trabalha.Acolher e desafiarPara o pesquisador, o uso significativo das tecnologias não pode ser separado da relação do professor com os estudantes. Ele destaca a importância de combinar acolhimento – conhecer o aluno, demonstrar interesse e criar condições para que ele se envolva com a aprendizagem – com o desafio de fazê-lo avançar, investigar e ir além do que já sabe. “O bom professor acolhe de um lado e desafia de outro”, resume.Essa combinação também pode orientar o uso de recursos digitais. Uma atividade não se torna significativa apenas por envolver uma tecnologia. Ela ganha sentido quando coloca o estudante diante de uma pergunta, um problema ou uma situação que exija investigação, colaboração, análise e tomada de decisão.Assim, além de contribuir para o desenvolvimento de competências importantes para o ENEM, essas experiências podem favorecer um estudante mais ativo diante do próprio aprendizado.Preparar para o ENEM sem limitar a aprendizagemA relação entre competências digitais e preparação para o ENEM, portanto, não precisa passar pela reprodução do formato da prova em sala de aula.O próprio Moran faz uma ressalva sobre esse modelo de preparação. Para ele, quando o treinamento ocupa espaço demais, existe o risco de a escola ensinar os estudantes a seguir receitas para alcançar o resultado esperado. Como exemplo, ele cita a forma como a redação pode acabar sendo trabalhada a partir de estruturas muito previsíveis. Ao mesmo tempo, reforça que uma escola pode preparar bem seus estudantes para o exame sem fazer com que todo o Ensino Médio gire em torno dele.A questão, então, não é escolher entre preparar para o ENEM e desenvolver aprendizagens mais amplas: é entender que o trabalho cotidiano com competências pode contribuir para os dois objetivos. Esse tipo de experiência ajuda a formar estudantes capazes de lidar de maneira mais crítica, criativa e autônoma com o conhecimento. E, como consequência, também pode fortalecê-los diante dos desafios que encontrarão no ENEM.Ensinar na cultura digitalPara apoiar esse trabalho, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas para educadores sobre diferentes dimensões do uso pedagógico das tecnologias.Entre as possibilidades estão os cursos de Competências Digitais, voltados a diferentes áreas do conhecimento e etapas da Educação Básica, além de formações sobre Letramento em IA, Cidadania Digital, Programação e Pensamento Computacional e Intencionalidade Pedagógica.Os cursos podem ajudar o professor a ampliar seu repertório e refletir sobre questões que aparecem na prática: que aprendizagem se pretende desenvolver? Qual recurso faz sentido para esse objetivo? Como adaptar uma proposta à realidade da turma? Como estimular que os próprios estudantes desenvolvam uma postura mais crítica e participativa diante das tecnologias?

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