Unindo o útil ao agradável
08/11/19
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Leve as datas comemorativas de março para dentro da sala ...
Atualize o seu calendário e prepare-se para levar um conteúdo atrativo para a sua turma*Conteúdo atualizado em 26/02/2026Se o ano só começa depois do Carnaval, a plataforma Escolas Conectadas traz os temas e as formações certas para você, educador(a), se preparar para oferecer aulas completas e atualizadas aos seus estudantes. Março será um mês intenso e cheio de oportunidades. Aqui estão datas importantes para serem trabalhadas ao longo desse período. Confira! Dia Internacional da Mulher (08/03)Acesse aqui um conteúdo especial sobre o Dia Internacional da Mulher, com dados, contexto histórico, depoimentos de educadores e sugestões de atividades para a sala de aula.Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo (10/03)Você sabia que, a cada sete crianças brasileiras, uma está com excesso de peso ou obesidade? Isso representa 14,2% das crianças com menos de cinco anos de idade no Brasil, segundo dados de 2023 do Ministério da Saúde. A média global é de 5,6%, menos da metade da média do país.Já entre os adolescentes, a taxa é ainda mais alta: 33%, ou seja, um terço dos adolescentes brasileiros tem excesso de peso, ante a média mundial de 18,2%. Um dos diversos fatores que contribuem para essa estatística é o sedentarismo. E nada melhor do que combater essa condição do que a ação, não é mesmo? Que tal sair da rotina e transformar a sala de aula em um grande circuito de desafios físicos? Atividades como alongamentos ou até mesmo uma pausa ativa entre os conteúdos podem estimular hábitos mais saudáveis. Inclusive, você pode organizar um desafio de passos, incentivando os alunos a registrarem quantos passos dão por dia e traçar metas progressivas. Ao estimular docentes a integrarem metodologias ativas e tecnologias digitais no processo de ensino, o curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” se torna um aliado nesse processo!Dia da Escola (15/03)O principal espaço no qual a educação acontece merece um dia para chamar de seu! Tal como conhecemos hoje, com educadores apoiando o desenvolvimento de crianças e adolescentes, as escolas existem desde o século 12. Hoje, o ambiente escolar promove não apenas a educação, como também o desenvolvimento social e psicológico, entre outros.Vamos fazer com que esse dia seja sobre pertencimento! Que tal pedir aos alunos que escrevam cartas para a escola, contando o que mais gostam nela e o que gostariam de mudar? Você também pode organizar um mural interativo na sala de aula, no qual os estudantes possam escrever mensagens de gratidão à escola e à comunidade escolar.Falando em comunidade escolar, você sabia que nossos cursos são voltados não só para professores, mas também aos gestores? Pois a formação gratuita “Competências digitais para potencializar a gestão escolar e promover a inovação” apoia esse público a explorar e utilizar tecnologias digitais de forma estratégica na gestão educacional.Dia Internacional contra a Discriminação Racial (21/03)A sala de aula deve ser um ambiente seguro e propício para trazer questões que repercutem para além da escola. É o caso da pauta racial, seja quando está relacionada à representatividade ou casos de racismo e discriminação.Você conhece o Jogo da Lei 10.639? Trata-se de um jogo de tabuleiro que apoia os educadores a refletir sobre suas práticas e criar projetos de educação antirracista em sua escola. Criado pela professora Valdeny Lopes em parceria com o Porvir, ele está disponível de graça aqui.Aliás, nos cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas” você é convidado para uma jornada pela educação que combate os preconceitos e constrói a diversidade. Dessa forma, você poderá participar da construção de uma escola que seja reflexo de uma sociedade mais igual e justa.Dia Mundial da Água (22/03)A água é o recurso natural mais importante que existe. Sem ela, não haveria nenhum tipo de vida no planeta. Essa é uma ótima oportunidade para discutir o cuidado e a preservação das fontes de água, que atualmente estão ameaçadas em todo o mundo.Para se ter uma ideia, dados de 2024 mostram que cerca de 1,4 milhão de estudantes de escolas públicas brasileiras não contam com fornecimento de água tratada, própria para o consumo. Para que essa realidade seja transformada, os educadores também precisam se envolver nesta causa! Para conscientizar de um jeito divertido a sua turma, você pode, de acordo com as suas possibilidades, organizar um mutirão de limpeza em praias e áreas de lagos e mananciais, visitar estações de tratamento de água ou levar os alunos para conhecer uma nascente. Para dentro da sala de aula, é possível realizar uma dinâmica de simulação onde os alunos, divididos em grupos, tentam transportar água utilizando recipientes e trajetos que representam diferentes realidades sociais: uns com infraestrutura plena e outros com obstáculos e baldes furados. O exercício evidencia, de forma prática, como a desigualdade socioeconômica e geográfica limita o acesso à água, e você pode estimular um debate sobre saneamento básico e justiça social utilizando os dados hídricos da própria região da escola.Um ótimo aliado para apoiar a execução dessas atividades é o curso gratuito “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão”, que ajuda a trabalhar de forma criativa e envolvente a educação em dados, ensinando seus alunos as habilidades de ler, analisar, interpretar e comunicar dados de forma contextual.Dia do Grafite (27/03)Originado nos anos 1970, em Nova York, o Grafite é uma manifestação artística urbana que costuma transmitir mensagens carregadas de críticas sociais. A data homenageia um dos principais precursores da arte urbana no Brasil, o artista plástico etíope-brasileiro Alex Vallauri, que faleceu em 27 de março de 1987. Durante sua trajetória, Alex espalhou seus grafites pelos muros de metrópoles como São Paulo e Nova York, entre outras.Hoje, o Brasil é uma referência mundial no tema. Portanto, você pode explorar essa linguagem artística contemporânea com sua turma, pedindo para que estudem o trabalho de grandes grafiteiros. Aliás, um workshop de arte de rua com um artista do seu bairro também pode ser uma experiência inesquecível!Por utilizar a arte urbana como ferramenta de análise crítica da sociedade, abordando temas socioculturais, políticos e históricos, o grafite pode ser um ótimo aliado para professores de disciplinas ligadas às ciências humanas. Os cursos gratuitos Competências Digitais em Ciências Humanas – Anos Iniciais, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio – é uma fonte de conhecimento aos educadores que queiram integrar a tecnologia neste processo pedagógico.Já sabe como vai trazer cada um desses temas em seus planos de aula? Comente e compartilhe conosco!
Como trabalhar o Dia Internacional da Mulher na escola?
Educadoras relatam ações implementadas em defesa dos direitos das mulheresMais do que uma celebração, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data estratégica para levar à sala de aula os eventos históricos que resultaram na conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.A obtenção de direitos civis como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho, o alto índice de feminicídios e o direito ao acesso gratuito a métodos contraceptivos são alguns dos temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo diversas áreas do conhecimento. “Hoje, discutir a questão de gênero na escola é mais importante do que nunca”, afirma Glaucia Gonzaga, professora de sociologia de Maceió (AL). “E quando falamos do 8 de março, não é sobre receber flores, bombons, beijinhos e abraços, mas é sobre a luta das mulheres.”A educadora, que já criou uma eletiva para discutir cidadania digital com seus estudantes, sugere três etapas para discutir o tema em sala de aula. Na primeira, pode-se envolver a turma na pesquisa e apuração de informações sobre desigualdade de gênero. “Por exemplo, estamos enfrentando um problema muito grande de feminicídio no Brasil”, relembra Glaucia. Ela cita dados do Atlas da Violência, que mostram que, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. “Isso por si só já é gravíssimo. Mas surge um problema ainda maior quando analisamos quem são essas mulheres vítimas da violência: mais de 31 mil – ou cerca de 67% do total – são mulheres negras. Ou seja, não tem como falar de violência contra a mulher sem falar de educação antirracista.”Diante desse cenário, o papel da escola torna-se ainda mais essencial. Transformar dados em reflexão crítica e reflexão em prática pedagógica é um passo fundamental para promover mudanças reais. Aos educadores interessados em se aprofundar em estratégias pedagógicas antirracistas mediadas por tecnologias digitais, a plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e com inscrições abertas: Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos e Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas. Ação em defesa das mulheresDando continuidade aos resultados encontrados na pesquisa, a educadora sugere que os estudantes discutam o que é possível fazer para transformar essa realidade, tendo acesso a leis e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres. Por fim, organiza-se uma ação concreta no chão da escola de forma interdisciplinar.“No ano passado, durante o mês da Mulher, realizamos o Varal do Empoderamento, no qual colocamos nos corredores da escola um varal com frases e imagens sobre o que é ser mulher hoje, informações sobre o tema e personagens, incluindo mulheres negras que são referências em suas áreas, como Djamila Ribeiro, Angela Davis, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Já neste ano, faremos o Intervalo da Ação, em que serão criados cartazes com os principais dados sobre o tema, cartilhas que falam do combate à violência de gênero e um palco com microfone aberto para números de poesia e música.”Glaucia considera uma ação de “extrema importância”, pois o intervalo é um momento propício para reunir toda a comunidade escolar e sensibilizá-la diante deste tema. “Essa ação lhes dá voz, para que os próprios estudantes possam denunciar essa violência e desigualdade, que precisa ser vista, escutada e sentida, e não invisibilizada”, afirma.Empoderamento e prevenção de violênciasPara inspirar ainda mais os educadores, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. Realizada pela Plan International Brasil, a iniciativa fortalece o empoderamento de meninas na prevenção das violências baseadas em gênero, desenvolvendo habilidades para a vida, ampliando conhecimentos sobre direitos e incentivando a participação cidadã. Atualmente, acontece em escolas públicas de estados como Maranhão, Piauí e Bahia, focando nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.Educadora social do núcleo baiano do projeto, Even Silva aponta que um dos principais ganhos de quem participa é reconhecer com mais clareza quais são as violências de gênero às quais estão submetidas e muitas vezes ainda passam despercebidas para as jovens. “A escola também tem seu papel diante da violência de gênero e deve ser aliada para que os ciclos de violência com as meninas sejam rompidos, contribuindo para que tenham consciência e as ferramentas necessárias para agir e modificar as suas histórias e as de quem as cerca”, acredita Even.Menstruação sem tabu é feita com informação e cuidado na escolaAtualmente, um dos pilares do projeto está em fortalecer a dignidade menstrual das adolescentes. Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.A educadora observa que falar de menstruação com meninas é algo que ainda incomoda muita gente. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual”, pontua.Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even reforça que professores e adolescentes precisam ser ouvidos. “E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e aos meninos. É uma troca muito bacana e importante”, enfatiza.Você já realizou ou vai realizar alguma atividade pedagógica relacionada ao Dia Internacional da Mulher? Conta pra gente nos comentários!
Os Códigos de Sofia: projeto ensina pensamento computacio...
Kit desplugado pode ser baixado gratuitamente e adaptado por educadores de todo o BrasilApesar de muita gente associar o ensino de tecnologia a computadores, jogos digitais e laboratórios, há sempre a possibilidade de seguir um caminho diferente e surpreendente. Criado por Giselle Santos, gestora de inovação e pesquisadora do Rio de Janeiro, Os Códigos de Sofia não é um jogo tradicional nem uma sequência didática rígida: trata-se de um kit narrativo desplugado, formado por cartas, histórias e perguntas que funcionam como disparadores de conversas sobre inteligência artificial (IA), cultura digital, dados e território. Cada carta apresenta um fragmento da vida de Sofia, uma personagem fictícia de 14 anos que vive no Morro Dona Marta. Ao escrever suas próprias histórias, ela provoca reflexões sobre como a tecnologia atravessa o cotidiano.Mais do que conduzir uma atividade, Sofia promove um encontro. “Não se trata de ensinar a operar ferramentas digitais, mas de abrir espaço para pensar quem projeta as tecnologias que usamos? Quem toma decisões por meio delas? Quem acaba não sendo visto pelos sistemas?”, provoca Gisele.A atividade é livre, gratuita e está disponível para download para qualquer educador que se interesse por esse tema. Segundo a pesquisadora, é direcionada especialmente para o Ensino Fundamental, mas isso não impede que seja adaptada para diferentes etapas e contextos de ensino.Afinal, o projeto é simples e acessível, e as cartas podem ser lidas em roda, discutidas coletivamente e transformadas em criação, como cartas-resposta, desenhos, cenas, performances e mapas do território. Cada educador cria seu próprio caminho, sem etapas obrigatórias. O kit oferece sugestões de tempo e organização, mas sempre como referências flexíveis.Os Códigos de Sofia em sala de aulaEm Jaguariúna (SP), a professora Telma Aparecida Alves Conti, da Escola Municipal Professor Irineu Espedito Ferrari, encontrou em Os Códigos de Sofia uma porta de entrada potente para discutir inteligência artificial, pensamento computacional e produção de texto com seus estudantes. E tudo isso sem depender de computadores.A proposta inicial da atividade era simples: ler a primeira carta de Sofia e conversar. Mas a conversa rapidamente cresceu, e as crianças começaram a discutir segurança, autoria, privacidade e até mesmo responder a carta para a personagem.Esse desejo virou oportunidade pedagógica. “A turma iniciou um trabalho de produção e revisão de texto, e cada revisão trazia novas discussões sobre IA, mensagens instantâneas, velocidade da comunicação e cuidado com dados pessoais”, revela Telma. As cartas se transformaram em rotações de atividades, reconhecimento de padrões, jogos e exercícios lúdicos. A cada carta, novas possibilidades surgiam.Um dos momentos mais marcantes veio quando os alunos trabalharam a carta sobre qualidade de dados, levando para casa uma receita de bolinho de chuva com um erro proposital (“areia” no lugar de “aveia”) para discutir viés e alucinação de IA com a família. “Gerou uma repercussão para além da sala de aula, e puderam discutir com seus pais temas como IA, cibersegurança e tempo de tela”, conta.“Existe um mito enorme de que é preciso laboratório, computador e conectividade para falar sobre IA. Não precisa”, afirma Giselle. “Para isso basta uma boa roda de conversa e uma rede de confiança.”A Inteligência Artificial na vida cotidiana dos estudantesEm essência, Os Códigos de Sofia convida os estudantes a discutir IA e pensamento computacional a partir da vida real, com lápis, papel e com a profundidade que nasce da escuta, do diálogo e da imaginação coletiva.A experiência dos estudantes de Jaguariúna (SP) se estendeu para reuniões com as famílias, onde temas como segurança digital e propósito das atividades desplugadas ganharam espaço. As conversas deixaram claro que a escola não pode ignorar o que acontece fora dela. “As crianças estão usando IA em casa. Mas, e na escola, o que se está falando? Como se está falando?”, questiona.Telma resume sua visão sobre o valor do trabalho desplugado: “Não é romantizar a falta de infraestrutura, é entender que IA e pensamento computacional são habilidades que precisam ser desenvolvidas com ou sem acesso à tecnologia.”A partir de Sofia, sua turma escreveu, criou, discutiu, investigou, envolveu as famílias e até experimentou programação no Scratch. Um percurso completo e que foi iniciado apenas por uma carta.Por que falar de IA sem telas?Os Códigos de Sofia surgiu no final de 2024, quando os debates sobre proibição de celulares nas escolas ganharam força. Para Giselle, esse contexto trouxe também a oportunidade de abordar criticamente a tecnologia em um momento no qual, em sua visão, o ensino relativo à IA e ao pensamento computacional vêm sendo dominado por um imaginário de eficiência e de automação.“A percepção era de que esse ensino estava sendo feito de maneira colonizada, por uma ideia de perfeição e inevitabilidade, mas esvaziado de presença, de toque, de afeto”, enfatiza.Assim, a iniciativa mostra que é possível discutir algoritmos, padrões, dados e ética sem depender de telas, e que é possível formar pensamento crítico sobre IA antes mesmo de colocar a mão em um dispositivo. “Ensinar tecnologia deve ser, acima de tudo, um processo humano, coletivo e profundamente conectado às experiências de cada estudante”, afirma Giselle.A proposta também contribui para que escolas sem conectividade não fiquem de fora do trabalho de desenvolver competências digitais. Afinal, embora o país tenha avançado na expansão da internet nas escolas, o acesso ainda é desigual e desafia a inclusão plena de todos os estudantes na cultura digital.Conectividade e o cenário brasileiroEntre 2023 e 2025, o Brasil alcançou um marco importante quando o número de escolas públicas equipadas com salas de aula que possuem internet de qualidade e conexão sem fio para uso pedagógico subiu de 45,4% para 65,89%, segundo dados do Ministério da Educação. Ainda assim, aproximadamente um terço das escolas públicas não dispõe dessa infraestrutura. Pelo menos 33% relataram não usar a internet em seus processos pedagógicos, e cerca de 10% afirmaram não ter qualquer acesso à rede, de acordo com o Censo Escolar.Mesmo onde há conexão, a disponibilidade de dispositivos para uso dos estudantes permanece limitada, especialmente em redes municipais. Essa realidade evidencia um cenário em transição, onde há conectividade em expansão, mas persistem desigualdades importantes entre zonas rurais e urbanas e entre diferentes redes de ensino. Por isso, é essencial fortalecer iniciativas que garantam oportunidades de aprendizagem digital para todos, inclusive em contextos com pouco ou nenhum acesso à internet.Uma nova etapa para o ensino de tecnologia no BrasilEm 2026, todas as redes de ensino terão que implementar a BNCC Computação, que trará uma série de novas habilidades obrigatórias a serem desenvolvidas nos estudantes, em temas como pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. Dessa forma, iniciativas como Os Códigos de Sofia garantem que mesmo as escolas com poucos recursos de conectividade e equipamentos possam ter a oportunidade de trabalhar essas competências de formas alternativas.O projeto de Giselle, inclusive, aborda conceitos presentes na BNCC Computação, mas traduzidos para uma linguagem humana e cotidiana. Um de seus grandes motores é romper a ideia de que discutir IA é privilégio de especialistas. “Esse discurso de que a IA não me pertence, que é feita para quem entende de ciência de dados, é algo que desumaniza o tema e afasta”, observa a educadora. Para ela, estudantes e educadores precisam se sentir parte dessas discussões que, muitas vezes, parecem restritas a centros de tecnologia do norte global.“O projeto cria espaço para que nossos alunos pensem tecnologia a partir deles mesmos, do cotidiano, dos conflitos reais, para que entendam que pertencem a essas conversas”, finaliza. Os Códigos de Sofia mostra que esse processo de aprendizagem independe de ter acesso a laboratórios de informática ou dispositivos digitais.Quer aprender a ensinar pensamento computacional?Se você deseja levar esse olhar para sua prática, a plataforma Escolas Conectadas oferece o curso “Pensamento Computacional e Programação na Educação”. Totalmente gratuita e on-line, a formação dialoga diretamente com a proposta de Giselle Santos de trabalhar lógica, algoritmos, padrões, sistemas e ética a partir da realidade da escola. Afinal, ensinar tecnologia não é sobre ter equipamentos, é sobre formar pessoas capazes de questionar, criar, decidir e compreender o mundo que as atravessa.
Assista à Retrospectiva Escolas Conectadas 2025
Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!Em 2025, os educadores brilharam como verdadeiros protagonistas do cinema. Ao longo do ano, a plataforma Escolas Conectadas apoiou histórias dignas de vencer um Oscar. Por isso, nos inspiramos nas premiações do cinema para reviver os melhores momentos dessa superprodução da educação. Afinal, no palco das escolas, quem brilhou de verdade foram os educadores que nos acompanharam ao longo de mais um ano! Um elenco que inspira, ensina e muda histórias todos os dias.Confira a seguir uma prévia da Retrospectiva Escolas Conectadas 2025, e clique no botão abaixo para assistir na íntegra. Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!😉 img
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