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Maio: prepare suas aulas com a Escolas Conectadas

25/04/23

O mês traz diversas oportunidades para seu planejamento pedagógico. Confira!

 

Do Dia da Matemática ao Dia do Brincar, o quinto mês do ano está cheio de datas que podem se tornar temas relevantes para discussão e aprendizagem em sala de aula. Além de sugestões, aqui estão cursos que podem servir como base para o seu plano pedagógico ao longo desse período.

Confira, a seguir, as datas sugeridas para serem trabalhadas como temas de suas aulas com apoio das formações da Escolas Conectadas.

 

Dia da Matemática (06/05)

A data surgiu como uma homenagem a Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan), matemático, escritor e educador brasileiro, e é celebrada pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) desde 2004, quando foi estabelecida por um projeto de lei. Além de incentivar o estudo, a ideia é que, nesse dia, sejam promovidas atividades culturais ligadas ao tema.

No dia a dia das aulas, a matemática é apontada como um desafio de aprendizagem para grande parte dos alunos, o que resulta em alto índice de defasagem. Por isso, é importante saber identificar e garantir cada etapa do desenvolvimento e isso pode ser feito a partir das evidências de aprendizagem.

O curso Evidências de aprendizagem: como identificar se o aluno está aprendendo? foi desenvolvido para que você se certifique de que seus alunos estão avançando a partir do olhar para a trajetória individual de cada um deles. Inclua as evidências de aprendizagem no planejamento pedagógico e viabilize o avanço da turma!

Leia mais: 10 anos do QEdu: dados educacionais apontam matemática como prioridade

 

Abolição da Escravatura (13/05)

O passado de escravização do Brasil é um tema sensível e um aspecto lamentável da história do país que tem reflexos até hoje. Mesmo sendo um dos últimos países a abolir o trabalho escravo, em 1888, a data 13 de maio marca um passo importante na construção de liberdade e reivindicação de direitos dos povos com origem africana em território brasileiro.

Mais do que retomar o conteúdo histórico ligado ao tema, na rotina atual da escola é preciso promover atitudes positivas de enfrentamento ao racismo. O curso Introdução à Educação Antirracista, da Escolas Conectadas, surgiu com o objetivo de introduzir essa discussão e construir ações antirracistas na escola de forma prática.

A partir de planos de aula elaborados por docentes da educação básica, você vai poder avaliar a efetividade das ações antirracistas na sua escola.  Além disso, vai implementar e ampliar o conceito de ambiência racial para a diversidade e abordagens de combate à discriminação e respeito às diferenças.

 

Dia Mundial da Reciclagem (17/05)

A reciclagem é apenas um dos aspectos ligados à consciência sobre preservação ambiental, mas que merece atenção principalmente quando se trata de descarte e gerenciamento correto de resíduos. O Dia Mundial da Reciclagem foi estabelecido pela UNESCO como forma de incentivar a conscientização e reflexão a respeito da prática.

O curso Eu, robô! Primeiros passos com a robótica sustentável, feito em parceria com o programa Pense Grande Tech da Fundação Telefônica Vivo, alia o desenvolvimento de habilidades em robótica com o conhecimento sobre práticas sustentáveis. A partir dele, você poderá construir aprendizagens interdisciplinares a partir de demandas sociais universais.

Com esta formação, será possível incluir no seu planejamento pedagógico reflexões sobre o uso das tecnologias digitais, trabalho com estruturas básicas de programação e elaboração de ações sustentáveis para a preservação do planeta. 

 

Dia Internacional dos Museus (18/05)

Existe data melhor do que essa para propor uma atividade prática e tratar de temas ligados à história e à arte? A ideia desse dia é justamente incentivar a visitação de centros museais e, nesse sentido, vários movimentos acontecem em paralelo. Um deles é a Semana Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

O Dia Internacional dos Museus é uma data estabelecida pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) que todo ano propõe um novo tema a ser trabalhado. Em 2023, a proposta é abordar o potencial transformador dos museus para o desenvolvimento sustentável e bem-estar social. 

Fotografias históricas e registros raros, feitos por fotógrafos renomados, estão expostos em museus de todo o país. Que tal aproveitar o potencial pedagógico dessa linguagem visual para proporcionar novos conhecimentos em sala de aula? 

Ao realizar o curso Fotografias e vídeos na aprendizagem: novos olhares para o conhecimento, disponível aqui na plataforma, você será capaz de implementar com seus alunos técnicas básicas de fotografia e produção audiovisual, enfatizando aspectos de criatividade e autoria, em projetos multidisciplinares. Inscreva-se e participe!

Leia mais: Museus brasileiros investem em tecnologias digitais e apontam para o futuro

 

Dia do Orgulho Geek (25/05)

Mais do que o Dia do Orgulho Geek, 25 de maio é conhecido como o “Dia da Toalha", conceito trazido na série de livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, do autor Douglas Adams, um verdadeiro ícone da cultura nerd. Na trama, a toalha é descrita como item de sobrevivência essencial para mochileiros espaciais. 

Desde 2001, quando o escritor morreu, fãs do trabalho de Adams celebram a data como forma de homenageá-lo. O dia também foi escolhido pois, em 25 de maio de 1977, estreou “Uma Nova Esperança”, quarto filme da saga Guerra nas Estrelas. Ao longo dos anos, a comunidade geek e nerd passou a fazer movimentos e manifestações nesse período, principalmente de forma digital.

Não há como pensar a educação atualmente sem levar em conta as tecnologias digitais que permeiam o desenvolvimento. Por outro lado, é essencial que a escola ensine a lidar com elas com consciência e responsabilidade e o curso Cidadania Digital: educando para o uso consciente da internet tem exatamente essa proposta.

 

Dia Mundial do Brincar (28/05) 

Como determinado no Artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança, brincar é um direito de todas elas. Foi para relembrar a importância dessa atividade que, em 1999, a UNICEF reconheceu o dia 28 de maio como o Dia Mundial do Brincar, que remete à criação da International Toy Library Association.

Esse dia serve para relembrar que, independentemente do nível de ensino, o brincar é uma atividade essencial a qualquer etapa do desenvolvimento. Por isso, vale a pena propor ações lúdicas e atividades criativas no seu planejamento pedagógico

 

Já sabe quais desses temas vão entrar no seu planejamento e quais dos cursos indicados farão parte do seu desenvolvimento em maio? Comente aqui!

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“365 dias de Consciência Negra” reúne fotografias, rodas de conversa e atividades culturais para valorizar identidades e enfrentar preconceitos.Em 2018, uma conversa na biblioteca de uma escola pública do Distrito Federal mudou a maneira como a professora Margareth Alves pensava em trabalhar a Consciência Negra. Uma estudante contou que vinha sofrendo racismo por causa do cabelo. Ao ouvi-la, Margareth começou a pensar em uma forma de fortalecer a autoestima dos jovens negros e ampliar o espaço que ocupavam dentro da escola.A primeira ideia foi criar banners com fotografias de pessoas negras da comunidade escolar e expô-los nos corredores. Mas a proposta ganhou outra dimensão quando Margareth conversou com a diretoria sobre a importância de não restringir o tema ao mês de novembro. 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Ambas são manifestações essenciais para a busca de respostas e para o crescimento das futuras gerações. Ainda, a partir da união dessas duas práticas é possível realizar análises para identificar o comportamento em um determinado território, como os seus gostos, preferências e maneiras de solucionar um conflito. Este é um bom dia para fazer algo semelhante na sua escola. Que tal realizar uma pesquisa científica para descobrir quais são as preferências da sua turma em relação à músicas, filmes, esportes, entre outros temas de grande relevância cultural? Os cursos gratuitos “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” e “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” apoiarão nesse processo.Dia do Diretor de Escola (12/11)Neste ano, já tivemos datas para comemorar os professores, os estudantes e também as crianças. Chegou a hora de expandir esse leque para mais um importante profissional que compõe o universo da educação: o diretor de escola!Essa data homenageia quem lidera e administra as instituições educativas, garantindo a qualidade do ensino e o bem-estar dos estudantes, professores e funcionários. Que tal aproveitar essa efeméride e, para além dos sempre bem-vindos agrados e carinhos, mostrar o trabalho do diretor para a sua turma? Dê preferência a uma apresentação que reforce a importância deste profissional para a escola superar desafios e alcançar uma educação de qualidade.A plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e on-line direcionados a diretores que buscam entender como a tecnologia pode impulsionar a gestão escolar: “Competências digitais para potencializar a gestão escolar e promover a inovação” e “Ciência de Dados e Visualização da Informação na Educação para Gestores”.Dia Nacional da Alfabetização (14/11)A alfabetização é uma das mais importantes etapas no processo educativo, justamente por ser a base de todos os demais conhecimentos. A data foi instituída em 1966, como uma referência ao decreto que criou o Ministério dos Negócios da Educação e da Saúde Pública (atualmente conhecido como Ministério da Educação), publicado em 14 de novembro de 1930.Neste dia, podem ser realizadas atividades de leitura e escrita que auxiliam no desenvolvimento das habilidades de leitura nos estudantes. A formação gratuita “Competências Digitais em Língua Portuguesa” apoia os docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental que têm interesse em entender como ferramentas digitais podem apoiar as práticas pedagógicas neste importante momento.Dia Nacional da Consciência Negra (20/11)Em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes quilombolas que o Brasil já viu. Hoje, mais de três séculos depois, a data de sua morte virou um símbolo de luta para os movimentos de resistência negra e antirracista do país e, consequentemente, para a sociedade brasileira como um todo. A mesma legislação que instituiu essa data – a lei 10.639 – também tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nos currículos escolares. Este tema também é referenciado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para trabalhar essa data em sala de aula, é interessante ter uma proposta transversal e multidisciplinar sobre o tema: desde a Língua Portuguesa, com produção textual sobre a questão racial; as Artes, com cultura e expressão artística de povos africanos; a Geografia e a História, com informações específicas sobre esse continente; e até mesmo a Matemática, com o estudo de dados socioeconômicos que mostram a desigualdade histórica da qual a população preta é alvo no Brasil. Uma dica para os educadores se aprofundarem ainda mais neste tema tão essencial para os dias atuais, e também entender como as tecnologias podem impulsionar a educação antirracista, são os cursos gratuitos da plataforma Escolas Conectadas: “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”.Dia do Músico (22/11)Desde as canções infantis e as brincadeiras com os sons do corpo até as batalhas de rima, as harmonias e melodias musicais preenchem o espaço sonoro das escolas. Então, nada mais justo do que celebrar os profissionais que dão vida às músicas, certo? Nesse dia, vale convidar músicos para compartilhar suas experiências e inspirar os estudantes, além, é claro, de dar uma “palhinha” em sala de aula. Outra possibilidade é incentivar os alunos a compor suas próprias músicas, organizando concursos de composição ou projetos colaborativos onde grupos criem uma peça musical em conjunto. Que tal aproveitar a data para explorar a conexão entre música e pensamento computacional? Ritmos, padrões e sequências sonoras podem inspirar atividades práticas que envolvam criatividade, experimentação e resolução de problemas. No curso Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação você encontra caminhos para planejar experiências que aproximam a computação do cotidiano dos estudantes.Dia Internacional da Onça-Pintada (29/11)Um dos animais que é símbolo do Brasil também tem um dia em sua homenagem: a onça-pintada. 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Halloween e Dia do Saci: três atividades pedagógicas com ...

Mapa de lendas, podcast e Inteligência Artificial são algumas das possibilidades para trabalhar o tema em diferentes disciplinas, valorizando a cultura popular brasileira e desenvolvendo competências digitais.O fim de outubro costuma trazer às escolas, cada vez mais, referências ao Halloween: fantasias, abóboras decoradas, personagens misteriosos e histórias de terror. Mas o período também pode ser uma oportunidade para explorar a cultura popular brasileira, conhecer diferentes tradições e desenvolver atividades que mobilizem a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes.Celebrado em 31 de outubro, o Halloween tem raízes associadas ao Samhain, antiga celebração celta relacionada à passagem das estações. Ao longo dos séculos, a tradição se transformou e ganhou novas características, especialmente nos Estados Unidos, onde se popularizaram costumes como pedir doces de porta em porta e usar fantasias. Hoje, a festa também circula por diferentes países, influenciada pelo cinema, televisão, jogos e redes sociais.Na mesma data, o Brasil celebra o Dia do Saci, uma iniciativa de valorização do folclore nacional. A data convida a ampliar o espaço dedicado aos personagens e às narrativas da cultura popular brasileira.Mais do que escolher entre uma celebração e outra, a escola pode aproveitar o interesse dos estudantes para discutir a circulação das referências culturais, conhecer tradições de diferentes origens e valorizar histórias que fazem parte da identidade brasileira.E o melhor: a tecnologia pode contribuir para esse trabalho, desde que esteja associada a objetivos de aprendizagem. A seguir, confira três propostas que podem ser adaptadas a diferentes disciplinas e etapas da Educação Básica, inspiradas em conteúdos dos cursos da plataforma Escolas Conectadas.1. Mapa interativo das lendas e tradiçõesComo as histórias fantásticas mudam de uma cultura para outra? Quais personagens fazem parte do imaginário dos estudantes? E quantas lendas conhecidas na comunidade ainda são pouco exploradas na escola?A atividade começa com uma pesquisa sobre personagens e narrativas populares. O Saci pode ser o ponto de partida para conhecer figuras como a Cuca e a Matinta Pereira, além de investigar as tradições associadas ao Halloween e a outras culturas.Divididos em grupos, os estudantes ficam responsáveis por pesquisar um personagem ou uma tradição. Cada grupo reúne informações sobre a origem da narrativa, suas características, as regiões em que circula e as diferentes versões encontradas. O resultado pode ser organizado em um mural digital, que pode ser criado em uma ferramenta digital colaborativa (como o Padlet), reunindo publicações organizadas por personagem ou tradição, com textos, desenhos, fotografias, áudios e links para as fontes pesquisadas. Assim, cada grupo contribui com suas descobertas e a turma pode explorar o conteúdo produzido pelos colegas. A proposta, é claro, também funciona em um mural físico exposto na escola, com cartazes, ilustrações e pequenos textos sobre as lendas. Nesse caso, o uso de QR codes pode ampliar a experiência, dando acesso a conteúdos gravados por estudantes, como áudios, vídeos ou outras produções digitais.2. Podcast de histórias que atravessam geraçõesQuais histórias de assombração, personagens fantásticos e lendas são conhecidas pelas famílias e pelos moradores da comunidade em que a escola está inserida? Muitas dessas narrativas circulam oralmente, passando de uma geração a outra e ganhando novas versões ao longo do caminho.A proposta é convidar os estudantes a investigar esse repertório cultural por meio de entrevistas com familiares, funcionários da escola e moradores. A partir dos relatos, a turma produz episódios curtos de um podcast escolar, apresentando as histórias descobertas e seus contextos.O projeto também permite valorizar os conhecimentos de pessoas que nem sempre participam diretamente das atividades escolares, aproximando a escola da comunidade. Um cuidado importante é reconhecer que as histórias populares podem ter diferentes versões. A intenção não é definir uma única narrativa como correta, mas conhecer a diversidade das tradições e valorizar as pessoas que as mantêm vivas.3. Discussões sobre vieses e distorções com Inteligência Artificial  Ferramentas de IA generativa conseguem criar histórias, ilustrações e personagens a partir de comandos escritos pelos usuários. Mas será que elas representam adequadamente as tradições da cultura popular brasileira? Para investigar essa questão, o professor pode solicitar a uma dessas ferramentas que produza uma história ou ilustração inspirada no Saci ou em outros personagens. Em seguida, os estudantes comparam o resultado com versões da lenda encontradas em livros e outras fontes confiáveis.A análise pode considerar quais características do personagem foram preservadas, quais elementos foram inventados e se a representação contém estereótipos, apagamento da cultura regional, distorções ou informações equivocadas. A partir dessa discussão, a turma pode revisar a narrativa ou criar uma nova versão, explicando as escolhas feitas.Vale lembrar que a atividade pode ser realizada sem que os estudantes acessem diretamente uma ferramenta de IA. O professor prepara os exemplos previamente e conduz a análise coletiva, de acordo com os recursos e as regras de uso de tecnologia da escola.Aqui, o objetivo não deve ser apenas aprender a utilizar uma ferramenta, mas desenvolver uma postura crítica diante dos conteúdos digitais e discutir os vieses presentes nos algorítimos. Uma imagem visualmente convincente não é necessariamente fiel a uma tradição cultural, e um texto bem escrito não garante que as informações sejam verdadeiras.Quer levar essas ideias para a sala de aula?Criar um mapa interativo, produzir um podcast ou investigar como a IA representa o folclore brasileiro são maneiras de integrar tecnologias digitais ao currículo com intencionalidade pedagógica. Para apoiar os professores nesse processo, a Escolas Conectadas oferece formações gratuitas e on-line que ajudam a planejar atividades, desenvolver a criatividade e ampliar as possibilidades de aprendizagem.Conheça três cursos que dialogam com as propostas apresentadas:Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação: aborda a integração de tecnologias digitais e IA ao currículo, com propostas práticas alinhadas à BNCC Computação. A formação pode inspirar a criação de jogos, narrativas interativas e projetos que envolvam investigação, criatividade e resolução de problemas.Inteligência Artificial: uso criativo para transformar a aprendizagem: ajuda educadores a compreender e utilizar ferramentas de IA em suas práticas pedagógicas. Os conhecimentos do curso podem contribuir para planejar atividades como a análise de histórias e imagens geradas por IA, discutir o uso responsável dessas ferramentas e explorar novas possibilidades de autoria com os estudantes.Pensamento Computacional e Programação na Educação: apresenta estratégias para desenvolver o raciocínio lógico, a investigação e a resolução de problemas em diferentes áreas do conhecimento, inclusive sem computadores (de maneira desplugada). A formação se relaciona à criação de jogos sobre personagens do folclore e à elaboração de desafios que envolvam sequências de instruções, reconhecimento de padrões e algoritmos.Esses cursos ajudam a ampliar o repertório dos professores para planejar experiências de aprendizagem que vão além do uso instrumental da tecnologia. O objetivo é transformar temas que despertam a curiosidade dos estudantes em oportunidades para criar, investigar, resolver problemas e valorizar a diversidade cultural.

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Inclusão digital na terceira idade: como a escola pode ap...

Professores podem incentivar a troca de conhecimentos entre estudantes e seus familiares, criando oportunidades de aprendizagem para todas as gerações.Quando estudantes ajudam pais, avós e outros familiares a utilizar tecnologias digitais, a aprendizagem pode ir além de ensinar a mexer no celular. Essa troca contribui para que pessoas idosas acessem serviços, reconheçam golpes, avaliem informações e interajam no ambiente digital com mais segurança.O desafio é relevante e atual: afinal, ter acesso à internet não significa necessariamente saber utilizá-la de maneira autônoma e crítica. Segundo dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgados em 2025, 40% das pessoas alfabetizadas em nível consolidado, ou proficientes, apresentaram desempenho médio ou baixo em tarefas digitais. Em uma atividade que simulava uma compra on-line, apenas 31% do grupo com melhor nível de alfabetismo conseguiu identificar uma fraude envolvendo Pix e agir corretamente.Os resultados mostram que o domínio da leitura e da escrita não garante, por si só, as habilidades necessárias para lidar com situações cotidianas na internet. Embora o levantamento tenha ouvido pessoas de 15 a 64 anos, sem incluir a população mais velha, os dados ajudam a dimensionar a importância da educação digital.Troca de conhecimentos entre geraçõesA escola pode contribuir para esse processo de aprendizagem, incentivando os estudantes a compartilhar o que sabem sobre o mundo digital com familiares mais velhos. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que crianças e adolescentes também têm muito a aprender com as histórias, as experiências e os conhecimentos dos idosos.Uma atividade pode envolver a criação de um álbum digital com fotografias antigas, a gravação de histórias de vida ou a produção de vídeos sobre as memórias da família. Os estudantes também podem entrevistar avós e outros familiares sobre brincadeiras, músicas, profissões e costumes de outras épocas.Assim, a tecnologia se torna um meio para registrar e compartilhar conhecimentos, enquanto a atividade fortalece vínculos e valoriza a contribuição de cada geração. Para que a troca seja efetiva, porém, é necessário respeitar o ritmo de aprendizagem de cada pessoa e permitir que ela experimente os recursos com autonomia.Inclusão digital na práticaEsse é um dos princípios que orientam o trabalho de Irene da Rocha, professora voluntária que oferece aulas de tecnologia para grupos de pessoas idosas na região do ABC paulista. Após realizar o curso Cidadania Digital da plataforma Escolas Conectadas – que aborda o uso consciente, seguro e responsável da internet –, ela desenvolveu uma série de encontros em que aborda diferentes recursos digitais, incluindo ferramentas de Inteligência Artificial, sempre procurando relacionar o aprendizado a situações do cotidiano.A experiência mostrou que, muitas vezes, a principal barreira não é a falta de interesse dos idosos neste tema, mas o medo de errar ou perder informações. Por isso, Irene aposta em atividades práticas, linguagem acessível e oportunidades para que cada participante experimente os recursos no próprio aparelho. “Não acredito em uma aula em que o professor faz tudo e o aluno apenas observa. Eles precisam experimentar, errar, perguntar e tentar novamente”, explica.A segurança digital também faz parte desse processo, com orientações para reconhecer mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de golpe. Afinal, a inclusão digital significa não apenas ter acesso às ferramentas, mas conseguir utilizá-las com confiança e responsabilidade.“Uma das maiores conquistas não é quando o aluno aprende uma ferramenta específica. É quando ele olha para o celular e pensa: ‘Eu consigo fazer isso sozinho’”, conta Irene.“Costumo dizer que a inclusão digital dos idosos é cidadania em sua forma mais plena. Não se trata apenas de aprender a mexer no celular: trata-se de obter condições para participar da sociedade em que vivemos”, finaliza.Quer trabalhar a cidadania digital com seus estudantes?Conheça o curso “Cidadania Digital” da plataforma Escolas Conectadas e explore possibilidades para promover o uso seguro e responsável das tecnologias em sala de aula.

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