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Agenda do educador: prepare-se para ensinar nas principais datas de abril

27/03/24

Desenvolva seus planejamentos pedagógicos com os cursos disponíveis na Escolas Conectadas 

 

Toda a economia de tempo no planejamento das aulas é válida. Ao final de mais um mês, chega o momento ideal para preparar-se para o próximo. Você, educador, pode contar com a plataforma Escolas Conectadas para se adiantar nos temas e saber mais sobre as pautas mais importantes na educação. Confira as principais datas a serem trabalhadas em sala de aula durante abril.

 

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (2/4)

A data foi estabelecida em 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de difundir informações sobre essa condição de forma a reduzir o preconceito acerca dela. 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um distúrbio com efeitos no neurodesenvolvimento, incluindo a comunicação, a linguagem, as interações sociais e o comportamento. De acordo com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), divulgados pelo Ministério da Saúdeem 2021, o Brasil realizou 9,6 milhões de atendimentos ambulatoriais a pessoas com autismo. Aproximadamente 4,1 milhões deles foram direcionados ao público com até 9 anos de idade. 

É importante mobilizar estudantes e professores para entenderem a inclusão como um direito e um dever social, de modo que ela esteja presente no dia a dia da convivência escolar. O curso Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade, disponível na plataforma Escolas Conectadas, traz ferramentas práticas para o aprendizado teórico e a aplicação prática de ferramentas para a promoção da inclusão. 

 

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola (7/4)

Por mais que as discussões sobre bullying ainda sejam recentes no contexto da educação, elas são mais do que relevantes diante dos recentes fatos e índices de violência nas escolas. A data dedicada ao combate de situações como essas foi instituída pela Lei 13.277, de 2016, em alusão ao caso do massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, que aconteceu em 2011.

O combate ao bullying, ao cyberbullying e à violência deve ser parte de atividades que envolvam os educadores, os estudantes e as famílias. Toda situação de conflito pode representar uma oportunidade para trabalhar a mediação e a comunicação não violenta. Estudantes devem ser ensinados a não praticar e a denunciar casos como esses e professores podem trocar entre si e buscar formação para lidar com essas situações. 

Parte essencial do combate à violência nas escolas é a educação voltada à cidadania digital, de maneira que os estudantes aprendam a agir com responsabilidade e ética no ambiente on-line e evitem casos de cyberbullying ou assédio virtual. O curso Introdução à cidadania digital: educando para o uso consciente da Internet fornece as ferramentas necessárias para que você crie ações preventivas e crie projetos interdisciplinares de enfrentamento às situações de violência on-line.

 

Dia do Jovem (13/4)

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a juventude é compreendida entre os 10 e os 24 anos, o que corresponde a 1,8 bilhões de pessoas no mundo. A data foi instituída por essa mesma organização em 1999, durante a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Portugal.

Além de ser uma importante oportunidade para celebrar a fase da juventude e todo o desenvolvimento intelectual e social que acontece durante essa fase, o Dia do Jovem representa a busca pela redução das desigualdades e garantia de direitos estabelecidos pela Constituição Brasileira, que estipula o “direito de receberem educação, saúde, moradia e oportunidades de vida e trabalho”.

Como, neste ano, o Dia do Jovem acontece em um sábado, a sua celebração pode ocorrer com atividades extracurriculares, que envolvam a comunidade escolar durante o fim de semana. 

 

Dia Nacional do Livro Infantil (18/4)

Instrumentos intrínsecos ao processo de aprendizagem, os livros infantis têm uma data especialmente dedicada a eles em abril. O dia coincide com o nascimento de Monteiro Lobato, que aconteceu há 142 anos, em 1882. Ele foi o primeiro autor brasileiro a escrever literatura dedicada às crianças. Desde então, surgiram no país outros escritores desse segmento que também merecem ser lembrados, como Eva Furnari, Ruth Rocha e Ziraldo.

Além de incentivar e promover momentos de leitura, com o curso Avaliação de aprendizagem para os anos iniciais do Ensino Fundamental: função e ferramentas, da Escolas Conectadas, você, professor(a) irá entrar em contato com materiais e ferramentas que auxiliam o processo de avaliação. Dessa forma, poderá ir além das provas e estabelecer novas formas de avaliar o desempenho dos estudantes, como rubricas ou a autoavaliação, que podem ser implementadas ao longo (e não somente ao final) das aulas. 

 

Dia dos Povos Indígenas (19/4)

A data, que já existe desde 1943, por conta de um Decreto-Lei realizado durante o governo de Getúlio Vargas, teve a nomenclatura alterada em 2022, como forma de deixar clara a diversidade presente nas culturas dos povos originários do Brasil. O intuito é celebrar e reconhecer a importância dos primeiros habitantes do país. 

Esse tema pode ser trabalhado em disciplinas como História e Geografia a partir de uma perspectiva histórica, relacionada à formação do Brasil como conhecemos hoje, até a avaliação do cenário atual, com a necessidade de representatividade e garantia de direitos desses povos. 

 

Aniversário de Brasília (21/4)

A data de aniversário da capital do Brasil coincide com o feriado nacional de Tiradentes e também com a fundação de Roma, uma das primeiras democracias constituídas no mundo. Conhecida como a "cidade-sonho", Brasília foi a terceira capital brasileira, depois de Salvador e Rio de Janeiro, planejada com a intenção de povoar o centro do país e ficar afastada de ataques políticos.

Além da história social e política que deu origem à capital brasileira, é interessante que os estudantes entendam como a democracia e os três poderes funcionam, qual a função dos principais representantes políticos e qual o papel cidadão nesse contexto. 

 

Dia Nacional da Educação de Surdos (23/4)

Diante de uma conscientização e demanda cada vez maior pela inclusão em todos os sentidos, o Dia Nacional da Educação de Surdos é uma maneira de celebrar as conquistas da comunidade surda a partir de práticas inclusivas na educação. Logo depois, no dia 24, é comemorado o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, de modalidade gestual-visual muito importante para a comunicação entre e com pessoas surdas. 

Como forma de promover a inclusão, além da demanda por políticas públicas nesse sentido, é importante que professores e demais agentes da educação se atualizem sobre as formas efetivas de promovê-la. Para isso, você pode contar com as formações disponíveis na plataforma Escolas Conectadas: Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade e Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência.

No curso de introdução ao tema, você irá conhecer os principais conceitos e estratégias para que o ambiente escolar seja mais acessível. Ao colocar em prática os aprendizados, você poderá encarar desafios e encontrar medidas efetivas para priorizar a aprendizagem dos estudantes. Já na formação Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, a partir de alguns conceitos básicos sobre o tema, você vai levantar os principais desafios e demandas da inclusão para que a escola inclusiva se torne uma realidade. 

 

Dia Nacional da Família na Escola (24/4)

A data foi criada pelo Ministério da Educação (MEC), em 2001, para reforçar a importância da parceria entre as instituições de ensino e as famílias e baseada na análise de resultados do Sistema de Avaliação de Educação Básica (Saeb), que comprovou a melhoria de desempenho e diminuição da evasão em estudantes que tinham os responsáveis presentes no processo educacional. 

Esse pode ser um dia propício para estimular a participação de familiares na rotina escolar a partir de atividades diferenciadas como oficinas, jogos, visitas e apresentações culturais. A tecnologia também pode ser uma importante aliada para conectar pais e/ou responsáveis que não possam comparecer presencialmente. 

O curso Práticas reflexivas de Educação socioemocional permite que você, educador(a), identifique oportunidades para o desenvolvimento das competências sociais e emocionais em sala de aula, reconheça atitudes e valores de estudantes que as sustentem e analise abordagens para avaliar esse trabalho. Dessa forma, os estudantes desenvolvem habilidades de convivência social e para o exercício da cidadania. 

 

Dia Internacional da Educação (28/4)

O Dia Internacional da Educação foi criado em abril de 2000, durante o Fórum Mundial de Educação, na cidade de Dakar, no Senegal. Esse evento ficou marcado por reunir líderes de mais de 180 nações, incluindo o Brasil, para debater sobre educação e metas globais a serem atingidas pelos países nessa área até 2030.

A educação é um direito de todos e visa ao pleno desenvolvimento humano por meio do processo de ensino-aprendizagem. Na escola, essa data representa uma oportunidade para reavaliar os processos de aprendizagem e de avaliação de acordo com os objetivos esperados, juntamente com os pares ou mesmo com os estudantes. Também é um dia interessante para se dedicar à formação continuada e, assim, promover melhorias na sua própria atuação como educador(a). 

 

Se você já está animado(a) com o que vem no próximo mês, não deixe de compartilhar esse conteúdo com mais professores!

 

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O objetivo é apoiar educadores na construção de experiências criativas, interdisciplinares e alinhadas aos desafios da educação contemporânea, sem perder de vista a valorização da cultura popular brasileira.Anos Iniciais do Ensino FundamentalNesta etapa, o São João pode ser explorado de forma lúdica e sensorial, estimulando a imaginação, a oralidade e a participação das crianças:Produção de bandeirinhas autorais, nas quais cada estudante utiliza desenhos, colagens, símbolos ou elementos que representem sua identidade e sua relação com a cultura junina;Contação de histórias e lendas populares relacionadas às festas juninas;Oficinas de músicas e danças típicas;Montagem de um “arraial da leitura” com livros, parlendas e poemas;Criação de receitas ilustradas de comidas típicas;Jogos tradicionais adaptados para a sala de aula, como “pescaria matemática” ou “bingo de palavras”;Pesquisa com as famílias sobre tradições juninas da comunidade.As propostas podem desenvolver habilidades de leitura, escrita, coordenação motora, expressão corporal, reconhecimento cultural e convivência.Anos Finais do Ensino FundamentalAqui, os estudantes já conseguem aprofundar investigações, realizar pesquisas e conectar tradições culturais a temas sociais e históricos:Pesquisa sobre as origens das festas juninas e suas transformações ao longo do tempo;Produção de podcasts ou vídeos sobre tradições regionais;Criação de um jornal junino com entrevistas, reportagens e curiosidades;Estudo sobre ritmos musicais brasileiros, como forró, baião e xote;Organização de gincanas culturais e científicas;Desenvolvimento de mapas culturais das festas juninas pelo Brasil;Produção de cordéis e releituras contemporâneas de manifestações populares.As atividades favorecem o protagonismo estudantil, a pesquisa, o pensamento crítico e a integração entre diferentes áreas do conhecimento.Ensino MédioNa última etapa da educação básica, o período junino pode inspirar debates culturais, análises sociais e projetos autorais mais complexos:Debates sobre identidade cultural, patrimônio imaterial e indústria cultural;Análise de letras de músicas nordestinas e movimentos culturais brasileiros;Estudos sobre impactos econômicos e turísticos das festas juninas;Produção audiovisual sobre memórias culturais da comunidade;Investigação sobre sustentabilidade em festas populares;Organização de feiras culturais interdisciplinares;Desenvolvimento de projetos maker relacionados à ambientação junina.As propostas ajudam os jovens a conectar cultura, cidadania, comunicação, tecnologia e território, fortalecendo repertórios culturais e competências investigativas.Atividades por área do conhecimentoMatemáticaO clima junino pode tornar os conceitos matemáticos mais concretos e envolventes. 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As propostas a seguir fortalecem leitura, escrita, oralidade, escuta ativa e valorização da diversidade linguística:Produção de cordéis, convites, cartazes e notícias sobre o arraial;Leitura e interpretação de poemas populares;Estudo das variações linguísticas presentes em músicas e manifestações regionais;Produção de relatos de memória sobre festas da comunidade;Organização de saraus juninos.Ciências HumanasO São João é um excelente ponto de partida para discutir território, identidade e cultura. 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Conheça propostas que aproximam os conteúdos científicos de situações reais e incentivam a investigação prática.Estudar transformações químicas em receitas típicas;Investigar os impactos ambientais de fogueiras e resíduos;Debater segurança alimentar e alimentação saudável nas festas;Explorar fenômenos físicos relacionados ao som e à luz nas celebrações;Produzir experimentos sobre combustão e temperatura;Desenvolver projetos de sustentabilidade para festas escolares.Tecnologia e cultura popular podem caminhar juntasEmbora as festas juninas estejam associadas a tradições centenárias, isso não significa que elas precisem ficar distantes das tecnologias digitais. 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Para apoiar os educadores nesse processo, a plataforma Escolas Conectadas oferece cursos gratuitos e on-line, alinhados à BNCC e com certificado reconhecido pelo MEC.Um dos grandes destaques atuais da plataforma é a trilha de formações “Competências Digitais nas Áreas do Conhecimento”, criada para apoiar professores de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências Humanas e Ciências da Natureza em diferentes etapas da educação básica. Os cursos ajudam educadores a integrar tecnologias digitais às práticas pedagógicas de forma crítica, criativa e significativa, tornando as aulas mais interativas, colaborativas e conectadas à realidade dos estudantes.As formações estão organizadas em versões específicas para:Anos Iniciais do Ensino Fundamental;Anos Finais do Ensino Fundamental;Ensino Médio.Outros cursos disponíveis que podem inspirar projetos juninos e práticas interdisciplinares incluem:Computação na Educação: Fundamentos, Ética e CriatividadeBNCC Computação: Fundamentos e PráticasCidadania digitalTecnologias para empoderar: digitalizar para incluirCom criatividade, intencionalidade pedagógica e valorização da cultura brasileira, o mês junino pode se transformar em uma potente experiência de aprendizagem conectando tradição, inovação e protagonismo estudantil em todas as etapas da educação básica.E para os educadores que acreditam que a inovação depende de equipamentos sofisticados, Gislaine faz um lembrete importante: "Inovar tem muito mais a ver com a postura pedagógica de dar autonomia para o estudante criar do que com a quantidade de telas disponíveis."Segundo ela, brincadeiras tradicionais, construção de brinquedos, criação de regras para jogos e atividades desplugadas também podem estimular criatividade, colaboração e pensamento computacional.

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BNCC Computação na prática: como transformar tecnologia e...

Conheça o professor que desenvolve projetos que unem ciência, tecnologia, sustentabilidade e inovação social. Um dos maiores desafios das escolas brasileiras ainda é transformar a BNCC Computação em experiências concretas de aprendizagem. Em muitas redes, a implementação – que é obrigatória desde o início de 2026 – esbarra em limitações de infraestrutura, formação docente e acesso desigual à tecnologia, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.Mas a experiência do professor Galileu da Silva Pires, que leciona biologia em duas escolas estaduais de Manacapuru (AM), mostra que a computação pode ganhar significado quando é conectada aos problemas reais da comunidade e ao protagonismo dos estudantes.Atuando desde 2016 na rede pública, Galileu desenvolve projetos que unem ciência, tecnologia, sustentabilidade e inovação social. Por meio de metodologias ativas e aprendizagem baseada em projetos, seus alunos já criaram soluções voltadas para saúde, inclusão, meio ambiente e dignidade menstrual – experiências que ajudam a ilustrar como a BNCC Computação pode sair do papel e ser aplicada na prática no Ensino Médio.Mas, afinal, o que é a BNCC Computação?A BNCC Computação é um complemento da Base Nacional Comum Curricular que orienta como as escolas brasileiras devem desenvolver competências relacionadas ao pensamento computacional, à cultura digital e ao uso crítico e criativo das tecnologias ao longo da educação básica. Na prática, a diretriz propõe que os estudantes deixem de ser apenas consumidores de tecnologia para se tornarem criadores, investigadores e solucionadores de problemas por meio dela. Nas aulas do professor Galileu, por exemplo, esse princípio aparece de forma integrada à biologia, à pesquisa científica e aos desafios vividos pelos próprios estudantes, em projetos que unem programação, inovação e impacto social. O que muda no Ensino MédioNo Ensino Médio, a BNCC Computação ganha um caráter mais aprofundado e conectado ao projeto de vida dos estudantes. Mais do que aprender a usar ferramentas digitais, os alunos são incentivados a desenvolver pensamento crítico, autonomia, resolução de problemas e capacidade de criar soluções com tecnologia.Na prática, isso significa trabalhar temas como programação, cultura digital, ética, análise crítica das tecnologias e desenvolvimento de projetos conectados ao território e à realidade dos jovens. Segundo Galileu, esse processo tem impacto direto na forma como os estudantes enxergam o próprio futuro. “Eles querem desafios para serem protagonistas das soluções que ajudarão a sua comunidade, e essa vem sendo a minha estratégia de ensino”, afirma.Tecnologia para resolver problemas reaisOs projetos desenvolvidos por Galileu ajudam a mostrar como os eixos da BNCC Computação podem ser trabalhados de forma integrada no Ensino Médio. Ao propor que os estudantes investiguem problemas da própria comunidade e criem soluções usando tecnologia, o professor mobiliza competências relacionadas ao pensamento computacional, à cultura digital e ao desenvolvimento de autonomia, criatividade e protagonismo.No projeto Jaci – Indicador da Saúde da Mulher, por exemplo, os estudantes passaram por diferentes etapas de pesquisa, análise de informações, levantamento de hipóteses, desenvolvimento de protótipos e comunicação científica. 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Nesse processo, foram estimulados a utilizar tecnologia para resolver problemas concretos, exercitando colaboração, investigação científica e raciocínio lógico.As experiências dialogam diretamente com a proposta da BNCC Computação de formar estudantes capazes de compreender e criar tecnologias de maneira crítica, ética e contextualizada – não apenas como consumidores de ferramentas digitais, mas como agentes de transformação social.Os desafios da implementaçãoApesar das inúmeras possibilidades, implementar a BNCC Computação ainda é um desafio em grande parte das escolas brasileiras, incluindo o Ensino MédioEm uma das escolas onde Galileu atua, por exemplo, o laboratório de informática ficou mais de dez anos desativado. Para reiniciar as atividades, foi necessário recuperar computadores e equipamentos antigos.“O principal desafio ainda tem sido a infraestrutura tecnológica limitada, com laboratórios desativados, equipamentos obsoletos e acesso restrito à internet”, explica. 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Para Galileu, esse processo é especialmente importante em contextos onde os jovens nem sempre conseguem visualizar oportunidades ligadas à tecnologia.“O contato com esses temas permite que eles conheçam novas áreas de atuação e visualizem oportunidades que muitas vezes pareciam distantes da sua realidade”, reflete.Mais do que formar futuros profissionais da área de tecnologia, o professor acredita que a computação pode fortalecer autonomia, criatividade e protagonismo juvenil. “Trata-se de promover inclusão digital, desenvolver pensamento crítico e preparar os estudantes para os desafios acadêmicos, profissionais e sociais do futuro.”Um caminho possívelSelecionado entre os 50 finalistas da edição 2026 do Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da Educação”, Galileu vê o reconhecimento internacional como uma demonstração do potencial da educação pública amazonense.“Mesmo em contextos desafiadores, é possível desenvolver ciência, inovação e cidadania com impacto global”, afirma. Por fim, sua trajetória ajuda a reforçar uma das principais mensagens da implementação da BNCC Computação no Ensino Médio: mais do que ensinar a usar ferramentas tecnológicas, trata-se de criar oportunidades para que os estudantes compreendam, questionem e transformem o mundo – cada vez mais digital – ao seu redor.Especial BNCC Computação na práticaEsta reportagem faz parte de uma série especial da plataforma Escolas Conectadas sobre a implementação da BNCC Computação na educação básica. Ao longo dos próximos conteúdos, serão apresentadas experiências e reflexões sobre como as competências da computação podem ser trabalhadas em diferentes etapas de ensino, dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, passando pelos Anos Finais e chegando ao Ensino Médio.A série também contará com conteúdos voltados à gestão escolar e às redes de ensino, abordando estratégias de formação docente, infraestrutura, apoio pedagógico e caminhos possíveis para transformar a BNCC Computação em experiências concretas de aprendizagem nas escolas brasileiras.Quer aprofundar seus conhecimentos sobre BNCC Computação?Para apoiar educadores e gestores na implementação prática da BNCC Computação, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas e on-line voltadas ao desenvolvimento de competências digitais e metodologias inovadoras.Entre os destaques estão o curso BNCC Computação: Fundamentos e Práticas, que apresenta as bases da normativa, além de possibilidades de aplicação nas escolas, e o curso Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação, com foco em práticas pedagógicas, metodologias ativas e atividades conectadas ao pensamento computacional.

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Inteligência Artificial na Educação: por que escolas prec...

Especialistas defendem pensamento crítico, ética e formação docente diante do avanço acelerado da IA nas escolas; novo curso da Escolas Conectadas aprofunda o debateA Inteligência Artificial já faz parte do cotidiano de estudantes e professores, seja na criação de textos, nas pesquisas escolares, na produção de imagens ou no planejamento de aulas. Mas, diante da velocidade com que essas ferramentas estão chegando nas escolas, uma pergunta se torna cada vez mais urgente: como educar para um uso crítico, ético e consciente da IA?Esse foi o ponto de partida do webinário “Aprendendo com as Máquinas: Competências-Chave para Pensar e Criar com IA na Educação”, que reuniu especialistas para discutir os impactos dessa novidade e os caminhos possíveis para o desenvolvimento do chamado “letramento em IA”.Entre eles, estava Charles Fadel, especialista internacional em educação e fundador do Center for Curriculum Redesign (CCR), ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Fadel é autor do novo curso da plataforma Escolas Conectadas, “Letramento em IA: Pensando com as Máquinas”. Também estavam presentes Brent McKenzie, diretor de Desenvolvimento de Produto e Estratégia no CCR, com atuação em inovação educacional, e Christian Brackmann, professor do Instituto Federal Farroupilha (RS) e pesquisador em IA na educação. Para os especialistas, o debate sobre IA na educação precisa ir além da simples adoção de ferramentas. Mais do que aprender a utilizar plataformas, é necessário compreender como esses sistemas funcionam, quais impactos produzem e quais competências humanas se tornam ainda mais importantes nesse contexto.“Não se trata de entusiasmo excessivo diante da IA, mas também não de medo”, afirma Fadel. “Como seres humanos, não gostamos de mudanças, mas elas são necessárias. Portanto, estamos aqui tentando lidar com as mudanças de uma maneira útil e eficaz, sem querer sobrecarregá-los, pois sabemos que os professores já estão sobrecarregados com muitas tarefas”, completa.IA exige novas competênciasPara Brent McKenzie, um dos principais equívocos sobre IA na educação é reduzir o debate ao uso de plataformas específicas. “Este não é um curso sobre como encontrar as ferramentas certas. É sobre uma forma de pensar que se mantém útil e relevante no mundo tecnológico, onde sabemos que essas ferramentas estão mudando de forma rápida e significativa o tempo todo.”Segundo ele, o avanço da IA exige que as escolas desenvolvam competências mais amplas, como pensamento crítico e autonomia. “Professores e alunos não precisam se tornar programadores para se beneficiarem da IA: eles precisam de uma mentalidade flexível, bom senso e confiança para experimentar, mantendo o controle e estando cientes de seu papel nessa parceria.”O pesquisador também alerta que a IA já impacta diretamente o mercado de trabalho e os processos de aprendizagem e, por isso, não pode mais ser tratada como um tema periférico nas escolas. “Chegamos a um ponto em que a IA deixou de ser uma tecnologia opcional. Agora, ela é um requisito em todo o espectro educacional e no mundo do trabalho.”Pensamento crítico é chaveOutro ponto central do debate é a necessidade de desenvolver habilidades de análise crítica diante das respostas produzidas por sistemas de IA generativa. Para Christian Brackmann, muitas pessoas enxergam a IA como uma versão mais poderosa de ferramentas como a busca do Google. “Mas, na realidade, ela funciona de maneira bem diferente.”Enquanto ferramentas de busca tradicionais priorizam localizar informações, a IA exige capacidades mais sofisticadas de interpretação e avaliação. “Agora, o verdadeiro desafio passa a ser como avaliar e julgar as respostas que a IA gera.”Brackmann também chama atenção para questões éticas, ambientais e sociais envolvidas no uso dessas tecnologias, destacando que algoritmos e modelos podem reproduzir preconceitos existentes e favorecer respostas superficiais se forem utilizados sem reflexão crítica.“Competências como pensamento crítico, ética e metacognição tornam-se ainda mais relevantes. A IA tem o potencial de tornar o pensamento superficial mais rápido, mas também pode tornar o pensamento sólido mais poderoso.”Formação docente é um aspecto centralEm meio às rápidas transformações tecnológicas, especialistas defendem que a formação continuada de professores será essencial para apoiar a integração crítica da IA nas escolas.Para Fadel, o desafio é semelhante ao aprendizado de uma nova linguagem ou como manusear um equipamento complexo: antes da prática, é preciso compreender o funcionamento, os limites e as responsabilidades.“Se você quer aprender a dirigir um carro, precisa saber como ele funciona, entender o motor, os freios, o acelerador, se é elétrico ou a gasolina”, reflete. “E é exatamente isso que o novo curso oferece: a prática de usar IA em seu contexto, dentro de sua disciplina, e ensiná-la aos seus alunos de uma forma ética e que seja ao mesmo tempo muito consciente de suas limitações, mas também de suas enormes vantagens.”Novo curso discute letramento em IAComo resposta a esse cenário, a plataforma Escolas Conectadas lançou o curso “Letramento em IA: pensando com as máquinas”. A formação propõe uma abordagem prática e crítica sobre o uso da Inteligência Artificial na educação, discutindo desde fundamentos da IA até questões relacionadas à ética, pensamento crítico, cultura digital e desenvolvimento de práticas pedagógicas.O objetivo é apoiar educadores na construção de estratégias que ajudem estudantes a compreender, analisar e utilizar essas tecnologias de forma mais consciente e responsável. Mais do que ensinar ferramentas, a proposta do curso é fortalecer competências humanas que se tornam ainda mais importantes em um contexto cada vez mais mediado por algoritmos.A formação, que além de gratuita é 100% on-line, também disponibiliza certificado reconhecido pelo MEC. Ela ajuda a ampliar o debate e fortalecer o papel da escola na construção de uma cultura digital mais ética, criativa e humana.Assista ao webinário na íntegra no canal do ProFuturo no YouTube.

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