La Caixa Logo

Agenda do educador: prepare-se para ensinar nas principais datas de abril

27/03/24

Desenvolva seus planejamentos pedagógicos com os cursos disponíveis na Escolas Conectadas 

 

Toda a economia de tempo no planejamento das aulas é válida. Ao final de mais um mês, chega o momento ideal para preparar-se para o próximo. Você, educador, pode contar com a plataforma Escolas Conectadas para se adiantar nos temas e saber mais sobre as pautas mais importantes na educação. Confira as principais datas a serem trabalhadas em sala de aula durante abril.

 

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (2/4)

A data foi estabelecida em 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de difundir informações sobre essa condição de forma a reduzir o preconceito acerca dela. 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um distúrbio com efeitos no neurodesenvolvimento, incluindo a comunicação, a linguagem, as interações sociais e o comportamento. De acordo com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), divulgados pelo Ministério da Saúdeem 2021, o Brasil realizou 9,6 milhões de atendimentos ambulatoriais a pessoas com autismo. Aproximadamente 4,1 milhões deles foram direcionados ao público com até 9 anos de idade. 

É importante mobilizar estudantes e professores para entenderem a inclusão como um direito e um dever social, de modo que ela esteja presente no dia a dia da convivência escolar. O curso Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade, disponível na plataforma Escolas Conectadas, traz ferramentas práticas para o aprendizado teórico e a aplicação prática de ferramentas para a promoção da inclusão. 

 

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola (7/4)

Por mais que as discussões sobre bullying ainda sejam recentes no contexto da educação, elas são mais do que relevantes diante dos recentes fatos e índices de violência nas escolas. A data dedicada ao combate de situações como essas foi instituída pela Lei 13.277, de 2016, em alusão ao caso do massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, que aconteceu em 2011.

O combate ao bullying, ao cyberbullying e à violência deve ser parte de atividades que envolvam os educadores, os estudantes e as famílias. Toda situação de conflito pode representar uma oportunidade para trabalhar a mediação e a comunicação não violenta. Estudantes devem ser ensinados a não praticar e a denunciar casos como esses e professores podem trocar entre si e buscar formação para lidar com essas situações. 

Parte essencial do combate à violência nas escolas é a educação voltada à cidadania digital, de maneira que os estudantes aprendam a agir com responsabilidade e ética no ambiente on-line e evitem casos de cyberbullying ou assédio virtual. O curso Introdução à cidadania digital: educando para o uso consciente da Internet fornece as ferramentas necessárias para que você crie ações preventivas e crie projetos interdisciplinares de enfrentamento às situações de violência on-line.

 

Dia do Jovem (13/4)

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a juventude é compreendida entre os 10 e os 24 anos, o que corresponde a 1,8 bilhões de pessoas no mundo. A data foi instituída por essa mesma organização em 1999, durante a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Portugal.

Além de ser uma importante oportunidade para celebrar a fase da juventude e todo o desenvolvimento intelectual e social que acontece durante essa fase, o Dia do Jovem representa a busca pela redução das desigualdades e garantia de direitos estabelecidos pela Constituição Brasileira, que estipula o “direito de receberem educação, saúde, moradia e oportunidades de vida e trabalho”.

Como, neste ano, o Dia do Jovem acontece em um sábado, a sua celebração pode ocorrer com atividades extracurriculares, que envolvam a comunidade escolar durante o fim de semana. 

 

Dia Nacional do Livro Infantil (18/4)

Instrumentos intrínsecos ao processo de aprendizagem, os livros infantis têm uma data especialmente dedicada a eles em abril. O dia coincide com o nascimento de Monteiro Lobato, que aconteceu há 142 anos, em 1882. Ele foi o primeiro autor brasileiro a escrever literatura dedicada às crianças. Desde então, surgiram no país outros escritores desse segmento que também merecem ser lembrados, como Eva Furnari, Ruth Rocha e Ziraldo.

Além de incentivar e promover momentos de leitura, com o curso Avaliação de aprendizagem para os anos iniciais do Ensino Fundamental: função e ferramentas, da Escolas Conectadas, você, professor(a) irá entrar em contato com materiais e ferramentas que auxiliam o processo de avaliação. Dessa forma, poderá ir além das provas e estabelecer novas formas de avaliar o desempenho dos estudantes, como rubricas ou a autoavaliação, que podem ser implementadas ao longo (e não somente ao final) das aulas. 

 

Dia dos Povos Indígenas (19/4)

A data, que já existe desde 1943, por conta de um Decreto-Lei realizado durante o governo de Getúlio Vargas, teve a nomenclatura alterada em 2022, como forma de deixar clara a diversidade presente nas culturas dos povos originários do Brasil. O intuito é celebrar e reconhecer a importância dos primeiros habitantes do país. 

Esse tema pode ser trabalhado em disciplinas como História e Geografia a partir de uma perspectiva histórica, relacionada à formação do Brasil como conhecemos hoje, até a avaliação do cenário atual, com a necessidade de representatividade e garantia de direitos desses povos. 

 

Aniversário de Brasília (21/4)

A data de aniversário da capital do Brasil coincide com o feriado nacional de Tiradentes e também com a fundação de Roma, uma das primeiras democracias constituídas no mundo. Conhecida como a "cidade-sonho", Brasília foi a terceira capital brasileira, depois de Salvador e Rio de Janeiro, planejada com a intenção de povoar o centro do país e ficar afastada de ataques políticos.

Além da história social e política que deu origem à capital brasileira, é interessante que os estudantes entendam como a democracia e os três poderes funcionam, qual a função dos principais representantes políticos e qual o papel cidadão nesse contexto. 

 

Dia Nacional da Educação de Surdos (23/4)

Diante de uma conscientização e demanda cada vez maior pela inclusão em todos os sentidos, o Dia Nacional da Educação de Surdos é uma maneira de celebrar as conquistas da comunidade surda a partir de práticas inclusivas na educação. Logo depois, no dia 24, é comemorado o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, de modalidade gestual-visual muito importante para a comunicação entre e com pessoas surdas. 

Como forma de promover a inclusão, além da demanda por políticas públicas nesse sentido, é importante que professores e demais agentes da educação se atualizem sobre as formas efetivas de promovê-la. Para isso, você pode contar com as formações disponíveis na plataforma Escolas Conectadas: Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade e Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência.

No curso de introdução ao tema, você irá conhecer os principais conceitos e estratégias para que o ambiente escolar seja mais acessível. Ao colocar em prática os aprendizados, você poderá encarar desafios e encontrar medidas efetivas para priorizar a aprendizagem dos estudantes. Já na formação Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, a partir de alguns conceitos básicos sobre o tema, você vai levantar os principais desafios e demandas da inclusão para que a escola inclusiva se torne uma realidade. 

 

Dia Nacional da Família na Escola (24/4)

A data foi criada pelo Ministério da Educação (MEC), em 2001, para reforçar a importância da parceria entre as instituições de ensino e as famílias e baseada na análise de resultados do Sistema de Avaliação de Educação Básica (Saeb), que comprovou a melhoria de desempenho e diminuição da evasão em estudantes que tinham os responsáveis presentes no processo educacional. 

Esse pode ser um dia propício para estimular a participação de familiares na rotina escolar a partir de atividades diferenciadas como oficinas, jogos, visitas e apresentações culturais. A tecnologia também pode ser uma importante aliada para conectar pais e/ou responsáveis que não possam comparecer presencialmente. 

O curso Práticas reflexivas de Educação socioemocional permite que você, educador(a), identifique oportunidades para o desenvolvimento das competências sociais e emocionais em sala de aula, reconheça atitudes e valores de estudantes que as sustentem e analise abordagens para avaliar esse trabalho. Dessa forma, os estudantes desenvolvem habilidades de convivência social e para o exercício da cidadania. 

 

Dia Internacional da Educação (28/4)

O Dia Internacional da Educação foi criado em abril de 2000, durante o Fórum Mundial de Educação, na cidade de Dakar, no Senegal. Esse evento ficou marcado por reunir líderes de mais de 180 nações, incluindo o Brasil, para debater sobre educação e metas globais a serem atingidas pelos países nessa área até 2030.

A educação é um direito de todos e visa ao pleno desenvolvimento humano por meio do processo de ensino-aprendizagem. Na escola, essa data representa uma oportunidade para reavaliar os processos de aprendizagem e de avaliação de acordo com os objetivos esperados, juntamente com os pares ou mesmo com os estudantes. Também é um dia interessante para se dedicar à formação continuada e, assim, promover melhorias na sua própria atuação como educador(a). 

 

Se você já está animado(a) com o que vem no próximo mês, não deixe de compartilhar esse conteúdo com mais professores!

 

Comentários


Escreva um comentário


Conteúdos Recentes

BNCC Computação na prática: como transformar tecnologia e...

Conheça o professor que desenvolve projetos que unem ciência, tecnologia, sustentabilidade e inovação social. Um dos maiores desafios das escolas brasileiras ainda é transformar a BNCC Computação em experiências concretas de aprendizagem. Em muitas redes, a implementação – que é obrigatória desde o início de 2026 – esbarra em limitações de infraestrutura, formação docente e acesso desigual à tecnologia, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.Mas a experiência do professor Galileu da Silva Pires, que leciona biologia em duas escolas estaduais de Manacapuru (AM), mostra que a computação pode ganhar significado quando é conectada aos problemas reais da comunidade e ao protagonismo dos estudantes.Atuando desde 2016 na rede pública, Galileu desenvolve projetos que unem ciência, tecnologia, sustentabilidade e inovação social. Por meio de metodologias ativas e aprendizagem baseada em projetos, seus alunos já criaram soluções voltadas para saúde, inclusão, meio ambiente e dignidade menstrual – experiências que ajudam a ilustrar como a BNCC Computação pode sair do papel e ser aplicada na prática no Ensino Médio.Mas, afinal, o que é a BNCC Computação?A BNCC Computação é um complemento da Base Nacional Comum Curricular que orienta como as escolas brasileiras devem desenvolver competências relacionadas ao pensamento computacional, à cultura digital e ao uso crítico e criativo das tecnologias ao longo da educação básica. Na prática, a diretriz propõe que os estudantes deixem de ser apenas consumidores de tecnologia para se tornarem criadores, investigadores e solucionadores de problemas por meio dela. Nas aulas do professor Galileu, por exemplo, esse princípio aparece de forma integrada à biologia, à pesquisa científica e aos desafios vividos pelos próprios estudantes, em projetos que unem programação, inovação e impacto social. O que muda no Ensino MédioNo Ensino Médio, a BNCC Computação ganha um caráter mais aprofundado e conectado ao projeto de vida dos estudantes. Mais do que aprender a usar ferramentas digitais, os alunos são incentivados a desenvolver pensamento crítico, autonomia, resolução de problemas e capacidade de criar soluções com tecnologia.Na prática, isso significa trabalhar temas como programação, cultura digital, ética, análise crítica das tecnologias e desenvolvimento de projetos conectados ao território e à realidade dos jovens. Segundo Galileu, esse processo tem impacto direto na forma como os estudantes enxergam o próprio futuro. “Eles querem desafios para serem protagonistas das soluções que ajudarão a sua comunidade, e essa vem sendo a minha estratégia de ensino”, afirma.Tecnologia para resolver problemas reaisOs projetos desenvolvidos por Galileu ajudam a mostrar como os eixos da BNCC Computação podem ser trabalhados de forma integrada no Ensino Médio. Ao propor que os estudantes investiguem problemas da própria comunidade e criem soluções usando tecnologia, o professor mobiliza competências relacionadas ao pensamento computacional, à cultura digital e ao desenvolvimento de autonomia, criatividade e protagonismo.No projeto Jaci – Indicador da Saúde da Mulher, por exemplo, os estudantes passaram por diferentes etapas de pesquisa, análise de informações, levantamento de hipóteses, desenvolvimento de protótipos e comunicação científica. O trabalho começou a partir de discussões sobre pobreza menstrual no ambiente escolar e evoluiu para a criação de um dispenser automatizado de absorventes e de um absorvente capaz de indicar alterações na saúde da mulher por meio do fluxo menstrual.Já no projeto Fala Comigo, criado após Galileu identificar as dificuldades de aprendizagem de um aluno com deficiência auditiva, os estudantes participaram do desenvolvimento de um dispositivo bucal auditivo inovador. Nesse processo, foram estimulados a utilizar tecnologia para resolver problemas concretos, exercitando colaboração, investigação científica e raciocínio lógico.As experiências dialogam diretamente com a proposta da BNCC Computação de formar estudantes capazes de compreender e criar tecnologias de maneira crítica, ética e contextualizada – não apenas como consumidores de ferramentas digitais, mas como agentes de transformação social.Os desafios da implementaçãoApesar das inúmeras possibilidades, implementar a BNCC Computação ainda é um desafio em grande parte das escolas brasileiras, incluindo o Ensino MédioEm uma das escolas onde Galileu atua, por exemplo, o laboratório de informática ficou mais de dez anos desativado. Para reiniciar as atividades, foi necessário recuperar computadores e equipamentos antigos.“O principal desafio ainda tem sido a infraestrutura tecnológica limitada, com laboratórios desativados, equipamentos obsoletos e acesso restrito à internet”, explica. Além da infraestrutura, a formação docente também aparece como um ponto central. “Eu tive que fazer cursos para aprender essa nova linguagem educacional”, relata.A realidade do interior do Amazonas evidencia um cenário que se repete em diferentes regiões do país: muitos estudantes têm o primeiro contato mais estruturado com computação apenas no Ensino Médio.Ainda assim, para o professor, esperar condições ideais não pode ser um impeditivo para começar. “Uma dica para outros professores: comecem [a implementar a BNCC Computação] com a realidade que possuem. É possível criar projetos significativos mesmo sem as condições ideais.”Pensamento crítico e ética digitalOutro ponto central da BNCC Computação no Ensino Médio é o desenvolvimento de uma relação mais crítica e ética com as tecnologias digitais. Galileu explica que, após a realização desses projetos, seus alunos passaram a questionar mais as informações encontradas na internet, refletindo sobre desinformação, privacidade de dados e responsabilidade digital.“Percebi que inicialmente muitos utilizavam a tecnologia apenas para entretenimento e redes sociais. Hoje eles entendem a tecnologia também como instrumento de criação, inovação e resolução de problemas da comunidade.”Segundo ele, trabalhar a ética digital é indispensável para que o uso da tecnologia faça sentido na formação cidadã dos estudantes. “A construção do conhecimento deve estar associada ao desenvolvimento ético, crítico e cidadão dos estudantes.”Preparação para o futuroAo aproximar os estudantes de programação, robótica, desenvolvimento de aplicativos e pesquisa científica, a BNCC Computação também amplia perspectivas acadêmicas e profissionais. Para Galileu, esse processo é especialmente importante em contextos onde os jovens nem sempre conseguem visualizar oportunidades ligadas à tecnologia.“O contato com esses temas permite que eles conheçam novas áreas de atuação e visualizem oportunidades que muitas vezes pareciam distantes da sua realidade”, reflete.Mais do que formar futuros profissionais da área de tecnologia, o professor acredita que a computação pode fortalecer autonomia, criatividade e protagonismo juvenil. “Trata-se de promover inclusão digital, desenvolver pensamento crítico e preparar os estudantes para os desafios acadêmicos, profissionais e sociais do futuro.”Um caminho possívelSelecionado entre os 50 finalistas da edição 2026 do Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da Educação”, Galileu vê o reconhecimento internacional como uma demonstração do potencial da educação pública amazonense.“Mesmo em contextos desafiadores, é possível desenvolver ciência, inovação e cidadania com impacto global”, afirma. Por fim, sua trajetória ajuda a reforçar uma das principais mensagens da implementação da BNCC Computação no Ensino Médio: mais do que ensinar a usar ferramentas tecnológicas, trata-se de criar oportunidades para que os estudantes compreendam, questionem e transformem o mundo – cada vez mais digital – ao seu redor.Especial BNCC Computação na práticaEsta reportagem faz parte de uma série especial da plataforma Escolas Conectadas sobre a implementação da BNCC Computação na educação básica. Ao longo dos próximos conteúdos, serão apresentadas experiências e reflexões sobre como as competências da computação podem ser trabalhadas em diferentes etapas de ensino, dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, passando pelos Anos Finais e chegando ao Ensino Médio.A série também contará com conteúdos voltados à gestão escolar e às redes de ensino, abordando estratégias de formação docente, infraestrutura, apoio pedagógico e caminhos possíveis para transformar a BNCC Computação em experiências concretas de aprendizagem nas escolas brasileiras.Quer aprofundar seus conhecimentos sobre BNCC Computação?Para apoiar educadores e gestores na implementação prática da BNCC Computação, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas e on-line voltadas ao desenvolvimento de competências digitais e metodologias inovadoras.Entre os destaques estão o curso BNCC Computação: Fundamentos e Práticas, que apresenta as bases da normativa, além de possibilidades de aplicação nas escolas, e o curso Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação, com foco em práticas pedagógicas, metodologias ativas e atividades conectadas ao pensamento computacional.

0

Veja as datas comemorativas de junho para trabalhar em sa...

Mensalmente, a plataforma Escolas Conectadas reúne datas especiais para apoiar o planejamento didático de todos os educadores brasileirosAtualizado em 25/05/2026Junho chegou! E aqui na Agenda do Educador você descobre como transformar datas comemorativas em aulas inovadoras.Você já sentiu que o calendário escolar voa e, quando piscamos, já estamos no mês seguinte, tentando planejar as próximas aulas? Pois é. Mas calma, educador(a)! Junho está repleto de oportunidades incríveis para transformar a rotina em sala de aula com temas atuais, envolventes e – por que não? – divertidos!Nesta Agenda do Educador, reunimos as principais datas comemorativas de junho e mostramos como você pode explorá-las com criatividade, consciência e, claro, muito conteúdo. O melhor? Tudo com apoio de cursos gratuitos e on-line da plataforma Escolas Conectadas.Prepare seu planejamento e venha com a gente!Dia da Imprensa (01/06)A educação midiática é uma competência considerada essencial pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se da capacidade de interpretar e analisar criticamente produções que vêm da mídia. Assim, o Dia da Imprensa é uma excelente oportunidade de estudar o processo por trás da construção de uma narrativaSeus alunos sabem interpretar o que consomem nas redes? Aproveite essa data para discutir notícias falsas, construção de narrativas e o impacto da mídia na formação de opinião. Uma aula assim não só estimula o pensamento crítico, como ajuda os estudantes a se tornarem leitores mais conscientes do mundo.Dica de ouro: o curso “Cidadania Digital” apresenta as noções básicas de educação midiática e desinformação, entre outros temas. Aproveite que as inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 22/06!Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Nacional da Reciclagem (05/06)O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma ótima oportunidade para começar o mês mostrando aos seus estudantes a importância da preservação da natureza – e o que todos nós ganhamos com isso.Na mesma toada, o descarte irregular de plásticos é uma das atividades mais danosas ao meio ambiente. Na mesma data da efeméride global, o Brasil também celebra o Dia da Reciclagem, uma ótima oportunidade para falar sobre incentivo à reciclagem e como isso traria benefícios ao meio ambiente. Aproveitando, você já pensou em utilizar a programação para estimular sua turma a compreender os impactos da poluição de plástico no meio ambiente? E desenvolver soluções ou narrativas que promovam a sensibilização e o consumo consciente? Pois é exatamente isso que a atividade “Programação e Sensibilização Ambiental” pretende alcançar. Confira o relato completo da atividade na seção Conectando Práticas.Lembrando que, para ambas as datas, é fundamental que o letramento em dados esteja em dia, já que cada vez mais estatísticas sobre o meio ambiente são geradas. Afinal, de quais maneiras esses inúmeros dados podem ser trabalhados em sala de aula? O curso “Elementar, meu caro! Dados, um universo em expansão” busca responder essa e outras perguntas.Dia Mundial dos Oceanos (08/06)O início de junho é um convite para refletirmos sobre a preservação de todos os ecossistemas que fazem a Terra funcionar como o único planeta, até onde conhecemos, onde há vida e água. Nesse sentido, os oceanos cumprem um papel essencial no equilíbrio da natureza. Afinal, ele é o lar para 70% da vida terrestre, produz oxigênio, regula o clima e distribui calor. Não é à toa que há uma data específica para que o mundo todo celebre essa extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície de nosso planeta.Em sala de aula, o educador pode não apenas apresentar todos os benefícios ambientais gerados pelos oceanos, mas também incentivar que os estudantes pesquisem mais a fundo o ambiente marítimo – inclusive com a ajuda de ferramentas digitais, como a Inteligência Artificial. Se você quer se aprofundar nessas possibilidades, não deixe de se inscrever no curso “Competências Digitais nas Ciências da Natureza”, disponível para todos os professores do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio.Dia Nacional da Imunização (09/06)O Brasil é uma referência mundial quando o assunto é imunização. Tanto que, nos anos 1980, durante a campanha de vacinação que buscava erradicar o vírus da poliomielite no país, nada menos do que 15 milhões de crianças foram imunizadas em um único dia. Hoje, porém, dados indicam uma queda nos índices de imunização da população brasileira, mesmo diante de epidemias recentes como a dengue e a Covid-19. No Dia Nacional da Imunização, vale reforçar a importância das campanhas de vacinação direcionadas não somente às crianças e adolescentes, como é o caso da dengue, mas também aos adultos. Afinal, quanto mais protegidos e bem cuidados estiverem os educadores deste país, melhor serão os resultados da educação brasileira. Dentro deste tema, vale lembrar a história da educadora Elaine Soares: após realizar a "Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores", ela estimulou seus alunos a produzir um vídeo de conscientização sobre a importância da imunização contra IST (infecções sexualmente transmissíveis). Leia a história completa aqui!Dia do Cinema Brasileiro (19/06)É difícil achar um estudante que não fique animado quando o professor decide exibir um filme em sala de aula. Nesse caso, o complemento pedagógico à atividade é de suma importância para que os conhecimentos apresentados pelo filme não fiquem à deriva.Na escola, a sétima arte produzida no Brasil pode ser trabalhada de várias formas, de maneira multidisciplinar, seja apresentando a linguagem do cinema, o papel da arte na construção da identidade nacional e na cultura brasileira, entre outras. Este é um bom momento para tirar essas ideias do papel, aproveitando a onda de sucesso dos filmes brasileiros em premiações recentes, incluindo “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”.Não há limite para os temas que podem ser abordados nesta data. Caso o educador deseje se aprofundar na temática antirracista, por exemplo, pode exibir obras recentes como “Café com canela”, “Marte um” ou “Chico Rei entre nós”. Inclusive, as formações "Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas" e "Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos" defendem a necessidade de expansão do repertório cultural dos estudantes, geralmente restrito a manifestações de matriz europeia, inclusive por meio do cinema.Dia de São João (24/06) e Dia Nacional do Bumba Meu Boi (30/06)Durante o mês de junho são realizadas festas juninas em todas as escolas brasileiras. Para se aprofundar ainda mais nesta importante celebração da cultura nacional, o educador pode preparar materiais especiais para o Dia de São João e o Dia do Bumba Meu Boi. A diversidade cultural, uma das principais características de um país continental como o nosso, também está marcada nas variadas maneiras de se celebrar as festas juninas Brasil afora. Incorporar esse tema no currículo escolar não só promove a valorização da nossa herança cultural, como também desperta o interesse e a curiosidade dos estudantes. Acima de tudo, é uma ótima forma de celebrar a diversidade e fomentar o respeito entre os alunos.Você já pensou em usar ferramentas digitais para explorar a cultura popular em sala de aula? O curso “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” mostra como utilizar ferramentas digitais para planejar, executar e avaliar atividades investigativas, criando experiências de aprendizagem interativas e colaborativas.Cada data comemorativa é uma chance de gerar conexão, reflexão e transformação. E você não está sozinho nessa jornada. A plataforma Escolas Conectadas tem formações gratuitas e de qualidade para te apoiar em cada passo. Já escolheu quais datas vai trabalhar com sua turma?

1

Inteligência Artificial na Educação: por que escolas prec...

Especialistas defendem pensamento crítico, ética e formação docente diante do avanço acelerado da IA nas escolas; novo curso da Escolas Conectadas aprofunda o debateA Inteligência Artificial já faz parte do cotidiano de estudantes e professores, seja na criação de textos, nas pesquisas escolares, na produção de imagens ou no planejamento de aulas. Mas, diante da velocidade com que essas ferramentas estão chegando nas escolas, uma pergunta se torna cada vez mais urgente: como educar para um uso crítico, ético e consciente da IA?Esse foi o ponto de partida do webinário “Aprendendo com as Máquinas: Competências-Chave para Pensar e Criar com IA na Educação”, que reuniu especialistas para discutir os impactos dessa novidade e os caminhos possíveis para o desenvolvimento do chamado “letramento em IA”.Entre eles, estava Charles Fadel, especialista internacional em educação e fundador do Center for Curriculum Redesign (CCR), ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Fadel é autor do novo curso da plataforma Escolas Conectadas, “Letramento em IA: Pensando com as Máquinas”. Também estavam presentes Brent McKenzie, diretor de Desenvolvimento de Produto e Estratégia no CCR, com atuação em inovação educacional, e Christian Brackmann, professor do Instituto Federal Farroupilha (RS) e pesquisador em IA na educação. Para os especialistas, o debate sobre IA na educação precisa ir além da simples adoção de ferramentas. Mais do que aprender a utilizar plataformas, é necessário compreender como esses sistemas funcionam, quais impactos produzem e quais competências humanas se tornam ainda mais importantes nesse contexto.“Não se trata de entusiasmo excessivo diante da IA, mas também não de medo”, afirma Fadel. “Como seres humanos, não gostamos de mudanças, mas elas são necessárias. Portanto, estamos aqui tentando lidar com as mudanças de uma maneira útil e eficaz, sem querer sobrecarregá-los, pois sabemos que os professores já estão sobrecarregados com muitas tarefas”, completa.IA exige novas competênciasPara Brent McKenzie, um dos principais equívocos sobre IA na educação é reduzir o debate ao uso de plataformas específicas. “Este não é um curso sobre como encontrar as ferramentas certas. É sobre uma forma de pensar que se mantém útil e relevante no mundo tecnológico, onde sabemos que essas ferramentas estão mudando de forma rápida e significativa o tempo todo.”Segundo ele, o avanço da IA exige que as escolas desenvolvam competências mais amplas, como pensamento crítico e autonomia. “Professores e alunos não precisam se tornar programadores para se beneficiarem da IA: eles precisam de uma mentalidade flexível, bom senso e confiança para experimentar, mantendo o controle e estando cientes de seu papel nessa parceria.”O pesquisador também alerta que a IA já impacta diretamente o mercado de trabalho e os processos de aprendizagem e, por isso, não pode mais ser tratada como um tema periférico nas escolas. “Chegamos a um ponto em que a IA deixou de ser uma tecnologia opcional. Agora, ela é um requisito em todo o espectro educacional e no mundo do trabalho.”Pensamento crítico é chaveOutro ponto central do debate é a necessidade de desenvolver habilidades de análise crítica diante das respostas produzidas por sistemas de IA generativa. Para Christian Brackmann, muitas pessoas enxergam a IA como uma versão mais poderosa de ferramentas como a busca do Google. “Mas, na realidade, ela funciona de maneira bem diferente.”Enquanto ferramentas de busca tradicionais priorizam localizar informações, a IA exige capacidades mais sofisticadas de interpretação e avaliação. “Agora, o verdadeiro desafio passa a ser como avaliar e julgar as respostas que a IA gera.”Brackmann também chama atenção para questões éticas, ambientais e sociais envolvidas no uso dessas tecnologias, destacando que algoritmos e modelos podem reproduzir preconceitos existentes e favorecer respostas superficiais se forem utilizados sem reflexão crítica.“Competências como pensamento crítico, ética e metacognição tornam-se ainda mais relevantes. A IA tem o potencial de tornar o pensamento superficial mais rápido, mas também pode tornar o pensamento sólido mais poderoso.”Formação docente é um aspecto centralEm meio às rápidas transformações tecnológicas, especialistas defendem que a formação continuada de professores será essencial para apoiar a integração crítica da IA nas escolas.Para Fadel, o desafio é semelhante ao aprendizado de uma nova linguagem ou como manusear um equipamento complexo: antes da prática, é preciso compreender o funcionamento, os limites e as responsabilidades.“Se você quer aprender a dirigir um carro, precisa saber como ele funciona, entender o motor, os freios, o acelerador, se é elétrico ou a gasolina”, reflete. “E é exatamente isso que o novo curso oferece: a prática de usar IA em seu contexto, dentro de sua disciplina, e ensiná-la aos seus alunos de uma forma ética e que seja ao mesmo tempo muito consciente de suas limitações, mas também de suas enormes vantagens.”Novo curso discute letramento em IAComo resposta a esse cenário, a plataforma Escolas Conectadas lançou o curso “Letramento em IA: pensando com as máquinas”. A formação propõe uma abordagem prática e crítica sobre o uso da Inteligência Artificial na educação, discutindo desde fundamentos da IA até questões relacionadas à ética, pensamento crítico, cultura digital e desenvolvimento de práticas pedagógicas.O objetivo é apoiar educadores na construção de estratégias que ajudem estudantes a compreender, analisar e utilizar essas tecnologias de forma mais consciente e responsável. Mais do que ensinar ferramentas, a proposta do curso é fortalecer competências humanas que se tornam ainda mais importantes em um contexto cada vez mais mediado por algoritmos.A formação, que além de gratuita é 100% on-line, também disponibiliza certificado reconhecido pelo MEC. Ela ajuda a ampliar o debate e fortalecer o papel da escola na construção de uma cultura digital mais ética, criativa e humana.Assista ao webinário na íntegra no canal do ProFuturo no YouTube.

0

Débora Garófalo: ‘Ignorar o mundo digital é perder uma gr...

Confira entrevista exclusiva com autora do novo curso da plataforma, “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”A chegada da BNCC Computação às escolas brasileiras tem provocado uma mudança importante no cotidiano de professores de todas as etapas de ensino. Mais do que um novo conjunto de diretrizes, o documento traz o desafio e a oportunidade de integrar o pensamento computacional, a cultura digital e o entendimento do mundo conectado às práticas pedagógicas de maneira significativa. Mas como transformar essas orientações em experiências reais de aprendizagem?É justamente nesse ponto que iniciativas de formação continuada fazem a diferença. O novo curso gratuito da plataforma Escolas Conectadas, “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, nasce com a proposta de apoiar educadores nessa transição, trazendo abordagens práticas, metodologias ativas e o uso pedagógico de tecnologias (incluindo Inteligência Artificial) – de forma acessível e aplicável ao dia a dia escolar.Para entender melhor os caminhos possíveis, os desafios e as potências dessa transformação, conversamos com a professora Débora Garófalo, autora do curso e uma das principais referências no tema no Brasil. No início de 2026, ela foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo por desenvolver um trabalho de robótica com sucata e usar as redes sociais para ampliar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.Confira a entrevista a seguir!De onde surgiu a iniciativa de transformar sua experiência em sala de aula em um curso online?A iniciativa nasceu da própria prática. Ao longo dos anos em sala de aula, fui estruturando metodologias que integravam tecnologia, pensamento computacional e resolução de problemas reais, sempre com foco no protagonismo dos estudantes. Com o tempo, percebi que essas experiências poderiam apoiar outros educadores, especialmente aqueles que ainda se sentem inseguros para trabalhar com tecnologia. Transformar isso em um curso gratuito e online, de 35 horas, é uma forma de ampliar o alcance desse conhecimento e democratizar o acesso a uma formação que, muitas vezes, ainda é restrita.Por que esta formação é importante para o educador brasileiro hoje, independentemente de sua área de atuação ou componente curricular?Hoje, não estamos mais falando de tecnologia como algo complementar, mas como uma linguagem essencial. O educador, independentemente da área, precisa compreender como desenvolver competências como pensamento crítico, resolução de problemas e cultura digital. Essa formação contribui justamente para isso: ela não é sobre “ensinar tecnologia”, mas sobre ensinar melhor com o apoio dela. Em um país com tantas desigualdades educacionais, formar professores para esse novo cenário é estratégico.A BNCC Computação é uma novidade nas escolas brasileiras em 2026. Qual é a sua avaliação sobre as diretrizes do documento e como elas foram incorporadas à estrutura do curso?A BNCC Computação é um avanço importante porque organiza, pela primeira vez, competências relacionadas à cultura digital e ao pensamento computacional de forma estruturada. No curso, essas diretrizes foram incorporadas de maneira prática, conectando os eixos do documento (como pensamento computacional, mundo digital e cultura digital) a atividades aplicáveis no cotidiano escolar. A ideia foi traduzir o documento em ação, ajudando o professor a entender “como fazer”, e não apenas “o que está previsto”.INSCREVA-SE AGORA MESMO!O curso privilegia uma abordagem bem prática e mão na massa. Por que considera isso importante? O que você destaca sobre o curso nesse sentido?A aprendizagem acontece quando o professor experimenta, testa, erra e refaz. Por isso, a abordagem “mão na massa” é central. Não basta falar sobre inovação ou metodologias ativas, é preciso vivenciá-las.Ao longo das 35 horas de formação, os educadores são convidados a desenvolver projetos reais, aplicáveis ao seu contexto, com foco em resolução de problemas, pensamento computacional e uso crítico das tecnologias. O grande diferencial é justamente esse: o professor não sai apenas com repertório teórico, mas com práticas estruturadas, prontas para serem levadas à sala de aula, respeitando a realidade da escola pública brasileira.Diante da hiperconectividade dos alunos, como o curso aborda a urgência de levar para a sala de aula um debate sobre cidadania digital e segurança no ambiente virtual?A hiperconectividade já faz parte da vida dos estudantes. Eles estão o tempo todo em ambientes digitais, produzindo, consumindo e compartilhando informações. Ignorar isso na escola é perder uma grande oportunidade educativa. Por isso, no curso, tratamos a cidadania digital e a segurança on-line como temas urgentes e transversais.A proposta não é abordar esses assuntos apenas de forma teórica ou pontual, mas integrá-los às práticas pedagógicas. Ao longo da formação, os professores desenvolvem atividades que discutem, por exemplo, uso responsável das redes, privacidade de dados, combate à desinformação e respeito nas interações virtuais. Tudo isso conectado a projetos reais, dentro da lógica “mão na massa”.Também reforçamos o papel da escola na formação crítica dos estudantes, para que eles não sejam apenas usuários da tecnologia, mas sujeitos conscientes, éticos e responsáveis no ambiente digital. Em um cenário de tantos riscos e possibilidades, educar para o uso seguro e crítico das tecnologias é, hoje, parte fundamental do processo educativo.Como você enxerga o impacto da formação continuada no desenvolvimento do educador e qual o papel estratégico do ensino a distância nesse contexto?A formação continuada hoje não é mais opcional. Ela é essencial. Vivemos um cenário de rápidas transformações, especialmente com a inserção da tecnologia e das diretrizes como a BNCC Computação, e isso exige que o educador esteja em constante atualização.Nesse contexto, o ensino a distância (EAD) tem um papel estratégico porque amplia o acesso e democratiza a formação. Ele permite que professores de diferentes regiões do país, muitas vezes sem acesso a formações presenciais de qualidade, possam se desenvolver no seu tempo e ritmo.Quando bem estruturado, como foi o caso desse curso, o EAD consegue unir teoria, prática e acompanhamento, gerando impacto real na prática pedagógica e, consequentemente, na aprendizagem dos estudantes.Após uma trajetória de sucesso lecionando em sala de aula e também em programas de formação presenciais, qual a sensação de também passar a formar professores de maneira virtual?É uma experiência muito potente e, ao mesmo tempo, desafiadora. No presencial, temos a troca imediata, o olhar, a interação direta. No virtual, precisamos pensar em estratégias que mantenham o engajamento e promovam conexão mesmo à distância.Por outro lado, o alcance é muito maior. Formar professores virtualmente me permitiu chegar a educadores de todo o Brasil, com diferentes realidades e contextos, o que enriquece muito o processo.A sensação é de ampliar impacto. É saber que aquela prática, que começou em uma sala de aula, hoje pode inspirar e transformar muitas outras, em diferentes territórios.Com premiações e reconhecimentos recentes em sua carreira, o que você identifica como o diferencial que fundamentou sua evolução profissional?Acredito que o principal diferencial foi nunca me distanciar da prática e da realidade da escola pública. Tudo o que construí na minha trajetória está profundamente conectado ao chão da escola, aos desafios reais dos estudantes e professores.Além disso, sempre busquei inovar com propósito, não pela tecnologia em si, mas pelo potencial de transformar a aprendizagem, desenvolver protagonismo e ampliar oportunidades para os alunos.Outro ponto importante é o compromisso com a formação de outros educadores. Compartilhar conhecimento, formar pares e construir coletivamente fortalece toda a rede. No fim, essa combinação entre prática, inovação com sentido e colaboração é o que sustenta essa trajetória.

0