Logo Profuturo Program

Saiba como fazer seu balanço pedagógico e comece 2025 com o pé direito

11/12/24

Um balanço pedagógico é fundamental não apenas para analisar o seu próprio desempenho e o dos seus estudantes, mas também para já iniciar o planejamento do ano que vem

O mês de férias se aproxima! Na escola, o clima de fim de ciclo domina as atividades educativas, com estudantes se preparando para as férias e professores fazendo o balanço pedagógico do ano que passou.

Aliás, essa atividade é fundamental não apenas para analisar o seu próprio desempenho e o dos seus estudantes, mas também para já iniciar o planejamento do ano que vem. Um bom exercício de balanço pedagógico, por exemplo, questiona o resultado de cada aspecto do seu trabalho:  as atividades sugeridas para a turma; os projetos a que você mais se dedicou; a parceria com os colegas em atividades interdisciplinares; o relacionamento com os pais; e a capacidade de administrar o tempo para dar conta de tudo. 

“Fazer essa parada de reflexão ao final do ciclo é importante, tanto para pensar no tempo que foi dedicado ao trabalho durante todo um ano, quanto para refletir sobre o que fez sentido dentro da nossa comunidade de aprendizagem”, observa Graziella Matarazzo, coordenadora de tecnologia do Colégio Albert Sabin. Segundo ela, é um momento para avaliar se o que foi planejado realmente aconteceu – não para criticar porque não foi feito, mas para refletir se aquilo deveria mesmo estar previsto –, abrindo oportunidade para outras prioridades que possam surgir no próximo ano. 

Manter o currículo vivo

Antes de começar o seu balanço pedagógico, é preciso estar aberto e ter a consciência de que você pode mudar. Afinal, um processo de autoavaliação deve servir para transformar a sua prática.

Para Graziella, esse processo exige que os professores revejam a grade curricular a cada ano, buscando o máximo de coerência e de sentido para aquela comunidade educativa. “Existem os currículos obrigatórios, mas existe o currículo vivo, que é tudo que acontece dentro da escola, as relações que se dão, as construções, as vivências, as relações sociais, emocionais, culturais, simbólicas, físicas. Observar tudo isso e entender o que aconteceu, o que foi válido, o que deve ser levado como aprendizado e como consolidação para o ano seguinte, e aquilo que deve ser revisto, tanto para abrir espaço para novas oportunidades quanto para corrigir aquilo que for necessário.”

É comum em muitas escolas que a rotina pedagógica seja repetitiva, com aulas prontas e com poucas mudanças a cada ano. Mas, para a especialista em educação e novas tecnologias, isso deixou de fazer sentido. “Na era da informação e da tecnologia, o tempo todo o conhecimento está sendo revisitado. Recentemente, tivemos marcos históricos importantes que afetaram de forma direta o currículo, como a internet, a pandemia, e agora a inteligência artificial. Todos esses marcos vão provocando mudanças na comunidade escolar que exigem que a gente faça essa revisão e esse olhar crítico para aquilo que foi feito durante o ano, para que se possa propor sempre um currículo que engaje, que faça sentido, que desenvolva o pensamento crítico e a cidadania dentro da nossa comunidade.”

Avaliação 360

Para que esse balanço seja produtivo, quanto mais registros pedagógicos o educador fizer ao longo do ano, maior será o volume de dados que ele terá para apoiá-lo nessa reflexão. Nessa seara, vale de tudo: fotos, vídeos, portfólios digitais, textos, desenhos. “Ao gravar um vídeo, na hora você não percebe alguns detalhes. Mas lá na frente, ao assistir de novo a uma atividade com os estudantes, você tem uma oportunidade de aprendizado muito grande para perceber sua prática”, sugere Graziella.

Ela também indica a produção de análises de dados e gráficos para visualizar com clareza a progressão da sua turma, sendo possível até mesmo comparar diferentes anos e salas. “Olha aqui os resultados da minha turma de 2024, comparado com a minha turma de 2023. Quais foram os elementos diferentes que eu consegui trazer para a minha prática, para identificar essa diferenciação que aconteceu nos resultados dos meus estudantes?”

Ainda, é sempre importante realizar a troca entre pares. Converse sobre a sua prática com os outros professores, com os assistentes e até mesmo com os estudantes. “Fazer uma reflexão em conjunto com a turma para perceber como eles sentiram o ano também é muito bacana, assim como escutar os seus líderes, as coordenações e as direções. É uma avaliação 360 mesmo”, pontua.

Não deixe de celebrar

A realização de um balanço pedagógico não se sobrepõe à também necessária comemoração pela passagem de mais um ciclo. Sejam pequenas ou grandes conquistas, é importante celebrar os destaques do ano e que deverão ser levados para o ano seguinte. 

“Final de ano é sempre muito atribulado dentro da escola, e logo mais já começa o outro. Se a gente não fizer essas paradas para celebrações, acabamos perdendo a nossa energia, e entra num ciclo que o educador não muda de nível”, afirma Graziela. Ela ainda exemplifica: “Para um professor de quinto ano do Ensino Fundamental, no início do ano a sua turma tem determinadas capacidades, que vão se desenvolvendo e chegam no final daquele ciclo já mais maduros, com todo o conhecimento adquirido na série. No ano seguinte, porém, virão novos alunos na estaca zero daquela série, e isso pode ter uma sensação de repetição para o educador. Por isso, ao celebrar o final de um ciclo educativo, fica claro que não é ele que está se repetindo, mas que são novos estudantes, com novas oportunidades e que vão trilhar junto com ele uma nova jornada.”

Portanto, dar espaço para um balanço pedagógico anual é garantir um espaço de reflexão sobre as necessidades reais e as potencialidades daquela comunidade escolar, garantindo um processo educativo mais conectado com a realidade. “Todo esse balanço pode gerar um ano seguinte mais produtivo, mais reflexivo, mais leve, ainda mais se a gente entender o que não deu certo como um aprendizado, e não como uma perda”, finaliza.

Veja os principais temas abordados pelos nossos cursos em 2024!

Comentários


Escreva um comentário


Conteúdos Recentes

Inclusão digital na terceira idade: como a escola pode ap...

Professores podem incentivar a troca de conhecimentos entre estudantes e seus familiares, criando oportunidades de aprendizagem para todas as gerações.Quando estudantes ajudam pais, avós e outros familiares a utilizar tecnologias digitais, a aprendizagem pode ir além de ensinar a mexer no celular. Essa troca contribui para que pessoas idosas acessem serviços, reconheçam golpes, avaliem informações e interajam no ambiente digital com mais segurança.O desafio é relevante e atual: afinal, ter acesso à internet não significa necessariamente saber utilizá-la de maneira autônoma e crítica. Segundo dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgados em 2025, 40% das pessoas alfabetizadas em nível consolidado, ou proficientes, apresentaram desempenho médio ou baixo em tarefas digitais. Em uma atividade que simulava uma compra on-line, apenas 31% do grupo com melhor nível de alfabetismo conseguiu identificar uma fraude envolvendo Pix e agir corretamente.Os resultados mostram que o domínio da leitura e da escrita não garante, por si só, as habilidades necessárias para lidar com situações cotidianas na internet. Embora o levantamento tenha ouvido pessoas de 15 a 64 anos, sem incluir a população mais velha, os dados ajudam a dimensionar a importância da educação digital.Troca de conhecimentos entre geraçõesA escola pode contribuir para esse processo de aprendizagem, incentivando os estudantes a compartilhar o que sabem sobre o mundo digital com familiares mais velhos. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que crianças e adolescentes também têm muito a aprender com as histórias, as experiências e os conhecimentos dos idosos.Uma atividade pode envolver a criação de um álbum digital com fotografias antigas, a gravação de histórias de vida ou a produção de vídeos sobre as memórias da família. Os estudantes também podem entrevistar avós e outros familiares sobre brincadeiras, músicas, profissões e costumes de outras épocas.Assim, a tecnologia se torna um meio para registrar e compartilhar conhecimentos, enquanto a atividade fortalece vínculos e valoriza a contribuição de cada geração. Para que a troca seja efetiva, porém, é necessário respeitar o ritmo de aprendizagem de cada pessoa e permitir que ela experimente os recursos com autonomia.Inclusão digital na práticaEsse é um dos princípios que orientam o trabalho de Irene da Rocha, professora voluntária que oferece aulas de tecnologia para grupos de pessoas idosas na região do ABC paulista. Após realizar o curso Cidadania Digital da plataforma Escolas Conectadas – que aborda o uso consciente, seguro e responsável da internet –, ela desenvolveu uma série de encontros em que aborda diferentes recursos digitais, incluindo ferramentas de Inteligência Artificial, sempre procurando relacionar o aprendizado a situações do cotidiano.A experiência mostrou que, muitas vezes, a principal barreira não é a falta de interesse dos idosos neste tema, mas o medo de errar ou perder informações. Por isso, Irene aposta em atividades práticas, linguagem acessível e oportunidades para que cada participante experimente os recursos no próprio aparelho. “Não acredito em uma aula em que o professor faz tudo e o aluno apenas observa. Eles precisam experimentar, errar, perguntar e tentar novamente”, explica.A segurança digital também faz parte desse processo, com orientações para reconhecer mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de golpe. Afinal, a inclusão digital significa não apenas ter acesso às ferramentas, mas conseguir utilizá-las com confiança e responsabilidade.“Uma das maiores conquistas não é quando o aluno aprende uma ferramenta específica. É quando ele olha para o celular e pensa: ‘Eu consigo fazer isso sozinho’”, conta Irene.“Costumo dizer que a inclusão digital dos idosos é cidadania em sua forma mais plena. Não se trata apenas de aprender a mexer no celular: trata-se de obter condições para participar da sociedade em que vivemos”, finaliza.Quer trabalhar a cidadania digital com seus estudantes?Conheça o curso “Cidadania Digital” da plataforma Escolas Conectadas e explore possibilidades para promover o uso seguro e responsável das tecnologias em sala de aula.

0

Clube da Formação: Escolas Conectadas cria jornada de est...

O espaço virtual reunirá professores para estudar, interagir e avançar juntos ao longo de um curso.Clubes de leitura fazem parte da rotina de muitas escolas. Nesses espaços, ler um livro deixa de ser uma atividade individual e passa a ser também uma oportunidade de conversa, troca de interpretações e construção coletiva de sentidos. Cada participante chega com suas próprias referências e percepções, mas no encontro com os demais novas ideias podem surgir.Essa experiência de aprender em conjunto também pode fazer diferença na formação de professores. Ao realizar um curso junto com outros educadores, acompanhar o percurso dos colegas e compartilhar dúvidas e descobertas, o estudo pode ganhar outra dimensão: além de adquirir novos conhecimentos, o participante tem a oportunidade de refletir sobre o que aprendeu e pensar em como levar essas ideias para a sua prática.É essa proposta que está na origem do Clube da Formação, nova iniciativa do canal de WhatsApp da Escolas Conectadas. A ideia é transformar o espaço em um ponto de acompanhamento coletivo de uma formação disponível na plataforma, criando um percurso no qual os professores possam estudar, interagir e avançar juntos ao longo do curso.Durante a jornada, o canal contará com publicações semanais relacionadas aos módulos da formação. Elas poderão trazer apresentações dos temas estudados, resumos, perguntas para orientar a reflexão, lembretes para continuar o curso e materiais complementares, como leituras, vídeos e ferramentas. Também estão previstas atividades e desafios voltados à aplicação prática dos conteúdos.Para a primeira edição, prevista para estrear ainda em outubro, o mês dos Professores, será realizada coletivamente a formação “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, elaborada pela professora Débora Garofalo, reconhecida como a educadora mais influente do mundo por desenvolver um trabalho de robótica com sucata e usar as redes sociais para ampliar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.Estudar em redeA interação entre os participantes será outro componente do Clube. Enquetes, caixas de perguntas, discussões e levantamentos de dúvidas poderão ajudar a aproximar os cursistas e trazer para a jornada questões que aparecem durante os estudos.Com isso, a proposta é acompanhar o professor desde o início até a conclusão da formação. Em vez de encontrar apenas um curso disponível na plataforma, o educador passa a contar com uma estrutura que organiza o percurso, estimula a continuidade dos estudos e cria oportunidades de troca com outros profissionais.Em sua estreia, o Clube da Formação deverá durar cerca de dois meses, com uma publicação por semana, em um calendário adaptado à estrutura de cada formação. Inclusive, ao concluir o curso, os participantes do Clube também receberão o Baralho Gerador de Ideias, um material especial que traz diversas possibilidades para colocar a BNCC Computação em prática em sala de aula.A escolha das próximas formações também contará com a participação dos professores. A partir da segunda edição, uma enquete no canal vai ajudar a definir qual curso a comunidade gostaria de realizar coletivamente no próximo Clube da Formação.A proposta, portanto, é levar para a formação continuada um princípio já conhecido em outros espaços educativos: estudar pode ser uma experiência mais rica quando há espaço para acompanhar, perguntar, trocar e aprender com outras pessoas. No Clube da Formação, essa experiência passa a acontecer também pelo WhatsApp da Escolas Conectadas!

0

Competências digitais também podem contribuir na preparaç...

Habilidades mobilizadas pelo exame podem ser desenvolvidas em experiências de aprendizagem que vão muito além do treinamento para a prova.Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma busca na internet ou uma ferramenta de Inteligência Artificial traz uma resposta para praticamente qualquer pergunta. Para a escola, porém, o desafio não é apenas ensinar os estudantes a encontrar informações, mas ajudá-los a compreender, questionar, comparar e transformar aquilo que encontram em conhecimento – capacidades que também fazem parte da preparação para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).É nessa perspectiva que José Manuel Moran, professor e pesquisador na área de educação e tecnologia, entende o papel das ferramentas digitais no processo de aprendizagem. Para ele, o potencial da tecnologia depende principalmente da maneira como ela é utilizada. Uma mesma ferramenta pode servir para copiar uma resposta ou para investigar um assunto, comparar informações e aprofundar uma questão.“Se você é uma pessoa inquieta, não se contenta com a primeira pergunta. Você vai lá, conversa e até ‘viaja’ com a IA. Quem não faz isso fica só buscando receita, resposta pronta”, afirma Moran. Essa ideia ajuda a pensar em uma questão importante para a educação na cultura digital: mais do que ensinar a usar ferramentas, é preciso desenvolver a capacidade de fazer boas perguntas, avaliar respostas e tomar decisões sobre o que fazer com a informação. São experiências que contribuem para desenvolver aprendizagens importantes e que também dialogam com capacidades mobilizadas pelo ENEM.O que as competências digitais têm a ver com o ENEM?Quando se fala em preparação para o ENEM, é comum pensar em revisão de conteúdos, listas de exercícios e simulados. Mas o exame também exige que o estudante interprete textos, analise informações, enfrente situações-problema e construa argumentos.Moran reconhece esse aspecto e, segundo ele, isso abre uma possibilidade interessante para o trabalho docente: essas capacidades não precisam ser desenvolvidas apenas em atividades explicitamente preparatórias para a prova.Quando o professor propõe situações em que os estudantes precisam investigar, selecionar informações, interpretar dados, explicar seu raciocínio, defender uma ideia ou buscar diferentes caminhos para resolver um problema, também está desenvolvendo competências importantes para o ENEM e para diferentes situações da vida, dentro e fora da escola.O mesmo vale para a produção textual. Em vez de trabalhar apenas modelos prontos de redação, por exemplo, o professor pode criar situações em que os estudantes pesquisem sobre um tema, confrontem diferentes perspectivas, selecionem evidências, organizem argumentos e formulem suas próprias conclusões.É nesse sentido que as competências digitais podem contribuir para a preparação dos estudantes. A tecnologia amplia as possibilidades de pesquisa, análise, colaboração e produção, mas o objetivo continua sendo desenvolver a capacidade do aluno de pensar e agir sobre o conhecimento.Da BNCC à prática: desenvolvendo competências no cotidianoEssa perspectiva se aproxima do desenvolvimento de competências previsto para a Educação Básica. Na cultura digital, pesquisar, analisar informações, comunicar ideias, resolver problemas e fazer escolhas também significa aprender a lidar de maneira crítica com recursos e conteúdos digitais.Na prática, uma aula pode explorar uma ferramenta de IA para gerar diferentes respostas a uma mesma pergunta e convidar os estudantes a verificar quais informações são confiáveis. Um projeto pode propor a análise de dados sobre um problema da comunidade. Uma atividade de Língua Portuguesa pode comparar como um mesmo acontecimento é apresentado em diferentes fontes. Em Ciências Humanas, materiais diversos podem servir de base para que a turma identifique perspectivas, argumentos e evidências antes de construir uma posição.Em propostas assim, o estudante deixa de ser apenas receptor de informação e passa a investigar, analisar, fazer escolhas e construir respostas. Esse tipo de experiência fortalece habilidades importantes para o ENEM sem que a aula precise reproduzir o formato da prova.Tecnologia com intencionalidade: novas escolhas para o professorAmpliar as possibilidades de aprendizagem também traz novos desafios para o educador. Quanto maior o número de ferramentas e recursos disponíveis, mais importante se torna saber escolher o que realmente faz sentido para cada objetivo e para cada turma.Moran lembra que a chegada da internet – e mais recentemente da IA – ampliou o repertório disponível ao professor, mas também tornou mais complexas suas escolhas. “Você vai sofisticando, vai ampliando possibilidades, mas também tem que fazer escolhas. Não dá para usar tudo de qualquer jeito.”Por isso, competência digital docente não significa dominar todas as plataformas existentes. Significa desenvolver critérios para decidir quando uma tecnologia pode contribuir para a aprendizagem e como utilizá-la de acordo com o contexto dos estudantes.Moran dá o exemplo da IA no planejamento de aulas. Uma ferramenta pode produzir uma proposta inicial, mas cabe ao professor analisá-la, adaptá-la e considerar as características de sua turma, da escola e da realidade em que trabalha.Acolher e desafiarPara o pesquisador, o uso significativo das tecnologias não pode ser separado da relação do professor com os estudantes. Ele destaca a importância de combinar acolhimento – conhecer o aluno, demonstrar interesse e criar condições para que ele se envolva com a aprendizagem – com o desafio de fazê-lo avançar, investigar e ir além do que já sabe. “O bom professor acolhe de um lado e desafia de outro”, resume.Essa combinação também pode orientar o uso de recursos digitais. Uma atividade não se torna significativa apenas por envolver uma tecnologia. Ela ganha sentido quando coloca o estudante diante de uma pergunta, um problema ou uma situação que exija investigação, colaboração, análise e tomada de decisão.Assim, além de contribuir para o desenvolvimento de competências importantes para o ENEM, essas experiências podem favorecer um estudante mais ativo diante do próprio aprendizado.Preparar para o ENEM sem limitar a aprendizagemA relação entre competências digitais e preparação para o ENEM, portanto, não precisa passar pela reprodução do formato da prova em sala de aula.O próprio Moran faz uma ressalva sobre esse modelo de preparação. Para ele, quando o treinamento ocupa espaço demais, existe o risco de a escola ensinar os estudantes a seguir receitas para alcançar o resultado esperado. Como exemplo, ele cita a forma como a redação pode acabar sendo trabalhada a partir de estruturas muito previsíveis. Ao mesmo tempo, reforça que uma escola pode preparar bem seus estudantes para o exame sem fazer com que todo o Ensino Médio gire em torno dele.A questão, então, não é escolher entre preparar para o ENEM e desenvolver aprendizagens mais amplas: é entender que o trabalho cotidiano com competências pode contribuir para os dois objetivos. Esse tipo de experiência ajuda a formar estudantes capazes de lidar de maneira mais crítica, criativa e autônoma com o conhecimento. E, como consequência, também pode fortalecê-los diante dos desafios que encontrarão no ENEM.Ensinar na cultura digitalPara apoiar esse trabalho, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas para educadores sobre diferentes dimensões do uso pedagógico das tecnologias.Entre as possibilidades estão os cursos de Competências Digitais, voltados a diferentes áreas do conhecimento e etapas da Educação Básica, além de formações sobre Letramento em IA, Cidadania Digital, Programação e Pensamento Computacional e Intencionalidade Pedagógica.Os cursos podem ajudar o professor a ampliar seu repertório e refletir sobre questões que aparecem na prática: que aprendizagem se pretende desenvolver? Qual recurso faz sentido para esse objetivo? Como adaptar uma proposta à realidade da turma? Como estimular que os próprios estudantes desenvolvam uma postura mais crítica e participativa diante das tecnologias?

457

Outubro: confira datas importantes para trabalhar em sala...

As datas comemorativas apoiam os educadores a organizarem atividades pedagógicas que engajem os estudantesAtualizado em 25/09/2026Outubro promete ser um mês agitado em todas as escolas brasileiras: além do Dia das Crianças e Dia dos Professores, há várias outras efemérides que podem ser trabalhadas dentro da sala de aula.Confira a seguir uma lista com as principais datas comemorativas de outubro e já comece a planejar as suas atividades pedagógicas. Compartilhe essas ideias com seus colegas e apoie outros educadores a se prepararem ainda melhor para o próximo mês!Dia da Natureza (04/10)Refletir sobre as ações humanas em relação ao meio ambiente. Essa é a principal meta do Dia da Natureza. Afinal, é a natureza que nos dá água, alimentos, matéria-prima para construir nossas casas e fabricar nossas roupas, além de garantir nosso desenvolvimento econômico e social. No entanto, mesmo sendo fundamental para a nossa sobrevivência, os recursos naturais estão extremamente ameaçados. Nesse cenário, é dever da escola sensibilizar os estudantes para os desafios da preservação da natureza, estimulando-os a serem defensores ativos do meio ambiente. Atividades que envolvam limpeza de áreas verdes, plantação de mudas e hortas escolares, visita às áreas de conservação, reciclagem, economia circular e sustentabilidade podem ser o ponto de partida para estimular mudanças de comportamento. Caso queira aprofundar ainda mais seus conhecimentos no tema, os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” darão novas ideias para trabalhar questões ambientais dentro de sala de aula.Dia das Crianças (12/10)Desde 1924 – ou seja, há mais de 100 anos –, as crianças de todo o Brasil têm um dia para chamar de seu. Para além de celebrar as infâncias, a data também serve para reforçar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê os direitos dessa faixa etária. Assim como a sociedade, a escola deve prezar pelos cuidados, respeito, bem-estar e direitos das crianças. São inúmeras possibilidades de ações e atividades para marcar o dia. Pode ser organizada uma sessão de cinema com os filmes preferidos da criançada; uma gincana lúdica e educativa; um piquenique em uma área aberta; uma feira de troca de brinquedos; uma roda de jogos de tabuleiro. Deixá-las brincar livremente também é sempre uma boa opção.Aos educadores que queiram elevar o patamar, há diversos cursos gratuitos para que professores conheçam estratégias e caminhos para aplicar metodologias ativas na educação básica, assim como incentivar o protagonismo dos estudantes. É o caso da formação Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação.Aliás, recentemente entrou em vigor no Brasil o ECA Digital, que atualiza o estatuto para responder aos desafios de viver em uma sociedade hiperconectada. Para apoiar educadores nesse cenário, a formação gratuita “Cidadania Digital”, da plataforma Escolas Conectadas, foi atualizada e passa a contar com um novo conteúdo dedicado à legislação, seus impactos para a educação e as possibilidades de trabalho em sala de aula.Dia do Professor (15/10)E se há um dia para homenagear as crianças, claro que há também uma data para celebrar aqueles que educam: os professores e professoras. Segundo o Censo Escolar 2025, o país conta com nada menos do que 2,4 milhões de professores atuando na educação básica. Para comemorar a existência e o trabalho árduo de todos os profissionais da educação, não há nada melhor do que reconhecer e valorizar sua importância. As escolas podem organizar espaços de homenagem e celebração dos educadores que envolvam estudantes, famílias e toda a comunidade. É sempre importante enfatizar que, mais que apenas em uma data, os educadores devem ser respeitados e valorizados durante o ano inteiro. A plataforma Escolas Conectadas aposta na formação continuada docente como forma não só de apoiar o trabalho de professores em todo o país, mas também de melhorar a educação brasileira como um todo. Para isso, disponibiliza cursos 100% gratuitos, on-line, autoformativos e com emissão de certificados.Dia da Ciência e Tecnologia (16/10)Festejar as grandes descobertas e invenções tecnológicas, mas também incentivar que a pesquisa científica não pare de avançar: esse é o objetivo do Dia da Ciência e Tecnologia.Para despertar o lado investigativo dos estudantes, os educadores podem utilizar estratégias que estimulem o interesse pela ciência e tecnologia, mostrando sua presença no dia a dia. Excursões a museus científicos, construção de maquetes e feiras de ciências são ótimas opções para estimulá-los a intervir cientificamente na sociedade.O curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” busca apoiar nessa jornada científica, por meio de aliados como metodologias ativas, tecnologias digitais e abordagem STEAM (união das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).Dia do Saci e Halloween (31/10)Doces ou travessuras? Dia do Saci ou Halloween? Os dois! Ambas as comemorações acontecem no dia 31 de outubro. A tradição do Halloween tem origem na cultura celta, da Irlanda. Mas foi espalhada para todo o mundo pelos Estados Unidos, que popularizaram a festa marcada pela decoração sombria e pelas fantasias. E os estudantes adoram! Aqui no Brasil, o Halloween vem ganhando força nos últimos anos. Porém, com o objetivo de remeter a data às tradições da cultura brasileira, em 2003 foi instituído o Dia do Saci, também como forma de que as escolas adotem a data para celebrar as figuras do folclore nacional.Tanto o Dia do Saci quanto o Halloween são celebrações que podem ser usadas para trabalhar atividades como jogos e brincadeiras em sala de aula – tanto desplugadas quanto plugadas. Para potencializar o aprendizado da sua turma com o uso estratégico da tecnologia, sugerimos a você, educador, a formação Olá, mundo! Lógica de programação e autoria e a série de cursos Competências Digitais nas áreas do conhecimento da BNCC.Você perbeceu que estamos de cara nova? Em agosto, a identidade visual da comunicação da plataforma Escolas Conectadas foi atualizada. Para celebrar este momento, reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.

0