Dia Mundial da Educação: contexto, dados e desafios da educação no Brasil

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O Dia Mundial da Educação foi instaurado no ano 2000 durante o Fórum Mundial de Educação no Senegal em um acordo que envolveu 164 países para simbolizar o compromisso das nações com o desenvolvimento educacional até o ano de 2030. Diante disso, há 20 anos essa data é lembrada para reforçar esse compromisso e ressaltar o quanto a educação é fundamental na nossa sociedade. Hoje podemos recordar uma série de memórias dos tempos de escola, dos colegas e dos professores que tivemos, mas não podemos deixar de reconhecer o quanto essa etapa em nossas vidas foi essencial no nosso desenvolvimento e também no acesso a oportunidades. 

A educação é uma parte importante para o desenvolvimento do nosso país, mas assim como diversos setores, requer melhorias para que se torne mais inclusiva e de melhor qualidade. Afinal, esses são pontos centrais da agenda global de desenvolvimento sustentável da ONU até o ano de 2030 - um acordo assinado por representantes de diferentes nações ao redor do mundo, incluindo o Brasil - que incorporou a ODS4 como uma prioridade. Para cumprir suas metas, o governo brasileiro conta com o Plano de Educação Nacional que, na sua última versão, determinava diretrizes, metas e estratégias para a política educacional a partir de 2014 até o ano de 2024.

Um estudo realizado em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), concluiu que o cumprimento do PNE garantiria que 70% das metas fossem atendidas até 2024, seis anos antes do previsto pela ONU. Embora as perspectivas do estudo sejam positivas, sabemos que o Brasil possui muitos desafios pela frente. Dados do Observatório do PNE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontam alguns deles. No levantamento, 29% dos jovens e adultos brasileiros têm analfabetismo funcional e ¼ dos jovens não haviam concluído o ensino fundamental na idade prevista. No aspecto de infraestrutura, a pesquisa reforça o quanto as escolas necessitam de melhorias, pois mais da metade das escolas de ensino fundamental no Brasil não possuem laboratório de informática ainda. Além disso, os indicadores se agravam ao considerar a população negra, moradores rurais e habitantes das regiões norte e nordeste do país.

Portanto, melhorar o cenário da educação requer uma série de ações, como: melhorar ainda mais o currículo escolar, investir em infraestrutura, possibilitar formações para toda a rede escolar e aumentar o financiamento da Educação Básica. Você pode saber mais sobre o assunto acessando a matéria completa no link a seguir: Os desafios do Brasil para alcançar uma educação inclusiva e de qualidade.

Em paralelo a esses desafios, o ensino a distância cresceu no Brasil. Ao longo dos anos, surgiram algumas mudanças de perfil dos brasileiros, assim como mudanças na legislação, na economia e no uso de tecnologias, que foram peças-chave para esse crescimento. Pesquisas realizadas nos últimos anos reforçam esse avanço, o relatório do Censo da Educação Superior, publicado em 2018, por exemplo, apontou que o número de cursos EAD cresceu 50% em relação ao ano anterior e os dados da pesquisa TIC Domicílios, lançada em agosto de 2019, apontaram que 70% da população do país faz o uso da internet. Desta forma, como a internet vem fazendo parte da vida dos brasileiros cada vez mais e os cursos EAD aumentando com o passar dos anos, o ensino à distância passa a ser uma opção de aprendizagem viável, flexível, dinâmica e mais acessível financeiramente. 

Porém, apesar desses benefícios, uma instituição adepta a essa modalidade necessita cumprir uma série de pré-requisitos previstos pelo Ministério da Educação. As aulas de educação à distância podem ser feitas a partir de duas categorias principais: síncronas (quando professor e estudante fazem atividades simultaneamente) e assíncronas (quando emissor e receptor não precisam estar conectados ao mesmo tempo). Um ponto fundamental nesse processo é o planejamento. Para o aprendizado ser melhor, especialistas sugerem que ocorra uma diversificação de estratégias e listam três elementos que ajudam a estruturar o plano pedagógico à distância, que são:

1. Recursos de apoio: após uma boa curadoria, o professor oferecerá livros, textos, vídeos, jogos, filmes e outras ferramentas de apoio ao aluno;

2. Atividades: aquilo que o professor pede que o aluno faça a partir do recurso de apoio.

3. Ação do professor. É o como o educador vai estruturar e propor tudo isso e de que maneira ele vai colher o retorno da atividade proposta.

Para conferir a matéria completa, com detalhes sobre planejamento e dicas de plataformas online que auxiliam no processo de aprendizagem clique aqui. 

 O modelo de ensino EAD conta com uma soma de recursos de vídeo, áudio, trechos de leitura, fóruns de debate e exercícios para que o assunto seja trabalhado de forma interdisciplinar e, assim como o ensino presencial, o ensino à distância tem como seu maior desafio: melhorar os índices de aprendizagem e tornar o aprendizado mais significativo. Em tempos de distanciamento social, instituições de ensino básico e superior tiveram que se reorganizarem para cumprirem suas agendas e darem continuidade nas aulas. E para aquelas que já adotavam o EAD, o processo de adaptação foi menos difícil e permitiu que mais pessoas conhecessem a modalidade.

Essa matéria foi desenvolvida para enfatizar a importância dessa data a partir da série de reportagens especiais sobre educação compartilhados pela Fundação Telefônica Vivo, nas quais abordam como os recursos tecnológicos e a formação de educadores podem contribuir para elevar os índices educacionais no país e o desenvolvimento de crianças e jovens. Por fim, gostaríamos de finalizar esse texto agradecendo e parabenizando a todos os  educadores brasileiros pelo respeitável papel que cumprem ao dedicarem o seu trabalho à transformação de vidas. Parabéns educador(a)! 

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