Parceria pela inclusão

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Leliane Duarte tem 15 anos de experiência como professora. Há 4 anos, ela também é mãe e professora de Leandro, seu filho, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e estuda na Escola Céu Azul, onde Leliane trabalha em Piúma, no Espírito Santo. 

“O Leandro se jogava contra tudo, contra as paredes, os móveis, e isso se tornou uma preocupação. Buscamos ajuda de especialistas e eu comecei a pesquisar, não só como mãe, mas como também professora”.

A professora de Educação Infantil conta que  a escola não tem as condições físicas necessárias para o atendimento de alunos com necessidades especiais. Mas ela percebe o esforço dos funcionários e demais professores para acolher os estudantes. Na maioria dos casos, são propostas atividades das quais todos os alunos possam participar, acolhendo suas dificuldades e características próprias.

Na sala de aula dela, conta com a ajuda de Leila Simões, que é assistente pedagógica. As duas desenvolveram uma boa parceria de trabalho, que as levou até a plataforma Escolas Conectadas. 

“A assistente dele em sala de aula é uma pessoa maravilhosa. Ela falou: “olha, tem um curso da Fundação Telefônica Vivo sobre inclusão, vamos fazer? Nossas vidas estão corridas, mas vamos tentar né?” Começamos a dialogar a respeito do curso, das atividades, a gente trocou muita figurinha na escola” — relembra.

Para Leliane, a parceria dentro e fora da escola foi um diferencial para que ela mantivesse a frequência e as atividades do curso em dia. A partir do curso Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, Leliane e Leila trouxeram atividades que viram na formação para a sala de aula.

“O curso teve grande relevância para mim, nos proporcionou um olhar mais criterioso para nossos alunos que necessitam de auxílio especializado e diferenciado” — avalia.

Desenvolveram  uma atividade em sala de aula que consegue reunir todos os alunos,  para que nenhuma criança se isolasse ou trabalhasse em separado. A dupla de Leliane e Leila relata uma dinâmica inspirada no conteúdo do curso. 

Em pares, os alunos fizeram um jogo de cores e brincadeiras. Cada objeto tinha uma cor diferente e, ao passo de uma música que elas escolheram, as crianças deveriam parar e tocar em objetos e figuras com as cores pedidas pelas professoras.

“Perguntávamos palavras, músicas, colocamos figuras. Ela pegou um jogo do curso e adaptou junto a outro de sons que aprendeu na faculdade, foi bem bacana que todos participaram. Não aplicamos a atividade por conta das crianças serem especiais. Aplicamos para que Todas as crianças sejam incluídas — relata.

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