Dia da Mulher: inspire-se com essa e outras datas comemorativas de março

28/02/23

Atualize o seu calendário e prepare-se para levar um conteúdo atrativo para a sua turma

*Conteúdo atualizado em 26/02/2025

Se o ano só começa depois do Carnaval, a plataforma Escolas Conectadas traz os temas e as formações certas para você, educador, se preparar para oferecer aulas completas e atualizadas aos seus estudantes. 

Clique aqui e veja sugestões de atividades relacionadas ao Carnaval.

Março será um mês intenso e cheio de oportunidades. Aqui estão datas importantes para serem trabalhadas ao longo desse período. Confira! 

Dia Internacional da Mulher (08/03)

Mais do que uma celebração, nesta data é importante trazer para o debate todos os eventos históricos que levaram à conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.

A conquista de direitos civis, como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho e o uso de métodos contraceptivos são temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo áreas do conhecimento que vão de Biologia à História. 

Para inspirar você ainda mais, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. Realizada pela Plan International Brasil, a iniciativa apoia o empoderamento das meninas para a prevenção das violências baseadas em gênero, desenvolvendo suas habilidades para a vida, seus conhecimentos sobre seus direitos e incentivando sua participação cidadã. Atualmente, ocorre em escolas públicas de estados como Maranhão, Piauí e Bahia, focando nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Educadora social do núcleo baiano do projeto, Even Silva aponta que um dos principais ganhos de quem participa é reconhecer com mais clareza quais são as violências de gênero às quais estão submetidas – e muitas vezes ainda passam despercebidas para as jovens.  

“A escola também tem seu papel diante da violência de gênero, e devem ser aliadas para que os ciclos de violência com as meninas sejam rompidos, contribuindo para que tenham consciência e as ferramentas necessárias para agir e modificar as suas histórias e de quem as cerca”, acredita Even.

Atualmente, um dos pilares do projeto está em fortalecer a dignidade menstrual das adolescentes. Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.

“Falar de menstruação com meninas é algo que cutuca muita gente”, observa a educadora. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual.”

Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even conclama: “Professores, os adolescentes precisam ser ouvidos! Quanto mais, melhor. E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e os meninos. É uma troca muito bacana e importante.”

Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo (10/03)

Você sabia que, a cada sete crianças brasileiras, uma está com excesso de peso ou obesidade? Isso significa que 14,2% das crianças com menos de cinco anos de idade têm excesso de peso ou obesidade no Brasil, segundo dados de 2023 do Ministério da Saúde. A média global é de 5,6%, menos da metade da média do país.

Já entre os adolescentes, a taxa é ainda mais alta: 33%, ou seja, um terço dos adolescentes brasileiros tem excesso de peso, ante a média mundial de 18,2%. 

Um dos diversos fatores que contribuem para essa estatística é o sedentarismo. E nada melhor do que combater essa condição do que a ação, não é mesmo? Que tal sair da rotina e transformar a sala de aula em um grande circuito de desafios físicos? Atividades como alongamentos ou até mesmo uma pausa ativa entre os conteúdos podem estimular hábitos mais saudáveis. Inclusive, você pode organizar um desafio de passos, incentivando os alunos a registrarem quantos passos dão por dia e traçando metas progressivas. O curso gratuito “Metodologias  Ativas: Aprendizes Protagonistas” é seu aliado nesse processo!

Dia da Escola (15/03)

O principal espaço no qual a educação acontece merece um dia para chamar de seu! Tal como conhecemos hoje, com educadores apoiando o desenvolvimento de crianças e adolescentes, as escolas existem desde o século 12. Hoje, o ambiente escolar promove não apenas a educação, como também o desenvolvimento social e psicológico, entre outros.

Vamos fazer com que esse dia seja sobre pertencimento! Que tal pedir aos alunos que escrevam cartas para a escola, contando o que mais gostam nela e o que gostariam de mudar? Você também pode organizar um mural interativo na sala de aula, no qual os estudantes possam escrever mensagens de gratidão à escola e à comunidade escolar.

E, caso você entenda que a escola deve ser um espaço de inclusão, sem restrições para qualquer pessoa, o curso gratuito “Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade” é perfeito pra você!

Dia Internacional contra a Discriminação Racial (21/03)

A sala de aula deve ser um ambiente seguro e propício para trazer questões que repercutem para além da escola. É o caso da pauta racial, seja quando está relacionada à representatividade quanto em casos de racismo e discriminação.

Você conhece o Jogo da Lei 10.639? Trata-se de um jogo de tabuleiro que apoia os educadores a refletir sobre suas práticas e criar projetos de educação antirracista em sua escola. Criado pela professora Valdeny Lopes em parceria com o Porvir, o jogo está disponível de graça aqui.

No curso gratuito “Introdução à Educação Antirracista” você é convidado para uma jornada pela educação que combate os preconceitos e constrói a diversidade. Dessa forma, você poderá participar da construção de uma escola que seja reflexo de uma sociedade mais igual e justa.

Dia Mundial da Água (22/03)

A água é o recurso natural mais importante que existe. Sem ela, não haveria nenhum tipo de vida no planeta. Essa é uma ótima oportunidade para discutir o cuidado e a preservação das fontes de água, que atualmente estão ameaçadas em todo o mundo.

Para se ter uma ideia, cerca de 1,4 milhão de estudantes de escolas públicas brasileiras não contam com fornecimento de água tratada, própria para o consumo. Para que essa realidade seja transformada, os educadores precisam se envolver nesta causa! Para conscientizar de um jeito divertido a sua turma, proponha um desafio: peça para eles calcularem a quantidade de água que gastam em um dia normal – e a partir disso, que reflitam sobre quais são as maneiras de economizar. Outra possibilidade é simular uma crise hídrica e pedir para que desenvolvam estratégias de racionamento e reutilização da água.

Um ótimo aliado para traçar essas estratégias é o curso gratuito “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão”, que ajuda a trabalhar de forma criativa e envolvente a educação em dados, ensinando seus alunos as habilidades de ler, analisar, interpretar e comunicar dados de forma contextual.

Dia do Grafite (27/03)

Originado nos anos 1970, em Nova York, o Grafite é uma manifestação artística urbana que costuma transmitir mensagens carregadas de críticas sociais. A data homenageia um dos principais precursores da arte urbana no Brasil, o artista plástico etíope-brasileiro Alex Vallauri, que faleceu em 27 de março de 1987. Durante sua trajetória, Alex espalhou seus grafites pelos muros de metrópoles como São Paulo e Nova York, entre outras.

Hoje, o Brasil é uma referência mundial no tema. Portanto, você pode explorar essa linguagem artística contemporânea com sua turma, pedindo para que estudem o trabalho de grandes grafiteiros. Aliás, um workshop de arte de rua com um artista do seu bairro também pode ser uma experiência inesquecível!

Para incentivar que seus estudantes pesquisem, descubram e reflitam sobre os resultados desse processo, sugerimos o curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir”.

Já sabe como vai trazer cada um desses temas em seus planos de aula? Comente e compartilhe conosco!

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Complemento à BNCC terá implementação obrigatória em 2026A BNCC Computação é um complemento à Base Nacional Comum Curricular que estabelece diretrizes e objetivos de aprendizagem relacionados à computação. Organizada em três eixos (Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital), o documento será implementado pelos currículos brasileiros a partir de 2026.Mas além de cumprir um requisito curricular, engajar-se nesse processo representa uma oportunidade pedagógica transformadora aos educadores do país. Por isso, listamos a seguir seis motivos para os professores investirem nessa implementação com propósito.1. Desenvolver uma compreensão profunda sobre o papel da computação na educaçãoImplementar a BNCC Computação não é apenas “ensinar programação”: trata-se de apoiar os estudantes a investigar, criar, comunicar e resolver problemas com a tecnologia, desenvolvendo competências que perpassam todas as áreas do conhecimento.Ivan Siqueira, relator do complemento, destacou durante o webinário “BNCC Computação: como colocar em prática na sua sala de aula” a importância da formação docente – seja a inicial, a continuada ou até mesmo os cursos livres – oferecerem uma compreensão mais clara sobre o campo de conhecimento da computação. “ Isso permite que os professores percebam que não se tratam de conteúdos isolados, mas sim de um novo olhar sobre a aprendizagem e a resolução de problemas”, afirma.2. Ampliar o repertório pedagógico com atividades plugadas e desplugadasA computação, como propõe a BNCC, pode ser trabalhada tanto com dispositivos tecnológicos quanto sem eles, por meio de atividades desplugadas que exploram lógica, padrões e algoritmos, sem a necessidade de usar computadores. Durante o mesmo webinário, a professora Audaci Maria ressaltou que a computação é “uma linguagem de conhecimento” e pode ser integrada de forma criativa mesmo com recursos simples, desde que os professores compreendam seus conceitos e objetivos. 3. Fortalecer o pensamento computacional como habilidade centralO pensamento computacional não é restrito à tecnologia: é uma forma de organizar e resolver problemas, identificar padrões e criar estratégias. Ou seja, trata-se de uma habilidade valiosa em qualquer disciplina e contexto.Esse eixo estimula os estudantes a pensarem de maneira lógica e estruturada, conectando situações do dia a dia ao universo digital, como exemplificado no webinário, com atividades cotidianas que já exigem esse tipo de raciocínio. “Uma boa maneira de exercer o pensamento computacional na rotina é pensar na lista de compras para a feira”, aponta Audaci. “Ou, em uma formação docente, peça para cada professor contar o seu passo a passo para fazer uma xícara de café”. Segundo ela, nesses simples exercícios serão trabalhados os quatro pilares do pensamento computacional: decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmo.4. Promover uma cultura digital crítica e responsável entre os estudantesA BNCC Computação inclui também a cultura digital, que envolve ética, cidadania digital, segurança e uso consciente das tecnologias, elementos essenciais para preparar estudantes como usuários que não apenas consomem passivamente, mas também refletem sobre a tecnologia.Ao engajar-se nesse processo, o professor contribui para que seus alunos compreendam as implicações sociais, éticas e políticas da tecnologia no mundo atual, indo além da simples aptidão técnica.5. Gerar maior engajamento e inovação pedagógica em toda a comunidade escolarImplementar a computação de maneira significativa envolve troca entre professores, colaboração entre áreas e uso de estratégias interdisciplinares.Esse engajamento cria um ambiente de aprendizagem mais dinâmico, estimula a inovação didática e fortalece a coletividade profissional, fatores que enriquecem o cotidiano escolar como um todo.6. Transformar obrigatoriedade em protagonismo profissionalEmbora a BNCC Computação seja obrigatória a partir de 2026, sua implementação não precisa ser vista apenas como uma exigência burocrática.Afinal, ao se engajar ativamente com o documento e suas possibilidades, o professor se torna protagonista da própria prática, influenciando positivamente a formação dos estudantes e contribuindo para que a computação deixe de ser um campo periférico e passe a integrar o currículo com propósito pedagógico, significado e ligação com a vida real.Série de cursos Computação na EducaçãoPara apoiar os professores a se aprofundarem nesse tema, apresentamos a série de cursos Computação na Educação, uma jornada formativa completa, pensada para educadores que desejam integrar a computação em suas práticas pedagógicas de forma ética, criativa e alinhada à BNCC Computação.

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