Logo Profuturo Program

Quais são os caminhos para a recomposição de aprendizagem na educação pública brasileira?

16/06/23

Confira soluções apresentadas no Fórum Reconstrução da Educação, realizado com o apoio da Fundação Telefônica Vivo

 

Ao longo da história, a educação pública brasileira foi marcada pela necessidade de recomposição de aprendizagem – demanda que se tornou ainda mais visível durante a  retomada do ensino pós-pandemia. Ao ser analisado, esse cenário reflete a urgência do estabelecimento de uma cultura democrática nas escolas, do combate às desigualdades e do investimento na capacitação de professores. 

Mas quais são as soluções práticas para tornar tudo isso uma realidade? No evento Reconstrução da Educação, realizado pelo Estadão, com apoio da Fundação Telefônica Vivo, gestores públicos e especialistas no assunto se reuniram para discutir essas necessidades e apontaram caminhos para acolher alunos e resolver buracos na aprendizagem. Confira algumas soluções apresentadas.

Leia mais: Reconstrução da Educação: especialistas debatem sobre caminhos os possíveis para a educação pública de qualidade

 

Escola em tempo integral

Como forma de ampliar a oferta de educação da creche ao Ensino Médio em todo o Brasil, no dia 12 de maio, o Ministério da Educação lançou o programa Escola em Tempo Integral. A ideia é que, até 2026, pelo menos três milhões de matrículas de ensino integral sejam feitas no país, número que equivale ao dobro de matrículas integrais existentes hoje.

Mas para que isso aconteça de fato, especialistas levam em conta a adaptação não só dos estudantes, como também das famílias e dos professores. Esse processo deve ser levado para o debate público com base no Plano Nacional de Educação (PNE) e envolver iniciativas de órgãos públicos e entidades do terceiro setor.

Como exemplo prático de sucesso na implementação do ensino integral, foi citado no evento o município de Sobral (CE). A partir da gestão escolar, formação continuada de professores e monitoramento de aprendizagem dos estudantes, a cidade implementou a modalidade de forma pioneira no Brasil. 

Leia mais: Como as escolas de tempo integral utilizam tecnologia e recursos digitais?

 

Redução de desigualdades sociais 

Os diferentes níveis de absorção de conhecimento passam, necessariamente, pelos diferentes perfis socioeconômicos e raciais dos alunos, segundo Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica, uma das autoridades presentes no evento. Ela afirma que “as deficiências educacionais do Brasil atingem mais estudantes de menor renda e de pele preta.”

A pandemia e o Ensino Remoto intensificaram ainda mais as diferenças sociais com impacto na aprendizagem. A dificuldade enfrentada por alunos e professores aparece já nos anos iniciais de formação. Esse quadro remonta à importância do acompanhamento no ensino básico para que os alunos possam avançar para etapas mais complexas. 

Isso é possível por meio de projetos de tutoria e aulas de reforço, segundo Tiago Bartholo, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio (UFRJ), que participou das discussões no Fórum.

 

Formação e capacitação de professores

Luiz Miguel Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), afirma durante o evento que, na formação acadêmica inicial de educadores, é preciso que a prática seja um elemento central da atuação. De acordo com ele, é cada vez mais comum que professores em formação desconheçam a realidade das salas de aula.

A função do professor na retomada pós-pandemia se ampliou, já que agora eles precisam auxiliar estudantes em diferentes estágios de formação e carentes de conhecimentos que já deveriam ter desenvolvido. Nesse sentido, é preciso que educadores se voltem às etapas mais básicas da alfabetização, como forma de complementar o trabalho feito por aqueles que lecionam disciplinas mais específicas.

Em contextos como esses, a formação continuada docente é um caminho para que professores estejam aptos a enfrentar os diferentes.

Leia mais: Qual é a importância da formação continuada para educadores?

 

Cultura democrática nas escolas

De acordo com Lucia Cristina Cortez de Barros Santos, diretora da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, de Manaus (AM), somente o trabalho conjunto entre quem, efetivamente, forma a escola é capaz de reconstruir a educação pública brasileira. Por isso, é importante promover uma cultura democrática entre professores, alunos, responsáveis e toda a comunidade escolar. “Humanizar a escola foi o que fizemos para transformar a educação”, reforça a professora, a partir de sua experiência.

Ações como essas, apresentadas durante o Fórum Reconstrução da Educação, são saídas para contextualizar a aprendizagem na realidade dos jovens, ligando-a a aspectos da sua vida.

Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, acredita que além da necessidade de recompor aprendizagens, os alunos precisam reaprender a conviver a partir do ambiente coletivo que é a escola. Ela afirma: “Precisamos de políticas públicas que não sejam pacotes prontos, mas que atinjam o chão da escola”.

 

Você pode assistir na íntegra o evento, que aconteceu no final de maio, no Museu do Ipiranga, em São Paulo. Acesse o canal do Youtube do Estadão.

 

3 cursos voltados à recomposição de aprendizagem

 

  • Avaliação para os anos finais do Ensino Fundamental: estratégias para recompor e desenvolver aprendizagens: com este curso, você, educador, vai entrar em contato com referências, estratégias e instrumentos de avaliação que podem auxiliar no desenvolvimento e avaliação de alunos. Dessa forma, as tradicionais provas poderão ser substituídas ou complementadas com estratégias como rubricas, portfólios, produções colaborativas, resolução de situações-problema e produções com o uso de recursos digitais.
  • Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático: Esta formação tem como objetivo ajudar os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental a compreenderem estratégias de priorização e usá-las em suas práticas pedagógicas. Dessa forma, é possível favorecer aprendizagens prioritárias a partir das definições da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
  • Evidências de aprendizagem: como identificar se o aluno está aprendendo? Com este curso, você irá entender como incluir as evidências de aprendizagem no planejamento pedagógico e também conhecer os passos para realizar a identificação e a coleta de evidências, de maneira a promover o avanço das turmas.

 

Comentários


Escreva um comentário


Conteúdos Recentes

Setembro: confira datas importantes para trabalhar em sal...

Ao planejar as atividades pedagógicas do mês, não deixe de levar em consideração as datas comemorativasAtualizado em 26/08/2026Já vai começar setembro! O mês apresenta datas comemorativas que podem ser trabalhadas de maneiras criativas em diversas disciplinas. Com temas atuais, que vão de sustentabilidade e defesa da democracia até a valorização da vida, surgem ricas oportunidades de debates com os estudantes. Na plataforma Escolas Conectadas, você, educador(a), encontra conteúdos e cursos gratuitos para apoiar o seu planejamento pedagógico. Confira a seguir!Dia da Amazônia (05/09)Logo no início do mês, o Dia da Amazônia celebra um dos maiores patrimônios naturais do planeta. Muitos superlativos são necessários para falar da maior floresta tropical do mundo: é a maior reserva natural da Terra, com sete milhões de quilômetros quadrados, é o maior bioma do Brasil e a maior bacia hidrográfica do mundo. O seu território também reúne nada menos que nove países. Além disso, a Amazônia abriga diversas comunidades indígenas e tradicionais e reúne inúmeras espécies animais e vegetais. Hoje, contudo, a floresta passa por um processo intenso de desmatamento que está deixando um impacto negativo em todo o planeta. Já pensou em usar a Amazônia como ponto de partida para projetos estudantis? Isso vale para a maioria das disciplinas, e uma boa fonte de ideias para os educadores são os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir”.Dia Mundial da Alfabetização (08/09)Uma das bases da educação é também um dos direitos humanos mais básicos: a alfabetização. Por isso, em 1967, a Organização das Nações Unidas escolheu a data para homenagear esse processo de aprendizagem. Já parou para pensar que, além de um marco para o desenvolvimento de qualquer pessoa, a alfabetização também é fundamental para o desenvolvimento social e econômico em todo o mundo? Para celebrar essa data, os educadores podem organizar concursos de poesia, atividades de leitura e propostas de produção de texto, buscando estimular processos linguísticos relacionados às práticas de letramento em diferentes anos da educação básica. Melhor ainda se forem realizadas de forma lúdica, para que os estudantes aprimorem suas habilidades com a linguagem e reflitam sobre as estruturas e usos sociais da língua.Aliás, que tal adicionar ao seu repertório algumas competências digitais que impulsionam o ensino da Língua Portuguesa? Aqui na plataforma, os professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, assim como dos Anos Finais e do Ensino Médio, encontram cursos gratuitos especialmente com essa finalidade.Dia Nacional de Prevenção ao Suicídio (10/09)Um tema urgente como esse não pode ficar de fora da escola. A cada ano, mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são aproximadamente 14 mil por ano. A maioria dos casos está relacionada a transtornos mentais, segundo especialistas, e é preciso alertar que esses problemas se manifestam cada vez mais cedo.Por isso, é importante que os profissionais da educação estejam preparados para levar esse tema para dentro de suas atividades pedagógicas. Ações que valorizem a vida dos estudantes devem estar no centro das discussões – não somente neste dia, mas durante todo o mês, período em que é realizada a campanha Setembro Amarelo. Atualmente, para falar de bem-estar com os estudantes, é imprescindível que o mundo digital seja abordado. Afinal, as redes sociais costumam ser um espaço de muita exposição e insegurança para adolescentes e jovens. Para se aprofundar no tema, o curso “Cidadania digital” incentiva o uso seguro, consciente e responsável da internet entre educadores e estudantes, abordando temas como violência e segurança digital, combate à intolerância e cyberbullying.Dia do Programador (13/09)As habilidades presentes na profissão de programador(a) fazem parte das principais competências para o futuro do mercado de trabalho. Nesse sentido, introduzir conceitos básicos de programação em sala de aula é uma forma de estimular o pensamento lógico e a resolução de problemas entre os estudantes. E, se a programação é o meio pelo qual a teoria da computação é aplicada para criar softwares e sistemas funcionais, por que não se aprofundar em computação com cursos 100% on-line e gratuitos? Diversas formações gratuitas da plataforma Escolas Conectadas mostram como ensinar computação deve ir muito além da programação: ela ensina a pensar com lógica, ética e criatividade, além de ajudar a fazer boas escolhas no mundo digital.Conheça todos os cursos e inscreva-se agora mesmo:BNCC Computação: Fundamentos e PráticasComputação na Educação: Relações Binárias na Prática EducacionalComputação na Educação: Fundamentos, Ética e Criatividade da IA GenerativaComputação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e CriativoDia Internacional da Democracia (15/09)Um sistema político democrático é o ponto de partida para o desenvolvimento de qualquer sociedade, baseada no respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. Em ano de eleições no Brasil, é importante que os educadores reforcem os principais pilares da democracia aos seus estudantes, apresentando também os conceitos de cidadania e representatividade. Já pensou na possibilidade de, periodicamente, realizar assembleias em sala de aula? São momentos de intensa vivência democrática e também uma ótima forma de exercer a cidadania.Aliás, você conhece a história do professor Hailisson Ferreira? Ele utilizou suas competências digitais para realizar uma eleição com a própria turma e incentivar discussões sobre democracia e representatividade. Leia aqui.E quando o assunto é democracia, é imprescindível falar também sobre combate ao racismo. Nesse sentido, recomendamos os cursos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”, que buscam facilitar e ampliar a incorporação da temática nas salas de aula e nos projetos pedagógicos.

0

Uma década de transformação digital na educação: por que ...

Reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.A plataforma Escolas Conectadas está de cara nova. A partir de agora, nossa comunicação ganha uma nova identidade visual, mais contemporânea, acolhedora e conectada aos ambientes digitais.A mudança acompanha um momento importante: em 2026, o ProFuturo, programa global de educação digital do qual a Escolas Conectadas faz parte, completa dez anos. Criado pela Fundação Telefônica Vivo e pela Fundação “la Caixa”, o programa atua em diferentes países para promover uma educação de qualidade por meio da tecnologia, com atenção especial à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades de aprendizagem.Fazer parte dessa iniciativa também significa acompanhar de perto as transformações que atravessam a educação digital no Brasil e no mundo. Ao longo dos últimos dez anos, vimos a tecnologia deixar de ser discutida apenas como infraestrutura e passar a ocupar um espaço cada vez mais amplo no debate educacional. Hoje, falamos também de Inteligência Artificial, competências digitais, educação midiática, cidadania digital, pensamento computacional, inclusão e acessibilidade.É nesse movimento que a Escolas Conectadas também se transforma. Assim como o ProFuturo, acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma educação mais inclusiva e para a redução das desigualdades quando utilizada com intencionalidade pedagógica. Mais do que incorporar novas ferramentas, trata-se de apoiar educadores para que possam fazer escolhas conscientes sobre como, quando e por que utilizar a tecnologia em suas práticas.Por isso, nossa nova identidade visual não é apenas uma mudança estética. Ela representa a evolução da própria conversa sobre tecnologia e educação, e o compromisso de continuar acompanhando essa transformação para apoiar os educadores brasileiros diante dos desafios do presente e do futuro.Para marcar o lançamento da nova identidade visual da plataforma Escolas Conectadas, preparamos um conteúdo especial sobre educação digital. A linha do tempo abaixo reúne marcos importantes da educação brasileira ao longo da última década: os temas que ganharam espaço nas escolas, os debates que se tornaram políticas educacionais e as novas questões que passaram a fazer parte da jornada de educadores em todo país. 1.webp 97.6 KB 2.webp 94 KB 3.webp 99.2 KB 4.png 97.6 KB Da inovação pedagógica às políticas públicasHá 10 anos, em 2016, um dos focos dos educadores estava em experimentar novas formas de ensinar. A cultura maker, as metodologias ativas e a aprendizagem baseada em projetos mostraram que a tecnologia poderia apoiar experiências mais criativas e participativas em sala de aula.Em 2017, a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deu um passo importante ao incluir a cultura digital entre as Competências Gerais da Educação Básica. Pela primeira vez, o uso das tecnologias deixou de ser visto apenas como apoio às aulas e passou a fazer parte das aprendizagens essenciais previstas para todos os estudantes.Ao mesmo tempo, cresceram discussões sobre equidade, representatividade e a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia, ampliando o olhar sobre quem faz parte da construção do futuro digital.Pandemia: transformação aceleradaEm 2020, a pandemia da Covid-19 colocou as tecnologias digitais no centro da educação. O ensino remoto exigiu respostas rápidas de professores, gestores e redes de ensino, evidenciando tanto o potencial quanto os desafios do uso das tecnologias.Nos anos seguintes, o debate evoluiu para o ensino híbrido e para a recomposição das aprendizagens. Mais do que combinar atividades presenciais e virtuais, tornou-se necessário repensar estratégias pedagógicas capazes de atender estudantes com diferentes trajetórias e necessidades.Esse período também evidenciou a importância da formação continuada dos educadores. Em um cenário de mudanças constantes, aprender a utilizar novas tecnologias com intencionalidade pedagógica passou a ser ainda mais necessário para a prática docente.Uma nova etapa para a educação digitalOs últimos anos consolidaram uma nova fase dessa transformação digital. A homologação da BNCC Computação, em 2022, fortaleceu o debate sobre competências digitais e abriu caminho para que a Computação passasse a integrar o currículo da Educação Básica. Ao mesmo tempo, a chegada da IA generativa trouxe novas possibilidades para o planejamento das aulas, a produção de materiais e a aprendizagem, acompanhadas de discussões sobre ética, autoria e pensamento crítico.Também ganharam espaço temas como educação midiática, cidadania digital, inclusão e acessibilidade. Em comum, todos eles reforçam uma mesma ideia: formar estudantes para viver, aprender e participar de uma sociedade cada vez mais conectada.Evoluir junto com a educaçãoAcompanhar esses debates educacionais faz parte da trajetória da Escolas Conectadas. Desde sua criação, em 2015, a plataforma busca apoiar educadores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e inclusivas, oferecendo formações gratuitas que acompanham as necessidades de cada momento da educação brasileira.

0

Agosto: temas importantes do mês para trabalhar em sala d...

Atualizado em 28/07/2026Agosto é sempre assim: fim de férias e volta às aulas! Para apoiar os educadores a recuperarem o ritmo pedagógico e fazerem do retorno escolar um momento divertido e estimulante para os estudantes, separamos diversas datas importantes do calendário para serem trabalhadas durante o mês. Confira a seguir a Agenda do Educador de agosto!Dia Nacional do Documentário Brasileiro (07/08)O Brasil tem um cenário fértil de produções cinematográficas – incluindo filmes indicados e premiados no Oscar – e um histórico de documentários que podem ser inseridos em diversas disciplinas como uma ferramenta pedagógica. A produção de vídeos e fotos é uma forma interessante de desenvolver habilidades como autoria, comunicação, síntese, colaboração, resolução de problemas e negociação de pontos de vista a partir da construção de narrativas. Aproveite a data e experimente com seus estudantes em sala de aula!A “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores” apresenta ferramentas digitais promissoras, incluindo temas como fotografia e vídeo, para potencializar o trabalho do professor.Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08)Desde 1995, a data celebra todos os povos originários e busca conscientizar sobre a sua realidade, principalmente no que se refere às condições de vida e cultura, bem como a garantia dos direitos humanos.E você, já pensou em como trabalhar essa efeméride em sala de aula? É importante lembrar que representações estereotipadas devem ser evitadas, buscando apresentar os povos indígenas com respeito às suas origens e culturas. Para isso, vale explorar de tudo: jogos e brincadeiras de origem indígena, histórias e lendas, danças e músicas, palavras de origem indígena, e assim em diante!Se você quiser se aprofundar nos fundamentos da educação antirracista, que envolve também a luta dos povos originários, a dica são os nossos cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”.Para completar, o Dicionário do Saber Ancestral é um material especial que reúne palavras de origem indígena presentes no nosso cotidiano, seus significados e contextos culturais. Também inclui um jogo da memória para desenvolver a leitura e ampliar o repertório sociocultural dos estudantes. Baixe gratuitamente e leve novos olhares para a sua sala de aula!Dia do Estudante (11/08)Uma data criada para reconhecer o papel dos estudantes não pode passar em branco nas escolas, certo?Vale promover atividades em que os estudantes se sintam valorizados, buscando fortalecer o sentimento de pertencimento em relação ao espaço escolar. Concursos, gincanas e atividades que estimulem a troca de experiências são ótimas ideias para atingir esse objetivo. Atividades mão na massa, como produzir murais ou pintar paredes da escola, também são boas opções para realizar um processo de criação coletiva que envolva toda a comunidade escolar.Quer saber mais sobre como as atividades mão na massa podem estimular o protagonismo estudantil em suas aulas? Temos a formação perfeita para você: “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, elaborada pela premiada professora Débora Garofalo.Dia Nacional das Artes (12/08)Celebrando a existência de manifestações como a música, o cinema, a literatura, o teatro, o circo, a pintura e a poesia, o Dia das Artes é uma boa oportunidade para trabalhar a expressão artística dentro da sala de aula. Além de auxiliarem muito no processo de ensino-aprendizagem, as artes têm impacto direto no desenvolvimento integral dos estudantes, estimulando a evolução em aspectos intelectuais, sociais, emocionais, físicos, estéticos e, claro, criativos. ‍Que tal aguçar ainda mais a criatividade em suas aulas por meio do uso de tecnologias? Inscreva-se no curso gratuito “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir”!Dia Nacional dos Direitos Humanos (12/08)No Brasil, a data escolhida para relembrar a importância dos direitos humanos é uma homenagem à líder sindical Margarida Alves, uma das primeiras mulheres a exercerem a função no país. Ela exerceu importante papel na garantia dos direitos básicos durante a ditadura militar.Os direitos humanos foram instituídos com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Quarenta anos depois, em 1988, quando foi estabelecida a Constituição Federal, o Brasil passou a reconhecer a dignidade da pessoa humana e direitos como saúde, bem-estar e alimentação passaram a ser assegurados.É importante que os direitos humanos sejam trazidos para o contexto da escola a partir da formação integral de crianças e jovens. Além disso, em uma realidade na qual os estudantes passam cada vez mais tempo conectados à internet, é importante reforçar a conexão entre direitos humanos e cidadania digital. O curso “Cidadania Digital” apoia você nesse processo!Dia da Informática (15/08)Em 15 de agosto de 1946, foi apresentado o primeiro computador do mundo. Desde então, a tecnologia se desenvolveu exponencialmente e passou a fazer parte das nossas vidas.É impossível falar sobre o Dia da Informática sem ressaltar a importância do desenvolvimento de competências digitais dos professores e estudantes, assim como no uso consciente, responsável e ético dos recursos tecnológicos. A série de cursos “Competências Digitais nas Áreas do Conhecimento da BNCC” ajuda educadores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza a integrar ferramentas digitais à sua prática pedagógica de forma crítica e inovadora. As formações são direcionadas para os educadores dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.Ainda no universo da informática, temas como programação e Inteligência Artificial também estão presentes no nosso catálogo de cursos gratuitos. Confira!Dia Mundial da Fotografia (19/08)Uma das invenções mais extraordinárias da história da humanidade, a fotografia revolucionou a sociedade a partir do século 19. Naquela época, porém, ter uma câmera fotográfica era raridade. Hoje, ao contrário, quase todo mundo carrega uma no bolso: o celular.Aproveite essa data para propor atividades educativas com fotografias, que são uma ótima maneira de exercitar a criatividade e o senso crítico, buscando interpretar o mundo ao redor. Dentro desse tema, uma boa fonte de inspiração é o projeto “Visões do Cotidiano”, criado pela professora de artes Marenice Costa após realizar um curso da plataforma Escolas Conectadas. A iniciativa propõe que os estudantes captem, por meio de fotografias feitas no celular, a realidade e os problemas sociais enfrentados pela comunidade. Leia a matéria completa aqui.Dia do Folclore (22/08)Seja por meio de personagens clássicos como saci-pererê, curupira, boto-cor-de-rosa e iara, ou por celebrações populares, como o carnaval e a festa junina, o folclore é uma manifestação da cultura popular que caracteriza a identidade social do povo brasileiro. São tantas narrativas regionais, de norte a sul do país, que essa data remete a lembranças de histórias, tradições, mitos e lendas estudadas desde a educação infantil. O Dia do Folclore pode ser comemorado de diversas formas, desde atividades como contação de histórias, teatro de fantoches e danças típicas a concurso de fantasias e até mesmo uma feira cultural.Se a intenção for criar uma atividade digital, já pensou em convidar seus estudantes a produzirem jogos e animações com os diversos temas abarcados pelo folclore? Pois o curso “Olá mundo! Lógica de programação e autoria” ajudará você a atingir esse objetivo por meio da programação.Dia da Infância (24/08)Em 24 de agosto, é comemorado no Brasil o Dia da Infância. Porém, desde 2023, agosto passou a ser considerado o Mês da Primeira Infância, ação que visa conscientizar a sociedade sobre a importância da atenção integral às gestantes, às crianças de até seis anos de idade e às suas famílias.Nas escolas, essa data – e o mês como um todo – são excelentes oportunidades para desenvolver atividades que valorizem a infância. Organizar jogos e brincadeiras são boas ideias para movimentar o corpo, além de estimular a convivência entre as crianças.Pensando na grandiosidade de um país como o Brasil, com o apoio do site Mapa do Brincar, separamos algumas brincadeiras regionais que podem ser trabalhadas na sala de aula.Região norte: buraco e helicóptero de folhaRegião nordeste: estátua e sete pecadosRegião centro-oeste: cachorro no osso e pato, pato, gansoRegião sudeste: caracol e base 4Região sul: coelho sai da toca e conebolDurante todo o mês: Agosto LilásO Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, com foco na divulgação da Lei Maria da Penha e no combate à violência doméstica e familiar. O mês foi escolhido por marcar o aniversário da sanção da lei em 7 de agosto de 2006.Na atualidade, o ambiente virtual tornou-se uma das principais ferramentas para a violência moral e psicológica contra as mulheres. Práticas como cyberbullying, perseguição online e vazamento de fotos íntimas, inclusive, já são combatidas pela Lei Maria da Penha.Leia uma matéria especial sobre o tema aqui.Esteja preparado/a para fortalecer esse enfrentamento por meio do curso “Cidadania Digital”, que incentiva o uso seguro, consciente e responsável da Internet entre educadores e estudantes.Conte para nós quais desses temas farão parte do seu planejamento e aproveite para compartilhar esse conteúdo com outros educadores!

0

Conheça os principais eventos da educação brasileira no s...

Os encontros pautam discussões, inspiram práticas e fortalecem redes de troca entre profissionais da educação.Atualizado em 17/08/2026Para quem está em sala de aula, acompanhar as discussões do universo da educação é também uma forma de continuar aprendendo. Novas políticas, pesquisas, tecnologias e práticas pedagógicas surgem o tempo todo, trazendo perguntas que chegam à escola e desafiam professores a repensar suas escolhas. Nesse cenário, participar de eventos da área pode ser uma oportunidade de ampliar repertórios, conhecer experiências de outros educadores e descobrir novas possibilidades para a sua própria prática.LEIA MAIS+ Conheça os principais prêmios da educação brasileira em 2026+ Educação em 2026: Inteligência Artificial no novo cotidiano das escolasO segundo semestre de 2026 terá uma agenda movimentada de congressos, encontros e conferências sobre diferentes temas da educação brasileira. Para ajudar professores e gestores a se organizarem, reunimos a seguir alguns dos principais eventos previstos para os próximos meses. São espaços para acompanhar debates, trocar experiências e aprender com profissionais de diferentes lugares e realidades.Confira a seguir!XII Colóquio Internacional de Políticas Curriculares – 19 a 21 de agostoO XII Colóquio Internacional de Políticas Curriculares será realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa (PB). O encontro reunirá pesquisadores, professores e estudantes para discutir políticas curriculares e práticas educativas. Para educadores, o evento será uma oportunidade para refletir sobre como as escolhas curriculares chegam à escola e se relacionam com temas como diversidade, direitos, formação docente e participação social. Mais informações: https://www.even3.com.br/xiicipc-647102/Festival Nacional de Matemática (Festmat) – 26 a 30 de agostoO Festmat foi criado para promover a disseminação da matemática entre o grande público. Realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), o evento é gratuito e discutirá temas como matemática, inovação e tecnologia na Marina da Glória, no Rio de Janeiro (RJ). Mais informações: https://festivaldamatematica.impa.br/Congresso Internacional de Educação e Tecnologias (CIET) – 29 de agosto a 6 de setembroRealizado em parceria entre a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e a UFLA (Universidade Federal de Lavras), o CIET 2026 debaterá o tema “Entre modalidades, inteligências e tecnologias: os novos rumos da educação digital”, com etapas virtuais e presenciais. O evento é voltado para a discussão de uma educação digital crítica e de qualidade.Mais informações: https://ciet.ufscar.br/IX Congresso Brasileiro de Educação (CBE) – 23 a 26 de setembroNo final de setembro, a Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru (SP), receberá a nona edição do Congresso Brasileiro de Educação (CBE). O evento propõe discussões sobre políticas públicas, direitos sociais e o papel da educação na construção democrática.Um dos destaques será o debate sobre acessibilidade plena e inclusão, abordando barreiras estruturais, atitudinais e comunicacionais presentes na educação. Também haverá uma discussão acerca do uso crítico e emancipatório das tecnologias assistivas e digitais.Mais informações: https://www.even3.com.br/cbe2026-655080/XV Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE) – 5 a 9 de outubroPromovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o evento terá como tema “No Centro do Brasil, no Centro do Debate: Computação, Educação e os Dilemas da Era Digital”. O encontro reunirá professores, pesquisadores, profissionais, representantes do governo e da área de tecnologia para discutir os impactos da transformação digital na educação.Em um momento de implementação da BNCC Computação e de expansão do uso de tecnologias e IA nas escolas, o evento ajuda a ampliar o repertório dos educadores sobre os desafios e as possibilidades da educação na era digital.Mais informações: https://cbie.sbc.org.br/2026/XII Congresso Nacional de Educação (CONEDU) – 8 a 11 de outubroEm 2026, o CONEDU retorna à sua cidade de origem, Campina Grande (PB). Com o tema “O hoje da Educação”, o evento reunirá professores, pesquisadores, estudantes e gestores para discutir os desafios contemporâneos da educação e aproximar pesquisa, formação e prática pedagógica.A programação inclui discussões diversas sobre temas como Inteligência Artificial, formação docente, inclusão, diversidade, educação antirracista e novas formas de produção do conhecimento. Para professores da educação básica, é uma oportunidade de conhecer pesquisas e experiências de diferentes regiões do país e ampliar a rede de trocas com outros profissionais.Mais informações: https://www.conedu.com.br/IV Congresso Internacional Ensino Médio e Educação Integral – 20 a 22 de outubroA ser realizado na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no Rio Grande do Sul, o encontro reunirá pesquisadores, gestores e professores para discutir os caminhos da educação secundária e da educação integral diante das transformações políticas e educacionais na América Latina. Com formato híbrido, o congresso terá apresentações de trabalhos, mesas temáticas, conferências e atividades, com transmissão ao vivo de parte da programação. Entre os eixos de discussão estão temas relacionados às juventudes, educação integral, políticas educacionais e às transformações pelas quais passa a escola pública. Para professores da educação básica, o encontro pode contribuir para refletir sobre os desafios do Ensino Médio e as diferentes formas de garantir o direito à educação das juventudes.Mais informações: https://www.unisc.br/site/congresso-medio-integral/2026/XXIII Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (ENDIPE) – 10 a 13 de novembroPromovido pela Universidade Federal de Pelotas (RS), o encontro busca aproximar teoria e prática e fortalecer o debate sobre os caminhos da educação brasileira. Em 2026, será realizado pela primeira vez no interior de um estado, em uma iniciativa que também reforça a descentralização do debate educacional.Com foco em didática, práticas de ensino e formação de professores, o ENDIPE pode interessar especialmente a quem busca discutir os desafios concretos da sala de aula a partir da pesquisa e da experiência de outros educadores.Mais informações: https://www.endipe.com.br/Aprender também acontece fora da sala de aula Participar de um congresso, acompanhar uma palestra ou conhecer experiências de outras escolas pode ser o primeiro passo para olhar de um jeito diferente aos desafios do cotidiano. Mas a formação docente não precisa parar quando o evento termina. As ideias que surgem nesses encontros podem ganhar novos sentidos quando são aprofundadas e relacionadas à realidade de cada escola. Para continuar esse movimento de aprendizagem, a plataforma Escolas Conectadas reúne cursos gratuitos voltados a professores da educação básica, com temas que dialogam com os principais debates da educação contemporânea – incluindo temas como competências digitais, Inteligência Artificial, BNCC Computação, cidadania digital e intencionalidade pedagógica no uso de tecnologia. Dessa forma, a agenda do segundo semestre pode ser também um convite: escolha os eventos que mais conversam com seus interesses, amplie seu repertório e aproveite para seguir estudando ao longo do ano.

0