Educadora produz animação em sala de aula para conscientizar a turma sobre o HPV

13/01/25

Uma cena se tornou comum na rotina da educadora Elaine Soares: ao terminar sua aula, um estudante esperava a turma sair para conversar a sós com a educadora. O assunto era sempre o mesmo: as infecções sexualmente transmissíveis (IST), um tema que ainda é tabu para muitos jovens e suas famílias.

Elaine é professora de ciências do CIEP (Centro Integrado de Educação Pública) 388 Lasar Segall, localizado em Belford Roxo (RJ). Ao conversar e perceber a insegurança dos jovens diante de uma questão fundamental como a vacinação contra o HPV – vírus responsável pela IST mais frequente no mundo –, ela não titubeou: além de abordar o tema em sua aula, era preciso divulgar a importância dessa campanha de vacinação para toda a comunidade escolar.

Foi então que, no segundo semestre de 2024, iniciou com sua turma de primeiro ano do ensino médio um trabalho de divulgação científica do esquema vacinal contra o HPV. A intenção era “dar leveza a um tema relevante”, segundo Elaine, ao mesmo tempo em que tratava como prioridade a saúde dos estudantes. E, para cumprir esse objetivo, ela contou com os aprendizados adquiridos na imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores, curso gratuito da plataforma Escolas Conectadas, que está com inscrições abertas desde o dia 06/01.

Aprendizados e conexão com a prática

“Os cursos da plataforma trazem para a gente visões diferentes, e sempre aprendemos algo. Quando recebi o link da imersão, na hora eu pensei: com certeza vou aprender algo aqui”, relembra a educadora. E não deu outra: ela assistiu todas as aulas, fez anotações, elaborou resumos e acessou todos os recursos digitais apresentados, como o Canva e o Adobe Express.

E, como todo bom educador, aplicou esses novos conhecimentos em sua própria prática pedagógica. “Tenho pouco tempo para aprofundar temas com os estudantes, e para produzir conteúdos precisa ser algo automático e instrucional”, pondera. Ela sempre teve vontade de produzir animações com eles, e conhecer o Adobe Express foi importante para tirar esse desejo do papel. “Achei uma ferramenta simples, que permitiu que os estudantes fossem protagonistas do seu processo de aprendizagem, e também que pudessem espalhar esse conteúdo em suas próprias redes sociais”, reflete Elaine.

Apropriação do conhecimento científico

A animação foi o resultado final de um longo processo de aprendizagem. Para promover a campanha de vacinação e conscientizar sobre a importância de se proteger contra o HPV, a professora utilizou o Arco de Maguerez, uma metodologia ativa de problematização que possibilita a interação entre estudantes e professores. Ela é constituída por cinco etapas: observação da realidade e definição do problema, pontos-chave, teorização, hipóteses de solução e aplicação à realidade. 

“Abordamos um problema real”, afirma a educadora, lembrando de um caso ocorrido em Bertioga (SP) em 2014, quando foi lançada a campanha contra o HPV, no qual 10 garotas foram hospitalizadas após terem reações à vacina. “Criou-se então uma fake news e um exagero muito grande devido ao medo da vacina, além de discurso negativo.” Ela complementa citando ainda que Belford Roxo é uma das cidades com o maior índice de notificações de casos de AIDS, que também é uma IST. 

Para reverter os danos causados por essa situação ocorrida uma década atrás e facilitar a adesão dos jovens, a nova campanha de vacinação – realizada gratuitamente pelo SUS e direcionada a meninas e meninos de 9 a 14 anos – agora conta com esquema de dose única. “A vacina nos protege desde que viemos ao mundo. É fundamental que aconteça a apropriação de conhecimento científico para a vida desses jovens, já que muitas vezes é algo de difícil linguagem e acesso”, observa.

Prática com impacto social

Na culminância do projeto, os estudantes produziram cartazes com os conhecimentos acumulados em todos os debates e pesquisas que realizaram. Eles foram afixados na entrada da escola, no local onde estavam sendo feitas as matrículas para o ano seguinte. Já a animação, que você assiste a seguir, foi publicada nas redes sociais da escola, “para que tenha um alcance maior do que dentro de sala de aula, fazendo com que essa informação nova chegue à comunidade.”

Ao assistir o resultado da animação, Elaine afirma ter se emocionado. “A escolha que os jovens fazem hoje reverbera por toda a sua vida. Eu tenho a preocupação de ser significativa para a vida dos meus estudantes, ninguém vai me tirar a alegria de fazer o que faço, minha prática tem que ter impacto na vida do outro”, reflete.

Por fim, essa prática pedagógica foi tão rica que vai virar um artigo científico, a ser publicado pelo PROFBIO (Curso de Mestrado Profissional em Rede em Ensino de Biologia) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). “Falarei sobre como usamos novas estratégias para tratar de assuntos importantes, trabalhando abordagem metodológica com ferramentas digitais”, revela Elaine. “E a imersão me ensinou esse caminho, passo a passo, como fazer. Indiquei o Escolas Conectadas para as minhas colegas de pós-graduação, que ficaram em choque quando mostrei a animação.”

Comentários:


Escreva um comentário

Conteúdos Recentes

Conectando Práticas: atividade pedagógica estimula a escr...

Conheça detalhes da proposta pedagógica que fortalece a identidade dos alunos e cria momentos de partilha poética na escolaO projeto Versos do Nosso Chão, idealizado pelo professor Luis Lima Viana, de Caxias (MA), revelou como a poesia pode se tornar um caminho para reconhecer memórias, territórios e identidades presentes no cotidiano escolar. A proposta, construída a partir da escuta e da valorização das vivências dos estudantes, parte de um princípio simples e profundo: a literatura é uma forma de ler o mundo – e esse mundo começa no lugar onde cada jovem pisa.Já contamos a história do projeto nessa reportagem. Agora, apresentamos Versos do Nosso Chão em formato de atividade pedagógica, convidando professores de todo o Brasil a replicar e adaptar a ação conforme a sua realidade local. A ideia é apoiar estudantes a transformar suas experiências e percepções em versos próprios.Direcionada aos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, as etapas propostas guiam a turma por um percurso que envolve:Momentos de sensibilização, com leitura de poemas brasileiros e conversas sobre memória, origem e pertencimento;Oficinas de escrita criativa, que exploram ritmo, metáforas, imagens poéticas e diversidade linguística;Produção autoral, permitindo que cada estudante escreva, revise e ilustre seus próprios versos;Socialização, com sarau literário, mural poético, livreto coletivo ou até podcasts.Tudo isso é pensado para estimular que os estudantes expressem sua voz, e para que a escola se torne um espaço de escuta, afeto e criação. Ao longo da atividade, a turma tem a oportunidade de ampliar seu letramento literário, desenvolver sensibilidade estética e se reconhecer como protagonista de seu próprio território. Ao incentivar os estudantes a explorar o território como fonte de inspiração, Versos do Nosso Chão também fortalece os vínculos da escola com a comunidade. Além disso, a socialização das produções transforma o que começou como criação individual em experiência coletiva, com a comunidade sendo convidada a ver, ouvir e celebrar os poemas, fortalecendo o sentimento de pertencimento.Se você deseja estimular a escrita autoral, fortalecer a identidade dos alunos e criar momentos de partilha poética na escola, esta atividade é um excelente ponto de partida.

0

Conheça os principais prêmios da educação brasileira em 2026

Dedicadas à professores, escolas e estudantes, as premiações apoiam quem deseja transformar boas práticas em reconhecimento e inspiração coletivaReconhecer boas práticas é também fortalecer a educação como um todo. Em meio aos desafios cotidianos da sala de aula e da gestão escolar, premiações educacionais cumprem um papel estratégico: dar visibilidade a experiências que transformam realidades, valorizar o trabalho de professores e equipes gestoras e inspirar outros educadores e escolas pelo Brasil.Estar atento a essas iniciativas vai além da possibilidade de conquistar um troféu ou um recurso financeiro. Muitas dessas premiações oferecem formações, redes de troca entre educadores, mentorias e oportunidades de ampliar o impacto de projetos que já fazem a diferença nas comunidades escolares. Ao se inscrever, o educador revisita sua prática, sistematiza aprendizados e compartilha caminhos. Um movimento que, por si só, já promove desenvolvimento profissional.Para quem atua na educação básica, acompanhar os principais prêmios do país também é uma forma de se manter conectado às pautas prioritárias do campo educacional, às tendências pedagógicas e às políticas públicas em evidência. Afinal, por trás de cada edital há critérios que dialogam com temas como equidade, inovação, aprendizagem significativa e uso crítico de tecnologias.A seguir, reunimos alguns dos principais prêmios da educação brasileira, organizados por categorias – professores, escolas e estudantes – para apoiar quem deseja transformar boas práticas em reconhecimento e inspiração coletiva.Para professoresPrêmio Educador Nota 10Uma das mais tradicionais iniciativas de valorização docente no país. Voltado a professores e gestores da educação básica, o prêmio destaca projetos pedagógicos com impacto real na aprendizagem e alinhados a temas contemporâneos da educação. Além da premiação em dinheiro, oferece visibilidade nacional e integra os vencedores a uma rede de educadores inspiradores.Mais informações em: https://premioeducadornota10.org/Prêmio Professor PorvirO Prêmio Professor Porvir reconhece educadores que desenvolvem práticas inovadoras e transformadoras em diferentes contextos escolares. Em sua terceira edição, a iniciativa valoriza experiências que apontam caminhos para uma educação mais conectada aos desafios do século 21, incluindo categorias especiais por etapa de ensino e temas, como educação antirracist, socioemocional, uso de tecnologia, educação financeira e ensino de inglês.Mais informações em: https://mailchi.mp/porvir/premio-professor-porvirPrêmio Cidadania Digital em AçãoReconhece o trabalho criativo e engajador de professores que trabalham a Cidadania Digital com sua turma. O prêmio dá visibilidade a iniciativas que mobilizam os estudantes e a comunidade escolar para o uso consciente e seguro das tecnologias, com foco em cidadania digital e educação digital e midiática.Mais informações em: https://cidadaniadigital.org.br/premiacaoPrêmio LEDContempla educadores e gestores que desenvolvem iniciativas inovadoras com potencial de transformar a educação brasileira. O prêmio reconhece projetos que combinam criatividade, uso estratégico de tecnologia e impacto social, valorizando soluções que respondem a desafios concretos das escolas e das comunidades. Além da visibilidade nacional, a premiação oferece apoio financeiro e conexão com uma rede de lideranças comprometidas com a melhoria da educação no país.Mais informações em: https://somos.globo.com/movimento-led/Prêmio Expoeducare – Educadores que inspiramBusca homenagear professores que se destacam pelo impacto positivo em suas comunidades escolares. A premiação dá visibilidade a trajetórias inspiradoras e práticas que fortalecem vínculos, promovem aprendizagem significativa e ampliam o papel social da escola.Mais informações em: https://www.expoeducare.com.br/concurso/Prêmio #FakeTôForaIncentiva projetos pedagógicos voltados à educação midiática e ao enfrentamento da desinformação. A proposta é reconhecer professores que trabalham o pensamento crítico, a checagem de fatos e o uso responsável das redes sociais, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes e preparados para o ambiente digital.Mais informações em: https://faketofora.org.br/Prêmio Educador TransformadorValoriza iniciativas que estimulam o protagonismo estudantil, a cultura empreendedora e a busca por soluções criativas para problemas reais. Voltado a docentes da educação básica e do ensino técnico, o prêmio destaca projetos que conectam aprendizagem, inovação e impacto social.Mais informações em: https://www.educadortransformador.com.br/Reconhecimento Mais Professores para o BrasilA iniciativa do Ministério da Educação (MEC) integra uma política pública de valorização docente. Ela destaca professores da educação básica pública cujas escolas apresentam bons resultados educacionais e busca fortalecer o reconhecimento social da profissão, além de oferecer incentivos concretos aos educadores.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores/reconhecimentoPara escolasPrêmio Melhores Escolas do MundoA iniciativa global reconhece instituições escolares que se destacam por práticas inspiradoras e transformadoras na educação básica. O prêmio valoriza escolas de todos os continentes que promovem impacto social, inovação pedagógica e compromisso com a comunidade.Mais informações em: https://applications.worldsbestschool.org/wbsp261 Milhão de EscolasO prêmio impulsiona e dá visibilidade a instituições de ensino que desenvolvem projetos de impacto positivo em suas comunidades. A proposta busca reconhecer boas práticas, estimular a inovação e fortalecer redes de colaboração entre escolas de todo o mundo comprometidas com a melhoria da aprendizagem e da gestão.Mais informações em: https://www.varkeyfoundation.org/1millionschoolsPrêmio MEC da Educação BrasileiraCriado pelo MEC para valorizar redes e escolas que alcançam resultados expressivos em indicadores da educação básica, como alfabetização, IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e desempenho no Ensino Médio. A premiação contempla diferentes etapas e modalidades de ensino, reforçando a importância da gestão eficiente e do compromisso com a aprendizagem.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraPrêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE)Destaca escolas e instituições que demonstram excelência em processos de gestão pedagógica e administrativa. A iniciativa reconhece práticas que fortalecem planejamento estratégico, liderança escolar, engajamento da comunidade e melhoria contínua dos resultados educacionais.Mais informações em: https://www.geducoficial.com.br/pnge-sobrePara estudantesPrêmio LEDNa versão para estudantes, o prêmio fomenta projetos e soluções inovadoras para melhorar a educação no país. O desafio valoriza ideias criativas, soluções de impacto social e iniciativas que utilizam tecnologia e inovação para enfrentar desafios reais da educação. Mais informações em: https://somos.globo.com/movimento-led/Prêmio MEC da Educação BrasileiraA premiação também contempla estudantes, ao reconhecer desempenhos de destaque em avaliações e indicadores nacionais da educação básica. A proposta é valorizar o esforço individual e coletivo, incentivando a permanência, o engajamento e a busca por melhores resultados acadêmicos.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraOlimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP)Uma das maiores competições estudantis do Brasil, a OBMEP reúne milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. A olimpíada premia alunos com medalhas e certificados, além de oferecer programas de iniciação científica e oportunidades de aprofundamento em matemática, estimulando talentos e o interesse pela área.Mais informações em: http://www.obmep.org.br/apresentacao.htmOlimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF)A competição nacional é voltada a estudantes da educação básica com foco no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em educação financeira. A iniciativa busca estimular o planejamento, o consumo consciente e a tomada de decisões responsáveis, premiando alunos e escolas que se destacam no desempenho e no engajamento.Mais informações em: https://www.olitef.com.br/Faça formação continuada e aumente suas chances de ser reconhecido!As premiações educacionais reconhecem inovação, protagonismo estudantil, uso crítico de tecnologias, educação midiática, gestão estratégica e impacto social – competências que também estão no centro dos cursos gratuitos oferecidos pela plataforma Escolas Conectadas. Ao investir em formação continuada, o professor amplia seu repertório metodológico, fortalece o planejamento pedagógico e desenvolve projetos mais estruturados, com intencionalidade e evidências de aprendizagem, que são elementos decisivos em muitos editais. Além disso, os cursos ajudam a transformar boas ideias em práticas consistentes e documentadas, aumentando as chances de participação qualificada nessas iniciativas. Ou seja, a formação não é apenas um diferencial no currículo: é um caminho concreto para potencializar projetos, gerar impacto real na escola e ampliar oportunidades de reconhecimento profissional.

0

Leve as datas comemorativas de março para dentro da sala ...

Atualize o seu calendário e prepare-se para levar um conteúdo atrativo para a sua turma*Conteúdo atualizado em 26/02/2026Se o ano só começa depois do Carnaval, a plataforma Escolas Conectadas traz os temas e as formações certas para você, educador(a), se preparar para oferecer aulas completas e atualizadas aos seus estudantes. Março será um mês intenso e cheio de oportunidades. Aqui estão datas importantes para serem trabalhadas ao longo desse período. Confira! Dia Internacional da Mulher (08/03)Acesse aqui um conteúdo especial sobre o Dia Internacional da Mulher, com dados, contexto histórico, depoimentos de educadores e sugestões de atividades para a sala de aula.Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo (10/03)Você sabia que, a cada sete crianças brasileiras, uma está com excesso de peso ou obesidade? Isso representa 14,2% das crianças com menos de cinco anos de idade no Brasil, segundo dados de 2023 do Ministério da Saúde. A média global é de 5,6%, menos da metade da média do país.Já entre os adolescentes, a taxa é ainda mais alta: 33%, ou seja, um terço dos adolescentes brasileiros tem excesso de peso, ante a média mundial de 18,2%. Um dos diversos fatores que contribuem para essa estatística é o sedentarismo. E nada melhor do que combater essa condição do que a ação, não é mesmo? Que tal sair da rotina e transformar a sala de aula em um grande circuito de desafios físicos? Atividades como alongamentos ou até mesmo uma pausa ativa entre os conteúdos podem estimular hábitos mais saudáveis. Inclusive, você pode organizar um desafio de passos, incentivando os alunos a registrarem quantos passos dão por dia e traçar metas progressivas. Ao estimular docentes a integrarem metodologias ativas e tecnologias digitais no processo de ensino, o curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” se torna um aliado nesse processo!Dia da Escola (15/03)O principal espaço no qual a educação acontece merece um dia para chamar de seu! Tal como conhecemos hoje, com educadores apoiando o desenvolvimento de crianças e adolescentes, as escolas existem desde o século 12. Hoje, o ambiente escolar promove não apenas a educação, como também o desenvolvimento social e psicológico, entre outros.Vamos fazer com que esse dia seja sobre pertencimento! Que tal pedir aos alunos que escrevam cartas para a escola, contando o que mais gostam nela e o que gostariam de mudar? Você também pode organizar um mural interativo na sala de aula, no qual os estudantes possam escrever mensagens de gratidão à escola e à comunidade escolar.Falando em comunidade escolar, você sabia que nossos cursos são voltados não só para professores, mas também aos gestores? Pois a formação gratuita “Competências digitais para potencializar a gestão escolar e promover a inovação” apoia esse público a explorar e utilizar tecnologias digitais de forma estratégica na gestão educacional.Dia Internacional contra a Discriminação Racial (21/03)A sala de aula deve ser um ambiente seguro e propício para trazer questões que repercutem para além da escola. É o caso da pauta racial, seja quando está relacionada à representatividade ou casos de racismo e discriminação.Você conhece o Jogo da Lei 10.639? Trata-se de um jogo de tabuleiro que apoia os educadores a refletir sobre suas práticas e criar projetos de educação antirracista em sua escola. Criado pela professora Valdeny Lopes em parceria com o Porvir, ele está disponível de graça aqui.Aliás, nos cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas” você é convidado para uma jornada pela educação que combate os preconceitos e constrói a diversidade. Dessa forma, você poderá participar da construção de uma escola que seja reflexo de uma sociedade mais igual e justa.Dia Mundial da Água (22/03)A água é o recurso natural mais importante que existe. Sem ela, não haveria nenhum tipo de vida no planeta. Essa é uma ótima oportunidade para discutir o cuidado e a preservação das fontes de água, que atualmente estão ameaçadas em todo o mundo.Para se ter uma ideia, dados de 2024 mostram que cerca de 1,4 milhão de estudantes de escolas públicas brasileiras não contam com fornecimento de água tratada, própria para o consumo. Para que essa realidade seja transformada, os educadores também precisam se envolver nesta causa! Para conscientizar de um jeito divertido a sua turma, você pode, de acordo com as suas possibilidades, organizar um mutirão de limpeza em praias e áreas de lagos e mananciais, visitar estações de tratamento de água ou levar os alunos para conhecer uma nascente. Para dentro da sala de aula, é possível realizar uma dinâmica de simulação onde os alunos, divididos em grupos, tentam transportar água utilizando recipientes e trajetos que representam diferentes realidades sociais: uns com infraestrutura plena e outros com obstáculos e baldes furados. O exercício evidencia, de forma prática, como a desigualdade socioeconômica e geográfica limita o acesso à água, e você pode estimular um debate sobre saneamento básico e justiça social utilizando os dados hídricos da própria região da escola.Um ótimo aliado para apoiar a execução dessas atividades é o curso gratuito “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão”, que ajuda a trabalhar de forma criativa e envolvente a educação em dados, ensinando seus alunos as habilidades de ler, analisar, interpretar e comunicar dados de forma contextual.Dia do Grafite (27/03)Originado nos anos 1970, em Nova York, o Grafite é uma manifestação artística urbana que costuma transmitir mensagens carregadas de críticas sociais. A data homenageia um dos principais precursores da arte urbana no Brasil, o artista plástico etíope-brasileiro Alex Vallauri, que faleceu em 27 de março de 1987. Durante sua trajetória, Alex espalhou seus grafites pelos muros de metrópoles como São Paulo e Nova York, entre outras.Hoje, o Brasil é uma referência mundial no tema. Portanto, você pode explorar essa linguagem artística contemporânea com sua turma, pedindo para que estudem o trabalho de grandes grafiteiros. Aliás, um workshop de arte de rua com um artista do seu bairro também pode ser uma experiência inesquecível!Por utilizar a arte urbana como ferramenta de análise crítica da sociedade, abordando temas socioculturais, políticos e históricos, o grafite pode ser um ótimo aliado para professores de disciplinas ligadas às ciências humanas. Os cursos gratuitos Competências Digitais em Ciências Humanas – Anos Iniciais, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio – é uma fonte de conhecimento aos educadores que queiram integrar a tecnologia neste processo pedagógico.Já sabe como vai trazer cada um desses temas em seus planos de aula? Comente e compartilhe conosco!

0

Como trabalhar o Dia Internacional da Mulher na escola?

Educadoras relatam ações implementadas em defesa dos direitos das mulheresMais do que uma celebração, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data estratégica para levar à sala de aula os eventos históricos que resultaram na conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.A obtenção de direitos civis como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho, o alto índice de feminicídios e o direito ao acesso gratuito a métodos contraceptivos são alguns dos temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo diversas áreas do conhecimento. “Hoje, discutir a questão de gênero na escola é mais importante do que nunca”, afirma Glaucia Gonzaga, professora de sociologia de Maceió (AL). “E quando falamos do 8 de março, não é sobre receber flores, bombons, beijinhos e abraços, mas é sobre a luta das mulheres.”A educadora, que já criou uma eletiva para discutir cidadania digital com seus estudantes, sugere três etapas para discutir o tema em sala de aula. Na primeira, pode-se envolver a turma na pesquisa e apuração de informações sobre desigualdade de gênero. “Por exemplo, estamos enfrentando um problema muito grande de feminicídio no Brasil”, relembra Glaucia. Ela cita dados do Atlas da Violência, que mostram que, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. “Isso por si só já é gravíssimo. Mas surge um problema ainda maior quando analisamos quem são essas mulheres vítimas da violência: mais de 31 mil – ou cerca de 67% do total – são mulheres negras. Ou seja, não tem como falar de violência contra a mulher sem falar de educação antirracista.”Diante desse cenário, o papel da escola torna-se ainda mais essencial. Transformar dados em reflexão crítica e reflexão em prática pedagógica é um passo fundamental para promover mudanças reais. Aos educadores interessados em se aprofundar em estratégias pedagógicas antirracistas mediadas por tecnologias digitais, a plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e com inscrições abertas: Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos e Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas. Ação em defesa das mulheresDando continuidade aos resultados encontrados na pesquisa, a educadora sugere que os estudantes discutam o que é possível fazer para transformar essa realidade, tendo acesso a leis e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres. Por fim, organiza-se uma ação concreta no chão da escola de forma interdisciplinar.“No ano passado, durante o mês da Mulher, realizamos o Varal do Empoderamento, no qual colocamos nos corredores da escola um varal com frases e imagens sobre o que é ser mulher hoje, informações sobre o tema e personagens, incluindo mulheres negras que são referências em suas áreas, como Djamila Ribeiro, Angela Davis, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Já neste ano, faremos o Intervalo da Ação, em que serão criados cartazes com os principais dados sobre o tema, cartilhas que falam do combate à violência de gênero e um palco com microfone aberto para números de poesia e música.”Glaucia considera uma ação de “extrema importância”, pois o intervalo é um momento propício para reunir toda a comunidade escolar e sensibilizá-la diante deste tema. “Essa ação lhes dá voz, para que os próprios estudantes possam denunciar essa violência e desigualdade, que precisa ser vista, escutada e sentida, e não invisibilizada”, afirma.Empoderamento e prevenção de violênciasPara inspirar ainda mais os educadores, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. Realizada pela Plan International Brasil, a iniciativa fortalece o empoderamento de meninas na prevenção das violências baseadas em gênero, desenvolvendo habilidades para a vida, ampliando conhecimentos sobre direitos e incentivando a participação cidadã. Atualmente, acontece em escolas públicas de estados como Maranhão, Piauí e Bahia, focando nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.Educadora social do núcleo baiano do projeto, Even Silva aponta que um dos principais ganhos de quem participa é reconhecer com mais clareza quais são as violências de gênero às quais estão submetidas e muitas vezes ainda passam despercebidas para as jovens.  “A escola também tem seu papel diante da violência de gênero e deve ser aliada para que os ciclos de violência com as meninas sejam rompidos, contribuindo para que tenham consciência e as ferramentas necessárias para agir e modificar as suas histórias e as de quem as cerca”, acredita Even.Menstruação sem tabu é feita com informação e cuidado na escolaAtualmente, um dos pilares do projeto está em fortalecer a dignidade menstrual das adolescentes. Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.A educadora observa que falar de menstruação com meninas é algo que ainda incomoda  muita gente. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual”, pontua.Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even reforça que professores e adolescentes precisam ser ouvidos. “E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e aos meninos. É uma troca muito bacana e importante”, enfatiza.Você já realizou ou vai realizar alguma atividade pedagógica relacionada ao Dia Internacional da Mulher? Conta pra gente nos comentários!

0