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Saiba porque as Competências Digitais são aliadas para a sua prática pedagógica

25/02/25

O desenvolvimento de Competências Digitais possibilita uma abordagem pedagógica mais dinâmica e interativa, que melhora o engajamento da turma e facilita a personalização do ensino.

Os estudantes entram na sala de aula e, ao invés da tradicional lousa, se deparam com dispositivos eletrônicos. A proposta pedagógica pede que eles realizem um desafio interativo, explorando mapas virtuais, realizando experimentos simulados e escrevendo textos colaborativos em tempo real. O professor circula entre os grupos, orienta, lança perguntas instigantes e conecta o conteúdo da sua disciplina a situações do dia a dia daquela comunidade escolar.

Nesse caso, o educador não apenas faz uso da tecnologia – ele a transforma em uma verdadeira aliada para tornar o aprendizado mais dinâmico, acessível e significativo.

Para que esse exemplo se concretize, a formação docente deve estimular a aquisição de habilidades para que os professores utilizem tecnologias digitais de maneira intencional e pedagógica, explorando assim novas metodologias e recursos educacionais. O desenvolvimento de Competências Digitais docentes também possibilita uma abordagem mais dinâmica e interativa, que melhora o engajamento da turma e facilita a personalização do ensino.

Matriz de Competências Digitais

Uma das referências para o debate sobre apropriação de tecnologias digitais por professores, seja individualmente ou por meio das redes de ensino, é a Matriz de Competências Digitais do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira). Publicada pela primeira vez em 2017, a Matriz foi atualizada em fevereiro de 2019 e hoje está disponível para consulta e utilização por professores e redes de ensino de todo o Brasil.

“Quando falamos em competências na educação, estamos falando sobre a capacidade de mobilizar conhecimentos e habilidades para agir frente à situações. Podemos dizer que as competências digitais dizem respeito à capacidade de ação que usa e integra ferramentas e recursos tecnológicos de forma crítica e ética para planejamento e prática de ensino-aprendizagem, construção do conhecimento e compartilhamento de informações.”

Izabella Cavalcante, gerente do CIEB, em entrevista ao blog. 

Estruturado em três áreas – prática pedagógica, cidadania digital e desenvolvimento profissional –, cada uma com quatro competências, o documento favorece uma maior assertividade na progressão entre os níveis de desenvolvimento de competências digitais.

Entre as competências estão a avaliação, definida pela capacidade de usar tecnologias digitais para acompanhar e orientar o processo de aprendizagem e avaliar o desempenho dos alunos; o uso crítico, que promove a interpretação crítica das informações disponíveis em mídias digitais; e a inclusão, que estimula o uso de recursos tecnológicos para promover a inclusão e a equidade educativa.

Já as etapas de apropriação das competências digitais pelos docentes partem da exposição, passam pela familiarização e adaptação e, por fim, atingem a integração e transformação da prática pedagógica. A progressão entre esses níveis depende de fatores como autonomia e frequência no uso de recursos digitais, inovação das práticas mediadas por tecnologias, intencionalidade pedagógica clara, curadoria e autoria.

Saberes Digitais Docentes

A Matriz do CIEB serviu como inspiração para o Ministério da Educação estruturar o Referencial de Saberes Digitais Docentes, publicado em 2024. Ao versar sobre uso pedagógico de tecnologia no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, o documento tem a intenção de contribuir para o cumprimento do Programa de Inovação Educação Conectada (Lei nº 14.180/2021) e da Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533/2023).

O Referencial considera que a formação de professores para o uso de tecnologias digitais na educação é um desafio para todas as redes de ensino do país. “Nos processos de ensino e de aprendizagem, os professores devem articular a tecnologia a conteúdos, competências e habilidades curriculares. Por isso, é fundamental que estejam conectados às possibilidades de incorporação da tecnologia nesses processos e preparados para utilizá-la e adaptá-la à sua prática docente”, aponta o documento.

O Referencial de Saberes Digitais Docentes também se divide em três dimensões, cada uma com conhecimentos específicos que, quando desenvolvidos, apoiam a intencionalidade pedagógica do uso das tecnologias digitais na prática docente. Entre esses saberes docentes estão análise de dados, uso seguro e comunicação e colaboração, entre outros.

Já para acompanhar o desenvolvimento dessas competências, o documento propõe dois níveis: a compreensão, referente ao conhecimento da teoria e dos princípios do uso de tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem; e a prática, relacionada com a aplicação efetiva desses conceitos e teorias.

Mais que uma demanda educacional

Izabella Cavalcante afirma que as competências digitais se tornaram um tema central na educação contemporânea devido às transformações na sociedade, que se constitui em ambientes cada vez mais digitais. Para ela, esse cenário ganhou ainda mais relevância após a pandemia de Covid-19. 

“Nesse sentido, a inclusão de conteúdos que contribuam para o desenvolvimento de competências digitais nos currículos escolares não é apenas uma demanda educacional, mas uma necessidade para preparar pessoas capazes de vivenciar um mundo em que a tecnologia tem papel central.”

Izabella considera a incorporação dessas competências ao PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) um exemplo que, além de mostrar a centralidade dessa agenda, reforça a urgência do tema. “A familiaridade com o ambiente digital não pode se limitar ao uso passivo de dispositivos, mas deve envolver o pensamento crítico, a ação ética, a colaboração on-line e a resolução de problemas.”

Vem aí: Competências Digitais nas Áreas do Conhecimento da BNCC

A plataforma Escolas Conectadas lança no dia 3 de março uma série de cursos on-line dedicados ao desenvolvimento e aprofundamento de Competências Digitais a serem aplicadas nas quatro áreas do conhecimento da BNCC: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.

As formações são 100% gratuitas, possuem carga horária de 20 horas e contam com emissão de certificado de uma instituição reconhecida pelo MEC. A primeira leva de lançamentos é dedicada aos professores dos anos finais do Ensino Fundamental.

Nos próximos dias, as Competências Digitais seguirão como tema central dos conteúdos publicados no blog da Escolas Conectadas. Falaremos sobre a importância dos educadores adquirirem competências para então apoiar o seu desenvolvimento nos estudantes, e também traremos exemplos práticos de uso de competências digitais em sala de aula, inclusive por meio da Inteligência Artificial.

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Confira dicas culturais para as suas férias de julho

Depois de um semestre cheio de desafios, conquistas e aprendizados, as férias de julho chegam como uma pausa merecidaAtualizado em 24/06/2026Cuidar de si também faz parte da jornada de ser educador. As férias são sempre uma boa oportunidade de se nutrir de arte, cultura e bons conteúdos – não como obrigação, mas como convite ao prazer, ao descanso e à reflexão. Nesta seleção feita com carinho pela equipe da plataforma Escolas Conectadas, você encontra livros, filmes, séries, músicas e podcasts que podem te fazer companhia nesse tempo de pausa, ajudando a recarregar energias e até mesmo inspirar novos olhares para a vida e para a prática docente. Confira a seguir!Para lerMeridiana, de Eliane Alves Cruz (livro) – Um dos romances recentes mais comentados no Brasil, acompanha a trajetória de uma família negra em processo de ascensão social, mostrando como cada geração vive de forma diferente as questões de pertencimento, raça e mobilidade social.Blue Lock (mangá) – Aproveitando o clima de Copa do Mundo, a história acompanha Yoichi Isagi, que é convidado para participar do projeto Blue Lock, um polêmico programa de treinamento focado em transformar um jovem (entre 300 concorrentes) no melhor atacante do mundo. Tudo para que o Japão tenha chances de vencer o torneio mundial. O mangá também possui uma adaptação animada. O primeiro episódio está disponível gratuitamente no YouTube.Para assistirHora do recreio (documentário) – Dirigido por Lucia Murat, o documentário aborda temas como violência, racismo e desigualdades a partir da perspectiva de estudantes de escolas públicas brasileiras. A obra foi selecionada para a mostra Generation, do Festival de Berlim. Em cartaz nos cinemas.Cara de um, focinho de outro (animação) – A jovem Mabel usa uma nova tecnologia para transferir sua consciência ao corpo de um castor robótico hiper-realista, permitindo que ela entenda os animais. Infiltrada na natureza, ela organiza uma revolução dos bichos para salvarem o bosque onde vivem. No Disney+.Modern Family (série) – A série de comédia em formato de falso documentário acompanha o cotidiano cômico e afetuoso de três núcleos familiares interligados e cheios de diversidade. A história gira em torno da família Pritchett, explorando as dinâmicas de casamento, criação de filhos e diferenças de gerações. No Disney+.Dr. Stone (anime) – A história começa quando um fenômeno misterioso transforma toda a humanidade em pedra. Após milhares de anos passarem, o jovem Senku Ishigami desperta da petrificação e utiliza seu conhecimento científico para reviver os seres humanos, trazer de volta a tecnologia da época e reconstruir a civilização do zero. No Netflix.Para escutarDominguinho 2 – Inspirado por clássicos da música brasileira e produções autorais, João Gomes, Jotape e Mestrinho uniram mais uma vez a tradição com a inovação, adaptando as obras originais para o estilo da MPB e do forró. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Flávio José e Charlie Brown são exemplos de cantores homenageados nos álbuns. No Spotify e demais plataformas de áudio.Criolo, Amaro & Dino – O álbum mistura influências da música brasileira, africana, jazz e sonoridades contemporâneas. As composições transitam entre ritmos afro-diaspóricos, experimentação instrumental e reflexões sobre identidade, ancestralidade e pertencimento. No Spotify e demais plataformas de áudio.História em meia hora (podcast) – Apresentado pelo historiador Vitor Soares, o podcast aborda acontecimentos, personagens e períodos históricos de forma leve, acessível e bem-humorada. Com episódios curtos e dinâmicos, é uma ótima opção para quem deseja aprender algo novo durante uma caminhada, uma viagem ou um momento de descanso nas férias. No Spotify e demais plataformas de áudio.Para visitarNem sempre é possível viajar ou visitar uma exposição durante as férias, mas a tecnologia oferece alternativas para continuar explorando arte, ciência e cultura. Diversos museus ao redor do mundo disponibilizam visitas virtuais gratuitas, permitindo percorrer galerias, conhecer acervos e descobrir novas histórias sem sair de casa. Listamos alguns nessa matéria.Outra dica valiosa é: procure a programação cultural da sua cidade. Muitas instituições oferecem atividades gratuitas durante o período de férias, incluindo oficinas, exposições temporárias e visitas mediadas. Para curtir a naturezaEntre uma atividade e outra, que tal também se reconectar com a natureza? Caminhar em um parque, visitar uma praça, fazer uma trilha leve ou simplesmente sentar à sombra de uma árvore pode ser uma forma poderosa de descansar a mente, renovar as energias e até despertar a criatividade. Aproveitar o espaço ao ar livre é um presente que faz bem para o corpo e para a saúde mental – e, quem sabe, rende até boas ideias para levar à sala de aula.

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Tudo com apoio de cursos gratuitos e on-line da plataforma Escolas Conectadas.Prepare seu planejamento e venha com a gente!Dia da Imprensa (01/06)A educação midiática é uma competência considerada essencial pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se da capacidade de interpretar e analisar criticamente produções que vêm da mídia. Assim, o Dia da Imprensa é uma excelente oportunidade de estudar o processo por trás da construção de uma narrativaSeus alunos sabem interpretar o que consomem nas redes? Aproveite essa data para discutir notícias falsas, construção de narrativas e o impacto da mídia na formação de opinião. Uma aula assim não só estimula o pensamento crítico, como ajuda os estudantes a se tornarem leitores mais conscientes do mundo.Dica de ouro: o curso “Cidadania Digital” apresenta as noções básicas de educação midiática e desinformação, entre outros temas. Aproveite que as inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 22/06!Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Nacional da Reciclagem (05/06)O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma ótima oportunidade para começar o mês mostrando aos seus estudantes a importância da preservação da natureza – e o que todos nós ganhamos com isso.Na mesma toada, o descarte irregular de plásticos é uma das atividades mais danosas ao meio ambiente. Na mesma data da efeméride global, o Brasil também celebra o Dia da Reciclagem, uma ótima oportunidade para falar sobre incentivo à reciclagem e como isso traria benefícios ao meio ambiente. Aproveitando, você já pensou em utilizar a programação para estimular sua turma a compreender os impactos da poluição de plástico no meio ambiente? E desenvolver soluções ou narrativas que promovam a sensibilização e o consumo consciente? Pois é exatamente isso que a atividade “Programação e Sensibilização Ambiental” pretende alcançar. Confira o relato completo da atividade na seção Conectando Práticas.Lembrando que, para ambas as datas, é fundamental que o letramento em dados esteja em dia, já que cada vez mais estatísticas sobre o meio ambiente são geradas. Afinal, de quais maneiras esses inúmeros dados podem ser trabalhados em sala de aula? O curso “Elementar, meu caro! Dados, um universo em expansão” busca responder essa e outras perguntas.Dia Mundial dos Oceanos (08/06)O início de junho é um convite para refletirmos sobre a preservação de todos os ecossistemas que fazem a Terra funcionar como o único planeta, até onde conhecemos, onde há vida e água. Nesse sentido, os oceanos cumprem um papel essencial no equilíbrio da natureza. Afinal, ele é o lar para 70% da vida terrestre, produz oxigênio, regula o clima e distribui calor. 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