Convide seus alunos a serem protagonistas de suas histórias com o curso Narro, logo existo!
22/06/21
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Competências digitais também podem contribuir na preparaç...
Habilidades mobilizadas pelo exame podem ser desenvolvidas em experiências de aprendizagem que vão muito além do treinamento para a prova.Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma busca na internet ou uma ferramenta de Inteligência Artificial traz uma resposta para praticamente qualquer pergunta. Para a escola, porém, o desafio não é apenas ensinar os estudantes a encontrar informações, mas ajudá-los a compreender, questionar, comparar e transformar aquilo que encontram em conhecimento – capacidades que também fazem parte da preparação para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).É nessa perspectiva que José Manuel Moran, professor e pesquisador na área de educação e tecnologia, entende o papel das ferramentas digitais no processo de aprendizagem. Para ele, o potencial da tecnologia depende principalmente da maneira como ela é utilizada. Uma mesma ferramenta pode servir para copiar uma resposta ou para investigar um assunto, comparar informações e aprofundar uma questão.“Se você é uma pessoa inquieta, não se contenta com a primeira pergunta. Você vai lá, conversa e até ‘viaja’ com a IA. Quem não faz isso fica só buscando receita, resposta pronta”, afirma Moran. Essa ideia ajuda a pensar em uma questão importante para a educação na cultura digital: mais do que ensinar a usar ferramentas, é preciso desenvolver a capacidade de fazer boas perguntas, avaliar respostas e tomar decisões sobre o que fazer com a informação. São experiências que contribuem para desenvolver aprendizagens importantes e que também dialogam com capacidades mobilizadas pelo ENEM.O que as competências digitais têm a ver com o ENEM?Quando se fala em preparação para o ENEM, é comum pensar em revisão de conteúdos, listas de exercícios e simulados. Mas o exame também exige que o estudante interprete textos, analise informações, enfrente situações-problema e construa argumentos.Moran reconhece esse aspecto e, segundo ele, isso abre uma possibilidade interessante para o trabalho docente: essas capacidades não precisam ser desenvolvidas apenas em atividades explicitamente preparatórias para a prova.Quando o professor propõe situações em que os estudantes precisam investigar, selecionar informações, interpretar dados, explicar seu raciocínio, defender uma ideia ou buscar diferentes caminhos para resolver um problema, também está desenvolvendo competências importantes para o ENEM e para diferentes situações da vida, dentro e fora da escola.O mesmo vale para a produção textual. Em vez de trabalhar apenas modelos prontos de redação, por exemplo, o professor pode criar situações em que os estudantes pesquisem sobre um tema, confrontem diferentes perspectivas, selecionem evidências, organizem argumentos e formulem suas próprias conclusões.É nesse sentido que as competências digitais podem contribuir para a preparação dos estudantes. A tecnologia amplia as possibilidades de pesquisa, análise, colaboração e produção, mas o objetivo continua sendo desenvolver a capacidade do aluno de pensar e agir sobre o conhecimento.Da BNCC à prática: desenvolvendo competências no cotidianoEssa perspectiva se aproxima do desenvolvimento de competências previsto para a Educação Básica. Na cultura digital, pesquisar, analisar informações, comunicar ideias, resolver problemas e fazer escolhas também significa aprender a lidar de maneira crítica com recursos e conteúdos digitais.Na prática, uma aula pode explorar uma ferramenta de IA para gerar diferentes respostas a uma mesma pergunta e convidar os estudantes a verificar quais informações são confiáveis. Um projeto pode propor a análise de dados sobre um problema da comunidade. Uma atividade de Língua Portuguesa pode comparar como um mesmo acontecimento é apresentado em diferentes fontes. Em Ciências Humanas, materiais diversos podem servir de base para que a turma identifique perspectivas, argumentos e evidências antes de construir uma posição.Em propostas assim, o estudante deixa de ser apenas receptor de informação e passa a investigar, analisar, fazer escolhas e construir respostas. Esse tipo de experiência fortalece habilidades importantes para o ENEM sem que a aula precise reproduzir o formato da prova.Tecnologia com intencionalidade: novas escolhas para o professorAmpliar as possibilidades de aprendizagem também traz novos desafios para o educador. Quanto maior o número de ferramentas e recursos disponíveis, mais importante se torna saber escolher o que realmente faz sentido para cada objetivo e para cada turma.Moran lembra que a chegada da internet – e mais recentemente da IA – ampliou o repertório disponível ao professor, mas também tornou mais complexas suas escolhas. “Você vai sofisticando, vai ampliando possibilidades, mas também tem que fazer escolhas. Não dá para usar tudo de qualquer jeito.”Por isso, competência digital docente não significa dominar todas as plataformas existentes. Significa desenvolver critérios para decidir quando uma tecnologia pode contribuir para a aprendizagem e como utilizá-la de acordo com o contexto dos estudantes.Moran dá o exemplo da IA no planejamento de aulas. Uma ferramenta pode produzir uma proposta inicial, mas cabe ao professor analisá-la, adaptá-la e considerar as características de sua turma, da escola e da realidade em que trabalha.Acolher e desafiarPara o pesquisador, o uso significativo das tecnologias não pode ser separado da relação do professor com os estudantes. Ele destaca a importância de combinar acolhimento – conhecer o aluno, demonstrar interesse e criar condições para que ele se envolva com a aprendizagem – com o desafio de fazê-lo avançar, investigar e ir além do que já sabe. “O bom professor acolhe de um lado e desafia de outro”, resume.Essa combinação também pode orientar o uso de recursos digitais. Uma atividade não se torna significativa apenas por envolver uma tecnologia. Ela ganha sentido quando coloca o estudante diante de uma pergunta, um problema ou uma situação que exija investigação, colaboração, análise e tomada de decisão.Assim, além de contribuir para o desenvolvimento de competências importantes para o ENEM, essas experiências podem favorecer um estudante mais ativo diante do próprio aprendizado.Preparar para o ENEM sem limitar a aprendizagemA relação entre competências digitais e preparação para o ENEM, portanto, não precisa passar pela reprodução do formato da prova em sala de aula.O próprio Moran faz uma ressalva sobre esse modelo de preparação. Para ele, quando o treinamento ocupa espaço demais, existe o risco de a escola ensinar os estudantes a seguir receitas para alcançar o resultado esperado. Como exemplo, ele cita a forma como a redação pode acabar sendo trabalhada a partir de estruturas muito previsíveis. Ao mesmo tempo, reforça que uma escola pode preparar bem seus estudantes para o exame sem fazer com que todo o Ensino Médio gire em torno dele.A questão, então, não é escolher entre preparar para o ENEM e desenvolver aprendizagens mais amplas: é entender que o trabalho cotidiano com competências pode contribuir para os dois objetivos. Esse tipo de experiência ajuda a formar estudantes capazes de lidar de maneira mais crítica, criativa e autônoma com o conhecimento. E, como consequência, também pode fortalecê-los diante dos desafios que encontrarão no ENEM.Ensinar na cultura digitalPara apoiar esse trabalho, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas para educadores sobre diferentes dimensões do uso pedagógico das tecnologias.Entre as possibilidades estão os cursos de Competências Digitais, voltados a diferentes áreas do conhecimento e etapas da Educação Básica, além de formações sobre Letramento em IA, Cidadania Digital, Programação e Pensamento Computacional e Intencionalidade Pedagógica.Os cursos podem ajudar o professor a ampliar seu repertório e refletir sobre questões que aparecem na prática: que aprendizagem se pretende desenvolver? Qual recurso faz sentido para esse objetivo? Como adaptar uma proposta à realidade da turma? Como estimular que os próprios estudantes desenvolvam uma postura mais crítica e participativa diante das tecnologias?
Outubro: confira datas importantes para trabalhar em sala...
As datas comemorativas apoiam os educadores a organizarem atividades pedagógicas que engajem os estudantesAtualizado em 25/09/2026Outubro promete ser um mês agitado em todas as escolas brasileiras: além do Dia das Crianças e Dia dos Professores, há várias outras efemérides que podem ser trabalhadas dentro da sala de aula.Confira a seguir uma lista com as principais datas comemorativas de outubro e já comece a planejar as suas atividades pedagógicas. Compartilhe essas ideias com seus colegas e apoie outros educadores a se prepararem ainda melhor para o próximo mês!Dia da Natureza (04/10)Refletir sobre as ações humanas em relação ao meio ambiente. Essa é a principal meta do Dia da Natureza. Afinal, é a natureza que nos dá água, alimentos, matéria-prima para construir nossas casas e fabricar nossas roupas, além de garantir nosso desenvolvimento econômico e social. No entanto, mesmo sendo fundamental para a nossa sobrevivência, os recursos naturais estão extremamente ameaçados. Nesse cenário, é dever da escola sensibilizar os estudantes para os desafios da preservação da natureza, estimulando-os a serem defensores ativos do meio ambiente. Atividades que envolvam limpeza de áreas verdes, plantação de mudas e hortas escolares, visita às áreas de conservação, reciclagem, economia circular e sustentabilidade podem ser o ponto de partida para estimular mudanças de comportamento. Caso queira aprofundar ainda mais seus conhecimentos no tema, os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” darão novas ideias para trabalhar questões ambientais dentro de sala de aula.Dia das Crianças (12/10)Desde 1924 – ou seja, há mais de 100 anos –, as crianças de todo o Brasil têm um dia para chamar de seu. Para além de celebrar as infâncias, a data também serve para reforçar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê os direitos dessa faixa etária. Assim como a sociedade, a escola deve prezar pelos cuidados, respeito, bem-estar e direitos das crianças. São inúmeras possibilidades de ações e atividades para marcar o dia. Pode ser organizada uma sessão de cinema com os filmes preferidos da criançada; uma gincana lúdica e educativa; um piquenique em uma área aberta; uma feira de troca de brinquedos; uma roda de jogos de tabuleiro. Deixá-las brincar livremente também é sempre uma boa opção.Aos educadores que queiram elevar o patamar, há diversos cursos gratuitos para que professores conheçam estratégias e caminhos para aplicar metodologias ativas na educação básica, assim como incentivar o protagonismo dos estudantes. É o caso da formação Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação.Aliás, recentemente entrou em vigor no Brasil o ECA Digital, que atualiza o estatuto para responder aos desafios de viver em uma sociedade hiperconectada. Para apoiar educadores nesse cenário, a formação gratuita “Cidadania Digital”, da plataforma Escolas Conectadas, foi atualizada e passa a contar com um novo conteúdo dedicado à legislação, seus impactos para a educação e as possibilidades de trabalho em sala de aula.Dia do Professor (15/10)E se há um dia para homenagear as crianças, claro que há também uma data para celebrar aqueles que educam: os professores e professoras. Segundo o Censo Escolar 2025, o país conta com nada menos do que 2,4 milhões de professores atuando na educação básica. Para comemorar a existência e o trabalho árduo de todos os profissionais da educação, não há nada melhor do que reconhecer e valorizar sua importância. As escolas podem organizar espaços de homenagem e celebração dos educadores que envolvam estudantes, famílias e toda a comunidade. É sempre importante enfatizar que, mais que apenas em uma data, os educadores devem ser respeitados e valorizados durante o ano inteiro. A plataforma Escolas Conectadas aposta na formação continuada docente como forma não só de apoiar o trabalho de professores em todo o país, mas também de melhorar a educação brasileira como um todo. Para isso, disponibiliza cursos 100% gratuitos, on-line, autoformativos e com emissão de certificados.Dia da Ciência e Tecnologia (16/10)Festejar as grandes descobertas e invenções tecnológicas, mas também incentivar que a pesquisa científica não pare de avançar: esse é o objetivo do Dia da Ciência e Tecnologia.Para despertar o lado investigativo dos estudantes, os educadores podem utilizar estratégias que estimulem o interesse pela ciência e tecnologia, mostrando sua presença no dia a dia. Excursões a museus científicos, construção de maquetes e feiras de ciências são ótimas opções para estimulá-los a intervir cientificamente na sociedade.O curso gratuito “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir” busca apoiar nessa jornada científica, por meio de aliados como metodologias ativas, tecnologias digitais e abordagem STEAM (união das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).Dia do Saci e Halloween (31/10)Doces ou travessuras? Dia do Saci ou Halloween? Os dois! Ambas as comemorações acontecem no dia 31 de outubro. A tradição do Halloween tem origem na cultura celta, da Irlanda. Mas foi espalhada para todo o mundo pelos Estados Unidos, que popularizaram a festa marcada pela decoração sombria e pelas fantasias. E os estudantes adoram! Aqui no Brasil, o Halloween vem ganhando força nos últimos anos. Porém, com o objetivo de remeter a data às tradições da cultura brasileira, em 2003 foi instituído o Dia do Saci, também como forma de que as escolas adotem a data para celebrar as figuras do folclore nacional.Tanto o Dia do Saci quanto o Halloween são celebrações que podem ser usadas para trabalhar atividades como jogos e brincadeiras em sala de aula – tanto desplugadas quanto plugadas. Para potencializar o aprendizado da sua turma com o uso estratégico da tecnologia, sugerimos a você, educador, a formação Olá, mundo! Lógica de programação e autoria e a série de cursos Competências Digitais nas áreas do conhecimento da BNCC.Você perbeceu que estamos de cara nova? Em agosto, a identidade visual da comunicação da plataforma Escolas Conectadas foi atualizada. Para celebrar este momento, reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.
Setembro Amarelo: como transformar a escola em espaço de ...
A escola pode atuar na prevenção de questões de saúde mental ao criar espaços de diálogo e identificar sinais que demandem atençãoAbraçado pela cor amarela, o mês de setembro chega com um convite para falar sobre cuidado, saúde mental e valorização da vida. Na escola, essa conversa significa mais do que organizar uma atividade em um dia específico: é uma oportunidade para fortalecer vínculos, abrir espaços de escuta e ajudar estudantes a reconhecer quando precisam de apoio (e onde encontrá-lo).Essa conversa ganha importância diante dos sinais de sofrimento emocional relatados pelos próprios adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE neste ano, mostra que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram ter sentido tristeza na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores ao levantamento. Outros 26,1% afirmaram ter sentido, no mesmo período, que ninguém se preocupa com eles.O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que, no Brasil, mobiliza diferentes setores da sociedade ao longo do mês de setembro. Criada em 2015, a campanha busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção. O dia 10 de setembro, por sua vez, marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.A pesquisa também apontou que 18,5% dos adolescentes disseram ter sentido que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre. Além disso, 32% afirmaram ter sentido vontade de se machucar intencionalmente no último ano.Esses dados reforçam a importância de a escola estar atenta, mas não significam que professores ou gestores devam assumir o lugar dos profissionais de saúde. O papel da escola está em reconhecer essas questões, criar condições para que sinais de sofrimento sejam percebidos e acolhidos e, quando necessário, acionar a rede de apoio.A escola também precisa saber escutarGrande parte da infância e da adolescência acontece dentro da escola. É ali que estudantes constroem amizades, enfrentam conflitos, lidam com expectativas, fracassos e mudanças e desenvolvem formas de se relacionar consigo mesmos e com os outros. Por isso, o ambiente escolar também pode ser um espaço importante para fortalecer vínculos e criar oportunidades de escuta.Para o professor Erison Lima, de Manaus (AM), essa escuta pode revelar situações que nem sempre aparecem de forma evidente na sala de aula. Por meio do Clube do Silêncio, iniciativa criada no Centro Educacional de Tempo Integral Eng. Prof. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, os estudantes encontram um espaço de acolhimento e escuta, onde podem falar livremente sobre o que estão vivendo, com o acompanhamento do docente.O projeto nasceu em 2018, a partir das vivências de professores e estudantes diante de um contexto de violência urbana. Com reuniões semanais que ocupam diferentes espaços da escola, a ideia é que os jovens tenham a possibilidade de conversar, refletir e desenvolver relações baseadas em empatia, respeito e cuidado.“No Clube do Silêncio, o que mais sobressai é o desabafo dos jovens sobre o acúmulo das pressões diárias”, conta. Segundo ele, muitos relatos estão relacionados a crises de ansiedade, sentimentos de inadequação, medos e questões familiares e sociais.A escuta também pode mudar a maneira como o professor interpreta determinados comportamentos. “A apatia, a desatenção, a agressividade ou a queda no rendimento costumam ser equivocadamente rotulados apenas como falta de interesse ou indisciplina”, afirma Erison. Para ele, observar esse contexto ajuda a compreender que, por trás de um determinado comportamento, pode existir um sofrimento que nem sempre é evidente. Na prática, esse cuidado começa em atitudes simples: chamar o estudante pelo nome, olhar nos olhos, perceber mudanças de comportamento e, diante de um conflito ou de uma tarefa não entregue, buscar compreender melhor a situação antes de simplesmente aplicar uma punição.“Assim, deixamos de ver apenas o aluno para enxergar o sujeito integral, com suas vivências, traumas, sonhos e necessidades humanas”, resume o professor.Quando a escuta vira parte da rotinaPara Erison, a experiência do Clube do Silêncio mostra que não é preciso criar uma grande estrutura para começar. Cada escola pode adaptar a proposta à sua realidade e criar espaços seguros de escuta. “Não precisa ter o nome de clube; apenas ser um espaço seguro para eles já basta”, explica.É justamente aí que o Setembro Amarelo pode deixar de ser uma ação pontual e se transformar em uma oportunidade para incorporar o cuidado à rotina escolar. Cartazes, murais e rodas de conversa ajudam a colocar o tema em pauta, mas a prevenção ganha força quando existem espaços regulares de diálogo e uma equipe preparada para reconhecer situações que merecem atenção e encaminhamento especializado.Uma prática para começar em 10 minutosNão é preciso esperar uma grande campanha ou um projeto estruturado para abrir espaço à escuta. Inspirado no Clube do Silêncio, Erison sugere uma prática que pode ser adaptada para diferentes turmas e realizada em menos de 10 minutos:1. Faça uma pausaOrganize os estudantes em círculo e reserve um minuto para uma breve respiração guiada. A ideia é marcar uma transição entre a agitação dos corredores e o momento de encontro da turma.2. Faça uma pergunta abertaAntes de iniciar a aula, pergunte como os estudantes estão se sentindo naquele dia. Uma possibilidade é: “com qual palavra ou sentimento você define seu dia hoje?” Não é necessário que todos respondam.3. Escute sem tentar resolverQuem quiser pode compartilhar sua resposta. O papel do professor, nesse momento, é ouvir sem julgar, minimizar ou tentar solucionar imediatamente o que foi relatado. Como orienta Erison, se um estudante disser que está exausto ou com raiva, uma resposta possível é simplesmente reconhecer o que foi expressado: “obrigado por compartilhar. É legítimo se sentir assim e você não está sozinho.”4. Respeite quem prefere ficar em silêncioNinguém deve ser obrigado a falar sobre seus sentimentos. Passar a vez também é uma possibilidade. O objetivo é construir segurança, e não criar uma situação de exposição.A atividade pode ser realizada uma vez ou incorporada à rotina semanal. Segundo Erison, quando o estudante percebe que aquele espaço é seguro, a confiança pode abrir caminho para conversas mais profundas sobre saúde mental, empatia e convivência.Escutar também é saber quando pedir ajudaCriar espaços de diálogo não significa transformar professores em terapeutas. A escola pode fazer uma primeira escuta, acolher o estudante e perceber sinais que mereçam atenção, mas situações que exigem acompanhamento especializado precisam ser encaminhadas para a rede de proteção.Na experiência de Erison, esse trabalho envolve o contato com psicólogos e assistentes sociais da rede de educação, que podem orientar os professores e contribuir para o acompanhamento dos casos. Dependendo da situação e da organização do território, essa articulação pode envolver também serviços de saúde e assistência social, além dos responsáveis pelos estudantes. “A escola não pode ser uma ilha isolada”, resume o docente.E a vida digital também faz parte dessa conversaSe a escola quer falar sobre o bem-estar de crianças e adolescentes, também precisa olhar para os espaços onde boa parte das relações acontece hoje. Redes sociais, aplicativos e plataformas fazem parte da vida cotidiana dos estudantes e podem ser espaços de conexão e pertencimento, mas também de exposição, cyberbullying, discursos de ódio, conflitos e pressão social.O que acontece no ambiente digital não fica necessariamente do lado de fora do portão. Conflitos entre estudantes podem continuar nas redes, uma exposição pode repercutir na sala de aula e situações vividas no mundo virtual podem aparecer na escola em forma de isolamento, ansiedade, agressividade ou queda no rendimento.Por isso, desenvolver uma relação mais consciente, segura e responsável com o ambiente digital também é uma forma de cuidado. A educação para a cidadania digital ajuda estudantes a compreender os riscos e as responsabilidades envolvidos nas interações on-line e a construir estratégias para lidar com diferentes situações.Na plataforma Escolas Conectadas, o curso “Computação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo” aborda temas como cidadania digital, desinformação, cyberbullying, saúde mental e inclusão, propondo caminhos para trabalhar o uso seguro e criativo das redes em sala de aula.Já a formação “Cidadania Digital” propõe um olhar mais amplo sobre a vida dos estudantes na internet, passando por reputação digital, segurança, Inteligência Artificial, discursos de ódio, direitos e deveres on-line.
Uma década de transformação digital na educação: por que ...
Reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.A plataforma Escolas Conectadas está de cara nova. A partir de agora, nossa comunicação ganha uma nova identidade visual, mais contemporânea, acolhedora e conectada aos ambientes digitais.A mudança acompanha um momento importante: em 2026, o ProFuturo, programa global de educação digital do qual a Escolas Conectadas faz parte, completa dez anos. Criado pela Fundação Telefônica Vivo e pela Fundação “la Caixa”, o programa atua em diferentes países para promover uma educação de qualidade por meio da tecnologia, com atenção especial à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades de aprendizagem.Fazer parte dessa iniciativa também significa acompanhar de perto as transformações que atravessam a educação digital no Brasil e no mundo. Ao longo dos últimos dez anos, vimos a tecnologia deixar de ser discutida apenas como infraestrutura e passar a ocupar um espaço cada vez mais amplo no debate educacional. Hoje, falamos também de Inteligência Artificial, competências digitais, educação midiática, cidadania digital, pensamento computacional, inclusão e acessibilidade.É nesse movimento que a Escolas Conectadas também se transforma. Assim como o ProFuturo, acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma educação mais inclusiva e para a redução das desigualdades quando utilizada com intencionalidade pedagógica. Mais do que incorporar novas ferramentas, trata-se de apoiar educadores para que possam fazer escolhas conscientes sobre como, quando e por que utilizar a tecnologia em suas práticas.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE IA+ Inteligência Artificial na Educação: Fundamentos+ Inteligência Artificial: Uso criativo para transformar a aprendizagemPor isso, nossa nova identidade visual não é apenas uma mudança estética. Ela representa a evolução da própria conversa sobre tecnologia e educação, e o compromisso de continuar acompanhando essa transformação para apoiar os educadores brasileiros diante dos desafios do presente e do futuro.Para marcar o lançamento da nova identidade visual da plataforma Escolas Conectadas, preparamos um conteúdo especial sobre educação digital. A linha do tempo abaixo reúne marcos importantes da educação brasileira ao longo da última década: os temas que ganharam espaço nas escolas, os debates que se tornaram políticas educacionais e as novas questões que passaram a fazer parte da jornada de educadores em todo país. 1.webp 97.6 KB 2.webp 94 KB 3.webp 99.2 KB 4.png 97.6 KB Da inovação pedagógica às políticas públicasHá 10 anos, em 2016, um dos focos dos educadores estava em experimentar novas formas de ensinar. A cultura maker, as metodologias ativas e a aprendizagem baseada em projetos mostraram que a tecnologia poderia apoiar experiências mais criativas e participativas em sala de aula.Em 2017, a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deu um passo importante ao incluir a cultura digital entre as Competências Gerais da Educação Básica. Pela primeira vez, o uso das tecnologias deixou de ser visto apenas como apoio às aulas e passou a fazer parte das aprendizagens essenciais previstas para todos os estudantes.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE BNCC COMPUTAÇÂO+ BNCC Computação: Fundamentos e práticas+ Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC ComputaçãoAo mesmo tempo, cresceram discussões sobre equidade, representatividade e a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia, ampliando o olhar sobre quem faz parte da construção do futuro digital.Pandemia: transformação aceleradaEm 2020, a pandemia da Covid-19 colocou as tecnologias digitais no centro da educação. O ensino remoto exigiu respostas rápidas de professores, gestores e redes de ensino, evidenciando tanto o potencial quanto os desafios do uso das tecnologias.Nos anos seguintes, o debate evoluiu para o ensino híbrido e para a recomposição das aprendizagens. Mais do que combinar atividades presenciais e virtuais, tornou-se necessário repensar estratégias pedagógicas capazes de atender estudantes com diferentes trajetórias e necessidades.Esse período também evidenciou a importância da formação continuada dos educadores. Em um cenário de mudanças constantes, aprender a utilizar novas tecnologias com intencionalidade pedagógica passou a ser ainda mais necessário para a prática docente.Uma nova etapa para a educação digitalOs últimos anos consolidaram uma nova fase dessa transformação digital. A homologação da BNCC Computação, em 2022, fortaleceu o debate sobre competências digitais e abriu caminho para que a Computação passasse a integrar o currículo da Educação Básica. Ao mesmo tempo, a chegada da IA generativa trouxe novas possibilidades para o planejamento das aulas, a produção de materiais e a aprendizagem, acompanhadas de discussões sobre ética, autoria e pensamento crítico.Também ganharam espaço temas como educação midiática, cidadania digital, inclusão e acessibilidade. Em comum, todos eles reforçam uma mesma ideia: formar estudantes para viver, aprender e participar de uma sociedade cada vez mais conectada.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE COMPUTAÇÃO NA EDUCAÇÂO+ Redes Sociais para o uso consciente e criativo+ Pensamento Computacional e Programação na educaçãoEvoluir junto com a educaçãoAcompanhar esses debates educacionais faz parte da trajetória da Escolas Conectadas. Desde sua criação, em 2015, a plataforma busca apoiar educadores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e inclusivas, oferecendo formações gratuitas que acompanham as necessidades de cada momento da educação brasileira.
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