Logo Profuturo Program

enlightED 2022: saiba como e por quê trabalhar a Cultura Digital em sala de aula

14/12/22

Um dos maiores eventos globais de educação destacou a formação docente como indispensável para a educação pública na Era Digital

 

Sem dúvida, a cultura digital impacta diretamente os rumos da educação. Ainda assim, a inclusão de tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem não pode ser feita sem intencionalidade. Esse foi um dos temas debatidos durante o enlightED Brasil 2022.

“Uma vez que estamos de volta à escola, as tecnologias digitais não podem mais ser pensadas de forma isolada. A inovação na educação é muito mais metodológica do que tecnológica. Certamente, são as estratégias pedagógicas que vão garantir resultados efetivos na aprendizagem dos estudantes”, pontuou Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional.

A especialista em psicologia escolar foi uma das convidadas do evento, realizado em novembro. No Brasil, foi organizado pela Fundação Telefônica Vivo e transmitido on-line. A iniciativa faz parte de uma coalizão que teve início em 2017, na Espanha, e já se configura como uma das principais conferências mundiais sobre educação, tecnologia e inovação. 

Ao longo de dois dias de evento, os convidados debateram temas como cultura digital para as juventudes, combate às desigualdades educacionais e desenvolvimento de competências digitais. Entre as conclusões tiradas, uma delas se destacou: a necessidade de investir em formação docente. 

 

Leia mais: Formação continuada para educadores é prioridade no pós-pandemia

 

Cultura Digital: como a tecnologia pode se aliar à educação pública?

Durante a mesa “A tecnologia como aliada para enfrentar os desafios atuais das escolas”, os professores Lilian Bacich e Luciano Meira reforçaram a importância de construir uma cultura digital a partir de três frentes: reformulação curricular, recomposição de aprendizagem e formação de professores.

“Antes de tudo, a transformação digital exige uma mudança cultural na mentalidade das pessoas. Por isso, desenvolver competências digitais em educadores é fundamental para que eles possam usar as tecnologias para apoiar processos de engajamento e personalização”, ponderou Luciano Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e cofundador da Joy Education.

De acordo com o especialista em metodologias ativas, as tecnologias digitais podem potencializar as etapas que constituem uma aprendizagem significativa. São elas: engajamento, desenvolvimento de competências e criação de comunidades. Além disso, também ajudam a enfrentar a indisciplina em sala de aula. “Afinal, quando os estudantes encontram uma motivação para aprender, passam a enxergar mais sentido na escola”, acrescenta.

Em complemento, Lilian Bacich recomenda aos educadores trazer os estudantes como aliados nessa curva de aprendizagem com o uso de tecnologias. Ao mesmo tempo em que eles assumem papel de protagonistas, também auxiliam os professores nas atividades propostas. 

“Assim como as competências socioemocionais, a tecnologia não precisa ser trabalhada em uma aula específica. Ambas devem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Dessa forma, os estudantes desenvolvem competências de forma integral e interdisciplinar”, concluiu a especialista.

 

Trabalhe Cultura Digital com a plataforma Escolas Conectadas

Pensando em oferecer recursos para que os educadores possam inserir a cultura digital de forma transversal em sala de aula, a plataforma Escolas Conectadas oferece formações gratuitas que trazem a temática sob diversos ângulos.

Desde narrativas digitais até programação desplugada, os cursos abordam metodologias ativas que podem contribuir para potencializar o aprendizado dos estudantes a partir de tecnologias digitais. Além disso, são certificados e alinhados às competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Confira as formações com inscrições abertas:

 

1. BNCC, autoria e tecnologias digitais: inspirações para criar e aprender

Carga horária: 10 horas

Modalidade: Autoformativo (sem mediação)

Nesta formação, você vai entender mais sobre como as tecnologias digitais podem potencializar a curiosidade e a autoria dos estudantes. A partir de ambientes virtuais de aprendizagem, plataformas, aplicativos e ferramentas, você vai poder trazer recursos gamificados e multimídia para suas aulas. Além disso, todos os módulos estão alinhados às competências previstas pela BNCC. Clique aqui para se inscrever!

Caso queira aprofundar ainda mais essa discussão, recomendamos o curso de 40 horas Escola Digital: tecnologias e currículo, que também está com inscrições abertas.

 

2. Se meu computador pensasse: uma correlação entre a lógica computacional e os problemas do dia a dia

Carga horária: 30 horas

Modalidade: Autoformativo (sem mediação)

O curso aborda a Cultura Digital e o Pensamento Computacional como propulsores da identificação de problemas e da  busca de soluções a partir do raciocínio lógico e da criatividade. A proposta é fazer com que os educadores se familiarizem com essa mentalidade colocando a mão na massa de forma lúdica. Saiba mais e inscreva-se!

 

3. Cidadania Digital: como ela se conecta com a sala de aula?

Carga horária: 10 horas

Modalidade: Autoformativo (sem mediação)

A partir de uma jornada prática, o curso busca introduzir a cidadania digital nas escolas. Assim, os educadores poderão encorajar as crianças e jovens para um uso consciente e responsável da internet. Nele você terá a chance de navegar por artigos, pesquisas e vídeos com especialistas para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. Inscreva-se já!

Se você reconhece a importância da cidadania digital e quer se preparar mais para esta nova realidade digital, confira o curso de 48 horas Cidadania digital: educando para o uso consciente da internet”

 

4. O pulo do gato: criando jogos e animações com Scratch

Carga horária: 30 horas

Modalidade: Autoformativo (sem mediação)

Esta formação propõe a programação em blocos como estratégia de apoio à mobilização e ao desenvolvimento do pensamento criativo, lógico e analítico dos estudantes. Com a utilização do Scratch, uma das linguagens de programação mais populares do mundo, você e seus alunos são convidados a dar os primeiros passos na construção de aplicativos, jogos, animações e outros recursos autorais. Além disso, os educadores contam com uma rede de professores para trocar e aprimorar suas produções durante o período de aprendizagem. Inscreva-se e participe da turma!

Comentários


Escreva um comentário


Conteúdos Recentes

Setembro: confira datas importantes para trabalhar em sal...

Ao planejar as atividades pedagógicas do mês, não deixe de levar em consideração as datas comemorativasAtualizado em 26/08/2026Já vai começar setembro! O mês apresenta datas comemorativas que podem ser trabalhadas de maneiras criativas em diversas disciplinas. Com temas atuais, que vão de sustentabilidade e defesa da democracia até a valorização da vida, surgem ricas oportunidades de debates com os estudantes. Na plataforma Escolas Conectadas, você, educador(a), encontra conteúdos e cursos gratuitos para apoiar o seu planejamento pedagógico. Confira a seguir!Dia da Amazônia (05/09)Logo no início do mês, o Dia da Amazônia celebra um dos maiores patrimônios naturais do planeta. Muitos superlativos são necessários para falar da maior floresta tropical do mundo: é a maior reserva natural da Terra, com sete milhões de quilômetros quadrados, é o maior bioma do Brasil e a maior bacia hidrográfica do mundo. O seu território também reúne nada menos que nove países. Além disso, a Amazônia abriga diversas comunidades indígenas e tradicionais e reúne inúmeras espécies animais e vegetais. Hoje, contudo, a floresta passa por um processo intenso de desmatamento que está deixando um impacto negativo em todo o planeta. Já pensou em usar a Amazônia como ponto de partida para projetos estudantis? Isso vale para a maioria das disciplinas, e uma boa fonte de ideias para os educadores são os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Eureka! Investigar, descobrir, conectar, criar e refletir”.Dia Mundial da Alfabetização (08/09)Uma das bases da educação é também um dos direitos humanos mais básicos: a alfabetização. Por isso, em 1967, a Organização das Nações Unidas escolheu a data para homenagear esse processo de aprendizagem. Já parou para pensar que, além de um marco para o desenvolvimento de qualquer pessoa, a alfabetização também é fundamental para o desenvolvimento social e econômico em todo o mundo? Para celebrar essa data, os educadores podem organizar concursos de poesia, atividades de leitura e propostas de produção de texto, buscando estimular processos linguísticos relacionados às práticas de letramento em diferentes anos da educação básica. Melhor ainda se forem realizadas de forma lúdica, para que os estudantes aprimorem suas habilidades com a linguagem e reflitam sobre as estruturas e usos sociais da língua.Aliás, que tal adicionar ao seu repertório algumas competências digitais que impulsionam o ensino da Língua Portuguesa? Aqui na plataforma, os professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, assim como dos Anos Finais e do Ensino Médio, encontram cursos gratuitos especialmente com essa finalidade.Dia Nacional de Prevenção ao Suicídio (10/09)Um tema urgente como esse não pode ficar de fora da escola. A cada ano, mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são aproximadamente 14 mil por ano. A maioria dos casos está relacionada a transtornos mentais, segundo especialistas, e é preciso alertar que esses problemas se manifestam cada vez mais cedo.Por isso, é importante que os profissionais da educação estejam preparados para levar esse tema para dentro de suas atividades pedagógicas. Ações que valorizem a vida dos estudantes devem estar no centro das discussões – não somente neste dia, mas durante todo o mês, período em que é realizada a campanha Setembro Amarelo. LEIA MAIS+ Setembro Amarelo: como transformar a escola em espaço de escuta, cuidado e prevençãoAtualmente, para falar de bem-estar com os estudantes, é imprescindível que o mundo digital seja abordado. Afinal, as redes sociais costumam ser um espaço de muita exposição e insegurança para adolescentes e jovens. Para se aprofundar no tema, o curso “Cidadania digital” incentiva o uso seguro, consciente e responsável da internet entre educadores e estudantes, abordando temas como violência e segurança digital, combate à intolerância e cyberbullying.Dia do Programador (13/09)As habilidades presentes na profissão de programador(a) fazem parte das principais competências para o futuro do mercado de trabalho. Nesse sentido, introduzir conceitos básicos de programação em sala de aula é uma forma de estimular o pensamento lógico e a resolução de problemas entre os estudantes. E, se a programação é o meio pelo qual a teoria da computação é aplicada para criar softwares e sistemas funcionais, por que não se aprofundar em computação com cursos 100% on-line e gratuitos? Diversas formações gratuitas da plataforma Escolas Conectadas mostram como ensinar computação deve ir muito além da programação: ela ensina a pensar com lógica, ética e criatividade, além de ajudar a fazer boas escolhas no mundo digital.Conheça todos os cursos e inscreva-se agora mesmo:BNCC Computação: Fundamentos e PráticasComputação na Educação: Relações Binárias na Prática EducacionalComputação na Educação: Fundamentos, Ética e Criatividade da IA GenerativaComputação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e CriativoDia Internacional da Democracia (15/09)Um sistema político democrático é o ponto de partida para o desenvolvimento de qualquer sociedade, baseada no respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. Em ano de eleições no Brasil, é importante que os educadores reforcem os principais pilares da democracia aos seus estudantes, apresentando também os conceitos de cidadania e representatividade. Já pensou na possibilidade de, periodicamente, realizar assembleias em sala de aula? São momentos de intensa vivência democrática e também uma ótima forma de exercer a cidadania.Aliás, você conhece a história do professor Hailisson Ferreira? Ele utilizou suas competências digitais para realizar uma eleição com a própria turma e incentivar discussões sobre democracia e representatividade. Leia aqui.E quando o assunto é democracia, é imprescindível falar também sobre combate ao racismo. Nesse sentido, recomendamos os cursos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”, que buscam facilitar e ampliar a incorporação da temática nas salas de aula e nos projetos pedagógicos.

0

Setembro Amarelo: como transformar a escola em espaço de ...

A escola pode atuar na prevenção de questões de saúde mental ao criar espaços de diálogo e identificar sinais que demandem atençãoAbraçado pela cor amarela, o mês de setembro chega com um convite para falar sobre cuidado, saúde mental e valorização da vida. Na escola, essa conversa significa mais do que organizar uma atividade em um dia específico: é uma oportunidade para fortalecer vínculos, abrir espaços de escuta e ajudar estudantes a reconhecer quando precisam de apoio (e onde encontrá-lo).Essa conversa ganha importância diante dos sinais de sofrimento emocional relatados pelos próprios adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE neste ano, mostra que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram ter sentido tristeza na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores ao levantamento. Outros 26,1% afirmaram ter sentido, no mesmo período, que ninguém se preocupa com eles.O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que, no Brasil, mobiliza diferentes setores da sociedade ao longo do mês de setembro. Criada em 2015, a campanha busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção. O dia 10 de setembro, por sua vez, marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.A pesquisa também apontou que 18,5% dos adolescentes disseram ter sentido que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre. Além disso, 32% afirmaram ter sentido vontade de se machucar intencionalmente no último ano.Esses dados reforçam a importância de a escola estar atenta, mas não significam que professores ou gestores devam assumir o lugar dos profissionais de saúde. O papel da escola está em reconhecer essas questões, criar condições para que sinais de sofrimento sejam percebidos e acolhidos e, quando necessário, acionar a rede de apoio.A escola também precisa saber escutarGrande parte da infância e da adolescência acontece dentro da escola. É ali que estudantes constroem amizades, enfrentam conflitos, lidam com expectativas, fracassos e mudanças e desenvolvem formas de se relacionar consigo mesmos e com os outros. Por isso, o ambiente escolar também pode ser um espaço importante para fortalecer vínculos e criar oportunidades de escuta.Para o professor Erison Lima, de Manaus (AM), essa escuta pode revelar situações que nem sempre aparecem de forma evidente na sala de aula. Por meio do Clube do Silêncio, iniciativa criada no Centro Educacional de Tempo Integral Eng. Prof. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, os estudantes encontram um espaço de acolhimento e escuta, onde podem falar livremente sobre o que estão vivendo, com o acompanhamento do docente.O projeto nasceu em 2018, a partir das vivências de professores e estudantes diante de um contexto de violência urbana. Com reuniões semanais que ocupam diferentes espaços da escola, a ideia é que os jovens tenham a possibilidade de conversar,  refletir e desenvolver relações baseadas em empatia, respeito e cuidado.“No Clube do Silêncio, o que mais sobressai é o desabafo dos jovens sobre o acúmulo das pressões diárias”, conta. Segundo ele, muitos relatos estão relacionados a crises de ansiedade, sentimentos de inadequação, medos e questões familiares e sociais.A escuta também pode mudar a maneira como o professor interpreta determinados comportamentos. “A apatia, a desatenção, a agressividade ou a queda no rendimento costumam ser equivocadamente rotulados apenas como falta de interesse ou indisciplina”, afirma Erison. Para ele, observar esse contexto ajuda a compreender que, por trás de um determinado comportamento, pode existir um sofrimento que nem sempre é evidente. Na prática, esse cuidado começa em atitudes simples: chamar o estudante pelo nome, olhar nos olhos, perceber mudanças de comportamento e, diante de um conflito ou de uma tarefa não entregue, buscar compreender melhor a situação antes de simplesmente aplicar uma punição.“Assim, deixamos de ver apenas o aluno para enxergar o sujeito integral, com suas vivências, traumas, sonhos e necessidades humanas”, resume o professor.Quando a escuta vira parte da rotinaPara Erison, a experiência do Clube do Silêncio mostra que não é preciso criar uma grande estrutura para começar. Cada escola pode adaptar a proposta à sua realidade e criar espaços seguros de escuta. “Não precisa ter o nome de clube; apenas ser um espaço seguro para eles já basta”, explica.É justamente aí que o Setembro Amarelo pode deixar de ser uma ação pontual e se transformar em uma oportunidade para incorporar o cuidado à rotina escolar. Cartazes, murais e rodas de conversa ajudam a colocar o tema em pauta, mas a prevenção ganha força quando existem espaços regulares de diálogo e uma equipe preparada para reconhecer situações que merecem atenção e encaminhamento especializado.Uma prática para começar em 10 minutosNão é preciso esperar uma grande campanha ou um projeto estruturado para abrir espaço à escuta. Inspirado no Clube do Silêncio, Erison sugere uma prática que pode ser adaptada para diferentes turmas e realizada em menos de 10 minutos:1. Faça uma pausaOrganize os estudantes em círculo e reserve um minuto para uma breve respiração guiada. A ideia é marcar uma transição entre a agitação dos corredores e o momento de encontro da turma.2. Faça uma pergunta abertaAntes de iniciar a aula, pergunte como os estudantes estão se sentindo naquele dia. Uma possibilidade é: “com qual palavra ou sentimento você define seu dia hoje?” Não é necessário que todos respondam.3. Escute sem tentar resolverQuem quiser pode compartilhar sua resposta. O papel do professor, nesse momento, é ouvir sem julgar, minimizar ou tentar solucionar imediatamente o que foi relatado. Como orienta Erison, se um estudante disser que está exausto ou com raiva, uma resposta possível é simplesmente reconhecer o que foi expressado: “obrigado por compartilhar. É legítimo se sentir assim e você não está sozinho.”4. Respeite quem prefere ficar em silêncioNinguém deve ser obrigado a falar sobre seus sentimentos. Passar a vez também é uma possibilidade. O objetivo é construir segurança, e não criar uma situação de exposição.A atividade pode ser realizada uma vez ou incorporada à rotina semanal. Segundo Erison, quando o estudante percebe que aquele espaço é seguro, a confiança pode abrir caminho para conversas mais profundas sobre saúde mental, empatia e convivência.Escutar também é saber quando pedir ajudaCriar espaços de diálogo não significa transformar professores em terapeutas. A escola pode fazer uma primeira escuta, acolher o estudante e perceber sinais que mereçam atenção, mas situações que exigem acompanhamento especializado precisam ser encaminhadas para a rede de proteção.Na experiência de Erison, esse trabalho envolve o contato com psicólogos e assistentes sociais da rede de educação, que podem orientar os professores e contribuir para o acompanhamento dos casos. Dependendo da situação e da organização do território, essa articulação pode envolver também serviços de saúde e assistência social, além dos responsáveis pelos estudantes. “A escola não pode ser uma ilha isolada”, resume o docente.E a vida digital também faz parte dessa conversaSe a escola quer falar sobre o bem-estar de crianças e adolescentes, também precisa olhar para os espaços onde boa parte das relações acontece hoje. Redes sociais, aplicativos e plataformas fazem parte da vida cotidiana dos estudantes e podem ser espaços de conexão e pertencimento, mas também de exposição, cyberbullying, discursos de ódio, conflitos e pressão social.O que acontece no ambiente digital não fica necessariamente do lado de fora do portão. Conflitos entre estudantes podem continuar nas redes, uma exposição pode repercutir na sala de aula e situações vividas no mundo virtual podem aparecer na escola em forma de isolamento, ansiedade, agressividade ou queda no rendimento.Por isso, desenvolver uma relação mais consciente, segura e responsável com o ambiente digital também é uma forma de cuidado. A educação para a cidadania digital ajuda estudantes a compreender os riscos e as responsabilidades envolvidos nas interações on-line e a construir estratégias para lidar com diferentes situações.Na plataforma Escolas Conectadas, o curso “Computação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo” aborda temas como cidadania digital, desinformação, cyberbullying, saúde mental e inclusão, propondo caminhos para trabalhar o uso seguro e criativo das redes em sala de aula.Já a formação “Cidadania Digital” propõe um olhar mais amplo sobre a vida dos estudantes na internet, passando por reputação digital, segurança, Inteligência Artificial, discursos de ódio, direitos e deveres on-line.

1

Uma década de transformação digital na educação: por que ...

Reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.A plataforma Escolas Conectadas está de cara nova. A partir de agora, nossa comunicação ganha uma nova identidade visual, mais contemporânea, acolhedora e conectada aos ambientes digitais.A mudança acompanha um momento importante: em 2026, o ProFuturo, programa global de educação digital do qual a Escolas Conectadas faz parte, completa dez anos. Criado pela Fundação Telefônica Vivo e pela Fundação “la Caixa”, o programa atua em diferentes países para promover uma educação de qualidade por meio da tecnologia, com atenção especial à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades de aprendizagem.Fazer parte dessa iniciativa também significa acompanhar de perto as transformações que atravessam a educação digital no Brasil e no mundo. Ao longo dos últimos dez anos, vimos a tecnologia deixar de ser discutida apenas como infraestrutura e passar a ocupar um espaço cada vez mais amplo no debate educacional. Hoje, falamos também de Inteligência Artificial, competências digitais, educação midiática, cidadania digital, pensamento computacional, inclusão e acessibilidade.É nesse movimento que a Escolas Conectadas também se transforma. Assim como o ProFuturo, acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma educação mais inclusiva e para a redução das desigualdades quando utilizada com intencionalidade pedagógica. Mais do que incorporar novas ferramentas, trata-se de apoiar educadores para que possam fazer escolhas conscientes sobre como, quando e por que utilizar a tecnologia em suas práticas.Por isso, nossa nova identidade visual não é apenas uma mudança estética. Ela representa a evolução da própria conversa sobre tecnologia e educação, e o compromisso de continuar acompanhando essa transformação para apoiar os educadores brasileiros diante dos desafios do presente e do futuro.Para marcar o lançamento da nova identidade visual da plataforma Escolas Conectadas, preparamos um conteúdo especial sobre educação digital. A linha do tempo abaixo reúne marcos importantes da educação brasileira ao longo da última década: os temas que ganharam espaço nas escolas, os debates que se tornaram políticas educacionais e as novas questões que passaram a fazer parte da jornada de educadores em todo país. 1.webp 97.6 KB 2.webp 94 KB 3.webp 99.2 KB 4.png 97.6 KB Da inovação pedagógica às políticas públicasHá 10 anos, em 2016, um dos focos dos educadores estava em experimentar novas formas de ensinar. A cultura maker, as metodologias ativas e a aprendizagem baseada em projetos mostraram que a tecnologia poderia apoiar experiências mais criativas e participativas em sala de aula.Em 2017, a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deu um passo importante ao incluir a cultura digital entre as Competências Gerais da Educação Básica. Pela primeira vez, o uso das tecnologias deixou de ser visto apenas como apoio às aulas e passou a fazer parte das aprendizagens essenciais previstas para todos os estudantes.Ao mesmo tempo, cresceram discussões sobre equidade, representatividade e a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia, ampliando o olhar sobre quem faz parte da construção do futuro digital.Pandemia: transformação aceleradaEm 2020, a pandemia da Covid-19 colocou as tecnologias digitais no centro da educação. O ensino remoto exigiu respostas rápidas de professores, gestores e redes de ensino, evidenciando tanto o potencial quanto os desafios do uso das tecnologias.Nos anos seguintes, o debate evoluiu para o ensino híbrido e para a recomposição das aprendizagens. Mais do que combinar atividades presenciais e virtuais, tornou-se necessário repensar estratégias pedagógicas capazes de atender estudantes com diferentes trajetórias e necessidades.Esse período também evidenciou a importância da formação continuada dos educadores. Em um cenário de mudanças constantes, aprender a utilizar novas tecnologias com intencionalidade pedagógica passou a ser ainda mais necessário para a prática docente.Uma nova etapa para a educação digitalOs últimos anos consolidaram uma nova fase dessa transformação digital. A homologação da BNCC Computação, em 2022, fortaleceu o debate sobre competências digitais e abriu caminho para que a Computação passasse a integrar o currículo da Educação Básica. Ao mesmo tempo, a chegada da IA generativa trouxe novas possibilidades para o planejamento das aulas, a produção de materiais e a aprendizagem, acompanhadas de discussões sobre ética, autoria e pensamento crítico.Também ganharam espaço temas como educação midiática, cidadania digital, inclusão e acessibilidade. Em comum, todos eles reforçam uma mesma ideia: formar estudantes para viver, aprender e participar de uma sociedade cada vez mais conectada.Evoluir junto com a educaçãoAcompanhar esses debates educacionais faz parte da trajetória da Escolas Conectadas. Desde sua criação, em 2015, a plataforma busca apoiar educadores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e inclusivas, oferecendo formações gratuitas que acompanham as necessidades de cada momento da educação brasileira.

0

Agosto: temas importantes do mês para trabalhar em sala d...

Atualizado em 28/07/2026Agosto é sempre assim: fim de férias e volta às aulas! Para apoiar os educadores a recuperarem o ritmo pedagógico e fazerem do retorno escolar um momento divertido e estimulante para os estudantes, separamos diversas datas importantes do calendário para serem trabalhadas durante o mês. Confira a seguir a Agenda do Educador de agosto!Dia Nacional do Documentário Brasileiro (07/08)O Brasil tem um cenário fértil de produções cinematográficas – incluindo filmes indicados e premiados no Oscar – e um histórico de documentários que podem ser inseridos em diversas disciplinas como uma ferramenta pedagógica. A produção de vídeos e fotos é uma forma interessante de desenvolver habilidades como autoria, comunicação, síntese, colaboração, resolução de problemas e negociação de pontos de vista a partir da construção de narrativas. Aproveite a data e experimente com seus estudantes em sala de aula!A “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores” apresenta ferramentas digitais promissoras, incluindo temas como fotografia e vídeo, para potencializar o trabalho do professor.Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08)Desde 1995, a data celebra todos os povos originários e busca conscientizar sobre a sua realidade, principalmente no que se refere às condições de vida e cultura, bem como a garantia dos direitos humanos.E você, já pensou em como trabalhar essa efeméride em sala de aula? É importante lembrar que representações estereotipadas devem ser evitadas, buscando apresentar os povos indígenas com respeito às suas origens e culturas. Para isso, vale explorar de tudo: jogos e brincadeiras de origem indígena, histórias e lendas, danças e músicas, palavras de origem indígena, e assim em diante!Se você quiser se aprofundar nos fundamentos da educação antirracista, que envolve também a luta dos povos originários, a dica são os nossos cursos gratuitos “Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos” e “Tecnologia como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas”.Para completar, o Dicionário do Saber Ancestral é um material especial que reúne palavras de origem indígena presentes no nosso cotidiano, seus significados e contextos culturais. Também inclui um jogo da memória para desenvolver a leitura e ampliar o repertório sociocultural dos estudantes. Baixe gratuitamente e leve novos olhares para a sua sala de aula!Dia do Estudante (11/08)Uma data criada para reconhecer o papel dos estudantes não pode passar em branco nas escolas, certo?Vale promover atividades em que os estudantes se sintam valorizados, buscando fortalecer o sentimento de pertencimento em relação ao espaço escolar. Concursos, gincanas e atividades que estimulem a troca de experiências são ótimas ideias para atingir esse objetivo. Atividades mão na massa, como produzir murais ou pintar paredes da escola, também são boas opções para realizar um processo de criação coletiva que envolva toda a comunidade escolar.Quer saber mais sobre como as atividades mão na massa podem estimular o protagonismo estudantil em suas aulas? Temos a formação perfeita para você: “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”, elaborada pela premiada professora Débora Garofalo.Dia Nacional das Artes (12/08)Celebrando a existência de manifestações como a música, o cinema, a literatura, o teatro, o circo, a pintura e a poesia, o Dia das Artes é uma boa oportunidade para trabalhar a expressão artística dentro da sala de aula. Além de auxiliarem muito no processo de ensino-aprendizagem, as artes têm impacto direto no desenvolvimento integral dos estudantes, estimulando a evolução em aspectos intelectuais, sociais, emocionais, físicos, estéticos e, claro, criativos. ‍Que tal aguçar ainda mais a criatividade em suas aulas por meio do uso de tecnologias? Inscreva-se no curso gratuito “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir”!Dia Nacional dos Direitos Humanos (12/08)No Brasil, a data escolhida para relembrar a importância dos direitos humanos é uma homenagem à líder sindical Margarida Alves, uma das primeiras mulheres a exercerem a função no país. Ela exerceu importante papel na garantia dos direitos básicos durante a ditadura militar.Os direitos humanos foram instituídos com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Quarenta anos depois, em 1988, quando foi estabelecida a Constituição Federal, o Brasil passou a reconhecer a dignidade da pessoa humana e direitos como saúde, bem-estar e alimentação passaram a ser assegurados.É importante que os direitos humanos sejam trazidos para o contexto da escola a partir da formação integral de crianças e jovens. Além disso, em uma realidade na qual os estudantes passam cada vez mais tempo conectados à internet, é importante reforçar a conexão entre direitos humanos e cidadania digital. O curso “Cidadania Digital” apoia você nesse processo!Dia da Informática (15/08)Em 15 de agosto de 1946, foi apresentado o primeiro computador do mundo. Desde então, a tecnologia se desenvolveu exponencialmente e passou a fazer parte das nossas vidas.É impossível falar sobre o Dia da Informática sem ressaltar a importância do desenvolvimento de competências digitais dos professores e estudantes, assim como no uso consciente, responsável e ético dos recursos tecnológicos. A série de cursos “Competências Digitais nas Áreas do Conhecimento da BNCC” ajuda educadores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza a integrar ferramentas digitais à sua prática pedagógica de forma crítica e inovadora. As formações são direcionadas para os educadores dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.Ainda no universo da informática, temas como programação e Inteligência Artificial também estão presentes no nosso catálogo de cursos gratuitos. Confira!Dia Mundial da Fotografia (19/08)Uma das invenções mais extraordinárias da história da humanidade, a fotografia revolucionou a sociedade a partir do século 19. Naquela época, porém, ter uma câmera fotográfica era raridade. Hoje, ao contrário, quase todo mundo carrega uma no bolso: o celular.Aproveite essa data para propor atividades educativas com fotografias, que são uma ótima maneira de exercitar a criatividade e o senso crítico, buscando interpretar o mundo ao redor. Dentro desse tema, uma boa fonte de inspiração é o projeto “Visões do Cotidiano”, criado pela professora de artes Marenice Costa após realizar um curso da plataforma Escolas Conectadas. A iniciativa propõe que os estudantes captem, por meio de fotografias feitas no celular, a realidade e os problemas sociais enfrentados pela comunidade. Leia a matéria completa aqui.Dia do Folclore (22/08)Seja por meio de personagens clássicos como saci-pererê, curupira, boto-cor-de-rosa e iara, ou por celebrações populares, como o carnaval e a festa junina, o folclore é uma manifestação da cultura popular que caracteriza a identidade social do povo brasileiro. São tantas narrativas regionais, de norte a sul do país, que essa data remete a lembranças de histórias, tradições, mitos e lendas estudadas desde a educação infantil. O Dia do Folclore pode ser comemorado de diversas formas, desde atividades como contação de histórias, teatro de fantoches e danças típicas a concurso de fantasias e até mesmo uma feira cultural.Se a intenção for criar uma atividade digital, já pensou em convidar seus estudantes a produzirem jogos e animações com os diversos temas abarcados pelo folclore? Pois o curso “Olá mundo! Lógica de programação e autoria” ajudará você a atingir esse objetivo por meio da programação.Dia da Infância (24/08)Em 24 de agosto, é comemorado no Brasil o Dia da Infância. Porém, desde 2023, agosto passou a ser considerado o Mês da Primeira Infância, ação que visa conscientizar a sociedade sobre a importância da atenção integral às gestantes, às crianças de até seis anos de idade e às suas famílias.Nas escolas, essa data – e o mês como um todo – são excelentes oportunidades para desenvolver atividades que valorizem a infância. Organizar jogos e brincadeiras são boas ideias para movimentar o corpo, além de estimular a convivência entre as crianças.Pensando na grandiosidade de um país como o Brasil, com o apoio do site Mapa do Brincar, separamos algumas brincadeiras regionais que podem ser trabalhadas na sala de aula.Região norte: buraco e helicóptero de folhaRegião nordeste: estátua e sete pecadosRegião centro-oeste: cachorro no osso e pato, pato, gansoRegião sudeste: caracol e base 4Região sul: coelho sai da toca e conebolDurante todo o mês: Agosto LilásO Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, com foco na divulgação da Lei Maria da Penha e no combate à violência doméstica e familiar. O mês foi escolhido por marcar o aniversário da sanção da lei em 7 de agosto de 2006.Na atualidade, o ambiente virtual tornou-se uma das principais ferramentas para a violência moral e psicológica contra as mulheres. Práticas como cyberbullying, perseguição online e vazamento de fotos íntimas, inclusive, já são combatidas pela Lei Maria da Penha.Leia uma matéria especial sobre o tema aqui.Esteja preparado/a para fortalecer esse enfrentamento por meio do curso “Cidadania Digital”, que incentiva o uso seguro, consciente e responsável da Internet entre educadores e estudantes.Conte para nós quais desses temas farão parte do seu planejamento e aproveite para compartilhar esse conteúdo com outros educadores!

0