Educação inclusiva: professora desenvolve novas práticas a partir de formação continuada

Educação inclusiva: professora desenvolve novas práticas a partir de formação continuada

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20/09/2023

Conheça a história da professora Fabiana da Silva Palmeira, de Colômbia (SP), que tornou suas aulas mais acessíveis depois de concluir a formação na plataforma Escolas Conectadas

 

A inclusão de estudantes com deficiências físicas, p​​síquicas e sensoriais é uma demanda urgente para uma educação mais equitativa, bem como para a promoção do respeito à diversidade no ambiente escolar. 

Algumas iniciativas vêm sendo tomadas pelo Governo para a inclusão socioescolar. Exemplo disso é a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusivaque inclui estudantes com deficiência nas salas de aula da rede pública. No entanto, é preciso que as escolas tenham a infraestrutura adequada e os professores tenham a formação necessária para atender definições como essa. 

A professora Fabiana da Silva Palmeira, da cidade de Colômbia (SP), entendeu a importância da formação continuada voltada à inclusão na educação. Ela realizou o curso Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, na plataforma Escolas Conectadas. Confira, a seguir, como a educadora aplicou em sala de aula os conhecimentos que ela adquiriu na formação e os resultados conquistados junto aos estudantes.

 

Inclusão como propósito profissional e de vida

Fabiana é professora e especialista em educação especial. Sua trajetória profissional é marcada pela atuação como educadora e cuidadora. Atualmente, ela exerce a função de professora auxiliar no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vera Lúcia Monteiro Prado, na Etapa II da Educação Infantil, no interior do estado de São Paulo. 

Apesar de já ter contato com o tema, ela considerou realizar o curso quando sentiu a necessidade de buscar conhecimento para melhorar a didática nas aulas, no intuito de torná-las mais acessíveis a um estudante com Síndrome de Down. 

De acordo com a professora, a ideia era ir além de atender às necessidades específicas desse aluno. “Mas também as necessidades de todos os estudantes, fazendo a minha parte no processo de inclusão, dando o meu melhor", explica.

Professora Fabiana da Silva Palmeira, de Colômbia (SP)
Leia mais: Como a tecnologia ajuda a educação a promover diversidade e inclusão?

 

Igualdade e pertencimento em sala de aula

Durante o curso sobre educação inclusiva, vários pontos chamaram a atenção da professora Fabiana, conforme ela explica: "A riqueza de informações claras e diretas que facilitam muito o entendimento do conteúdo. Além da preocupação explícita proporcionar um aprendizado de qualidade com estudos de caso, materiais de apoio e complementares e o suporte para tirar dúvidas". 

Ainda ao longo das unidades formativas, a educadora da rede municipal de Colômbia percebeu a possibilidade de propor em sala de aula atividades que envolvessem todos os estudantes, com ou sem deficiência, para promover o sentimento de pertencimento coletivo. Mas depois de ter recebido o certificado da formação, Fabiana transformou o aprendizado em prática a partir de movimentos simples e projetos pedagógicos mais elaborados. Conheça algumas das suas práticas:

Integração entre colegas

Seguindo a ordem alfabética dos nomes dos estudantes da turma, todos os dias da semana um aluno é definido como "ajudante do dia". Sua função é sentar ao lado do colega com deficiência para auxiliá-lo, fazer companhia e estimular na realização das atividades em sala de aula.

Mão na massa

"Produzi alguns recursos, como apresentações e materiais visuais, para usar em sala de aula, pois não havia material disponível na escola que atendesse a todos", conta Fabiana. Dessa forma, a professora consegue fazer com que não haja necessidade de adaptação dos recursos para o aluno com deficiência. "Muda-se apenas a maneira de trabalhar a atividade. Mas todos utilizam ou manuseiam os mesmos recursos. Isso tornou as aulas mais dinâmicas e participativas”, explica.

Aprender em conjunto

Mesmo sem ter feito o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), a educadora encontrou uma forma de aprender a linguagem junto com a turma. "Passei a apresentar algumas músicas em vídeo com intérprete de Libras e aprendemos juntos. Além disso, em outras dinâmicas propostas, dançamos sentados, e quando alguma atividade permite, todos usam vendas nos olhos", detalha.

Para aprimorar seus conhecimentos, a professora já se inscreveu em mais dois cursos da plataforma em busca de desenvolver suas práticas pedagógicas: Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático, que auxiliará a educadora no aprendizado preparatório no primeiro ano do Ensino Fundamental, e Cidadania digital: educando para o uso consciente da internet, que responde a uma preocupação da professora Fabiana como educadora e como mãe.

Leia mais: Leve a inclusão para a realidade da escola!

 

Inscreva-se na formação gratuita

O curso Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a equidade é de curta duração e uma oportunidade para que você, educador, acesse os conceitos e práticas essenciais a respeito desse tema. Em 10h de formação on-line, você aprenderá sobre denominações apropriadas, visão relacional sobre a deficiência, dimensões da acessibilidade, tecnologias assistivas e Desenho Universal para a Aprendizagem. E com direito a certificação oferecida pelo Centro Universitário Braz Cubas. Clique aqui para saber mais e fazer a sua inscrição!

 

ESSE CONTEÚDO FOI INSPIRADOR?

Comentários - 4


Jucileide Maria Reis Arruda
25/09/23 16:53
É UM GRANDE DESAFIO PARA MIM ALUNOS ESPECIAIS NUMA SALA DO ENSINO MÉDIO POR EXEMPLO É UMA REALIDADE VIVIDA POR MIM E COM ESTA FORMAÇÃO BUSCO ME SENTIR MAIS CAPACITA PARA ATUAR COM ESSA REALIDDE
Elisangela Pereira Silva Piedade
06/10/23 12:05
Qual o público alvo dessa curso,
Ana Cláudia Barros da Silva
20/10/23 10:29
E um curso Maravilhoso, mas porém a carga horaria é muito pequena
Miriam Martins de Arruda
01/11/23 14:27
Tão especial com mínimo de carga horária 

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