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Produção colaborativa para aulas virtuais: conheça a história da professora Lucenilde

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27/07/2020
Quando começou o debate sobre aulas remotas no estado de Sergipe, a professora Lucenilde Rodrigues Santos ficou apreensiva. Mas, seguindo a natureza da profissão, foi estudar sobre o tema.  Então recebeu uma mensagem da diretora de uma das escolas em que trabalha, na região de São Francisco, noroeste de Sergipe, compartilhando a plataforma Escolas Conectadas. Logo inscreveu-se no curso Produção colaborativa de conhecimento: redes para multiplicar e aprender.

— Quando eu percebo que as pessoas têm propriedade de causa, eu me interesso muito. Digo, com certeza, que foi a minha salvação nesse período. Caiu como uma benção mesmo, eu diria que como uma tábua de salvação — lembra a professora, emocionada.

Como era a realidade de muitos professores antes da pandemia do Covid-19, Lucenilde dividia seus dias entre duas instituições: o Colégio Estadual João Dias Guimarães, na cidade de São Francisco, e o Colégio Nossa Senhora das Graças, na vizinha Propriá. Ela leciona língua portuguesa, literatura e redação para os três anos de Ensino Médio nas duas escolas, totalizando nove salas de aula. Já são 24 anos de carreira no magistério.

— No início do distanciamento, eu desenvolvi até um início de pânico, ansiedade, depressão, por passar muitos anos lecionando bastante, muito tempo interagindo, e de repente tudo parou. Fiquei em casa me sentindo ociosa, vazia — conta Lucenilde.

O curso Produção colaborativa de conhecimento foi a primeira formação que Lucenilde fez aqui no Escolas Conectadas. O objetivo do curso é subsidiar a aplicação de práticas pedagógicas que contribuam para tecer uma rede colaborativa de conhecimento, fornecendo ferramentas para explorar essas possibilidades com os alunos.

Como atividade avaliativa do curso, Lucenilde planejou uma atividade pedagógica para realizar com seus alunos a distância. Na primeira semana da sala de aula online, a professora aplicou os conhecimentos logo de cara. Os alunos do primeiro ano batizaram a atividade como Quiz da nossa língua portuguesa.

Durante uma chamada no Google Meet, a turma foi separada em grupos, cada qual com uma área da disciplina: semântica, ortografia, sintaxe e morfologia. Os alunos baixaram um aplicativo de perguntas e respostas, que aparece nas referências do curso. Cada grupo elaborava enunciados para que outro grupo concorrente pudesse responder, todos sobre a língua portuguesa. 

O grupo da Semântica tomou a posição de jurado, avaliando se os enunciados tinham significados coerentes e coesos. Todos os enunciados foram lidos em voz alta para a turma toda. Alguns alunos se empolgaram e até escreveram pequenos versos poéticos, declamando ao vivo para os colegas.

— O tempo passou voando! Acabei até adentrando a aula de geografia! Saí pedindo licença, mas o professor de geografia acabou participando conosco, sugerindo que as questões também envolvessem a disciplina dele — contornou Lucenilde.

Os pais e familiares também se juntaram à brincadeira, ajudando na transmissão dos filhos, orientando declamações e auxiliando em respostas difíceis. Tudo foi acompanhado pelo olhar atento da professora e dos colegas online na sala de aula virtual. Depois da brincadeira pedagógica, os alunos selecionaram alguns dos enunciados e criaram um Mural de Informações, exibindo as próprias criações em uma apresentação de slides. Alguns alunos criaram até um vídeo no aplicativo TikTok para compartilhar seus enunciados.

— Tinha um que era assim: “popularmente sou chapéu, mas não sou doce como mel. Posso ter grande reflexo, sou o acento …”. — a professora declama, de prontidão, orgulhosa, as criações dos alunos. 

Produção colaborativa dentro e fora da sala de aula
Faz parte da vivência do Escolas Conectadas a troca entre pares no ambiente virtual. A professora Lucenilde levou adiante o conceito de produção colaborativa e aproveitou a convivência dentro da plataforma para fazer contatos para a vida: criou um grupo de WhatsApp com os colegas do curso, para trocar experiências, relatos e práticas pedagógicas.

— Nós abrimos uma oportunidade, uma rede de compartilhamento no WhatsApp. Fazemos videochamadas, marcamos reuniões, tudo bem no nosso tempo. Tem pessoas do Paraná, de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina… é fantástico! Isso partiu do momento dos compartilhamentos das ideias no fórum — conta a professora.

Por ora, Lucenilde está lecionando virtualmente nas duas escolas e espera poder fazer outros cursos na plataforma, uma vez que o primeiro já lhe rendeu tanto conhecimento.

— Aprendi uma maneira de conexão diferente, manusear recursos de mídias tecnológicas, a questão de execução dos projetos, estender a nossa metodologia. Tem funcionado muito nas minhas aulas online, tenho usado muito as orientações. Acredito que a plataforma veio como um anjo para mim, uma nuvem de conforto no meio da pandemia — finaliza. 
ESSE CONTEÚDO FOI INSPIRADOR?