Resolver problemas: uma competência cada vez mais importante nos dias atuais

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Falar de resolução de problemas faz com que todos os professores que não são da área da matemática saiam correndo. Certo? Não! Todos resolvemos problemas todos os dias: que hora preciso acordar para estar na escola às 8h? Que fatores podem interferir no meu tempo de deslocamento? Será que levo comida para almoçar ou há restaurantes disponíveis perto? O que pode mobilizar meus alunos a aprenderem mais? Por qual rua posso caminhar para chegar mais rápido em casa? O que tenho que providenciar para as atividades de amanhã? Todos esses são problemas com que lidamos no dia a dia.

Resolver problemas e, para isso, avaliar condições, analisar variáveis e tomar decisões, é, por sinal, também uma demanda da rotina dos estudantes, ainda que os problemas sejam de diferentes ordens. Não à toa, ela é uma das competências fundamentais nas principais diretrizes educacionais do país, como os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

É, portanto, dessa resolução de problemas que falamos no curso Resolução de problemas: desenvolvendo competências para o século XXI. Na unidade 1, o educador conta com um acervo de ideias para trabalhar a resolução de problemas no âmbito da matemática e conectá-la com os demais campos de conhecimento. São exploradas as diferenças entre problema matemático e exercício e analisadas variadas estratégias para a resolução de problemas de maneira a torná-la um hábito cotidiano. 

A segunda unidade da formação focaliza a resolução de problemas como uma necessidade interdisciplinar. São discutidas as características do método científico e meios de concretizá-lo na escola, apresentadas iniciativas de instituições que já o aplicam regularmente e abordados os benefícios desse enfoque educacional. 

“Com a competência de resolução de problemas bem desenvolvida, o aluno, ao enfrentar cenários desconhecidos, terá condições de estabelecer planos, criar estratégias, investigar hipóteses, construir argumentos com base em dados, assim como de expressar e socializar de forma eficiente as medidas tomadas e suas conclusões. São habilidades essenciais para a vida, não apenas no contexto acadêmico”, ressalta uma das autoras do curso, a profa. Patrícia Behling Schäfer. 

Já na unidade 3, o professor é convidado a relacionar a resolução de problemas a demais competências requeridas no século XXI e cujo desenvolvimento é encorajado ao longo da educação básica, como a autonomia, a criatividade e a cooperação, a partir de diretrizes como os já referidos Parâmetros Curriculares Nacionais e a Base Nacional Comum Curricular. Exemplos e inspirações alinhados à Base, aliás, integram todas as unidades do curso.

“Um dos maiores desafios do professor é apoiar a constituição do estudante como um investigador, um autor, alguém capaz de percorrer os passos que levam à construção da ciência. Mais importante do que aprender um determinado conteúdo é desenvolver autonomia e condições para aprender qualquer conteúdo e buscar auxílio sempre que necessário. É papel do professor instrumentalizar o estudante com estratégias para aprender os mais variados assuntos e, fundamentalmente, para resolver problemas” complementa Patrícia.

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