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5 eventos importantes em 2024

27/12/23

Conheça alguns dos principais eventos que acontecem no próximo ano e que podem inspirar os educadores 

 

O ano de 2024 já tem um calendário de eventos que pode interessar os professores e ajudar no processo de aprendizagem dos estudantes. São congressos, feiras ou grandes eventos que poderão apoiar os educadores na busca por novos conhecimentos, bem como inspirar o planejamento pedagógico ao longo do ano letivo.

Confira alguns eventos relevantes para que você se mantenha atualizado sobre as novidades do setor ou mesmo use como tema em sala de aula. 

 

1- Bett Brasil

Um dos maiores eventos de inovação e tecnologia da América Latina, a Bett Brasil acontece de 23 a 26 de abril e é sediado em São Paulo (SP). O congresso, que reúne centenas de palestras e milhares de visitantes, tem como propósito transformar o cenário da educação conectando diversas frentes do setor, desde instituições de ensino e professores, até governos, edtechs e organizações do terceiro setor. A Bett Brasil faz parte de um conjunto global de eventos relacionados à inovação e educação, realizados ao redor do mundo.

O tema central do próximo ano já foi divulgado: "Inovação com propósito: educação em diálogo com as transformações sociais”. A partir dele, será possível propor diferentes discussões, como a equidade e recomposição de aprendizagens, dois pontos fundamentais para tornar a Educação um instrumento de bem-estar social e promover uma transformação positiva. 

As inscrições já estão abertas! A participação como visitante na área de exposição durante os quatro dias do evento é gratuita. Para acompanhar o Congresso Educação Básica ou o Fórum de Gestores é preciso pagar uma taxa. Para mais informações, acesse o site oficial e garanta a sua vaga.

 

2- Educa Week

Em maio, uma nova edição do Educa Week promete trazer novas perspectivas sobre a Educação no Brasil em seus diversos âmbitos, em especial o da inovação. No encontro, grandes representantes do setor e milhares de inscritos se reúnem, novas pesquisas e dados são apresentados e novas propostas são discutidas. É possível acompanhar o evento presencial ou remotamente.

Para os educadores, o evento é uma excelente oportunidade para ficar por dentro das principais agendas da educação brasileira e compartilhar práticas pedagógicas com professores de todo o país. Inclusive, um dia da programação da Educa Week costuma ser dedicado exclusivamente para a troca entre docentes.

A programação da Educa Week 2024 ainda não foi divulgada. Mas no site oficial do evento já é possível demonstrar interesse em participar. Clique aqui e saiba mais.

 

3- GEduc 2024

Reconhecido como o principal congresso de gestão educacional do Brasil, o GEduc reúne os mais relevantes players da área para três dias de imersão. Em 2024, o GEduc será realizado de 3 a 5 de abril, em São Paulo (SP). 

Mais de 60 marcas estarão presentes na feira expondo produtos e serviços que apoiam o fortalecimento das instituições de ensino. Uma oportunidade para que professores e gestores conheçam soluções inovadoras e as tendências do setor. É possível visitar a feira gratuitamente. Clique aqui.

Já o acesso ao Congresso Brasileiro de Gestão, ao Fórum A nova sala de aula, ao Fórum de Habilidades Socioemocionais e às demais plenárias previstas na agenda é necessário inscrição e pagamento de taxa. Acesse o site para conhecer os detalhes.

 

4- Olimpíadas de Paris

Em julho do próximo ano, acontecerá a abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2024, em Paris. A capital francesa irá sediar o evento pela terceira vez. As últimas edições aconteceram no Japão (2021), Brasil (2016) e Londres (2012).

O evento esportivo traz uma série de temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar com os alunos na sala de aula. A história e prática dos esportes mais tradicionais até as novas modalidades incluídas em 2024, como o caiaque cross e o breakdance são os destaques para a disciplina de Educação Física, por exemplo. Já em conteúdos de História e Geografia, é possível estudar a história da França, que inclui as grandes navegações e a Revolução Francesa, o papel do país no desenvolvimento da humanidade e a relação com o Brasil. 

 

5- Eleições municipais

Em outubro de 2024, os brasileiros irão às urnas para eleger novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Além desse movimento ser essencial para o futuro das cidades, é também um momento de exercício e compreensão do papel da cidadania, já que essas autoridades são responsáveis pelas mudanças mais próximas às comunidades. 

As eleições podem ser trabalhadas em sala de aula com os estudantes a partir de uma série de perspectivas. Na Língua Portuguesa, tópicos como a oralidade, oratória e análises. Em Geografia, o conhecimento sobre a divisão de territórios e a geopolítica. Em História, o estudo da formação e divisão dos poderes e do desenvolvimento da democracia. 

 

Comece 2024 preparado para os principais eventos e temas em pauta! Não deixe de compartilhar com seus colegas.

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Nesse cenário, é dever da escola sensibilizar os estudantes para os desafios da preservação da natureza, estimulando-os a serem defensores ativos do meio ambiente. Atividades que envolvam limpeza de áreas verdes, plantação de mudas e hortas escolares, visita às áreas de conservação, reciclagem, economia circular e sustentabilidade podem ser o ponto de partida para estimular mudanças de comportamento. Caso queira aprofundar ainda mais seus conhecimentos no tema, os cursos gratuitos “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” e “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” darão novas ideias para trabalhar questões ambientais dentro de sala de aula.Dia das Crianças (12/10)Desde 1924 – ou seja, há mais de 100 anos –, as crianças de todo o Brasil têm um dia para chamar de seu. 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Setembro Amarelo: como transformar a escola em espaço de ...

A escola pode atuar na prevenção de questões de saúde mental ao criar espaços de diálogo e identificar sinais que demandem atençãoAbraçado pela cor amarela, o mês de setembro chega com um convite para falar sobre cuidado, saúde mental e valorização da vida. Na escola, essa conversa significa mais do que organizar uma atividade em um dia específico: é uma oportunidade para fortalecer vínculos, abrir espaços de escuta e ajudar estudantes a reconhecer quando precisam de apoio (e onde encontrá-lo).Essa conversa ganha importância diante dos sinais de sofrimento emocional relatados pelos próprios adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE neste ano, mostra que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram ter sentido tristeza na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores ao levantamento. Outros 26,1% afirmaram ter sentido, no mesmo período, que ninguém se preocupa com eles.O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que, no Brasil, mobiliza diferentes setores da sociedade ao longo do mês de setembro. Criada em 2015, a campanha busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção. O dia 10 de setembro, por sua vez, marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.A pesquisa também apontou que 18,5% dos adolescentes disseram ter sentido que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre. Além disso, 32% afirmaram ter sentido vontade de se machucar intencionalmente no último ano.Esses dados reforçam a importância de a escola estar atenta, mas não significam que professores ou gestores devam assumir o lugar dos profissionais de saúde. O papel da escola está em reconhecer essas questões, criar condições para que sinais de sofrimento sejam percebidos e acolhidos e, quando necessário, acionar a rede de apoio.A escola também precisa saber escutarGrande parte da infância e da adolescência acontece dentro da escola. É ali que estudantes constroem amizades, enfrentam conflitos, lidam com expectativas, fracassos e mudanças e desenvolvem formas de se relacionar consigo mesmos e com os outros. Por isso, o ambiente escolar também pode ser um espaço importante para fortalecer vínculos e criar oportunidades de escuta.Para o professor Erison Lima, de Manaus (AM), essa escuta pode revelar situações que nem sempre aparecem de forma evidente na sala de aula. Por meio do Clube do Silêncio, iniciativa criada no Centro Educacional de Tempo Integral Eng. Prof. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, os estudantes encontram um espaço de acolhimento e escuta, onde podem falar livremente sobre o que estão vivendo, com o acompanhamento do docente.O projeto nasceu em 2018, a partir das vivências de professores e estudantes diante de um contexto de violência urbana. Com reuniões semanais que ocupam diferentes espaços da escola, a ideia é que os jovens tenham a possibilidade de conversar,  refletir e desenvolver relações baseadas em empatia, respeito e cuidado.“No Clube do Silêncio, o que mais sobressai é o desabafo dos jovens sobre o acúmulo das pressões diárias”, conta. Segundo ele, muitos relatos estão relacionados a crises de ansiedade, sentimentos de inadequação, medos e questões familiares e sociais.A escuta também pode mudar a maneira como o professor interpreta determinados comportamentos. “A apatia, a desatenção, a agressividade ou a queda no rendimento costumam ser equivocadamente rotulados apenas como falta de interesse ou indisciplina”, afirma Erison. Para ele, observar esse contexto ajuda a compreender que, por trás de um determinado comportamento, pode existir um sofrimento que nem sempre é evidente. Na prática, esse cuidado começa em atitudes simples: chamar o estudante pelo nome, olhar nos olhos, perceber mudanças de comportamento e, diante de um conflito ou de uma tarefa não entregue, buscar compreender melhor a situação antes de simplesmente aplicar uma punição.“Assim, deixamos de ver apenas o aluno para enxergar o sujeito integral, com suas vivências, traumas, sonhos e necessidades humanas”, resume o professor.Quando a escuta vira parte da rotinaPara Erison, a experiência do Clube do Silêncio mostra que não é preciso criar uma grande estrutura para começar. Cada escola pode adaptar a proposta à sua realidade e criar espaços seguros de escuta. “Não precisa ter o nome de clube; apenas ser um espaço seguro para eles já basta”, explica.É justamente aí que o Setembro Amarelo pode deixar de ser uma ação pontual e se transformar em uma oportunidade para incorporar o cuidado à rotina escolar. Cartazes, murais e rodas de conversa ajudam a colocar o tema em pauta, mas a prevenção ganha força quando existem espaços regulares de diálogo e uma equipe preparada para reconhecer situações que merecem atenção e encaminhamento especializado.Uma prática para começar em 10 minutosNão é preciso esperar uma grande campanha ou um projeto estruturado para abrir espaço à escuta. Inspirado no Clube do Silêncio, Erison sugere uma prática que pode ser adaptada para diferentes turmas e realizada em menos de 10 minutos:1. Faça uma pausaOrganize os estudantes em círculo e reserve um minuto para uma breve respiração guiada. 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O objetivo é construir segurança, e não criar uma situação de exposição.A atividade pode ser realizada uma vez ou incorporada à rotina semanal. Segundo Erison, quando o estudante percebe que aquele espaço é seguro, a confiança pode abrir caminho para conversas mais profundas sobre saúde mental, empatia e convivência.Escutar também é saber quando pedir ajudaCriar espaços de diálogo não significa transformar professores em terapeutas. A escola pode fazer uma primeira escuta, acolher o estudante e perceber sinais que mereçam atenção, mas situações que exigem acompanhamento especializado precisam ser encaminhadas para a rede de proteção.Na experiência de Erison, esse trabalho envolve o contato com psicólogos e assistentes sociais da rede de educação, que podem orientar os professores e contribuir para o acompanhamento dos casos. Dependendo da situação e da organização do território, essa articulação pode envolver também serviços de saúde e assistência social, além dos responsáveis pelos estudantes. “A escola não pode ser uma ilha isolada”, resume o docente.E a vida digital também faz parte dessa conversaSe a escola quer falar sobre o bem-estar de crianças e adolescentes, também precisa olhar para os espaços onde boa parte das relações acontece hoje. Redes sociais, aplicativos e plataformas fazem parte da vida cotidiana dos estudantes e podem ser espaços de conexão e pertencimento, mas também de exposição, cyberbullying, discursos de ódio, conflitos e pressão social.O que acontece no ambiente digital não fica necessariamente do lado de fora do portão. Conflitos entre estudantes podem continuar nas redes, uma exposição pode repercutir na sala de aula e situações vividas no mundo virtual podem aparecer na escola em forma de isolamento, ansiedade, agressividade ou queda no rendimento.Por isso, desenvolver uma relação mais consciente, segura e responsável com o ambiente digital também é uma forma de cuidado. A educação para a cidadania digital ajuda estudantes a compreender os riscos e as responsabilidades envolvidos nas interações on-line e a construir estratégias para lidar com diferentes situações.Na plataforma Escolas Conectadas, o curso “Computação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo” aborda temas como cidadania digital, desinformação, cyberbullying, saúde mental e inclusão, propondo caminhos para trabalhar o uso seguro e criativo das redes em sala de aula.Já a formação “Cidadania Digital” propõe um olhar mais amplo sobre a vida dos estudantes na internet, passando por reputação digital, segurança, Inteligência Artificial, discursos de ódio, direitos e deveres on-line.

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Uma década de transformação digital na educação: por que ...

Reunimos em um infográfico os principais debates e transformações que atravessaram a educação digital brasileira nos últimos dez anos.A plataforma Escolas Conectadas está de cara nova. A partir de agora, nossa comunicação ganha uma nova identidade visual, mais contemporânea, acolhedora e conectada aos ambientes digitais.A mudança acompanha um momento importante: em 2026, o ProFuturo, programa global de educação digital do qual a Escolas Conectadas faz parte, completa dez anos. Criado pela Fundação Telefônica Vivo e pela Fundação “la Caixa”, o programa atua em diferentes países para promover uma educação de qualidade por meio da tecnologia, com atenção especial à redução das desigualdades e à ampliação de oportunidades de aprendizagem.Fazer parte dessa iniciativa também significa acompanhar de perto as transformações que atravessam a educação digital no Brasil e no mundo. Ao longo dos últimos dez anos, vimos a tecnologia deixar de ser discutida apenas como infraestrutura e passar a ocupar um espaço cada vez mais amplo no debate educacional. Hoje, falamos também de Inteligência Artificial, competências digitais, educação midiática, cidadania digital, pensamento computacional, inclusão e acessibilidade.É nesse movimento que a Escolas Conectadas também se transforma. Assim como o ProFuturo, acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma educação mais inclusiva e para a redução das desigualdades quando utilizada com intencionalidade pedagógica. Mais do que incorporar novas ferramentas, trata-se de apoiar educadores para que possam fazer escolhas conscientes sobre como, quando e por que utilizar a tecnologia em suas práticas.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE IA+ Inteligência Artificial na Educação: Fundamentos+ Inteligência Artificial: Uso criativo para transformar a aprendizagemPor isso, nossa nova identidade visual não é apenas uma mudança estética. Ela representa a evolução da própria conversa sobre tecnologia e educação, e o compromisso de continuar acompanhando essa transformação para apoiar os educadores brasileiros diante dos desafios do presente e do futuro.Para marcar o lançamento da nova identidade visual da plataforma Escolas Conectadas, preparamos um conteúdo especial sobre educação digital. A linha do tempo abaixo reúne marcos importantes da educação brasileira ao longo da última década: os temas que ganharam espaço nas escolas, os debates que se tornaram políticas educacionais e as novas questões que passaram a fazer parte da jornada de educadores em todo país. 1.webp 97.6 KB 2.webp 94 KB 3.webp 99.2 KB 4.png 97.6 KB Da inovação pedagógica às políticas públicasHá 10 anos, em 2016, um dos focos dos educadores estava em experimentar novas formas de ensinar. A cultura maker, as metodologias ativas e a aprendizagem baseada em projetos mostraram que a tecnologia poderia apoiar experiências mais criativas e participativas em sala de aula.Em 2017, a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deu um passo importante ao incluir a cultura digital entre as Competências Gerais da Educação Básica. Pela primeira vez, o uso das tecnologias deixou de ser visto apenas como apoio às aulas e passou a fazer parte das aprendizagens essenciais previstas para todos os estudantes.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE BNCC COMPUTAÇÂO+ BNCC Computação: Fundamentos e práticas+ Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC ComputaçãoAo mesmo tempo, cresceram discussões sobre equidade, representatividade e a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia, ampliando o olhar sobre quem faz parte da construção do futuro digital.Pandemia: transformação aceleradaEm 2020, a pandemia da Covid-19 colocou as tecnologias digitais no centro da educação. O ensino remoto exigiu respostas rápidas de professores, gestores e redes de ensino, evidenciando tanto o potencial quanto os desafios do uso das tecnologias.Nos anos seguintes, o debate evoluiu para o ensino híbrido e para a recomposição das aprendizagens. Mais do que combinar atividades presenciais e virtuais, tornou-se necessário repensar estratégias pedagógicas capazes de atender estudantes com diferentes trajetórias e necessidades.Esse período também evidenciou a importância da formação continuada dos educadores. Em um cenário de mudanças constantes, aprender a utilizar novas tecnologias com intencionalidade pedagógica passou a ser ainda mais necessário para a prática docente.Uma nova etapa para a educação digitalOs últimos anos consolidaram uma nova fase dessa transformação digital. A homologação da BNCC Computação, em 2022, fortaleceu o debate sobre competências digitais e abriu caminho para que a Computação passasse a integrar o currículo da Educação Básica. Ao mesmo tempo, a chegada da IA generativa trouxe novas possibilidades para o planejamento das aulas, a produção de materiais e a aprendizagem, acompanhadas de discussões sobre ética, autoria e pensamento crítico.Também ganharam espaço temas como educação midiática, cidadania digital, inclusão e acessibilidade. Em comum, todos eles reforçam uma mesma ideia: formar estudantes para viver, aprender e participar de uma sociedade cada vez mais conectada.INSCREVA-SE EM CURSOS SOBRE COMPUTAÇÃO NA EDUCAÇÂO+ Redes Sociais para o uso consciente e criativo+ Pensamento Computacional e Programação na educaçãoEvoluir junto com a educaçãoAcompanhar esses debates educacionais faz parte da trajetória da Escolas Conectadas. Desde sua criação, em 2015, a plataforma busca apoiar educadores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e inclusivas, oferecendo formações gratuitas que acompanham as necessidades de cada momento da educação brasileira.

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Sua turma está aprendendo? Descubra como transformar dado...

Novo curso da plataforma incentiva o uso de dados educacionais como ferramenta para aprimorar o ensino e a aprendizagem.Todos os dias, uma sala de aula produz dados. Eles aparecem nas notas de uma avaliação, na frequência escolar, nas atividades entregues, nos resultados de um trabalho ou na participação dos estudantes. Isoladas, essas informações podem parecer apenas números e registros. Quando observadas em conjunto, porém, podem ajudar a revelar histórias sobre como uma turma aprende.Um resultado abaixo do esperado, por exemplo, pode ser o ponto de partida para a pergunta: o que está por trás desse desempenho? Uma dificuldade aparece entre muitos estudantes ou está concentrada em um grupo específico? Houve evolução depois de uma determinada atividade? Quais habilidades parecem estar consolidadas e quais ainda precisam ser trabalhadas?É com esse tipo de reflexão que os dados podem ganhar um novo significado para os professores: não como mais uma obrigação burocrática, mas como uma ferramenta para enxergar melhor a evolução da própria turma.Como explica Bruno Porto, professor e pesquisador do Centro de Referência em Formação e em Educação a Distância (Cefor) do Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo), trabalhar com dados na educação é mais simples do que pode parecer: “O professor já produz e utiliza muitos dados, todo o tempo, mesmo sem necessariamente chamar essas informações de dados.”De números a pistas sobre a aprendizagemUsar dados na educação não significa necessariamente trabalhar com grandes bancos de informações ou dominar ferramentas complexas. Muitas vezes, começa com registros que já fazem parte da rotina docente.Ao organizar resultados de avaliações, por exemplo, o professor pode perceber que uma dificuldade que parecia pontual se repete em diferentes atividades. Acompanhando esses resultados ao longo do tempo, é possível identificar avanços que não seriam tão evidentes olhando apenas para uma avaliação isolada.Nesse sentido, os dados podem funcionar como pistas: eles não explicam sozinhos por que um estudante teve determinado desempenho nem substituem o olhar do professor sobre o contexto, mas podem ajudar a formular perguntas mais precisas, identificar padrões e apoiar decisões sobre os próximos passos do planejamento pedagógico.“Esses dados nos ajudam justamente a transformar essas percepções em perguntas mais objetivas e permitem que o professor investigue melhor o que está acontecendo antes de tomar a decisão pedagógica”, afirma Bruno.Quando visualizar ajuda a enxergarImagine uma planilha com os resultados de uma turma em diferentes atividades. Há dezenas de linhas e colunas, e cada célula traz uma informação. É possível encontrar respostas ali, mas nem sempre elas aparecem de imediato.Um olhar mais apurado pode mudar essa relação com os dados. Um gráfico, por exemplo, pode mostrar a evolução de uma turma ao longo de um período. Outro pode ajudar a comparar o desempenho em diferentes habilidades. Um dashboard (painel visual interativo) pode reunir informações e permitir uma visão mais ampla do percurso de aprendizagem.O objetivo não é transformar todos os dados da escola em gráficos, mas escolher a melhor maneira de representar uma informação para responder a uma determinada pergunta.Por exemplo: se a questão é “como a turma evoluiu?”, uma visualização temporal pode tornar essa trajetória mais evidente. Se a pergunta for “quais habilidades os alunos apresentam mais dificuldade?”, uma comparação entre resultados pode ajudar a localizar os pontos que merecem atenção.“Essa visualização funciona como uma ponte entre o dado bruto e a interpretação pedagógica”, resume Bruno. Para ele, gráficos, mapas de calor e linhas de evolução podem facilitar a identificação de padrões e o acompanhamento das trajetórias dos estudantes, sem substituir a análise do professor.As narrativas nascem das perguntasSe os dados podem ajudar a enxergar melhor a turma, o storytelling com dados ajuda a organizar tudo aquilo que foi percebido em uma narrativa central e envolvente. Alguns exemplos:●      uma sequência de resultados pode contar a história de uma dificuldade que diminuiu ao longo do tempo;●      uma comparação pode revelar que determinada estratégia teve resultados diferentes para grupos distintos de estudantes;●      um conjunto de indicadores pode mostrar que, por trás de uma média geral, existem trajetórias muito diversas dentro da mesma sala.Vale reforçar que essas narrativas não estão prontas no gráfico: elas nascem da pergunta que o professor faz aos dados e do contexto que ele conhece sobre seus estudantes.Por isso, contar histórias com dados não significa simplesmente apresentar resultados de maneira mais bonita, mas sim selecionar informações relevantes, estabelecer relações entre elas e comunicá-las de forma que ajudem outras pessoas – ou o próprio professor – a compreender uma situação.A ideia também aparece na experiência de Bruno com o tema. “Se a gente tem uma nota baixa, que está ali sozinha, ela representa apenas um resultado. Mas se a gente, antes dessa nota, perceber que o estudante reduziu a frequência, deixou de participar de alguma atividade, começou a acumular pendências, a gente começa a enxergar uma trajetória.”Na prática, isso pode ser útil para diferentes momentos da vida escolar: planejar uma intervenção, acompanhar o desenvolvimento dos estudantes, compartilhar um diagnóstico com a equipe pedagógica ou conversar com a turma sobre seu próprio percurso de aprendizagem.Esse olhar exige, porém, interpretação crítica. “Nenhum indicador deve ser considerado uma verdade absoluta”, alerta o pesquisador. Por isso, é importante relacionar diferentes informações, considerar o contexto e evitar decisões baseadas em um único indicador.Que histórias os dados da sua turma estão contando?Talvez a pergunta mais interessante não seja quantos dados uma escola ou um professor possui, mas o que é possível enxergar a partir deles.Que estudantes avançaram? Onde estão as maiores dificuldades? Quais habilidades precisam ser retomadas? Quais mudanças aconteceram ao longo do tempo? Há padrões que merecem ser investigados? Aprender a fazer essas perguntas é um dos caminhos para aproximar a ciência de dados do cotidiano escolar.Para professores que querem desenvolver esse olhar, a Escolas Conectadas oferece um novo curso gratuito: “Ciência de Dados e Visualização na Educação para Professores”. A formação aborda a coleta, análise e interpretação de dados educacionais, além da criação de gráficos, dashboards e relatórios visuais e do uso de storytelling para transformar resultados em estratégias de ensino.Com 40 horas de carga horária, totalmente on-line e autoformativo, o curso é voltado a professores de todas as etapas da educação básica.Não perca essa oportunidade! Porque, quando aprendemos a olhar para os dados de outra maneira, eles podem deixar de ser apenas números e se transformar em pistas para compreender melhor as histórias que acontecem em sua sala de aula.

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