Vai lecionar uma nova disciplina? O Escolas Conectadas pode te ajudar!

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Quando recebeu a notícia de que lecionaria, pela primeira vez, em 2019, a disciplina de Informática, a professora Luzia de Oliveira da Silva, de Itaporã, no Mato Grosso do Sul, não sabia por onde começar. Luzia, que é graduada em Matemática - Licenciatura pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), se viu com uma turma de 32 jovens do projeto Avanço para o Jovem na Aprendizagem (AJA), estudantes com idade entre 15 e 17 anos que têm distorção idade-série, responsável por uma disciplina de um assunto que não dominava.

“Nunca tinha dado aula de informática. Foi bem desafiador mesmo, embora a gente olhe o diferencial e os conteúdos, tive que fazer um estudo particular para poder ministrar aulas para eles” relembra.

Foi aí que ela encontrou a plataforma Escolas Conectadas. Só em 2019, concluiu 16 cursos. Os temas foram os mais variados, que ajudaram a professora a estimular o desenvolvimento de competências do século XXI nos alunos, por meio de práticas de metodologias de ensino e aprendizagem inovadoras. Sem medo da indisciplina, Grandezas e medidas e Resolução de problemas foram alguns dos cursos escolhidos por Luzia. Dessa vez, foi uma atividade do curso Escola na Nuvem que a ajudou com os alunos nesse novo desafio.

“O curso, quando fiz, eu já tinha iniciado a lecionar a disciplina. Me ajudou bastante porque eu vi atividades que os alunos gostaram de fazer, de desenvolver. Postei no fórum do curso e depois desenvolvi atividade semelhante com eles”, conta.

A formação Escola na Nuvem auxilia professores com recursos para a produção, o armazenamento e o compartilhamento de documentos multimídia (como textos, fotos, vídeos, infográficos) diretamente na rede. Os alunos da professora Luzia tinham pouco acesso a computadores ou até celulares. Apesar disso, ela investiu seu tempo e seu próprio computador para buscar formações continuadas, inserindo seus alunos no mundo digital. 

“A gente não tem velocidade adequada da internet, os computadores são bem antigos, têm uns probleminhas, alguns ligam e outros não, às vezes demora um pouco mais pra ligar. Aí a gente tenta fazer as atividades o máximo possível. Às vezes a gente usa o celular deles, alguns têm internet no celular e outros não têm, a gente dá uma volta na situação para conseguir cumprir as nossas atividades”.

Cada estudante criou um Gmail e todos fazem as atividades de aula no Google Drive, que é um serviço de armazenamento e sincronização de arquivos do Google, ativo desde 2012. O uso é gratuito e aberto a todos, mas para os usuários que necessitarem de mais espaço, há opções pagas de armazenamento mais extenso. Hoje, o Google Drive tem várias ferramentas para a criação e edição de documentos em vários formatos: documentos de texto, apresentações, desenhos e planilhas.

Para enviar as atividades, eles compartilham o arquivo com a professora. Quando não há internet na escola, fotografam a tela e enviam para a professora por WhatsApp. A professora diz que o curso a ajudou muito com as ideias para os planos de aula que desenvolveu.

“Tive que estudar bastante para fazer atividades diferenciadas e não ficar só na teoria. Eles gostam mais da prática, ainda mais com o uso da tecnologia”.

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