O professor que cativou os alunos ao usar a tecnologia e falar de poesia

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Antes do início do ano letivo de 2020 em Sinop, no Mato Grosso, Antônio César Gomes de Silva procurava novidades para trazer para sua turma de 5º ano da Escola Municipal Sadao Watanabe. Foi aí que encontrou o curso Produção textual na cultura digital, do Escolas Conectadas, com vagas abertas.

— Já fazia um tempo que eu pesquisava e não achava coisas com aplicação na sala de aula. Quando vi esse curso era exatamente o que eu precisava, tinha ações concretas, como a Nuvem de Palavras. Dá para fazer em qualquer formato, tem vários sites que você pode usar para construir — relembra Antônio.

Uma das atividades avaliativas da formação é a criação de uma Nuvem de Palavras, nome escolhido em razão da representação alinhada e agrupada que as palavras constituem no final do processo. Também conhecida como "tag cloud", essa ferramenta tem como objetivo apresentar os elementos que aparecem com maior frequência em um determinado texto, criando assim, um grupo de palavras-chave. Vários sites já disponibilizam essa ferramenta gratuitamente, o que torna esse processo de criação muito mais prático.

A ideia de Antônio era mostrar aos pequenos que poesia poderia ter vários formatos, independente das rimas, dos versos ou das estrofes. Antônio é graduado em Letras e em Pedagogia.

— A poesia tem que ter o encantamento, só o texto em si não seria suficiente para encantar as crianças — afirma.

Trabalharam por uma semana, em sala de aula, os textos para suas nuvens de palavras. Antônio é o professor principal dessa turma, que passa mais tempo com os alunos. Por isso, a atividade envolveu vários dias, construindo a expectativa dos alunos.

— Fiz uma Nuvem de Palavra como atividade do curso, mas a minha ficou pequena, com poucos destaques. Mostrei a que fiz na atividade para eles, para orientá-los a fazerem textos longos, que rendessem uma nuvem mais interessante — conta.

Ao final da semana, com os textos escritos, foram ao Laboratório de Informática da escola.

— Eles nunca tinham visto isso. Eu gostei da reação deles quando viam o formato do texto se transformando na nuvem. Ficou muito legal, não era o texto normal na folha — relata sobre a atividade.

Todas as Nuvens estão salvas nos computadores da escola. O próximo plano, passada a pandemia de Covid-19, é retomar a atividade e fazer com que os textos dos alunos sejam editados e publicados em livro por uma editora local,  curiosamente, fazendo o caminho inverso, do digital ao papel. O professor continua investindo em sua formação profissional, aliando a pedagogia ao digital e concluindo a formação Laboratório de criação de vídeos de bolso, que, assim como o curso Produção textual na cultura digital, terá inscrições abertas durante o mês de maio. 

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