Programe suas aulas de abril com as nossas sugestões

22/03/23

Saiba quais temas são potenciais para incluir no seu planejamento pedagógico, de acordo com o calendário

Atualizado em 26/03/2025

O mês de abril dá início ao segundo trimestre do ano e traz diversas oportunidades de trabalho pedagógico em sala de aula. Se você acha que o ano está passando rápido demais, essa é a hora de se planejar para aproveitar ao máximo as próximas datas comemorativas!

Confira, a seguir, as nossas sugestões para os principais marcos do próximo mês, que poderão ser trabalhados em sala de aula com os seus estudantes.

Dia Internacional da Checagem de Fatos (02/04)

Não é mera coincidência que o Dia Internacional da Checagem de Fatos seja celebrado logo após aquele que é conhecido como o Dia da Mentira. A data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância de combater a desinformação, conhecida também como fake news. Tratam-se de conteúdos apelativos baseados em mentiras, rumores, boatos, fofoca e difamação que geram prejuízos à sociedade e à democracia.

Mas o que a educação tem a ver com isso? Tudo! No contexto escolar, a educação midiática é uma ferramenta fundamental para contornar essa realidade. Aliás, foi apostando nisso que o educador Yuri Norberto elaborou o Observatório Internacional da Notícia, projeto implementado no Centro de Excelência Atheneu Sergipense, em Aracaju (SE). A iniciativa tem a intenção de combater a disseminação de informações falsas e, ao abordar temas da contemporaneidade, desperta o senso crítico dos alunos e dá autonomia para que eles escolham como lidam com as informações.

Conheça mais sobre o Observatório Internacional da Notícia.

Caso você queira se aprofundar ainda mais em temas como uso seguro, responsável e consciente da internet, o curso gratuito “Bem-estar, saúde mental e desinformação online: aprofundando habilidades de cidadania digital” facilita a incorporação da temática nas salas de aula e nos projetos pedagógicos, conciliando a educação em Direitos Humanos e o uso das tecnologias digitais.

Dia Mundial da Saúde (07/04)

Além da conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde e bem-estar, o Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade para levar demandas das populações relacionadas a essa área para os representantes públicos. Afinal, a garantia da saúde é uma necessidade e também um direito público. Por isso, se mescla com outros temas como qualidade de vida, políticas públicas, desigualdade social, entre outros. 

Nas escolas, a data pode ser trabalhada por uma perspetiva multidisciplinar e trazida para o contexto brasileiro, incluindo discussões sobre os sistemas de saúde do país. Já em séries mais iniciais, o tema pode se voltar para cuidados com higiene pessoal e bem-estar físico e mental. 

O curso gratuito “Elementar, meu caro! Dados: um universo em expansão” é uma boa dica para os educadores que queiram utilizar informações e estatísticas da saúde brasileira para trabalhar de forma criativa e envolvente a educação em dados, ensinando seus alunos as habilidades de ler, analisar, interpretar e comunicar dados de forma contextual. 

Dia Mundial do Desenhista (15/04)

Se tem um dia para colocar a criatividade em prática, é este! O Dia do Desenhista celebra também o dia de nascimento de um dos artistas mais conhecidos de todos os tempos: o italiano Leonardo da Vinci.

Professor(a), por que não aliar essa que é uma das atividades mais importantes do desenvolvimento infanto-juvenil com o uso de ferramentas digitais? Pois o curso gratuito “Tecnologias digitais na prática pedagógica para criar e compartilhar” pode te ajudar nesse processo.

Com a formação, você poderá incentivar o aprendizado dos seus alunos com o uso de tecnologia, colocando a criatividade em ação e explorando ferramentas digitais que instigam o interesse e apoiam a autoria de crianças e jovens. Conheça o curso e comece agora mesmo!

Dia dos Povos Indígenas (19/04)

Tema em alta no cenário político e social do Brasil, o Dia dos Povos Indígenas é uma oportunidade tanto para resgatar nossa ancestralidade como para propor uma visão de futuro sobre o tema. A data passou a receber esse nome em 2022, em substituição ao que era conhecido como “Dia do Índio”, de forma a abranger a diversidade cultural de todos os povos originários. A celebração, porém, acontece no Brasil desde o governo de Getúlio Vargas, há mais de 80 anos.

Mais do que celebração, é importante lembrar que a data deve ser instrumento de conscientização. Os debates sobre demarcação de territórios e a questão sociopolítica do garimpo em terras indígenas são bons pontos de partida para trabalhar essas questões em sala de aula. 

Se você tem interesse em conhecer estratégias pedagógicas que valorizam a história, cultura e contribuições de diferentes etnias, promovendo a representatividade em sua aula, não deixe de realizar o curso gratuito “Introdução à Educação Antirracista”.

Dia da Terra (22/04)

Mais de 4,5 bilhões de anos: essa é a idade aproximada da Terra. E para que o território comum a todos os seres vivos que habitam este planeta também sopre velhinhas, foi escolhido o dia 22 de abril como Dia da Terra. 

Este é um momento oportuno para incentivar a reflexão a respeito da importância de cuidarmos do nosso planeta – e como as ações humanas do dia a dia afetam negativamente a vida nele. Porém, é preciso tomar cuidado para que a data não seja vista de maneira isolada, sendo fundamental trabalhar boas ações durante todos os dias do ano para, assim, manter nosso planeta o mais saudável possível.

Em dúvida sobre como abordar esse tema de maneira atrativa em sua aula? Pois o curso gratuito “Tecnologias para empoderar: digitalizar para incluir” possibilita aos educadores explorar diversas potencialidades pedagógicas das tecnologias digitais para apoiar os estudantes na construção de conhecimento. A formação propõe missões inspiradas no livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, que podem ser realizadas pelo próprio educador pessoalmente ou junto com os estudantes em aula.

Dia Nacional da Educação de Surdos (23/04)

Segundo o IBGE, pessoas surdas representam 5% da população brasileira. No âmbito escolar, esta data é o momento ideal para pensar, dentro e fora da sala de aula, as estratégias de educação inclusiva.

Vale lembrar da importância de diferenciar os termos “pessoa com deficiência auditiva” e “surdo”. Enquanto o primeiro tem uma redução na capacidade auditiva em um ou nos dois ouvidos, o segundo tem ausência total da capacidade auditiva.

A data, instituída em 2002, é logo seguida pelo Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, no dia 24 de abril, outro tema de muita relevância quando falamos de inclusão. Derivada da língua de sinais francesa, a Libras inclui, para além dos gestos, expressões faciais e corporais. 

Precisa de ajuda para conhecer conceitos da educação inclusiva e pensar em estratégias e práticas para tornar o ambiente escolar mais acessível para todos os estudantes? Pois o curso gratuito “Introdução à Educação Inclusiva: Caminhos para a Equidade” foi feito sob medida para você!

Dia Internacional da Educação (28/04)

No dia 28 de abril de 2000, durante o Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar (Senegal), foi assinado um compromisso internacional por líderes de 164 países – incluindo o Brasil – com a intenção de garantir o desenvolvimento da educação em todo o mundo. 

Desde então, é celebrado nesta data o Dia Internacional da Educação. Durante o dia, as escolas e demais instituições de ensino podem organizar atividades para reunir a comunidade e promover os valores educacionais para a formação de crianças, jovens e também adultos.

Atualmente, um dos principais desafios da educação é a integração de novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Aos docentes que tenham interesse em aprofundar suas habilidades digitais em sintonia com as demandas da BNCC, indicamos os novos cursos gratuitos “Competências Digitais nas áreas do conhecimento”. Dedicadas a professores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, as formações potencializam o aprendizado com o uso estratégico da tecnologia.

Dia Internacional da Dança (29/04) 

Se lá pela metade do mês exercitamos nossa criatividade, agora é a hora de colocar o corpo em movimento! O Dia Internacional da Dança foi instituído em 1982 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Não por acaso, dia 29 de abril também é a data de nascimento de Jean-Georges Noverre, um dos criadores do balé moderno.

A dança é uma expressão artística e cultural que contribui para o desenvolvimento social, emocional e educacional. Além de um convite para a atividade prática e para o trabalho de todos os benefícios físicos e mentais associados à dança, também é o momento de relembrar como ela esteve presente ao longo da história e das várias culturas da humanidade.

No contexto educacional, estimular expressões artísticas como a dança e as artes do corpo é uma ação fundamental para estimular o desenvolvimento e o protagonismo de todos os estudantes. Você pode se aprofundar nesse tema realizando o curso gratuito “Metodologias ativas: aprendizes protagonistas”.

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Conheça os principais prêmios da educação brasileira em 2026

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A premiação contempla diferentes etapas e modalidades de ensino, reforçando a importância da gestão eficiente e do compromisso com a aprendizagem.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraPrêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE)Destaca escolas e instituições que demonstram excelência em processos de gestão pedagógica e administrativa. A iniciativa reconhece práticas que fortalecem planejamento estratégico, liderança escolar, engajamento da comunidade e melhoria contínua dos resultados educacionais.Mais informações em: https://www.geducoficial.com.br/pnge-sobrePara estudantesPrêmio LEDNa versão para estudantes, o prêmio fomenta projetos e soluções inovadoras para melhorar a educação no país. O desafio valoriza ideias criativas, soluções de impacto social e iniciativas que utilizam tecnologia e inovação para enfrentar desafios reais da educação. Mais informações em: https://somos.globo.com/movimento-led/Prêmio MEC da Educação BrasileiraA premiação também contempla estudantes, ao reconhecer desempenhos de destaque em avaliações e indicadores nacionais da educação básica. A proposta é valorizar o esforço individual e coletivo, incentivando a permanência, o engajamento e a busca por melhores resultados acadêmicos.Mais informações em: https://www.gov.br/mec/pt-br/premio-educacao-brasileiraOlimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP)Uma das maiores competições estudantis do Brasil, a OBMEP reúne milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. 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Além disso, os cursos ajudam a transformar boas ideias em práticas consistentes e documentadas, aumentando as chances de participação qualificada nessas iniciativas. Ou seja, a formação não é apenas um diferencial no currículo: é um caminho concreto para potencializar projetos, gerar impacto real na escola e ampliar oportunidades de reconhecimento profissional.

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Para que essa realidade seja transformada, os educadores também precisam se envolver nesta causa! Para conscientizar de um jeito divertido a sua turma, você pode, de acordo com as suas possibilidades, organizar um mutirão de limpeza em praias e áreas de lagos e mananciais, visitar estações de tratamento de água ou levar os alunos para conhecer uma nascente. Para dentro da sala de aula, é possível realizar uma dinâmica de simulação onde os alunos, divididos em grupos, tentam transportar água utilizando recipientes e trajetos que representam diferentes realidades sociais: uns com infraestrutura plena e outros com obstáculos e baldes furados. O exercício evidencia, de forma prática, como a desigualdade socioeconômica e geográfica limita o acesso à água, e você pode estimular um debate sobre saneamento básico e justiça social utilizando os dados hídricos da própria região da escola.Um ótimo aliado para apoiar a execução dessas atividades é o curso gratuito “Elementar, meu caro! 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Como trabalhar o Dia Internacional da Mulher na escola?

Educadoras relatam ações implementadas em defesa dos direitos das mulheresMais do que uma celebração, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data estratégica para levar à sala de aula os eventos históricos que resultaram na conquista de direitos femininos, assim como as lutas atuais das mulheres.A obtenção de direitos civis como o voto, a participação cada vez maior no mercado de trabalho, o alto índice de feminicídios e o direito ao acesso gratuito a métodos contraceptivos são alguns dos temas que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, abrangendo diversas áreas do conhecimento. “Hoje, discutir a questão de gênero na escola é mais importante do que nunca”, afirma Glaucia Gonzaga, professora de sociologia de Maceió (AL). “E quando falamos do 8 de março, não é sobre receber flores, bombons, beijinhos e abraços, mas é sobre a luta das mulheres.”A educadora, que já criou uma eletiva para discutir cidadania digital com seus estudantes, sugere três etapas para discutir o tema em sala de aula. Na primeira, pode-se envolver a turma na pesquisa e apuração de informações sobre desigualdade de gênero. “Por exemplo, estamos enfrentando um problema muito grande de feminicídio no Brasil”, relembra Glaucia. Ela cita dados do Atlas da Violência, que mostram que, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. “Isso por si só já é gravíssimo. Mas surge um problema ainda maior quando analisamos quem são essas mulheres vítimas da violência: mais de 31 mil – ou cerca de 67% do total – são mulheres negras. Ou seja, não tem como falar de violência contra a mulher sem falar de educação antirracista.”Diante desse cenário, o papel da escola torna-se ainda mais essencial. Transformar dados em reflexão crítica e reflexão em prática pedagógica é um passo fundamental para promover mudanças reais. Aos educadores interessados em se aprofundar em estratégias pedagógicas antirracistas mediadas por tecnologias digitais, a plataforma Escolas Conectadas possui dois cursos gratuitos e com inscrições abertas: Educação Antirracista Mediada por Tecnologias: Conceito e Fundamentos e Tecnologias como Aliada da Educação Antirracista: Práticas e Perspectivas. Ação em defesa das mulheresDando continuidade aos resultados encontrados na pesquisa, a educadora sugere que os estudantes discutam o que é possível fazer para transformar essa realidade, tendo acesso a leis e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres. Por fim, organiza-se uma ação concreta no chão da escola de forma interdisciplinar.“No ano passado, durante o mês da Mulher, realizamos o Varal do Empoderamento, no qual colocamos nos corredores da escola um varal com frases e imagens sobre o que é ser mulher hoje, informações sobre o tema e personagens, incluindo mulheres negras que são referências em suas áreas, como Djamila Ribeiro, Angela Davis, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Já neste ano, faremos o Intervalo da Ação, em que serão criados cartazes com os principais dados sobre o tema, cartilhas que falam do combate à violência de gênero e um palco com microfone aberto para números de poesia e música.”Glaucia considera uma ação de “extrema importância”, pois o intervalo é um momento propício para reunir toda a comunidade escolar e sensibilizá-la diante deste tema. “Essa ação lhes dá voz, para que os próprios estudantes possam denunciar essa violência e desigualdade, que precisa ser vista, escutada e sentida, e não invisibilizada”, afirma.Empoderamento e prevenção de violênciasPara inspirar ainda mais os educadores, a Escola de Liderança para Meninas é um exemplo de sucesso sobre como trabalhar questões importantes sobre gênero nas instituições de ensino. 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Segundo uma pesquisa do Unicef, 37% das brasileiras já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.A educadora observa que falar de menstruação com meninas é algo que ainda incomoda  muita gente. “Durante o projeto, trabalhamos mitos e tabus relacionados, para que elas entendam que não há nenhuma restrição do que se possa fazer quando está menstruada. Que, inclusive, é algo natural, um sinal de saúde, e que o ciclo acontece durante o mês inteiro, e não somente quando sai sangue. Buscamos reconhecimento e apoio dentro da escola, para que as meninas não precisem esconder o absorvente e possam ter dignidade menstrual”, pontua.Como dica para quem quiser realizar uma atividade semelhante em suas aulas, Even reforça que professores e adolescentes precisam ser ouvidos. “E não somente as meninas, mas também é muito importante que esse papo se estenda aos estudantes trans e aos meninos. 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